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Mostrando postagens de janeiro, 2022

As ou os milhares?

 Milhares, milhões e bilhões deverão ser escritos no masculino. Sempre no masculino.   Os vocábulos em questão são classificados, de acordo com o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, como numerais e substantivos masculinos.   Sendo assim, os numerais, pronomes e artigos que os antecedem não podem ficar no feminino. Vejamos algumas frases corretas:   Estão armazenados no armazém dois milhares de sacas de feijão.   Os dois milhares de plantas foram destruídos.   Os bilhões de criaturas humanas em breve brigarão por água potável.   Alguns milhares de casas não estão dignas de moradia.   Os milhares de pessoas se amontoavam como nunca visto antes.   Observação: Quando o sujeito da oração for um desses vocábulos, o particípio ou o adjetivo podem concordar no feminino, dada a atração com o substantivo feminino plural. De tal modo, está justificada a concordância que fizemos no penúltimo exemplo. Observe que não usamos "dignos" e sim "digna...

Papai Noel, papai-noel ou tanto faz?

 Consideremos a frase logo abaixo, escrita corretamente quanto aos empregos do hífen e das iniciais maiúsculas e minúsculas:   A criança recebeu, na noite de Natal, um papai-noel do Papai Noel.   A primeira indagação a ser feita seria sobre a possibilidade de escrevermos o vocábulo em questão com ou sem hífen, bem como se seria possível o emprego de ambas as iniciais: maiúsculas e minúsculas.   Vamos às respostas.   Em se tratando do personagem folclórico natalino, devemos escrever Papai Noel (sem hífen e com as iniciais maiúsculas - neste caso por se tratar de um nome próprio, mesmo fictício, conforme recomenda o novo acordo ortográfico). O itálico, aqui, é mero destaque.   Já o vocábulo papai-noel (com hífen e com iniciais minúsculas) significa "presente de Natal", daí as diferenças do outro vocábulo acima mencionado.   Vale ressaltar que o segundo termo não é usado no dia a dia (muito menos na época apropriada), razão por que - acreditamos - pratica...

Na medida em que ou à medida que

 Há uma diferença considerável entre as locuções à medida que e na medida em que. Basta atentarmos para o fato de que à medida que se aplica quando nos referimos à ideia de proporção, ao passo que na medida em que à ideia de causa ou condição.   Vamos analisar as três frases abaixo:   1 - À medida que se estuda, mais se amplia o conhecimento. 2 - O corte no orçamento é injusto, na medida em que afeta principalmente a classe trabalhadora. 3 - O último portão só deverá ser aberto na medida em que efetivamente ajudar a aumentar o fluxo dos visitantes.   A primeira das frases nos remete ao sentido de proporção; a segunda, de causalidade; a terceira, de condição.   O método prático para se saber qual locução usar é o seguinte: substitua as referidas locuções por à proporção que, desde que (ou pois ou porque) e por se. Vamos fazer as substituições na ordem apresentada:   1 - À proporção que se estuda, mais se amplia o conhecimento. 2 - O corte no orçamento é inju...

O emprego do apóstrofo

 Tentaremos sintetizar, de forma bastante objetiva, alguns empregos do apóstrofo a partir das prescrições do Acordo Ortográfico de 1990 (atualmente em vigor).   1º - Posso escrever e ler em Os Sertões ou n'Os Sertões. Vejamos alguns casos possíveis:   Lê-se em Os Sertões sobre a Guerra de Canudos. Lê-se n'Os Sertões sobre a Guerra de Canudos.   Observação 1: O emprego do apóstrofo exige a consoante n na forma minúscula, salvo se iniciar uma frase.   A mesma regra vale para em Os Lusíadas e n'Os Lusíadas.   Observação 2: Quando não utilizamos o apóstrofo, devemos ter muito cuidado na hora de empregar, na forma escrita, a preposição que antecede o título de uma obra iniciada por artigo (como Os Sertões, por exemplo):   Referiu-se a Os Sertões. (e não aos Sertões, nem ao Os Sertões) Lê-se em A República toda a utopia política de Platão. (e não na República) Referiu-se a A República. (e não à República) A Guerra de Canudos está contida também em Os Sertões...

