Jornal Correio da Paraíba - Religião - 21 de junho de 2022

 N1

É por causa desta história que Santo Antônio passou a ser representado junto ao Menino Jesus

Santo Antônio é um dos santos mais populares da Igreja Católica. Ficou conhecido como padroeiro dos namorados, dos pobres, dos objetos perdidos… Era um pregador excelente, um Doutor da Igreja.


Seus inúmeros milagres e histórias fizeram devotos em várias partes do planeta. Tanto que ele ficou conhecido como “o santo de todo mundo”.


Um desses “milagres” está relacionado ao Menino Jesus, ao qual o santo sempre teve muita devoção, assim como a Nossa Senhora.


Santo Antônio e o Menino Jesus

Diz-se que, certa vez, Santo Antônio precisou ficar hospedado em Pádua. Foi a família de um senhor nobre que o acolheu em sua casa. Uma noite, o fidalgo, vendo do lado de fora do quarto de Frei Antônio alguns raios de luz, decidiu-se aproximar dos aposentos. O homem ficou surpreso com o que viu: o santo estava segurando nos braços um gracioso menino que suavemente o acariciava.


O senhor, então, entendeu que o próprio Menino Jesus apareceu ao santo para consolá-lo pelas fadigas sofridas em suas missões e pregações. Depois do êxtase, o Frei Antônio procurou o nobre senhor, dizendo que sabia que ele o havia observado durante a aparição. Pediu, então, que o homem não revelasse o que tinha visto. O senhor assim o fez, somente revelando o fato depois da morte do Santo.


A imagem de Santo Antônio

A história acima teria motivado a representação de Santo Antônio com o Menino Jesus nos braços.


De fato, representam-se o Menino Jesus e o Santo Antônio de três formas:


1. o Menino sobre a Bíblia, lembrando que o santo anunciava Jesus Cristo através de inúmeras citações do Evangelho;


2. o Menino Jesus no colo do santo, representando a intimidade do frei com Jesus;


3. o Menino sendo mostrado ao santo por Nossa Senhora, lembrando também a devoção de Antônio à Mãe de Deus.

N2

Marcadores econômicos da época em que nascemos também influenciam a maneira como investimos 

Se você cresceu no final dos anos 1980 e viu os preços nos supermercados aumentarem durante o mesmo dia, é possível que esse sentimento de escassez tenha sido determinante na maneira como lida com dinheiro até hoje. Um surpreendente estudo nos Estados Unidos, divulgado pelo jornal espanhol El País,aponta a maneira como a situação econômica do ano em que nascemos e durante nossos vinte primeiros anos influencia como lidamos com nossas finanças ao longo da vida. Se você cresceu em uma economia florescente, aumentam as chances de investir no mercado de valores quando adulto e se mostrar mais otimista com relação a sua rentabilidade. A pesquisa analisou o consumo da população norte-americana ao longo de 50 anos.


Panorama de incerteza

Contudo, nosso tempo de pandemia e o panorama de incertezas com relação ao futuro da economia também podem condicionar nosso comportamento de compra. Como não se sabe o que será amanhã, a tendência é poupar. É sobre isso que trata o novo livro do economista espanhol Fernando Trías de Bes, intitulado Uma História Diferente do Mundo. Segundo ele, economizar em um momento como este seria uma resposta inconsciente aos estragos da pandemia. As percepções e os estados de ânimo seriam determinantes sobre como gerimos nossas finanças.    


Inteligência financeira 

A maneira como administramos nosso dinheiro está relacionada ao modo como lidamos com nossas emoções. Se temos uma personalidade mais conservadora, as chances de investirmos bem diminuem consideravelmente. São comuns casos de quem construiu um grande patrimônio poupando de pouco em pouco, assim como de quem perdeu tudo de uma hora para a outra. A revista norte-americana Sports Illustrated publicou uma reportagem mostrando como 60% dos jogadores da NBA com salários milionários declararam falência nos cinco primeiros anos após a aposentadoria. Já com jogadores da NFL, a liga nacional de futebol americano, esse número chega a 79%. Inteligência financeira está relacionada a estabilidade emocional, conhecimentos básicos de economia e a falta de medo de correr riscos.  


Freios que não nos deixam prosperar

O artigo do El País ainda expõe como a inabilidade para investir tem em sua raiz os freios que nos impedem de prosperar. São mecanismos inconscientes que tendemos a preservar desde a infância e modulam nossas decisões. Entre eles estão listados: o medo de perder dinheiro ser maior do que a vontade de ganhar; o cinismo e o pessimismo constantes, que nos impedem de enxergar oportunidades; a preguiça, que desestimula a buscar novas fontes de renda e gera a “síndrome do hamster”, que nos leva a esperar resultados diferentes insistindo nas mesmas ações; os maus hábitos de consumo, gastar com besteira; e a arrogância, que nos impede de buscar conhecimento para investir com mais consciência. 

