Orientações para os cantos na Missa
APRESENTAÇÃO
Estamos vivendo um tempo oportuno para rever nossa caminhada litúrgica no desejo de melhorar nossa maneira de participar no Mistério Pascal de Cristo, pois a Constituição Conciliar Sacrossanctum Concilium, que trata sobre a Liturgia, completará em 2013, os seus 50 anos.
Nesse documento conciliar, temos, entre outros elementos, a revalorização do Espírito Santo à luz do Mistério Pascal (cf. SC 5-8); a presença real de Cristo não somente nas espécies eucarísticas, mas também na assembleia, na Palavra e na pessoa do sacerdote que preside (cf. SC 7); a Liturgia como principal fonte de espiritualidade cristã (cf. SC 14); a preocupação com a qualidade da celebração da Liturgia: qualidade bíblico-teológica, ritual, espiritual, pascal - Formação litúrgica em todos os níveis (cf. SC 15-19).
Assim sendo, o objetivo principal de nosso trabalho aqui não é responder o que pode ou o que não pode ser feito na liturgia, mas sim apresentar, a partir da Introdução Geral do Missal Romano, orientações para que, em nossa Diocese de Cornélio Procópio, exista uma maior sintonia e unidade litúrgica entre as paróquias e, acima de tudo, ajudar para que a participação de todos na liturgia aconteça de forma mais ativa, consciente e plena (cf. SC 11).
Cornélio Procópio, março de 2011.
Padre Aparecido Donizeti de Souza
Assessor Diocesano de Liturgia
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UM BREVE OLHAR HISTÓRICO
A liturgia da Missa tem sua origem na última ceia do Senhor, memória de sua morte, que é consequência de sua vida a serviço do Reino, confirmada pelo Pai pela ressurreição. Na Igreja Primitiva, essa memória da Páscoa, que é a Missa, realizava-se na casa dos fiéis, de modo muito simples e fraterno, com a proclamação da Palavra e a partilha do pão. Assim, surgiram vários grupos cristãos, cada qual com seu rito de celebração litúrgica. No Século XVI a Igreja realizou o Concílio de Trento, o qual criou o primeiro Missal, uniformizando o rito litúrgico em latim. Com o passar dos anos, o latim, os gestos, as orações e os símbolos litúrgicos foram perdendo o sentido para a maioria dos católicos.
A resposta a esse distanciamento entre liturgia e assembleia só veio no Século XX, com a reforma litúrgica do Concílio Vaticano II.
Toda mudança exige tempo para ser assimilada e, mesmo após tantos anos, muitos ainda não compreendem o valor da Missa e o seu papel de assembleia celebrante.
Como facilitador dessa compreensão surgiu a figura do comentarista que progressivamente deve ser substituída pelo animador. E, para motivar a participação nas partes cantadas, como alternativa aos tradicionais corais, surgiram os grupos de música.
O ANIMADOR E O GRUPO DE MÚSICA
O animador e o grupo de música devem estar em sintonia entre si e com Deus, pois ambos desempenham a mesma função de animar a assembleia, movidos pelo Espírito Santo.
Mas, antes de motivar a assembleia, é preciso estar intimamente motivado! Um animador e um grupo de música que não abrem seu coração a Deus dificilmente tocarão o coração das pessoas! Ambos devem ser conhecedores profundos da liturgia, entendendo o sentido de cada parte da Missa para bem celebrar e evitar alguns equívocos comuns nas monições e cantos.
O animador deve motivar a assembleia a viver cada parte da Missa com intensidade. Se é momento de louvor: Louve, cante, sorria, bata palmas! Se é momento de silenciar: Silencie, feche os olhos, recolha-se! Dê o exemplo! Também o grupo de música deve ter a mesma
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participação, além de selecionar e executar os cantos apropriados ao sentido de cada uma dessas partes.
Na figura do animador deve-se perceber discrição, porém entusiasmo, em intervenções precisas e extremamente expressivas.
No grupo de música, vozes e instrumentos devem evocar o mistério da Liturgia que convida à celebração, à conversão, ao louvor, à gratidão e ao compromisso. Assim, é necessário que os músicos e cantores expressem, em sua postura, em seu rosto, as palavras cantadas!
