Sinais gráficos / Regras de acentuação / Emprego do hífen / Emprego de letras - Gramática para Concursos

 A acentuação gráfica consiste na aplicação de certos sinais escritos sobre ou sob determinadas letras, geralmente para lhes dar um valor fonético especial e permitir a correta pronúncia das palavras. Entre estes sinais estão os diversos acentos gráficos ou diacríticos, tais como:



SINAIS GRÁFICOS OU DIACRÍTICOS


Acento grave ( ` ) – utilizado para indicar a crase. Ex.: Cláudia foi à biblioteca. a (preposição) + a (artigo) = à;    

Acento agudo ( ´ ) - colocado sobre as letras a, i, u e sobre o e do grupo em, indica que essas letras representam as vogais tónicas / tônicas da palavra: carcará, caí, armazém. Sobre as letras e e o, indica, além de tonicidade, timbre aberto: lépido, céu, léxico;

Acento circunflexo ( ^ ) - colocado sobre as letras a, e e o, indica, além de tonicidade, timbre fechado: lâmpada, pêssego, supôs, Atlântico;    

Til ( ~ ) – usado sobre as letras A e O, para indicar nasalização dessas vogais. Ex.: pão, põe, alemã, órgão, portão, expõe, corações, ímã;    

Cedilha ( ç ) – usada sob a letra c, antes de a, o e u na representação do som /se/. Ex.: maçã, Açu etc.

Trema ( ¨ ) - é aplicado em palavras estrangeiras. Exemplos: Müller, mülleriano (abolido pelo Novo Acordo Ortográfico, exceto nas palavras estrangeiras);    

Apóstrofo ( ' ) – Indica a supressão de uma vogal. Pode existir em palavras compostas, expressões e poesias. Exemplos: caixa-d'água, pau-d'água, pingo d’ouro, d'Ele, n'Ele, d'Aquele, n'Aquele, etc.;   


Hífen ( - ) "O hífen é um sinal de pontuação usado para ligar os elementos de palavras compostas (couve‐flor; ex‐presidente) e para unir pronomes átonos a verbos (ofereceram‐me; vê‐lo‐ei). Serve igualmente para fazer a translineação de palavras, isto é, no fim de uma linha, separar uma palavra em duas partes (ca‐/-sa; compa‐/-nheiro)" (Wikipédia, Acessado em 01 de novembro de 2011.). O hífen também é usado para separar sílabas de palavras (ca-si-nha, me-lan-có-li-co).

PROPAROXÍTONAS

Acentuam-se todas as palavras proparoxítonas. Ex.: príncipe, época, ônibus, informática, máquina, gráfico, pêndulo, lógica.

PAROXÍTONAS

Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em:

ã (s), ão (s). Ex.: ímã, órfã, ímãs, órfã, bênção, órgão, órfão, sótão;

ei (s), en. Ex.: pônei, vôlei, hífen;

i (s). Ex.: júri, lápis, táxi, beribéri, lápis, tênis, grátis, hortifrúti;

om, ons. Ex.: iândom, íons, nêutrons, elétrons, prótons;

u(s), um, uns. Ex.: bônus, vírus, Vênus, ônus, álbum, fórum, médium;

ditongo oral (crescente ou decrescente) seguido ou não de s. Ex.: série, secretária, área, cárie, armário, prêmio, arbóreo, água, tênue, mútuo;

ps. Ex.: bíceps, bíceps, fórceps, Quéops;

l, n, r, x (LoNa RoXa), t. Ex.: éter, látex, próton, cônsul, responsável, tátil, incrível, útil, ágil, fácil, amável, difícil, móvel, túnel, nível, imóvel, horrível, Éden, hífen, glúten, elétron, próton, nêutron, hímen, sêmen, pólen, éter, mártir, fêmur, ímpar, câncer, dólar, caráter, revólver, destróier, cadáver, hambúrguer, repórter, tórax, clímax, ónix / ônix, fénix / fênix, superávit, superávits.

