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Mostrando postagens de março, 2021

Entenda os rituais sagrados da Santa Missa

 A missa é uma celebração em que podemos ficar ainda mais próximos de Nosso Senhor. Neste momento especial, podemos reviver os mistérios da vida de Cristo: sua vida, paixão, morte e ressurreição. Com isso, recebemos as bênçãos dos Céus, livramo-nos dos pecados e ficamos com a sensação de estarmos mais leves. A Santa missa segue um ritual, repleto de significado. Entenda cada detalhe dessa celebração e viva ainda mais intensamente essa experiência religiosa. Ritos iniciais Canto de entrada: ele cria um clima festivo e de comunhão com Deus e os fiéis, além de acolher o padre e os ministros, leitores, coroinhas, acólitos, diáconos e seminaristas. Este é o momento em que devemos abrir o nosso coração para receber Jesus em nossa vida. O canto também está em sintonia com o tema que será celebrado na santa missa: no Tempo Pascal deve falar da ressurreição, no Advento deve falar da expectativa da vinda do Salvador, no Natal deve falar da encarnação e do nascimento de Cristo, na Quaresma de...

Novo visual da Rede Telecine

 Telecine Premium Antigo Telecine 1, o canal das superestreias. Os maiores sucessos e os mais recentes lançamentos. Todo sábado às 22h, o canal estreia um filme de sucesso na sessão Superestreia, esse é reprisado todo domingo às 20h no Telecine Pipoca. Telecine Premium HD O substituto do "Telecine HD". Lançado no dia 22 de Outubro de 2010. Com a mesma programação do Telecine Premium em alta definição, com a melhor qualidade de som e imagem. Os melhores e os maiores filmes inéditos e exclusivos e sucessos de bilheteria em HD, com som Dolby Digital 5.1 e no formato 16:9, em som original e legendados em português. Telecine Action Antigo Telecine 2, dedicado exclusivamente a exibição de filmes de ação, suspense, policial, ficção científica, guerra, western, terror e eróticos. Telecine Action HD Lançado no dia 1º de Novembro de 2010, o canal é a versão em Alta Definição do canal Telecine Action, dedicado a filmes de ação, policiais, suspense e terror. Telecine Touch Antigo Telecin...

Em 1997, com Concurso de Paródias, SBT turbinava linha de shows

O SBT sempre teve certa tradição de fazer estreias no mês de agosto, quando a emissora faz aniversário. Há 20 anos, entre o final de julho e início de agosto de 1997, o canal de Silvio Santos faria uma série de mudanças na grade e lançaria programas que seriam lembrados até os dias de hoje. Numa única semana, por exemplo, o SBT lançava um jornalístico, uma nova novela e três novos programas na linha de shows, turbinando a programação. A primeira estreia foi, na verdade, um retorno. O jornalístico policial Aqui Agora retornava ao ar reformulado em 31 de julho de 1997, na faixa das 18 horas, com apresentação de Ney Gonçalves Dias. O jornalista, na época, fazia sucesso com o Cidade Alerta, da Record, e levou o formato para o SBT. Entretanto, o novo Aqui Agora não deu muito certo e saiu do ar em dezembro do mesmo ano, quando estreou o lendário Fantasia. A segunda estreia foi Chiquititas, primeira versão, que entrou no ar no dia 31 de julho de 1997, às 20h. Coprodução entre SBT e a argentin...