A assembleia deve ver nos que se colocam à sua frente, não por palavras apenas, mas pela participação na celebração, a alegria que só um cristão autêntico possui: palavras convencem, mas testemunhos arrastam! Para isso, é preciso que animador e grupo de música conheçam e vivam a Liturgia no seu dia a dia.
IMPORTÂNCIA DO CANTO LITÚRGICO
O Canto Litúrgico tem como principal objetivo dar maior ênfase, realçar a ação de Deus, em Cristo, pelo Espírito que atua em nossas vidas, impulsionando-nos à grande manifestação de ação de graças que é a Celebração Eucarística.
O Documento da CNBB que trata sobre a Pastoral da música litúrgica no Brasil nos diz o seguinte: “o canto, como „parte necessária e integrante da liturgia‟ (SC 112), por exigência de autenticidade, deve ser a expressão da fé e da vida cristã de cada assembleia. Em ordem de importância é, após a comunhão sacramental, o elemento que melhor colabora para a verdadeira participação pedida pelo Concílio” (Doc. 7 da CNBB, pág. 4).
Quanto à escolha dos cantos para a celebração eucarística, tenhamos presente o seguinte: “os textos destinados ao canto sacro hão de ser conformes à doutrina católica, sendo até tirados de preferência das Sagradas Escrituras e das fontes litúrgicas” (SC. 121; cf. CIC nº 1158).
Portanto isso significa que não podemos escolher o canto segundo o gosto pessoal ou do grupo, pois o mesmo deverá expressar o Mistério Pascal de Cristo que está sendo celebrado conforme o momento da celebração e também o tempo do ano litúrgico e suas festas.
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PARA BEM PREPARAR E CELEBRAR A EUCARISTIA
A liturgia é um mistério que muito mais do que simplesmente entendido deve ser vivenciado em plenitude: “é desejo ardente na mãe Igreja que todos os fiéis cheguem àquela plena, consciente e ativa participação nas celebrações litúrgicas que a própria natureza da Liturgia exige e que é, por força do Batismo, um direito e um dever do povo cristão” (SC nº 14; cf. CIC nº 1141). Esse desejo, expresso na Sacrossantum Concilium e confimado no Catecismo da Igreja Católica, só poderá acontecer se nos colocarmos, com todo empenho, amor e disposição, a preparar da melhor forma possível nossas celebrações.
Lembremos enfim que “a Missa consta, por assim dizer, de duas partes: a liturgia da palavra e a liturgia eucarística. Essas duas partes, porém, estão entre si tão estreitamente ligadas que constituem um único ato de culto. De fato, na Missa é posta a mesa, tanto da palavra de Deus como do Corpo de Cristo, mesa em que os fiéis recebem instrução e alimento. Há ainda determinados ritos, a abrir e a concluir a celebração” (IGMR, 28).
Busquemos agora entrar passo a passo na celebração eucarística:
RITOS INICIAIS
Esses têm como “finalidade estabelecer a comunhão entre os fiéis reunidos e dispô-los para ouvirem devidamente a palavra de Deus e celebrarem dignamente a Eucaristia” (IGMR, 46).
1. “Comentário” inicial
Aquele que exerce a função de animador deve saber acolher a todos e animar a assembleia em vista de uma participação ativa e frutuosa na celebração. O ideal é uma acolhida breve e uma frase sobre a essência da liturgia daquela celebração e um convite a celebrá-la. É preciso clareza e objetividade.
Conforme nos diz o novo Catecismo: “é toda a comunidade, o corpo de Cristo unido à sua cabeça, que celebra” (CIC nº 1140). Assim sendo, não tem sentido dizer que vamos acolher a equipe de celebração e muito menos dizer sobre acolher o celebrante. Também não tem sentido convidar para ficar em pé ou cantar com alegria. Supõe-se que a comunidade tenha consciência disso.
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1.1 O Canto de Entrada (ou de Abertura)
Função:
deve criar comunhão, ou seja, despertar os que estão reunidos para celebrarem em união com a comunidade e com o Cristo.
a letra deve falar do motivo da celebração, ser um convite a celebrar, e, o quanto possível, ser uma fala direta com Deus. No Tempo Pascal deve falar da ressurreição, no Advento deve falar da expectativa da vinda do Salvador, no Tempo do Natal deve falar da encarnação e do nascimento de Cristo, na Quaresma deve falar sobre penitência, mudança de vida e conversão, no Tempo Comum pode falar de vários temas.