Não se acentuam:

palavras paroxítonas terminados com em, ens. Ex.: nuvem, jovem, ordem, homem, modem, itens;

os prefixos paroxítonos terminados em i e r. Ex.: anti, semi, mini, hiper, super, inter, ciber. Os prefixos são morfemas que participam da formação de outras palavras.

OXÍTONAS

Acentuam-se as palavras oxítonas terminadas em a (s), e (s), o (s), mesmo quando seguidos de lo (s) e la (s). Ex.: pá(s), café(s), jiló(s); cantá-la(s), fazê-la(s), repô-lo(s). Os pronomes lo, la, não fazem parte do verbo quando está em ênclise ou mesóclise, somente complementam, por isso não são contados para efeito de sílaba tônica; o que vale é a regra: acentuam-se oxítonas terminadas em a, e, o, as, es, os. Em separá-lo, retirando o lo, separá é oxítona terminada em A.

escrevê-la - escrevê é oxítona terminada em E

repô-lo - repô é oxítona terminada em O.

construí-lo - construí é oxítona que possui um hiato cuja segunda vogal é um I.

permiti-la - permiti é oxítona terminada em I.

Acentuam-se as oxítonas terminadas por em, ens (com duas ou mais sílabas). Ex.: também, ninguém, parabéns, reféns. É importante observar a diferença de oxítonas e monossílabos. Essas regras valem apenas para oxítonas. Palavras como nem, sem, cem, quem, bem e trem não são acentuadas.

Não se acentuam as oxítonas terminadas em u (s) ou i (s), quando não formam hiato: Ex.1: urubu, menu, Nova Iguaçu, gibi, saci; traduzi-la, imprimi-lo.

Ex.2: açaí (a-ça-í), atraí-la (a-tra-í-la), Itaú (I-ta-ú), subtraí-lo (sub-tra-í-lo).

DITONGOS


Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em ditongo (proparoxítonas eventuais ou relativas). Ex.: série, régua, tênue, pônei, jóquei, hóquei, órgão, sótão;

Ditongos orais ei, oi, eu;

Antes do Acordo Ortográfico, acentuavam-se os ditongos de pronúncia aberta (éi, ói, éu). Ex.: hotéis, troféu, platéia, geléia, etc. Por sua vez, os ditongos de pronúncia fechada não eram acentuados. Ex.: peneira, biscoito, neura, etc.

Acentuam-se apenas os ditongos de pronúncia aberta (éi, ói, éu), quando oxítonos ou monossílabos, seguidos ou não de s. Ex.1: réis, dói, céu (monossílabos); Ex.2: hotéis, herói, Ilhéus (oxítonos). Os ditongos fechados permanecem não acentuados, exceto nos vocábulos proparoxítonos (hermenêutica, dêitico, terapêutico).

Não acentuam-se os ditongos abertos quando tônicos, formando vocábulos paroxítonos. Ex.: ideia, estreia, heroico, etc. Destróier e Méier (bairro carioca) são paroxítonas terminadas em R.

Em 'inventário' existem duas separações possíveis:

in-ven-tá-rio - paroxítona terminada em ditongo (Houaiss e Michaelis)

in-ven-tá-ri-o - proparoxítona eventual ou relativa (Aurélio)

HIATOS

Não se acentuam mais:

O hiato oo(s) no final das palavras. Ex.: voo, perdoo, abençoo. Obs.: ál-co-ol e al-co-ó-li-co são proparoxítonas. Herôon (espécie de santuário) é paroxítona terminada em N.

O hiato ee nas formas plurais dos verbos CRÊDÊLÊVÊ (crer, dar, ler e ver). Ex.: Ele crê / eles creem; ele dê / eles deem; ele vê / eles veem; ele lê / eles leem. Obs.: os verbos TER e VIR recebem acento circunflexo na 3ª pessoa do plural do presente do indicativo. Ex.: ele tem/vem (singular), eles têm/vêm (plural).