Lista de novelas, seriados e minisséries da Globo

 Novela das Seis Década de 1970 Meu Pedacinho De Chão (1971) Bicho Do Mato A Patota Helena (primeira novela como adaptação da literatura brasileira) O Noviço (última novela das seis exibida em preto e branco) Senhora (primeira novela das seis exibida em cores) A Moreninha (1975) Vejo A Lua E O Céu O Feijão E O Sonho Escrava Isaura A Sombra Dos Laranjais Dona Xepa Sinhazinha Flô Maria,Maria Gina A Sucessora Memórias De Amor Cabocla (1979) Década de 1980 Olhai Os Lírios Do Campo Marina As Três Marias Ciranda De Pedra (1981) Terras Do Sem-Fim O Homem Proibido Paraíso (1982) (primeira novela como produção original) Pão Pão, Beijo Beijo Voltei Pra Você Amor Com Amor Se Paga (1984) Livre Para Voar A Gata Comeu De Quina Pra Lua Sinhá Moça (1986) Direito De Amar Bambolê Fera Radical Vida Nova Pacto De Sangue O Sexo Dos Anjos Década de 1990 Gente Fina Barriga De Aluguel Salomé Felicidade Despedida De Solteiro Mulheres De Areia (1993) (primeira novela como remake) Sonho Meu Tropicaliente Irm...

Chamada da programação de domingo à tarde e à noite (2011, para ser mais preciso)

 Hoje, 10:00, fique ligado nas emoções do Esporte Espetacular. 12:30, Regina Casé vem com tudo em clima de festa no Esquenta. 14:15, um grande sucesso do cinema: Bee Movie - A História de Uma Abelha, na Temperatura Máxima. Logo depois do resumo do Globo Notícia, 16:00, Vasco enfrenta o Flamengo no Brasileirão: Futebol 2011. E às 18:00, as surpresas do Domingão do Faustão. Hoje, depois do Fantástico, muita ação em Sr. e Sra. Smith, no seu Domingo Maior. 

Chamada de programação de sábado à tarde e à noite (2010, para ser mais preciso)

 Neste sábado, 13:45, Angélica tem um encontro com as Estrelas. 14:30, muita ação em Um Tira Muito Suspeito, na Sessão de Sábado. Logo depois do resumo do Globo Notícia, às 16:15, Luciano Huck agita a mistura quente do Caldeirão do Huck e tem ainda a estreia do Soletrando 2010. Neste sábado, depois de Passione, a alegria é geral com o Zorra Total. Logo depois, muita ação em Ninja, filme inédito no Supercine. Tem ainda Serginho Groisman e seus convidados agitando o Altas Horas.

Chamada de programação de domingo de manhã (2013, para ser mais preciso)

 Às 6:45, fique ligado nas entrevistas do Globo Comunidade. Às 7:15, novas ideias e novas oportunidades no Pequenas Empresas & Grandes Negócios. Às 8:00, reportagens especiais sobre o campo no Globo Rural. Às 9:00, pegue uma carona com o Auto Esporte. Às 9:30, o esporte tá na área com o Esporte Espetacular. 

Chamada de programação de sábado de manhã (2012, para ser mais preciso)

 Neste sábado, 6:00, fique ligado no Globo Educação. Às 6:20, desperte sua curiosidade científica com o Globo Ciência. Às 6:45, as mais importantes questões ambientais serão discutidas no Globo Ecologia. Às 7:10, veja o que há de melhor em matérias de ensino e pesquisa nas universidades brasileiras no Globo Universidade. Às 7:35, é hora de colocar ideias para um Brasil melhor no Ação. Às 8:00, as aventuras do Sítio do Picapau Amarelo. Às 8:10, divirta-se com a Turma da Mônica. Às 8:30, os melhores desenhos e filmes da TV Globinho.

Chamada da programação de sexta à noite (2008, para ser mais preciso), by Jessé Maia de Oliveira

 Gravado no Vegas, com um saudoso seriado da Globo. Nesta sexta, depois de A Favorita, o sucesso dos que estudam para concursos e garantem uma vaga de emprego ou um curso no Globo Repórter. Logo depois, as conquistas dos relacionamentos de Luiz Fernando Guimarães em Dicas de um Sedutor. Descubra um mundo novo na tela da Globo - Globo e você, toda hora, tudo a ver! Se fosse em 2013, seria assim: Nesta sexta, depois de Amor à Vida, o surpreendente trabalho dos jovens que esperam pelo Papa Francisco na Jornada Mundial da Juventude no Globo Repórter. Logo depois, as confusões para dar e vender de Saramandaia. O mundo online - Globo, a gente se vê por aqui!