A concordância verbal com títulos de obras literárias

 Geralmente o verbo fica no plural quando o título da obra literária está no plural, embora seja admitido o singular, principalmente quando a concordância é feita com o verbo ser.    As Cartas Persas é de autoria do francês Montesquieu.   As Cartas Persas anunciam o Espírito das Leis. (Manuel Bandeira)   As Valkírias foi publicada em 1992.   Os Sertões, de Euclides da Cunham, contam a história de uma sangrenta guerra vivida no final do século 19.    Observação: A primeira e a terceira frases poderiam ser construídas com os verbos no plural, enquanto as duas outras frases com os verbos em destaque no singular. No entanto, por questão de estética e de eufonia, caso a concordância não se dê com os verbos ser e estar, melhor é utilizar a concordância no plural, como retratamos na segunda e na quarta frase acima. Finalmente, cabe observar que em "As Valkírias foi publicado em 1992" a concordância se dá a partir da ideia implícita de livro (ou seja, "O ...

A crase antes dos pronomes possessivos

 De acordo com a norma padrão, é facultativo o emprego da crase antes dos pronomes possessivos, uma vez é facultativo o artigo antes de tais pronomes. Na frase Ela gostava de meus livros, temos a preposição, mas não temos o artigo antes do pronome meus. Assim, a frase também estaria correta deste modo: Ela gostava dos meus livros, pois a presença do artigo "o" também é possível (de + o = dos). Do mesmo modo, em Ela se referiu a minha opinião, temos a preposição, mas não o artigo, daí a ausência da crase. Se, todavia, houver o emprego do artigo, a crase é de rigor: Ela se referiu à minha opinião. Os pronomes até aqui empregados são chamados de possessivos adjetivos, pois acompanham um substantivo. Quando substituem um substantivo (chamados de possessivos substantivos), a crase é obrigatória: Ela se referiu a minha opinião e não à sua. Temos, na frase logo acima, dois pronomes [minha (pronome adjetivo, pois está acompanhado do substantivo opinião) e sua (pronome substantivo, po...

Oitavas de final ou oitavas-de-final? Quartas-de-final ou quartas de final?

 Os seguintes termos (associados aos torneios por eliminação) são designados por escrito sem o hífen. Deste modo, devemos escrever: A oitava de final, A quarta de final, A semifinal e  A final. Os respectivos plurais são: As oitavas de final, As quartas de final, As semifinais e As finais. Fica evidente, portanto, que intercalado pela preposição de, o termo final não vai para o plural, somente o primeiro deles (oitavas e quartas).

Amigo secreto, amigo-secreto ou tanto faz?

 As duas formas estão corretas, mas têm significados diferentes, daí o cuidado na hora de aplicá-las. Em se tratando da festa em si, o correto é "amigo-secreto" (com hífen). No entanto, cada um dos participantes é o "amigo secreto" (sem hífen). Vejamos as seguintes frases (com os empregos corretos dos referidos termos): Amanhã acontecerá a festa do amigo-secreto. O José é meu amigo secreto. Já sei quem é minha amiga secreta, o que só aumentou minha ansiedade pelo tão sonhado dia do amigo-secreto. Atenção: O Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa registra somente "amigo-secreto", mas não traz seu significado, daí a necessidade da consulta a um dicionário, que explica essa diferença. O Aurélio, por sua vez, não consigna "amigo-secreto", mas "amigo-oculto" (que tem o mesmo significado). Discutindo o verbete amigo, o referido dicionário traz "amigo oculto" (sem hífen), e aponta seu significado como sendo cada um dos particip...