Suas formas derivadas (entreter, conter, manter, conter, deter, reter, obter, intervir, provir, convir, advir, sobrevir, etc.) recebem acento agudo na 3ª pessoa do singular e acento circunflexo na 3ª pessoa do plural do presente do indicativo. Ex.: ele contém/intervém (singular), eles contêm/intervêm (plural).

Acentuam-se as vogais i e u tônicas dos hiatos, quando aparecerem sozinhas na sílaba ou acompanhadas pela letra s. Ex.: saída, país, saúde, baús. Não se acentuam, portanto, palavras como: ruim, caindo, sair, juiz, Raul, etc (o i e o u estão seguidos de outra consoante).

raiz - sem acento / raízes - com acento

Luís - com acento / Luiz - sem acento

herói - com acento (oxítona com ditongo OI) / heroico (paroxítona)

heroína e heroísmo - hiato

Não se acentuam as vogais i e u dos hiatos, quando seguidas do dígrafo nh. Ex.: ra-i-nha, cam-pa-i-nha, la-da-i-nha, ta-i-nha, etc.

Não se acentua as vogais i e u dos hiatos, quando precedidas de vogal idêntica. Ex.: xi-i-ta, co-rai-xi-i-ta, pa-ra-cu-u-ba, etc.

Mas cuidado com as formas: fri-ís-si-mo, se-ri-ís-si-mo (superlativas, são proparoxítonas, e são acentuadas), e-qui-mi-í-deos; sil-vi-í-deos (paroxítonas com ditongo, espécies zoológicas)

O novo Acordo Ortográfico aboliu o acento das vogais i e u tônicas isoladas na sílaba, formando vocábulos paroxítonos, quando precedidas de ditongo. Ex.: fei-u-ra, bai-u-ca, bo-cai-u-va, fei-u-me (não são hiatos – duas vogais separadas). Mas, permanecem acentuadas as suas ocorrências que formam vocábulos oxítonos. Ex.: tui-ui-ú, Pi-au-í, tei-ú etc.

OS UU nas sequências QUE, QUI, GUE, GUI, não recebem mais acento gráfico nem trema. Ex.: arguem, argui(s), averigue, apazigue, oblique (u tônico); ensanguentado, sequência, tranquilo, cinquenta, pinguim, ambiguidade, sagui, sequestro (u átono).

Veja como eram escritas as palavras antes do Novo Acordo Ortográfico e como ficaram agora:


ANTES    DEPOIS

conseqüência    consequência

lingüística    linguística

freqüente    frequente

bilíngüe    bilíngue

lingüiça    linguiça        


ATENÇÃO: O trema ( ¨ ) permanece apenas nas palavras estrangeiras e em suas derivadas. Ex.: Müller – mülleriano; Hübner – hübneriano.

Palavras com dupla pronúncia em que o uso do trema era facultativo: antiguidade, antiquíssimo, equidistante, liquidação, liquidar, liquidificador, líquido, sanguinário, sanguíneo, sanguinolento, retorquir.

Questão e todos os seus derivados - questionar, questionário, questionamento, questionável, questiúncula, questor etc. - admitem duas pronúncias.

ACENTOS DIFERENCIAIS

 plurais ‘têm’ e ‘vêm’ (e derivados: detêm, convêm....). Ex.: Ele tem de lutar pela paz mundial, Eles têm de lutar pela paz mundial; O aluno vem de outro país, Os alunos vêm de outro país.

pôde (pretérito perfeito) / pode (presente). Ex.: Você pode aprender as regras. (presente), Você pôde aprender as regras. (pretérito).

pôr (verbo) / por (preposição). Ex.: Passei por muitos desafios. (preposição), Vamos pôr tudo em ordem. (verbo).

substantivos ‘forma’ e ‘fôrma’ (facultativo/ uso contextual por coerência). Ex.: Não sei qual é a forma da fôrma. Que forma (ou fôrma) esquisita!

porquê (substantivo) / porque (conjunção). Ex.: Não explicou o porquê da demissão. (substantivo) / Faltou ao trabalho porque estava doente. (conjunção)

quê (interjeição, substantivo ou pronome em fim de frase) / que (pronome, preposição, conjunção, advérbio ou partícula expletiva). Ex.: Esse quadro tem um quê de Picasso. / Parece que o tempo vai mudar.