Saramandaia - encerramento primeiro capítulo (Globo Internacional)

 autorização especial - SATED RJ cenografia - May Martins, Fernando Schmidt, Claudiney Barino figurino - Gogoia Sampaio consultora de estilo - Eliza Conde consultor de fotografia - Affonso Beato direção de fotografia - Roberto Amadeo produção de arte - Guga Feijó produção de elenco - Ciça Castello instrutora de dramaturgia - Rossella Terranova consultoria musical - Hermano Vianna produção musical - Sérgio Saraceni direção musical - Mariozinho Rocha consultoria de dublagem - Marly Santoro de Brito desenho de caracterização - Alê Souza caracterização - Marcelo Dias, Fabíola Gomes edição - Ubiraci de Motta, Ghynn Paul, Flávio Zettel, George Hamilton colorista - Mário Dollinger sonoplastia - Octávio Lacerda, Bruno Panno, Pedro Belo efeitos sonoros - Eduardo Silva, Adailton Bernardes, Ricardo Cadila, Nelson Seródio mixagem - Marco Villa Nova efeitos visuais - Eduardo Halfen, Bruno Netto, Pablo Bioni videografismo - Alessandra Ovídio efeitos especiais - Marcos Soares abertura - Alexandre...

Lista de programas em exibição pela Rede Globo

 Entretenimento Globo - Teledramaturgia e entretenimento Telenovelas Vale a Pena Ver de Novo - desde 1980 Malhação - desde 1995 Nos Tempos do Imperador - desde 2021 Quanto Mais Vida, Melhor - desde 2021 Um Lugar ao Sol - desde 2021 Séries e minisséries Sob Pressão - desde 2017 Segunda Chamada - desde 2019 Programas de auditório, entrevistas e variedades Mais Você - desde 1999 Encontro com Fátima Bernardes - desde 2012 É de Casa - desde 2015 Caldeirão - desde 2021 Domingão com Huck - desde 2021 Altas Horas - desde 2000 Zero1 - desde 2016 Dança dos Famosos - desde 2005 Conversa com Bial - desde 2017 Lady Night - desde 2019 Que História é Essa, Porchat? - reprise, desde 2020 Reality, game e talent shows Big Brother Brasil - desde 2002 Tamanho Família - desde 2016 The Voice Brasil - desde 2012 The Voice Kids - desde 2016 Popstar - desde 2017 Mestre do Sabor - desde 2019 The Voice + - desde 2021 Sessões de cinema/seriados Fixas Sessão da Tarde - desde 1974 Tela Quente - desde 1988 Sessã...

Houveram ou houve?

 Houveram protestos na Paulista? Nãoooooooooooooo! No sentido de existir ou ocorrer, o verbo haver é impessoal. Só se conjuga na 3ª pessoa do singular, embora o objeto esteja no plural: Houve protestos na Paulista. Havia distúrbios na manifestação. Houve três acidentes no fim de semana.

Pleonasmos para dar e vender

 Pleonasmo é palavra grega. Lá como cá, mantém o significado. É a redundância de termos, a superabundância. Como sobremesa em excesso, enjoa. É o caso de subir pra cima, descer pra baixo, entrar pra dentro, sair pra fora. Só se entra pra dentro, só se sai pra fora, só se sobe pra cima, só se desce pra baixo. Entrar, sair, subir e descer são suficientes. Dão o recado. Exemplos de abusos não faltam. Livre-se deles:  Corte os excessos: abertura (inaugural), abusar (demais), acabamento (final), acrescentar (mais), almirante (da Marinha), alvo (certo), amanhecer (o dia), assessor direto (não existe indireto), a seu critério (pessoal), avançar (pra frente), a razão é (porque). Abertura acontece sempre na primeira vez, se for do Exército, será general, se for da Aeronáutica, será brigadeiro, só se avança para frente, se for para trás, será regredir, todo critério é pessoal, não existe critério impessoal, razão e porquê são sinônimos, todo acabamento é final, não existe acabamento sem...