Forma:
canto alegre;
de preferência com refrão, para facilitar a participação;
deve ter uma duração razoável para acompanhar a procissão de entrada.
2. Ato penitencial
Não deve ser encarado como uma confissão comunitária com absolvição; mas, sim, como momento de reconhecer a misericórdia de Deus que é sempre maior que os nossos pecados. Na eucaristia, celebramos o perdão que nos foi dado pela morte de Jesus na cruz. Essa motivação deve ser feita preferencialmente por aquele que preside a celebração.
2.1 O Canto Penitencial
Função:
canto dirigido ao Cristo Senhor;
deve levar as pessoas ao encontro com o Pai das Misericórdias; que, pelo sangue de Cristo derramado na cruz, nos liberta de toda a culpa e restitui a paz;
não deve enfatizar o pecado ou o pecador; e, sim, o Senhor misericordioso.
Forma:
canto reflexivo e de súplica em 3 modos: 1º Confesso: a letra original deve ser respeitada; 2º Kyrie (Senhor, tende piedade): é composta por uma aclamação ao Cristo misericordioso, seguido do Senhor, tende piedade; 3º Aspersão: deve versar sobre as águas batismais renovadoras e ser cantado enquanto o presidente asperge a assembleia;
pode ser também um salmo penitencial. Qualquer outro canto, por mais belo que seja, não cabe;
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quando não houver a invocação “Senhor, tende piedade de nós... Cristo, tende piedade de nós... Senhor, tende piedade de nós”, no canto, ela deve ser rezada após a absolvição geral.
3. Hino de Louvor
Aqui toda a Igreja se une ao céu para cantar a glória de Deus. Por ele, “a Igreja, congregada no Espírito Santo, glorifica e suplica a Deus Pai e ao Cordeiro” (IGMR 31).
Cantamos o Hino de Louvor, porque Ele é Deus, é o Rei dos Céus, é o Pai todo-poderoso, é o Criador, é o Cristo, é misericordioso, é o Cordeiro Santo, é o Senhor, é o Espírito Santo... porque Deus é Deus. Sendo assim, não tem sentido nenhum ficar colocando outros motivos para esse hino.
Essa motivação deve ser feita preferencialmente por aquele que preside a celebração.
3.1 Glória
Função:
hino muito antigo, iniciado com o louvor dos anjos na noite de Natal;
desenvolveu-se antigamente no Oriente, através da superposição de várias fórmulas diferentes;
é um hino cristológico e não um louvor à Santíssima Trindade;
nele, o Espírito Santo move a assembleia a louvar o Pai e o Filho. Não é cantado nos dias de semana porque cabe ao dia por excelência do encontro com os cristãos: o domingo.
Forma:
hino festivo e solene (não utilizado no Advento e na Quaresma, nem nas missas de sétimo dia, trigésimo dia, um ano de falecimento, missas de corpo presente e Dia de Finados);
preferencialmente deve ser cantado;
a letra deve ser o mais fiel possível ao texto original ou ser o texto oficial da CNBB;
devem ser evitados hinos do Glória abreviados; ele pode ser adaptado, mas não pode ser substituído por outro canto com letra diferente.
Obs: Os ritos iniciais atingem o ponto alto na oração que liturgicamente chamamos Coleta que é dirigida ao Senhor Deus, por meio de Jesus Cristo na Unidade do Espírito Santo. Ela é precedida por um momento de silêncio.
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LITURGIA DA PALAVRA
Lembramos que as normas litúrgicas não preveem a procissão da Bíblia antes do início da Liturgia da Palavra e sim a entrada do Evangeliário na procissão de entrada.
4. Leituras
A Palavra de Deus é viva! Ela fala por si mesma! É momento de pedir a atenção da assembleia, de convidá-la a sentar-se para que Deus possa falar. A explicação do sentido das leituras cabe ao padre na hora da homilia.
Aqui o ideal é não fazer nenhum tipo de comentário. No entanto, pode-se cantar algum refrão curto que convide a assembleia a ouvir a Palavra de Deus antes de se iniciarem as leituras.