Não recebem mais o acento diferencial as palavras:


para (verbo ou preposição);  

pólo (substantivo ou preposição arcaica);  

pêra (substantivo ou preposição);  

pelo (substantivo, preposição contraída ou verbo);

coa (verbo ou preposição contraída).

Admite-se acento agudo ou circunflexo

em algumas palavras oxítonas terminadas em E: bebê / bebé, guichê / guiché, matinê / matiné, canapé / canapê, crochê / croché, caratê / caraté, purê / puré

em palavras paroxítonas ou proparoxítonas cuja vogal tônica O ou E está no final da sílaba, seguida das consoantes nasais M ou N: acadêmico / académico, Amazônia / Amazónia, fenômeno / fenómeno, gênero / género, Antônio / António

A maioria dos vocábulos átonos são monossílabos. Porém, alguns são dissílabos, como a preposição para e a conjunção porque, a menos que esteja substantivada.

EMPREGO DO HÍFEN

O Novo Acordo Ortográfico prescreve o uso obrigatório do hífen em vocábulos prefixais cuja segunda palavra comece por h. Ex.: anti-higiênico, super-homem, sub-humano (ou subumano, possui duas grafias);

O Acordo não alterou a grafia desses vocábulos quando iniciados pelos prefixos “DES-IN-RE”. Ex.: des + honra = desonra, in + hábil = inábil, re + hidratar = reidratar.

OUTROS CASOS:

Prefixo terminado em vogal:

a) Sem hífen diante de vogal diferente: autoescola, antiaéreo;

b) Sem hífen diante de consoante diferente de r e s: anteprojeto, semicírculo;

c) Sem hífen diante de r e s (consoantes de 'riso'). Dobram-se essas letras: antirracista, ultrassom;

d) Com hífen diante de mesma vogal: contra-ataque, micro-ônibus.   

 Prefixo terminado em consoante

a) Com hífen diante de mesma consoante: inter-relação, sub-bibliotecário;

b) Sem hífen diante de consoante diferente: intermunicipal, supersônico;

c) Sem hífen diante de vogal: interestadual, superinteressante.

Dica: vogais e consoantes iguais, hífen, o resto, junta tudo!

 Observações:

a) Com o prefixo sub, usa-se o hífen também diante de palavra iniciada por r: sub-região, sub-ramo etc.

a) Palavras iniciadas por h perdem essa letra e juntam-se sem hífen: subumano, subepático. Modernamente, aceitam-se as grafias sub-hepático e sub-humano.

c) Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de palavra iniciada por vogal, H, M ou N (as consoantes de 'humano'): circum-navegação, circum-escolar, circum-murado, circum-hospitalar, pan-americano, pan-helênico, pan-mágico, pan-negritude, etc.

d) O prefixo co aglutina-se em geral com o segundo elemento, mesmo quando este se inicia por o: coordenação, coordenador, etc. Quando começa com H, a próxima palavra perde o H e se junta ao prefixo: co + herdeiro = coerdeiro. Nos outros casos, não se usa: cosseno, cotangente, coautor, cofundador, coprodução, coparticipação, coenzima, cofator.

e) Com os prefixos vice, vizo, sota e soto usa-se sempre o hífen: vice-diretor, vice-governador, vice-prefeito, vice-presidente, vice-campeão, vizo-rei, sota-piloto, soto-mestre.

f) Não se deve usar o hífen em certas palavras compostas que representam uma coisa só, como girassol, mandachuva, pontapé, paraquedas, paraquedista, paraquedismo etc.

g) Com os prefixos ex (no sentido de estado anterior ou cessamento), sem, além, aquém, recém, pós, pré e pró (quando tônicos), usa-se sempre o hífen: ex-aluno, ex-esposa, ex-namorada, ex-marido, ex-senador, ex-deputado, sem-terra, sem-vergonha, sem-fim, sem-cerimônia, sem-número, além-mar, aquém-mar, recém-casado, recém-nascido, recém-formado, pós-graduação, pós-parto, pós-operatório, pré-vestibular, pré-natal, pré-história, pré-universitário, pró-europeu, pró-reitor. 