Verbos do MARIO

 “A ministra Teresa Cristina intermedia o mal-estar criado no mundo árabe depois da visita do presidente a Israel”, disse o repórter. Bobeou. Intermediar deriva de família pra lá de traiçoeira. O pai é mediar, que pertence à gangue do MARIO. Conhece? O nome da turma barra pesada se formou com a letra inicial de cada membro — mediar, ansiar, remediar, incendiar e odiar. Todos se conjugam como odiar. Os outros se conjugam como cantar: anunciar, copiar, denunciar, renunciar etc. Assim: odeio (medeio, anseio, remedeio, incendeio), odeia (medeia, anseia, remedeia, incendeia), odiamos (mediamos, ansiamos, remediamos, incendiamos), odeiam (medeiam, anseiam, remedeiam, incendeiam). Etc. e tal. Dizer que Teresa Cristina “intermedia o mal-estar”? Nãoooooooooooooooo! Ela intermedeia. Intermediar é derivado de mediar, portanto se conjuga como este. 

O uso do mesmo

 “Quem desrespeitar a lei sentirá a força da mesma”, disse Jair Bolsonaro em entrevista ao Jornal Nacional. Ops! O presidente eleito tropeçou num dissílabo pra lá de conhecido por quem anda de elevador. Trata-se de mesmo. Como lidar com ele? Depende. Quando reforça nome ou pronome, mesmo concorda com o termo a que se refere: Ele mesmo leu o discurso. Ela mesma leu o discurso. Nós mesmos (mesmas) lemos o discurso. Eles mesmos leram o discurso. Elas mesmas leram o discurso. Com o significado de realmente, mantém-se invariável: Ele disse mesmo a verdade. Eles saíram mesmo às 18h. Trabalha mesmo de domingo a domingo. O que fez o futuro inquilino do Palácio do Planalto? Usou mesma no lugar de substantivo ou pronome. Bobeou: Vi Maria. A mesma embarcava no voo com destino a São Paulo. Xô! Vi Maria. Ela embarcava no voo com destino a São Paulo. Quem desobedecer a lei sentirá a força da mesma. Nãooooooooooooo! Quem desrespeitar a lei, sentirá a força da Justiça.  Altamente contagioso E...

Preferir a, do que ou mais?

 A gente prefere uma coisa a outra? Do que outra? gente prefere alguma coisa ou alguém a outra coisa ou alguém: Prefiro cinema a teatro. Prefiro Machado de Assis a José de Alencar. Prefiro morar em Brasília a morar em Goiânia. Se quiser usar o do que, substitua preferir por gostar. Atenção Preferir mais? Nãoooooooooo. Preferir já inclui mais, não se prefere menos. Basta preferir.

Começar a partir de - pleonasmo do pleonasmo

 “Novas regras para uso de patinete em São Paulo começam a valer a partir do dia 28”, disse o repórter. Certo? Nãooooooooo! A partir de é expressão de tempo. Quer dizer a começar em. Por isso, a partir de não combina com o verbo começar. É pleonasmo escrever “Novas regras para uso de patinete em São Paulo começam a valer a partir do dia 28″. Escolha um ou outro. Diga assim: Novas regras para uso de patinete em São Paulo começam a valer no dia 28. Ou assim: Novas regras para uso de patinete em São Paulo valem a partir do dia 28.

Vocabulário amoroso - namorar

 Jair está de olho em Regina. Regina está de olho em Jair. Ele a convida pra assumir a Secretaria de Cultura. Ela sorri charmosa. E responde com um verbo do vocabulário amoroso: “Estou namorando o cargo”. Viva! Vênus, Cupido, Oxum e os demais deuses que entendem as feitiçarias do coração aprovaram. A namoradinha do Brasil conhece as manhas da ação que originou o apelido carinhoso. Namorar é livre como o vento. A gente namora alguém ou alguma coisa: Maria namora João. João namora Maria. Ela o namora. Ele a namora. Regina namora o cargo. Jair a namora para compor a equipe. 'Ele lhe namora'. Isso no existe! Namorar com? Nãooooooooooo! Intermediário já era. Vela é coisa do passado. Agora é tudo direto. Xô, preposição com! Caso queira usar a preposição, substitua namorar por casar ou noivar. 