5. Salmo Responsorial
Função:
resposta meditativa e orante da Palavra proclamada;
reaviva o diálogo com Deus e a comunidade.
Forma:
é sempre o texto bíblico que responde à Primeira Leitura;
pode ser adaptado, mas nunca substituído por um canto de meditação ou mesmo outro salmo;
deve ser feito da Mesa da Palavra por um solista (salmista) entoando as estrofes, e a comunidade responde com o refrão.
6. Aclamação ao Evangelho
O Cristo transfigurado em Palavra fala à Igreja! Isso é motivo de júbilo e alegria. É esse entusiasmo em ouvir a Palavra do Salvador que deve motivar a Assembleia a aclamar: Aleluia! Que significa: Deus seja louvado!
É incorreto dizer: Aclamemos a Palavra do Senhor, pois chamamos de Palavra do Senhor, na Missa, toda a liturgia da palavra. O mais adequado é dizer: Aclamemos o Evangelho ou a Palavra de Jesus. Também não se diz: Vamos ficar em pé para aclamar o Santo Evangelho.
6.1 Aleluia
Função:
a palavra hallelu-yah (“Louvai ao Senhor”) tem origem na liturgia judaica e ocupa lugar de destaque na liturgia cristã;
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é a expressão de acolhimento solene de Cristo, que vem a nós por sua Palavra Viva, o Evangelho;
o canto acompanha a procissão do Evangeliário do altar à mesa da Palavra.
Forma:
canto alegre e festivo;
não basta conter aleluia e falar sobre a Palavra de Deus;
na Quaresma, devido ao forte tempo de reflexão, é substituído por um canto que possua uma aclamação direta ao Cristo seguido de verso sobre o Evangelho do dia;
é uma breve aclamação e, sendo assim, sua duração deve ser curta.
LITURGIA EUCARÍSTICA
7. Apresentação das ofertas
Esse é um momento de ação de graças, de louvor pelo pão e pelo vinho, dons de Deus e frutos do trabalho humano, que se tornarão Corpo e Sangue do Senhor. Somente o pão e o vinho devem ser depositados sobre o altar; as ofertas da coleta devem ser colocadas em outro local no presbitério ou na sacristia. Tudo mais que se apresentar nesse momento (imagens, flores, livros, etc) é desnecessário. Não é proibido, mas não tem um sentido litúrgico e, se precisarem ser explicados pelo animador, possuem menos sentido ainda. Os comentários extensos e inúmeros símbolos a serem ofertados são dispensáveis!
7.1 Canto de Apresentação das Ofertas
Função:
acompanha o gesto de pôr em comum os bens, juntamente com o pão e o vinho que serão consagrados e também partilhados;
é um canto facultativo.
Forma:
canto reflexivo ou meditativo;
não precisa necessariamente falar de pão e vinho, pode falar do tema da liturgia ou do oferecimento da própria vida a Cristo;
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pode ser um canto de louvor pela bondade de Deus, pelos dons que recebemos ou com algum conteúdo propício ao tempo litúrgico;
o canto se estende durante a procissão, preparação do altar e apresentação das oferendas, e o sacerdote realiza a ação ritual em silêncio.
quando não houver procissão, que se cante até o presidente terminar a purificação das mãos. O senso comum chama ofertório, mas o verdadeiro ofertório da missa só acontece depois da Consagração.
8. Oração Eucarística
8.1 Santo
Função:
canta o louvor de Deus Pai utilizando as palavras que o profeta Isaías ouviu os serafins cantarem no templo, na sua visão (Is 6,3) e aclama o Cristo, assim como as multidões em Jerusalém (Mt 21,9);
é a aclamação pela qual a assembleia, unindo-se aos espíritos celestes, canta ao Santo dos santos.
Forma:
canto vibrante e solene;
deve ser fiel à aclamação original, sem introduzir grandes alterações e ser cantado sempre. Sua letra pode ser adaptada, mas não pode ser substituída por um canto com letra diferente;
a participação da comunidade é essencial;
é PROIBIDO ser substituído por letras que se distanciem de seu conteúdo original.
8.2. Aclamação Memorial (Anamnese)
Função:
respondendo à frase “Eis o mistério da fé”, a assembleia se levanta e aclama a paixão, a gloriosa ressurreição e a ascensão do Senhor aos céus.