N3

Fazer uma experiência da presença real de Jesus é também amá-Lo e verificar se nosso coração está inteiro n’Ele ou dividido

“Tomai e comei, isto é o Meu corpo. Tomai e bebei, todos vós, isto é o Meu sangue. O sangue da aliança, que é derramado por muitos, para remissão dos pecados” (Mt 26, 26-27)


Em nenhum versículo da Sagrada Escritura, a Eucaristia é apresentada como um mero “símbolo” do corpo de Cristo. Na verdade, nela está presente o próprio Cristo: corpo, sangue, alma e divindade. Essa é a verdadeira doutrina sobre a Eucaristia ensinada por Cristo e pelos apóstolos, até porque se a Eucaristia fosse apenas um “símbolo”, uma “lembrança”, ela não poderia se constituir num alimento para a vida eterna.


A Eucaristia sempre foi considerada o “Sacramento da Igreja”, estando no centro da vida paroquial e da comunidade que dela participa. Não se edifica uma comunidade se esta não tiver sua raiz e seu centro na Eucaristia, lembra o Concílio Vaticano II (Presbyterorum Ordinis 6).


Nosso Senhor Jesus instituiu a Eucaristia na noite em que foi entregue aos soldados romanos, enquanto ceava com os apóstolos. Inaugurou o rito eucarístico, oferecendo aos apóstolos o sacramento do pão e do vinho, Seu próprio corpo e sangue em comida e bebida, e mandando que fizessem o mesmo em Sua memória. Portanto, delegou o poder de realização deste sacramento até o Seu retorno.


São João Paulo II assim falou sobre a Eucaristia: “Debaixo das aparências do pão e do vinho consagrados, permanece conosco o mesmo Jesus dos Evangelhos, que os discípulos encontraram e seguiram, viram crucificado e ressuscitado, cujas chagas Tomé tocou, prostrando-se em adoração e exclamando: ‘Meu Senhor e meu Deus’”.


Desde a Quinta-feira Santa de 2017, Deus tem colocado em meu coração uma necessidade de valorizarmos ainda mais Jesus Sacramentado. Nós, católicos, temos o privilégio de podermos adorar a Jesus. Mas, tenho ressaltado que esse privilégio também nos dá a responsabilidade de mostrar o real valor da Eucaristia.


Olhar para Jesus no Sacramento do Altar é ter a consciência de que somos amados por Deus e reconhecer os sinais desse amor presentes nos acontecimentos da nossa vida, em todos os pontos e vírgulas da nossa história.


Fazer uma experiência da presença real de Jesus é também amá-Lo e verificar se nosso coração está inteiro n’Ele ou dividido. É descobrir onde deixamos cada pedaço do nosso coração e pedir que o Espírito Santo revele qual parte dele não pertence ao Senhor.


É deixarmo-nos forjar no fogo do Espírito Santo, para que os pedaços do nosso coração sejam fundidos como uma única peça, uma única joia, a qual não mais se separe em pedaços e pertença inteiramente ao Senhor, um coração adorador.


Termino essa mensagem com uma das orações ensinadas pelo anjo em Fátima, aos três pastorinhos: Lúcia, Jacinta e Francisco, que creio ser próprio de um coração adorador:


“Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos. Peço Vos perdão para os que não creem, não adoram, não esperam e não Vos amam. Amém“

N4

Um filme italiano premiado em Cannes resgata a história deste santuário e sua curiosa tradição

Em Trava, no norte da Itália, encontra-se este pequeno e pouco conhecido santuário. E, graças ao filme Small Body (original: Piccolo corpo), recentemente premiado em Cannes, o local voltou a atrair peregrinos.


Até o século XVIII, o santuário era muito popular; acreditava-se que a Virgem de Trava concedia um curto período de vida às crianças nascidas mortas, a fim de que elas fossem batizadas e não acabassem no limbo.


A salvação sem o Batismo é uma questão muito complicada, e a Igreja tem tentado lançar luz sobre ela.


JESUS,ANGELS,CLOUDS


Voltando ao Santuário de Trava, este é um dos poucos santuários à répir, ou seja, que dava um último “respiro” (ou “sopro”) aos bebês falecidos. Era o tempo suficiente para serem batizados, de acordo com um rito muito piedoso e carregado de esperança.


Este rito consistia em colocar a criança sem vida sobre um altar de pedra erguido perto da igreja, na entrada de uma floresta. Ali, na presença de um padre, o recém-nascido era “ressuscitado” por alguns momentos, recebia o sacramento e depois “morria” novamente.


Recordemos que nos tempos antigos, devido às condições de miséria, pobreza e assistência médica inexistente no parto, era comum que muitas mães dessem à luz seu filho morto.


Em testemunho desta crença, há centenas de ofertas votivas no santuário, mostrando estas crianças mortas, renascidas, abençoadas e que depois morreram novamente.


Infelizmente, várias ofertas votivas foram roubadas, e as que sobreviveram foram trancadas por segurança.



Durante o saque, até mesmo a autêntica pintura da Madonna de Trava, na verdade uma das representações da Madonna del Carmine, desapareceu. Hoje é substituída por uma cópia.