Em extraordinário, não há o prefixo ex e sim o prefixo extra, em exportar, o prefixo ex significa movimento para fora. Em posposto, predeterminado, propor, o prefixo é átono.

h) Com o elemento socio, não se usa hífen quando é prefixo (social / sociedade), mas usa-se quando é substantivo: sociocultural / sócio-fundador.

i) Quanto ao prefixo hidro, pode haver duas grafias: hidroelétrica / hidrelétrica.

j) Não se usa hífen com os prefixos bi, tri, tetra, penta, hexa, hepta etc.: bicampeão, bimensal, bimestral, tricampeão, tridimensional, triênio, tetracampeão, tetraplégico, pentacampeão, pentágono, hexacampeão, hexadecimal, heptacampeão, heptassílabo etc.

k) Não se usa hífen com as palavras não e quase, com função prefixal: não fumante, não violência, não agressão, não participação, não verbal, não governamental, quase irmão, quase posse, quase delito, quase morte.

Com as palavras rádio e vídeo, o hífen desaparece nos compostos: radiografia, radioamador, radiotáxi, radiopatrulha, radiofrequência, videoclube, videoclipe, videocassete, videogame, videoteca, videoconferência.

Ortografia é a parte da gramática que trata da correta representação escrita das palavras (orto=correto e grafia=escrita).

Essa grafia correta baseia-se no padrão culto da Língua Portuguesa. Neste texto "Emprego de letras", aprenderemos como empregar corretamente as letras do alfabeto da língua portuguesa.


USA-SE K, W, Y,

em abreviaturas e símbolos. Ex.: K (potássio), kg (quilograma), kW (quilowatt);

em palavras estrangeiras de uso internacional (não aportuguesadas). Ex.: show, marketing, hardware, software;

em derivados portugueses de nomes próprios estrangeiros. Ex.: byroniano (de Lord Byron), darwinismo (de Charles Darwin), Kantismo (de Kant), shakespeariano (de Shakespeare);

em topônimos originários de outras línguas e seus derivados: Kuwait, kuwaitiano.

A última reforma ortográfica reintroduziu no alfabeto essas três letras. Portanto, trata-se apenas de uma oficialização.

USA-SE H,

no final de certas interjeições. Ex.: oh!, ah!, ih!, hein?, hum!;

etimologia (ou segundo a tradição oral e escrita do idioma). Ex.: habilidade, harmonia, herança, hidratar, homenagem;

na composição dos dígrafos (CH, LH, NH). Ex.: marcha, flecha, malha, telha, companhia, ninho;

em alguns nomes compostos com hífen: anti-horário, sobre-humano, proto-história, contra-harmônico, super-herói;

no substantivo próprio Bahia, por tradição.

Até 1943, o H indicava o hiato. Esse uso foi abolido, e o hiato passou a ser indicado pelo acento agudo. Mesmo assim, a grafia antiga foi mantida no nome do estado.

OBSERVAÇÕES:

grafia correta das horas: forma normativa: 10h ou 10h30min; formas usuais: 10h30 ou 10:30h (segundo manuais de redação);

usa-se h nos derivados eruditos de erva, inverno e Espanha: herbívoro, herbáceo, herbicida, hibernal, hibernar, hibernação, hispânico;

O h não é utilizado nos substantivos derivados de Bahia: baiano, baianada, baianês.