Forma:
solene;
é uma aclamação e deve ser fiel às letras originais, previstas em cada Oração Eucarística. Não é um louvor à Presença Real, portanto não pode ser substituída por um canto eucarístico.
8.3 Grande Amém (na Doxologia Final)
Função:
enfatizar de forma solene que toda a assembleia confirma as verdades de fé proclamadas na Oração Eucarística.
Forma:
canto alegre e festivo. É o próprio Cristo que oferece e é oferecido;
através da repetição do Amém, toda a Assembleia deve se envolver de forma entusiasmada nessa aclamação.
9. Rito da Comunhão
ATENÇÃO: Não existe canto da paz na liturgia, pois ela é OFERECIDA e não cantada!
9.1 Cordeiro de Deus
Função:
acompanha o partir do pão, antes de sua distribuição.
Forma:
canto meditativo e de súplica;
deve conter a invocação tradicional (Cordeiro de Deus que tirais o pecado...), sem modificações;
no caso do partir do pão se estender, repete-se a primeira parte continuamente (Cordeiro de Deus... tende piedade de nós!), cantando a segunda parte (Cordeiro de Deus... dai-nos a paz!) somente para encerrar o canto.
9.2 Canto de Comunhão
Função:
reforçar o sentido da unidade do Corpo de Cristo (Igreja) e do mistério que está sendo celebrado;
deve animar a assembleia a assumir um compromisso com Cristo e com a comunidade proclamado no Evangelho do dia.
Forma:
canto alegre e vibrante ou processional e reflexivo;
cantos de adoração não devem ser utilizados como canto de comunhão;
sua letra deve versar sobre as palavras proclamadas no Evangelho do dia e ter ligação com o tempo litúrgico, festa ou solenidade. Não precisa obrigatoriamente falar sobre a comunhão, sobre o Corpo e o Sangue de Cristo, sobre o pão da vida, pão do céu ou qualquer outro tema que faça referência ao mistério da Eucaristia. Deve expressar o nós (Igreja) e não o eu;
este canto deve revelar os mistérios da fé, encarnados na realidade social que precisa ser transformada;
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a forma de estrofe e refrão é a mais indicada para favorecer a participação;
tem início com a comunhão do presidente e continua enquanto a comunhão acontece, sendo necessário mais de um canto de comunhão no caso de celebrações maiores, para que não se torne maçante.
10. Ação de Graças
O momento que se segue à comunhão tradicionalmente é chamado de ação de graças, embora toda a celebração seja uma ação de graças. Aqui se faz o Silêncio Sagrado para que a assembleia possa ter sua intimidade com Deus para agradecer, adorar, pedir, refletir a liturgia...
O principal erro é ficar falando o tempo todo que é um momento de silêncio e não deixar espaço para esse silêncio.
10.1 Canto de Ação de Graças após a Comunhão
Função:
momento de reflexão e meditação;
quando houver canto, que seja breve e enfatize a liturgia do dia.
Forma:
canto meditativo ou reflexivo. Não deve ser um canto de adoração para que não se confunda com uma adoração ao Santíssimo;
deve necessariamente levar a assembleia a uma reflexão da essência da celebração do dia (tudo o que foi enfatizado pela Liturgia da Palavra).
11. Canto de Despedida - não previsto pelo Missal, portanto, suplementar
Função:
o senso comum chama canto final, mas essa denominação não faz sentido, uma vez que a liturgia nunca acaba. Termina a missa, começa a missão;
no entanto, quando ocorrer, deve servir como envio para que todos vivam, em seu dia a dia, tudo o que foi celebrado na Santa Missa.
Forma:
canto alegre e de despedida, leva a assembleia a evangelizar;
pode fazer referência ao tempo litúrgico, festa ou solenidade ou ser direcionado ao padroeiro ou mesmo a Maria, ao Espírito Santo ou à família. Pode ser substituído pelo hino da Campanha da Fraternidade, de missas temáticas, meses temáticos (vocações, Bíblia, missões) ou anos temáticos, ou até mesmo por uma música instrumental;
deve ser cantado após a Bênção Final e não deve servir para manter a assembleia na Igreja, pois ela já foi dispensada pelo presidente pela oração do “Ide em paz”.
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