A diferença entre onde e aonde

 De acordo com o ensinamento dos gramáticos, usamos aonde com verbos de movimento e onde com verbos de permanência. Seriam verbos de movimentos, por exemplo, chegar, levar, ir. Exemplos de verbos de permanência seriam estar, morar, ficar. Note-se que os verbos de movimento acima mencionados são construídos com a preposição a, enquanto os de permanência com a preposição em. Assim, vejamos como fica a conjugação dos verbos apontados: Chegar a algum lugar. Levar a algum lugar. Ir a algum lugar. Está em algum lugar. Morar em algum lugar. Ficar em algum lugar. Dadas as dicas em questão, basta verificar a regência a ser empregada, para em seguida escolhermos entre onde e aonde. Vejamos na prática: Chegaremos aonde mesmo? Não sei aonde levaram. Irei aonde me pedir. Fique onde você está. Esta é a rua onde ela mora. Ela está onde tem que ficar mesmo. Outros exemplos: Onde você colocou o livro? (Colocou o livro em algum lugar e não a algum lugar) Dirigiu-se aonde? (Dirigiu-se a algum lugar e...

Apologia a, de ou tanto faz?

De acordo com o dicionário Houaiss, a regência de apologia é "de". Logo, dizemos: Apologia do crime Apologia dos direitos "Apologia" é, na verdade, a defesa de algo. E quem defende, faz a defesa de alguma coisa e não "a alguma coisa". Esse uso ocorre por associação com o substantivo elogio, que rege a preposição a.

Estado - com inicial maiúscula, minúscula ou tanto faz?

 A palavra "estado" tem alguns significados, mas estamos falando, evidentemente, do vocábulo referente ao governo, ao país, ao ente da federação, à entidade jurídica com natureza política.   A dúvida, que parece ser frequente, pode ser minimizada - ou mesmo desaparecer, quando atentarmos para uma regra simples.   Em se tratando de governo, país ou entidade jurídica com natureza política, deveremos usar sempre a inicial maiúscula:   O Estado nem se deu conta de que está sendo passado para trás.   A última Constituição do Estado brasileiro foi confeccionada num período de transição política.   O Estado tem o dever constitucional de promover a igualdade social.   Alguns Estados da América do Sul parecem voltar no tempo.   Por sua vez, tratando-se do ente federativo de um país, deveremos optar pela inicial minúscula:   O estado do Ceará pertence ao Nordeste brasileiro.   Os estados nordestinos ocupam considerável porção do território naciona...

A diferença entre perca e perda

 A simples afirmação de que "perda" é um substantivo e "perca" é a forma conjugada do verbo "perder" não parece ser suficiente para esclarecer, na prática, as dúvidas em torno do emprego desses dois vocábulos. Então vamos para um método mais prático. Use "perda" sempre que se puder colocar antes dele um artigo (o, a, um, uma). Exemplos: 1. "Se a perda sofrida por ele foi tão grande assim, decerto está muito abatido". 2. "A perda da roça deixou o agricultor entristecido". 3. "Não me venha com essa de que a perda dos sonhos é motivo para não voltar a sonhar". Diferentemente da condição assinalada, não se admite o emprego de artigo antes de "perca". Exemplos: 1. "Não perca as esperanças, rapaz!". 2. "Perca tudo, mas não perca o sonho de viver". 3. "Esperamos que ele não perca o treino". CUIDADO: 1. Em frases do tipo "Não o perca de vista", esse "o" é pronome ob...

Zero, meio, ambos, metade, último, penúltimo e antepenúltimo são numerais?

 Meio, zero e ambos são numerais. Metade é substantivo, apesar de alguns considerarem numeral. Último, penúltimo e antepenúltimo são adjetivos, apesar de alguns considerarem ordinais. Os ordinais (quinto, décimo terceiro, etc.) são numerais, assim como os multiplicativos (sêxtuplo, cêntuplo, etc.) e os fracionários: nono, treze avos, etc. Todos os ordinais também são numerais.

Água benta, água-benta ou tanto faz?