Do ou de o?

 Apareceu na telinha da tevê: “Equipe do presidente não gostou do TSE reabrir casos”. Espectadores atentos estranharam a passagem “do TSE”. Recorreram à coluna. Perguntaram: no caso, o casamento da preposição com o artigo está correto? Resposta: na norma culta, não. Nós e a língua A língua se parece com os falantes. Cheia de caprichos, tem preferências. Tem, também, amigos e inimigos. O sujeito serve de exemplo. Mandão, forçou o verbo a concordar com ele. Não satisfeito, cortou relações com a preposição. A maior inimiga: de. Diante da monossilábica criatura, fica uma lá e outro cá. É a tal história conhecida em Europa, França e Bahia: dois bicudos não se beijam. Um lá, outro cá O sujeito é pra lá de elitista. Não se mistura com a preposição, só se você inventar novas regras para a gramática. Por isso, antes dele, a combinação da preposição com o artigo ou pronomes não tem vez. Fica um lá e outro cá: Equipe do governo não gostou de o TSE (sujeito) reabrir o caso. Apesar de o ministr...

Não existe zero ano

 Zero ano é igual a Papai Noel - não existe. O bebê precisa viver 12 meses pra chegar ao primeiro aniversário. Comerciantes e órgãos públicos se esquecem do calendário. Num dia e noutro também, leem-se frases como estas: Roupas para crianças de 0 a 2 anos. Crianças de 0 a 6 anos devem ser vacinadas. Vivi com eles do 0 aos 12 anos. Valha-nos, Deus! Querem obrigar a meninada a correr na frente do tempo. Não dá. Melhor respeitar a ordem: Roupas para crianças de até 2 anos. Crianças de até 6 anos devem ser vacinadas. Vivi com eles do nascimento até completar 12 anos. Ano se completa a partir de 365 dias.

Experiência anterior - óbvio ululante

 Paulo, recém-formado em comunicação, descobriu que sites e tevês estavam contratando gente nova. Ligou para o Departamento de Pessoal. Soube que o primeiro passo era apresentar o currículo. Moleza. Preparou cuidadosamente o texto. Entregou-o. Vários colegas faziam o mesmo. Na hora da avaliação, lá estava em letras garrafais: “experiência anterior”. Ops! Toda experiência é anterior, não pode ser posterior. Basta experiência. Não deu outra. O currículo foi pro montinho dos suspeitos. O examinador partiu pra outro.

Todos os dois - não existe

 O todo tem alergia ao numeral dois. Todos os dois? Nem pensar. É espirro pra todos os lados. Você tem saídas. Uma: diga os dois. Outra: fique com ambos: Os dois saíram felizes. Ambos saíram felizes. Todos só se usa de três em diante.

Outra alternativa - pleonasmo para dar e vender

 A alternativa se escolhe entre duas opções. Por isso evite dizer outra alternativa e única alternativa. É o óbvio ululante. A alternativa é sempre outra. Se não há outra, só pode ser única. Diga assim: A alternativa foi ficar. Não havia alternativa. Quando estiver diante de mais de duas opções, fique frio. Você tem várias palavras capazes de traduzir seu pensamento. Escolha: saída, possibilidade, opção, recurso.

Extorquir pessoas?