USA-SE Ç,

diante de a, o ou u em palavras de origem indígena ou estrangeira. Ex.: araçá, açaí, cupuaçu, pajuçara, muçulmano, Suíça etc.;

após ditongos. Ex.: calabouço, beiço, caiçara, toicinho, foice, coice etc.;

verbos terminados em TER e TORCER formam substantivos com ç: ater - atenção, abster - abstenção, conter - contenção, manter - manutenção; deter - detenção, reter - retenção; obter - obtenção; distorcer - distorção; contorcer - contorção; torcer - torção.

verbos terminados em UZIR formam substantivos com ç: reduzir - redução, produzir - produção, conduzir - condução, seduzir - sedução, traduzir - tradução, deduzir - dedução, induzir - indução, reproduzir - reprodução, introduzir - introdução.

USO DO X

depois de ditongo. Ex.: ameixa, caixa, frouxo, peixe, baixo, eixo, faixa, feixe, baixela, paixão, rebaixar. Exceções: guache, recauchutar;

depois da sílaba inicial en. Ex.: enxame, enxoval, enxada, enxugar, enxaguar, enxergar, enxugar, enxerido, enxofre, enxurrada, enxaqueca, enxuto. Exceções: encher, encharcar, enchumaçar e derivados;

depois da silaba inicial me. Ex.: mexilhão, mexer, mexerica, México. Exceção: mecha e derivados.

Palavras de origem indígena ou africana e palavras inglesas aportuguesadas. Ex.: abacaxi, xavante, xará, orixá, xerife, xampu.

Show e shopping ainda não possuem forma aportuguesada. Ainda não existem xópin nem xou.

DICA:  

USA-SE X APÓS MEDITEN (ME, DITONGO, EN)

 

USA-SE G,

nas palavras seguintes: algema, auge, bege, estrangeiro, geada, gengiva, gibi, gilete, hegemonia, herege, megera, monge, rabugento, vagem;

nas palavras com terminações ágio, égio, ígio, ógio, úgio. Ex.: estágio, privilégio, prestígio, relógio, refúgio;

nos substantivos terminados em gem. Ex.: vertigem, linguagem, passagem, imagem, origem, ferrugem. Exceções: pajem, lajem, lambujem;

nas palavras derivadas de outras grafadas com g: engessar (de gesso), massagista (de massagem), vertiginoso (de vertigem), faringite (de faringite), estrangeirismo (de estrangeiro), selvageria (de selvagem), regionalismo (de regional), estagiário (de estágio), exigência (de exigir).

DICA: AEIO Úgio e GEM

USA-SE J,

nos seguintes vocábulos: berinjela, cafajeste, jeca, jegue, majestade, jeito, jejum, traje, pegajento, laje;

nos verbos terminados em -jar. Ex.: arranjar (arranjo, arranje, arranjem), enferrujar, despejar, planejar;

nas palavras de origem tupi, africana ou árabe. Ex.: jiboia, paje, jerico, canjica, manjericão, moji;

nas palavras derivadas de outras com j. Ex.: lisonja – lisonjeado, laranja - laranjeira, rijo - enrijecer, jeito - ajeitar, loja - lojista, ultraje - ultrajante, canja - canjica.

USA-SE S,

nos adjetivos terminados em oso/osa. Ex.: guloso, cremoso, cuidadoso, famosa, mentirosa, curiosa. Exceção: gozo;

em ufixos esa/isa/ês/ense, indicadores de Título, Origem ou Profissão (TOP). Ex.: duquesa, poetisa, polonês, maranhense;

após ditongos. Ex.: coisa, aplauso, lousa, náusea, pouso, causa, ausência, pausa, faisão, maisena, deusa;  

nas formas dos verbos pôr e querer. Ex.: quis, quisemos, quiseram, quiser, quiséssemos; pus, pusesse, pusera, pusésseis, puséssemos; repus, repuséssemos, repusera;

nas palavras derivadas de primitivas com s. Ex.: casa – casarão, casinha, casebre; análise, analisar, analisado; liso, alisar;

em substantivos com os sufixos gregos -ase, -ese, -ise, -ose. Ex.: catequese, diocese, exegese, tese, antítese, catacrese; apoteose, virose, metamorfose, simbiose, overdose, glicose, lactose, fase, frase, crase, base, ênfase, quase, crise, análise, reprise, próclise, ênclise, mesóclise, diálise. Exceções: deslize, gaze, treze, fezes.

