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Os leigos na liturgia - Comentarista, acolhida, sacristão e oferendas

FUNÇÕES DO COMENTARISTA   01 – Sobre o comentarista, devemos dizer que sua função, a serviço dos fiéis, deve conter breves explicações e exortações, visando dispor a comunidade para uma participação também mais plena e consciente. Sejam então suas explicações cuidadosamente preparadas, sóbrias e claras. Deve ele exercer a sua função em lugar adequado, voltado para a assembléia, uma vez que está a serviço dela, mas não deve fazê-lo do presbitério e, muito menos, do ambão. 02 – Com relação ao ministério do comentarista, algumas orientações, de ordem também pratica, talvez sejam valiosas. Assim, na Liturgia da Palavra, por exemplo, em vez de antecipar explicações de sua temática, melhor seria se ele convidasse a assembléia simplesmente a ficar assentada, predispondo-a para a escuta atenta da Palavra de Deus. 03 – Entendamos: referindo-se a “primeira leitura”, “segunda leitura”, o comentarista está falando o óbvio, isto é, aquilo que toda a assembléia já sabe. Voltando ao tema da Palav...

Os leigos na Liturgia - Leitor, salmista e coral

 01 – Tudo aquilo que se diz do acólito instituído e que, na sua ausência, pode ser assumido por outros leigos, como os ministros extraordinários da comunhão, aqui também, com relação ao leitor instituído, acontece o mesmo: não havendo aqueles que receberam o ministério pela instituição, então outras pessoas, devidamente preparadas, podem assumir a sua função. 02 – O leitor tem o mérito de ser aquele pelo qual a Palavra de Deus chega inicialmente à assembléia, em preparação do ponto culminante, que vai ser o Evangelho. Ele é, pois, um arauto da mensagem salvífica, um precursor da Boa Nova, podemos dizer. Daí, a importância e a dignidade de sua função ministerial. Por isso, é preciso que ele se prepare para o exercício de tão nobre função, familiarizando-se com o texto, também quanto ao gênero literário (profecia, parábola, sapiencial, epístola etc.), revelando pela leitura ter assimilado a mensagem que transmite à assembléia. 03 – Cristo Nosso Senhor, na Sagrada Liturgia, primeiro ...

Os leigos na Liturgia - equipes, acólitos e ministros extraordinários da comunhão

 AS EQUIPES DE LITURGIA voltar 01 – As Equipes de Liturgia são formadas para o exercício dos ministérios particulares, próprios dos cristãos leigos, dado o sacerdócio batismal destes, conhecido como sacerdócio comum dos fiéis. Exercidos nas celebrações litúrgicas, em profunda união e comunhão com o sacerdócio ministerial ordenado, não são, pois, os ministérios leigos como que uma ajuda material aos sacerdotes, mas sim participação mais plena no mistério da Liturgia, sendo então, ao mesmo tempo, direito e dever de todos os cristãos, como batizados. 02 – Na sua nova concepção, as Equipes de Liturgia são, pois, um fruto feliz da renovação litúrgica do Concílio Vaticano II. De fato, a reforma teve o mérito de enfatizar a participação dos fiéis na liturgia, como direito e como dever, dada a sua condição de batizados, inseridos que foram no mistério de Cristo, quando, sacramentalmente, renascem para uma vida nova, também ela essencialmente missionária, a serviço e a caminho do Reino. 03 ...

Celebração Eucarística - Ritos Finais

 Fizemos um longo trajeto de leitura (quatro artigos anteriores) para hoje chegar aos Ritos Finais da Celebração Eucarística. No entanto, antes de entrar nesses ritos finais, vale a pena recordar, com um breve resumo, o que vimos até aqui: RITOS INICIAIS: ritos que nos congregam (reúnem) enquanto povo de Deus, formando a assembleia dos que se encontram para celebrar a fé. São ritos que nos inserem na dinâmica da celebração para melhor vivenciarmos o Mistério Pascal de Jesus Cristo (sua Paixão, Morte e Ressurreição). LITURGIA DA PALAVRA: momento de escuta e adesão aos ensinamentos de Deus revelados por Sua presença atuante no decorrer da História da humanidade. Os textos proclamados nos recordam as “maravilhas de Deus” realizadas na história de nossos antepassados e nos convidam à adesão a Deus por meio da Profissão de Fé (Creio), após a qual apresentamos confiantes os nossos pedidos a Deus (Preces). LITURGIA EUCARÍSTICA: é como o “coração” da Celebração Eucarística. Momento em que,...

Celebração Eucarística - Liturgia Eucarística e Rito da Comunhão

          Pudemos compreender, no artigo n. 3, que a Liturgia da Palavra, mais do que recordar, é um reviver dos acontecimentos vivenciados por nossos antepassados em suas relações com Deus; ou seja, é atualizar, para o hoje de nossa história, a presença e atuação de Deus na vida de tantas pessoas. É justamente porque recordamos o que Deus realizou na vida dos povos, que podemos viver e compreender, hoje, sua presença e atuação em nossa vida.             Neste artigo iremos compreender que, após a aceitação da presença de Deus nos acontecimentos da história passada e presente (Liturgia da Palavra), vivemos sua presença real através da Eucaristia, que nos sinaliza o “banquete celeste”, nosso futuro diante de Deus (Liturgia Eucarística). Através do mandato do Senhor, na última Ceia, aos seus discípulos: “fazei isto em memória de mim” (Cf. 1 Cor, 11, 23), fazemos o mesmo gesto ritual de Jesus e, ao mesmo tempo, atualizamos sua pre...

Celebração Eucarística - Liturgia da Palavra

 Clareado o sentido dos Ritos Iniciais (congregação – reunião – do Povo de Deus e sua inserção no Mistério Pascal) e dando continuidade aos artigos sobre liturgia, vamos refletir, hoje, sobre a Liturgia da Palavra, momento muito importante dentro da Celebração Eucarística; momento para abrir nossos olhos e visualizar as maravilhas que Deus realizou, e continua a realizar, na história da humanidade.             O documento Dei Verbum afirma que “a Igreja venerou sempre as divinas Escrituras como venera o próprio Corpo do Senhor, não deixando jamais, sobretudo na sagrada Liturgia, de tomar e distribuir aos fiéis o pão da vida, quer da mesa da palavra de Deus quer da do Corpo de Cristo” (DV, n. 21). Por essa afirmação percebemos que, além da presença real e sacramental nas espécies eucarísticas, Jesus também se faz presente e nos alimenta espiritualmente por meio da Palavra anunciada. Seguindo a visão do simbolismo na liturgia, é triste ver que, hoje em d...

Celebração Eucarística - Ritos Iniciais

 No primeiro artigo pudemos refletir, de forma breve, sobre a origem da Celebração Eucarística da qual participamos todos os domingos; vimos que ela é ação memorial do Mistério Pascal de Jesus Cristo (Paixão, Morte e Ressurreição). Agora, neste segundo artigo, adentraremos nesse Mistério através de sua compreensão por meio da realização e vivência dos Ritos.             A origem da palavra “rito” nos remete à “repetição de algo”. Assim, para celebrarmos algo, podemos partir de algum esquema já criado anteriormente; por exemplo: sabemos que o aniversário possui um rito, de certa forma, igual para todos os aniversários (chegada na festa, entrega do presente, momento para comer e conversar e, por último, parte-se o bolo); assim celebramos o aniversário. Na fé também há ritos, nos quais as ações se repetem, porém, o sentido daquilo que é celebrado é muito maior do que o rito em si; em um aniversário celebramos o dom da vida; em uma Celebração Eucarística c...