 O jornal noticiou: “Um dos foragidos da quadrilha especializada em extorquir pessoas LGBT foi preso no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, nesta segunda-feira”. Bobeou. Extorquir significa arrancar. O verbo faz uma exigência. O objeto direto tem de ser coisa. Nunca pessoa. Extorque-se alguma coisa. Não alguém: Fiscais extorquiram dinheiro do empresário. A polícia extorquiu o segredo. Extorquiram a fórmula ao farmacêutico. Um dos foragidos da quadrilha especializada em extorquir dinheiro de pessoas LGBT foi preso. Uma pessoa pode ser coagida, ameaçada, constrangida ou forçada. Exigência Há verbos dose dupla. Exigem objeto direto e indireto. É o caso de extorquir. Extorque-se alguma coisa de alguém. Por pão-durismo, a gente costuma omitir o alguma coisa. Aí, mudamos a função do alguém. Ele vira objeto direto. É a receita do cruz-credo. Quer ver? “Delegacia investiga casos em que estelionatários se passam por funcionários de firmas de cobrança para extorquir comerciantes”. Nada fei...

Situação fático-jurídico?

 “Situação fático-jurídico”, escreveu a procuradora-geral da República, Raquel Dodge.  Certo? Nãooooooo. Nos adjetivos compostos, só o último elemento se flexiona tanto em número quanto em gênero: bandeira verde-amarela — bandeiras verde-amarelas Símbolo verde-amarelo — símbolos verde-amarelos povo anglo-germânico — povos anglo-germânicos império austro-húngaro — impérios austro-húngaros relação euro-americana — relações euro-americanas literatura franco-germânica — literaturas franco-germânicas língua indo-europeia — línguas indo-europeias escola teuto-japonesa — escolas teuto-japonesas relação sino-libanesa — relações sino-libanesas governo democrata-cristão — governos democrata-cristãos curso técnico-profissional — cursos técnico-profissionais operação médico-cirúrgica — operações médico-cirúrgicas E, claro, situação fático-jurídica. Situação é substantivo feminino singular. O último adjetivo concorda com ele. No plural: situações fático-jurídicias. Exceção 1. azul-marinho ...

Correr atrás do prejuízo - ditado popular incoerente

 Os ditos populares, além de transmitirem muita sabedoria, são concretos. Dizem em poucas palavras o que exigiria tratados longos e complexos. Um deles chama a atenção. É “correr atrás do prejuízo”. Ele parece sem lógica, não? Verdade. Nós corremos atrás do lucro. E compensamos o prejuízo.

Juiz dá parecer?

 Os tribunais estão na moda. Juízes são mais conhecidos que os artistas globais. O que fazem e dizem repercute. De vez em quando se ouve que o juiz tal ou qual deu parecer. É adequado? Não. Juízes e tribunais sentenciam, ordenam, mandam, determinam, condenam, absolvem. É errado dizer que o juiz ou o tribunal opinou ou deu parecer a favor ou contra alguém. Quem dá parecer é advogado, consultor, perito e quejandos, juiz decide.

Preço caro ou barato - não existe

 A economia mundial engatou a marcha lenta. O preço do petróleo foi atrás. Pra evitar quedas maiores, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) quis fazer um acordo com a Rússia. Fracassou. Em represália, a Arábia Saudita, maior produtor da commodity, aumentou a produção. Resultado: o preço despencou mais de 30%. O fato virou notícia. Ganhou manchetes em Europa, França e Bahia. Aí, aconteceu. Repórteres anunciaram que “o preço do petróleo ficou mais barato”. Bobearam. Barato e caro estão incluídos na palavra preço. É redundância dizer preço barato ou preço caro. O preço pode ser alto, baixo, módico, razoável, convidativo, exorbitante, abusivo, extorsivo. E por aí vai.  Bem-vindo Produtos ou serviços são caros ou baratos: A gasolina é cara no Brasil. O diesel também é caro, mas um pouco mais barato. Paguei barato pelo quadro no leilão. Com a safra generosa, a cesta básica fica mais barata. No Nordeste, a lagosta é mais barata que no Sudeste.

Vítima fatal - não existe

 Os números mudam num piscar de olhos. A covid-19 ceifa vidas sem parar. Internet, rádios, tevês e jornais noticiam. Aí, não dá outra. “Até agora, há xx vítimas fatais”. Nada feito. Fatal é o que mata. O coronavírus mata. É fatal. A queda mata. É fatal. Veneno mata. É fatal. Acidente mata. É fatal. A pessoa infectada não mata — morre. Quem morreu não matou. É vítima. Ou morto.