O prado verde ao redor do santuário é também uma testemunha única dessas histórias de fé e esperança, assim como o cemitério onde estes bebês que “voltavam à morte” foram enterrados.


O santuário, como medida de proteção, fica sempre fechado. É aberto somente com hora marcada. Apenas um dia do ano ele fica aberto aos moradores locais: 15 de agosto, festa da Assunção.


Esperemos que o filme Small Body (“Corpo Pequeno”), possa ser visto muito em breve em vários idiomas.


O filme conta, de forma muito delicada e respeitosa, a história de uma dessas mães. Ela tem que passar por uma longa jornada e muitos perigos para dar a possibilidade de “salvar” sua filhinha que morreu ao nascer.

N5

Entenda por que é um gesto de extrema importância

Ao celebrar a Missa, tornou-se costume o padre elevar a hóstia eucarística e o cálice após as palavras da consagração. Isto nem sempre foi o caso, e levou até ao século XIII para se tornar parte da Missa.


Durante grande parte da história da Igreja, o padre esteve habituado a postar-se perante o altar na mesma direção que o povo. Isto significava que quando o padre recitava a Oração Eucarística, a hóstia e o cálice ficavam escondidos da vista.


Inicialmente isto não constituía qualquer problema para o povo, mas no século XIII, muitos santos estavam à procura de formas de aprofundar a fé eucarística dos fiéis.


Por exemplo, foi durante o século XIII que Santa Juliana de Liegepushed advogou pela celebração universal da Festa de Corpus Christi.


De acordo com a Nova Enciclopédia Católica, foi Odo de Paris ou o seu sucessor no início do século XIII que “decretou que os seus padres deveriam esconder a hóstia até à sua consagração e depois erguê-la para adoração”.


Este decreto foi provavelmente em resposta a pedidos dos leigos, que queriam ver e adorar Jesus na Eucaristia.


Mesmo depois do Concílio Vaticano II, quando os sacerdotes foram autorizados a celebrar a Missa voltados para o povo, a instrução permaneceu no Missal Romano para que os sacerdotes mostrem a hóstia consagrada ao povo… e façam a genuflexão em sinal de adoração.


O costume de mostrar a hóstia e o cálice ao povo tornou-se uma parte central da Missa, afirmando o mistério profundo que ocorre na consagração, onde o próprio Jesus se torna presente no pão e no vinho que são oferecidos no altar.

N6

Mas calma: ele existiu, sim, e é um dos maiores santos da história da Igreja

Santo Antônio de Pádua não era Antônio nem era de Pádua. Mas calma: ele existiu, sim, e é um dos maiores santos da história da Igreja.


Acontece que o seu nome de batismo era Fernando de Bulhões e Taveira de Azevedo. Ele só passou a se chamar Antônio aos 25 anos, quando se tornou frade franciscano.


Venerado como um dos santos mais populares do mundo, é conhecido “quase mundialmente” como Santo Antônio de Pádua. O “quase” fica por conta de Portugal, que, com a devida razão, o chama de Santo Antônio de Lisboa.


Ocorre que Santo Antônio era, de fato, português, e, também de fato, nasceu em Lisboa em 1195. No Brasil, devido entre outros fatores à forte imigração italiana, ele acabou ficando mais conhecido como Santo Antônio de Pádua, que é como os italianos o chamam: afinal, o santo viveu grande parte da vida e da missão em Pádua, ou Padova, cidade italiana onde se tornou imensamente querido e famoso. A belíssima e grandiosa basílica da cidade, que é uma das igrejas mais importantes da Itália e mais populares do mundo, é dedicada a Santo Antônio.


Aos 15 anos, o jovem Antônio, ou melhor, ainda Fernando, entrou na ordem de Santo Agostinho, mas, dez anos depois, se uniu aos frades menores de São Francisco de Assis. A mudança se deveu ao seu desejo de pregar o Evangelho aos muçulmanos sarracenos. Chegou a ir ao Marrocos, mas foi obrigado a retornar à Europa por causa de uma grave doença.


Sua fama de realizar atos prodigiosos perdura pelos séculos. Entre seus muitos milagres, é bem famoso o do “pé decepado”. Em Pádua, durante um acesso de fúria, um jovem chamado Leonardo chutou a própria mãe e, arrependido, foi se confessar com Santo Antônio, que, para ilustrar a gravidade daquele pecado, lhe disse: “O pé de quem chuta a própria mãe merece ser cortado”. Leonardo levou a frase ao pé da letra e decepou seu pé. Ao saber do fato, Santo Antônio milagrosamente fez o pé voltar a se unir ao corpo do jovem.


Outro de seus mais extraordinários milagres é o da “mula do herege”, que você pode conhecer acessando o artigo recomendado ao final desta matéria.


O Papa Gregório IX canonizou Santo Antônio de Pádua e Lisboa menos de um ano após a sua morte, no dia de Pentecostes de 1232, que, na ocasião, caiu num 30 de maio.

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