  PÔR E QUERER SEMPRE S NUNCA Z


USA-SE Z,

no sufixo ez/eza formadores de substantivos abstratos. Ex.: nitidez, lucidez, avareza, esperteza.


no sufixo izar formador de verbos. Ex.: humano - humanizar, final - finalizar, sintonia - sintonizar, moderno - modernizar, colono - colonizar.

nos derivados terminados em zal, zeiro, zinho, zito. Ex.: cafezal, cafezeiro, cafezinho, cãozito, avezita;

nas palavras derivadas de outras com z.: Ex.: juiz – ajuizar, juízo, catequese – catequizar, síntese – sintetizar, hipnose – hipnotizar; ênfase - enfatizar; batismo - batizar (troca de sufixos).

em numerais de 11 a 19, 200 e 300. Ex.: onze, doze, treze, catorze, quinze, dezesseis, dezessete, dezoito, dezenove, duzentos, trezentos.

ATENÇÃO: Se houver s no radical da palavra primitiva, a palavra derivada manterá o s. Ex.: pesquisa – pesquisar, pesquisador; paralisia – paralisar, paralisação, análise - analisar, revisão - revisar, reprise - reprisar, improviso - improvisar.

USA-SE E / I,

emprega-se e nos seguintes vocábulos: cadeado, confete, disenteria, empecilho, mexerico, orquídea, senão, sequer, quase, irrequieto, etc.;

emprega-se i nos seguintes vocábulos: aborígine, artimanha, chefiar, digladiar, penicilina, privilégio, etc;

nos verbos terminados em oar e uar = final e. Ex.: abençoar – abençoe, atenuar – atenue, magoar - magoe, continuar - continue, perdoar - perdoe, efetuar - efetue;

nos verbos terminados em air, oer e uir = final i. Ex.: sair – sai, roer – rói, possuir – possui, distrair - distrai, trair - trai, doer - dói, moer - mói, evoluir - evolui, substituir - substitui, distribuir - distribui.

USO DO O / U

A vogal o, de timbre fechado, quando reduzida, soa quase como u, o que acaba provocando dúvidas quanto à grafia de algumas palavras;

Grafam-se com a letra o: Ex.: abolir, bússola, goela, mocambo, nódoa, óbolo, rebotalho;

Grafam-se com a letra u: Ex.: bulício, buliçoso, burburinho, curtume, lóbulo, tonitruante, rebuliço, entupir.

EMPREGO DO DÍGRAFO SS

CED – CESS. Ex.: conceder – concessão, interceder – intercessão, ceder – cessão, proceder – processo, aceder – acesso, retroceder – retrocesso, exceder – excesso; suceder – sucessão.

GRED – GRESS. Ex.: agredir – agressão, transgredir – transgressão, regredir – regressão, progredir – progressão;

PRIM – PRESS. Ex.: imprimir – impressão, reprimir – repressão, oprimir – opressão, deprimir – depressão, exprimir – expressão, suprimir – supressão, comprimir – compressão;

TIR – SSÃO. Ex.: discutir – discussão, permitir – permissão, demitir – demissão, admitir – admissão, transmitir – transmissão, repercutir – repercussão; percutir – percussão; emitir – emissão; omitir – omissão; eletrocutir (eletrocutar) – eletrocussão

PEL – PULS. Ex.: compelir – compulsório, expelir – expulsão, impelir – impulsão, repelir – repulsão;

ND – NS. Ex.: ascender – ascensão, pretender – pretensão, estender – extensão, compreender – compreensão, repreender – repreensão, suspender – suspensão, apreender – apreensão, distender – distensão, ofender – ofensa.

RT – RS. Ex.: verter – versão, inverter – inversão, divertir – diversão, converter – conversão, reverter – reversão, perverter – perversão, subverter – subversão.