Adiar para depois - pleonasmo

 A discussão girava em torno das Olimpíadas de Tóquio. “Os jogos podem ser adiados?”, perguntou o repórter. “É possível que sejam adiados pra depois”, respondeu o entrevistado. Ops! Baita pleonasmo. Adiar é sempre pra depois, nunca para antes. Basta adiar. Ou adiar para esta ou aquela data: Os jogos podem ser adiados. Os jogos podem ser adiados para dezembro.

Denegrir - palavra racista

 Denegrir? Apague o verbo do seu dicionário. Ele remete a negro, é politicamente incorreto. Substitua-o por sinônimos. Manchar e comprometer estão às ordens para substituí-lo. Escolha.

Hífen com prefixo e nome próprio

 O jornal escreveu antiSupremo. Leitores estranharam. Com razão. Em português, não se usa letra maiúscula no meio da palavra. Como fazer se houver necessidade de antepor um prefixo a nome próprio? Apela-se para o hífen: anti-Supremo, anti-Bolsonaro, anti-Lula, super-Maria, super-Trump, super-TCU. Exceção: anticristo. Três regras de ouro Fora nomes próprios, há três regras de ouro para emprego do hífen. Elas se referem aos prefixos. O H é majestoso. Não se mistura. Diante dele, o hífen pede passagem: super-homem, anti-horário, proto-história, sobre-humano. Letras iguais se rejeitam. O hífen evita curtos-circuitos: anti-inflamatório, micro-ônibus, tele-entrega, inter-relação, contra-argumento. Letras diferentes se atraem: autoatendimento, contraindicação, minissérie, autorretrato, contrarregra. Há exceções? Há. Os prefixos co- e re- têm alergia ao hífen. Com eles, é tudo colado: cooperar, cooperação, coordenar, coordenação, coordenador, coerdeiro, corréu, cosseno, reeditar, reenviar,...

Verbo no futuro rejeita ênclise

  O Correio escreveu: “Bolsonaro tornaria-se refém”. Leitores protestaram. Um deles foi Lauro Augusto Pinheiro. O esperneio procede. O futuro do presente (tornarei) e o futuro do pretérito (tornaria) têm alergia ao pronome átono. Ambos ficam cheinhos de brotoejas diante do me, te, se, nos, vos, lhe, o, a. A saída? Há duas: 1. levar o pronome para antes do verbo, em forma simples ou em locução verbal: Bolsonaro se tornaria refém (ou, ia se tornar refém). Maria me telefonará amanhã (ou, vai me telefonar amanhã). Se puder, use o aposto: Bolsonaro, o presidente do Brasil, se manterá no Planalto (ou, vai se manter no Planalto). 2. ficar no meio do caminho. Como? Posiciona-se entre o infinitivo e a terminação do verbo. Veja: Bolsonaro tornar-se-ia refém. Maria telefonar-me-á amanhã. Falar-se-iam mais tarde. Se puder, Bolsonaro, o presidente do Brasil, manter-se-á no Planalto.

Embora + gerúndio?

 “Embora sendo questionável, o último voto do ministro Celso de Mello merece aplauso pela erudição”, escreveu o jornal. Ops! Esqueceu-se de manha do gerúndio. A forma verbal terminada em -ndo (dando, vendo, indo, pondo) tem alergia à conjunção embora. Ambas não andam juntas nem a pedido de Deus. Não escreva embora sendo, embora saindo, embora trabalhando, mas embora seja, embora saia, embora trabalhe. O gerúndio se usa com mesmo: mesmo sendo, mesmo saindo, mesmo trabalhando. Melhor pedir perdão ao Senhor e obedecer ao mandamento: Embora seja questionável, o último voto do ministro Celso de Mello merece aplauso pela erudição. Ou: Mesmo sendo questionável, o último voto do ministro Celso de Mello merece aplauso pela erudição.