 O Aurélio consigna que, em se tratando da "água que o celebrante benze e exorciza", devemos usar o verbete sem o hífen (água benta).   O hífen é de rigor quando se refere à cachaça (água-benta).   Vale lembrar que o VOLP, que representa a voz oficial da Academia Brasileira de Letras, traz na referida obra o verbete água-benta, mas não informa seu significado. Daí a necessidade a consulta a um dicionário, como o Houaiss ou o Michaelis, que explica essa diferença. É apenas uma referência à cachaça, e não à água utilizada pela Igreja Católica para benzedura e exorcismos.

Globo - Programação: 24 a 30/12/2011; 31/12/2011 a 06/01/2012

 SÁBADO 24/12/2011 06.05 - Globo Educação 06.25 - Globo Ciência 06.50 - Globo Ecologia 07.15 - Globo Universidade 07.40 - Ação 08.05 - TV Globinho 10.50 - Turma da Mônica 11.10 - Victorious 11.40 - Hannah Montana 12.05 - Praça TV - 1ª Edição** 12.50 - Globo Esporte 13.20 - Jornal Hoje 13.50 - Estrelas 14.45 - TV Xuxa 16.05 - Caldeirão do Huck 18.30 - A Vida da Gente                  19.15 - Praça TV - 2ª Edição** 19.30 - Aquele Beijo 20.30 - Jornal Nacional 21.05 - Fina Estampa 22.15 - Zorra Total 23.20 – TV Globinho Especial: As Doze Badaladas dos Sinos de Natal (Exibição em HD) *** 00.15 – Missa do Galo 02.05 – Altas Horas 04.05 – Os Simpsons DOMINGO 25/12/2011 05.45 - Santa Missa 06.45 - Sagrado 06.55 - Globo Comunidade 07.25 - Pequenas Empresas & Grandes Negócios 08.00 - Globo Rural 08.55 - Auto Esporte 09.30 - Esporte Espetacular 12.25 - Aventuras do Didi 13.00 – Os Caras de Pau 13.50 - Esquenta 15.05 - Temperatura Máxima. Filme...

Pequeno dicionário de carioquês

 Conheça (e entenda) 15 expressões tipicamente cariocas Bolado Sentimento ou sensação de preocupação ou incompreensão.  Estar bolado é estar preocupado com algo ou alguém ou simplesmente não ter entendido algo. “Coé” “Coé” é a versão ainda mais carioca do já muito carioca “qual é”. Gramaticalmente, pode ser considerada a aglutinação (mistureba de duas ou mais palavras para formar uma terceira) de “qual é”. O “coé” pode ser: – Vocativo, iniciando a frase. “Coé cara, beleza?” – Afrontador. “Irmão, coé, tá maluco?” – Indicador de incerteza: “Ainda não sei coé a sua?” Deu ruim Expressão tipicamente carioca que está pouco a pouco se espalhando para o restante do país. Ela é usada para descrever absolutamente quaisquer espécies de situações que tenham dado errado, desde as mais cotidianas até as mais trágicas. Irado Para os mais inexperientes, irado pode lembrar ira, fúria, raiva, irritação, um sentimento negativo em relação a algo ou alguém. Mas irado é completamente oposto. Irado ...

RPB TV - Programas

 JORNALISMO                                                          Jornal Matinal Jornal Matinal Acorde bem informado com as primeiras informações do dia, com uma apresentação dinâmica e ágil. De segunda a sexta, às 7:15 + Notícias + Notícias Os fatos que marcaram o dia são abordados no + Notícias de uma forma mais informal com a apresentação de Rodrigo Schmidt. De segunda a sábado, às 14:00. Voz Ativa Praça Voz Ativa Praça Nesse programa a sua comunidade é colocada em primeiro lugar, tratando dos seus principais problemas, trazendo a cada semana no estúdio moradores de uma região para denunciarem algum problema ou mostrarem o que sua comunidade tem de melhor! Domingos, às 12:15 Jornal Matinal Jornal Matinal Acorde bem informado com as primeiras informações do dia, com uma apresentação dinâmica e ágil. De segunda a sexta, às 7:15 RPB Bra...