CORR – CURS. Ex.: correr – curso, concorrer – concurso, discorrer – discurso, percorrer – percurso, recorrer – recurso.

Não confunda: remissão (perdão) com remição (resgate).

Atenção não deriva do verbo atender. É o ato de ater-se. O ato de atender é atendimento.

Embora o verbo partir tenha RT, partição se escreve com Ç.


EMPREGO DO SC

A razão para algumas palavras apresentarem o dígrafo sc é puramente etimológica: crescer vem do latim crescere, nascer, do latim nascere;

Veja outras palavras escritas com sc: abscesso, abscissa, acréscimo, ascensorista, adolescente, adolescência, descer, arborescer, ascendente, ascensão, acréscimo, condescendente, consciente, consciência, crescer, descender, descendente, descer, discente, discernir, disciplina, discípulo, fascículo, fascínio, fascinar, fascinante, florescer, intumescer, imprescindível, irascível, transcender, isósceles, juvenescer, miscigenação, miscível, nascer, obsceno, oscilar, piscina, plebiscito, prescindir, rejuvenescer, reminiscência, rescindir, rescisão, ressuscitar, suscitar, suscetível, seiscentos, transcender, víscera.

Atenção em sucinto, em que não se usa sc.

EMPREGO DO XC

O emprego do xc (e eventualmente, o xs) também ocorre, geralmente, por razões etimológicas. Ex.: exceção, excepcional, exceder, excelente, excêntrico, exceto, excesso, excipiente, excitar, exsudar, exsuar, exsolver, exsicar.

Chamam-se formas variantes as palavras que possuem mais de uma forma com o mesmo sentido. Embora haja uma forma preferida e mais usada, todas são corretas e podem ser usadas sem hesitação.

cotidiano e quotidiano - rotina

cota e quota - porção determinada

quociente e cociente - resultado da divisão

secção e seção - departamento

catorze e quatorze - numeral


Extra:

Emprego de iniciais maiúsculas e minúsculas

Empregam-se iniciais maiúsculas:

1 - nos substantivos próprios em geral

2 - no início de frases

3 - no início de citações diretas

4 - nos nomes de períodos históricos e épocas notáveis: Renascimento, Idade Média, etc.

5 - nos pronomes e expressões de tratamento: Vossa Senhoria, Excelentíssimo Senhor, etc.

6 - nos títulos de jornais, livros, revistas e produções artísticas / científicas: O Globo, Veja

7 - nos nomes de instituições científicas, políticas, religiosas, de ensino etc.:

8 - nos nomes que designam atos de autoridades da República, seguidos do numeral correspondente: Decreto 580/05, Lei 480/02, Portaria 300/07

Sem o numeral, usam-se iniciais minúsculas.

9 - nos nomes de planetas, cometas, constelações e outros astros: Marte, Júpiter, Vênus, etc.

10 - nos pontos cardeais, quando designam região: Leste, Oeste etc.

Quando indicam direção, usam-se iniciais minúsculas

11 - nos nomes de festas e festividades: Natal, Páscoa, Carnaval, Corpus Christi, Dia dos Pais, Dia das Crianças, Independência do Brasil, etc

Empregam-se iniciais minúsculas:

1 - nos dias da semana, meses do ano e estações do ano.

Evidentemente, usam-se maiúsculas se eles fizerem parte de uma expressão (7 de Setembro)

2 - quando nomes próprios passam a ser usados como comuns: joão-ninguém, maria vai com as outras, etc.

Emprego facultativo:

1 - nos nomes de ruas e lugares públicos: Rua (ou rua) Dias da Cruz, Avenida (ou avenida) Rio Branco

2 - nos nomes de cursos e disciplinas: História (ou história), Filosofia (ou filosofia)

3 - nos títulos de livros, exceto nos nomes próprios: O Tempo e o Vento (ou O tempo e o vento), O Pagador de Promessas (ou O pagador de promessas)

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Gravação - Via Embratel (teste - dezembro / 2011)

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