Jornal Correio da Paraíba - Pensando em Sexo - 21 de junho de 2022

 M1

O Brasil possui 10,5 milhões de mulheres com algum tipo de deficiência física ou intelectual, segundo um levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE. Apesar de serem uma parcela expressiva da população, as mulheres com deficiência são constantemente marginalizadas e desumanizadas em diferentes áreas da vida, incluindo a sexual.


A infantilização ou a presunção de que todas as pessoas com deficiência não têm sexualidade são algumas das barreiras que essa população enfrenta diariamente, especialmente pelo preconceito de que a deficiência pode, de alguma forma ser um impedimento para uma vida comum. 


Continua após a publicidade


Para a ativista e jornalista Sarah Santos, é necessário desmistificar a ideia de que toda pessoa com deficiência é assexual, (pessoa que sente nenhuma ou pouca atração sexual) também chamando a atenção para a importância de reconhecer a autonomia  delas. 

“Eu tenho 24 anos, sou jornalista e pós-graduada. Já comprei uma casa e tenho toda uma vida de autonomia e independência, mas muita gente preconceituosa infelizmente ainda insiste em me ver como uma criança. Por causa da deficiência, acham que eu sempre preciso de alguém, que sou dependente de alguma outra pessoa, mas a verdade não é bem assim. As pessoas com deficiência estão cada vez mais independentes. A nossa deficiência não nos limita, o que nos limita é a sociedade ao nosso redor, que não é acessível e inclusiva”, diz a jornalista. 


Outro ponto levantado por Sarah é o pensamento de que se relacionar com pessoas com deficiência é fazer um favor ou um “ato heróico”. Ela relata como atitudes como essa são capacitistas e afetam negativamente a autoestima dessas mulheres. 


“Quando estamos com pessoas que se colocam num pedestal por estarem conosco, acabamos naturalizando o pensamento.‘Caramba! Fulano é muito bom mesmo por estar comigo, porque olha, eu tenho uma deficiência. Ele podia namorar uma menina sem deficiência, mas ele escolheu me namorar. Que legal!’. Acabamos aceitando qualquer coisa. Se a pessoa nos trata mal acaba sendo aceitável por se tratar de uma pessoa namorando uma mulher com deficiência. Os relacionamentos acabam se tornando abusivos." explica.

Continua após a publicidade


Sarah já viveu esse tipo de relacionamento aos 14 anos, quando teve o seu primeiro namorado. Ela conta que o namoro não era aprovado pela mãe do rapaz por causa da deficiência dela e que chegou a ouvir diversos comentários negativos vindo de diferentes pessoas. No entanto, por ser muito jovem, não sabia como lidar com a situação. 


“A mãe dele dizia que não tinha preconceito, mas não queria que o filho namorasse comigo por ter medo do que as pessoas iam falar. Ele me apresentava e logo vinham comentários: ‘Nossa! Ela é bonita!’, mas  ele sempre falava, ‘Mas você viu que ela tem uma deficiência?, como se isso de alguma forma me diminuísse. As pessoas o colocavam como um cara muito legal, um super-herói por estar namorando uma pessoa com deficiência Eu só sabia que eu me sentia muito desconfortável com aquilo”, relembra Sarah. 


Dificuldade em relacionamentos

Lelê Martins, criadora de conteúdo digital no Instagram e no TikTok sobre  PCDs, se tornou uma pessoa com deficiência após perder uma das pernas em um acidente. Depois disso, ela viveu experiências românticas negativas. Para Lelê, é difícil conseguir se envolver de forma romântica com outras pessoas e se ver merecedora desse afeto.


“Até hoje tenho bloqueios, porque tenho medo das mesmas coisas acontecerem e tudo se repetir. Claro que a gente trata isso com o tempo, mas a liberdade afetiva e amorosa que tinha antes não voltou. Mas também entendo que tem que ser no meu tempo, então vou com calma e na medida do que alcanço”, desabafa  Martins.


Lelê relata uma das experiências traumáticas que viveu. Logo após sofrer o acidente, ela foi abandonada pelo namorado da época. Martins conta como o acontecimento abalou a sua confiança autoconfiança e como ela ainda está tentando recuperar essa autoestima. 


“Na época eu me culpei por isso, ficava pensando que ele estava mais que certo, porque ‘ninguém merece namorar uma inválida’. Era isso que pensava de mim mesma. Depois só percebi que ele era um covarde por não ter sido cauteloso ao fazer isso. Mas foi horrível para mim na época, porque rapidamente entendi que o afeto não era mais para mim e demorei muito tempo (para entender) que eu tenho direito a viver isso também. Ainda estou tentando”, diz a criadora de conteúdo. 


Padrões de beleza atrapalha autoestima

Lelê destaca como a sociedade retira qualquer traço de sensualidade e atratividade das mulheres com deficiência, fazendo com que elas mesmas se sintam dessa forma. 


“Eu sempre fui fora do padrão, mas uma das poucas coisas que amava no meu corpo eram minhas pernas, tanto que sempre usei roupa curta para mostrar mesmo. Mas quando aconteceu o acidente eu achei o meu corpo horrível. As pessoas me diziam para usar roupa comprida para esconder minha deficiência e foi o que acabei fazendo. E isso gerou um processo de parar de me cuidar, coisa porque ninguém mais ia me querer mesmo. Reconstruir isso foi uma das tarefas mais difíceis da minha vida”.


Além disso, como mulher preta, ela também percebe a falta do debate racial na comunidade PCD, além da dupla marginalização e solidão que sofre.  


“Essa solidão vai além de relações amorosas. Isso aparece na família, amigos, pessoas próximas, do trabalho  etc. Eu tenho que ser forte sempre, não tenho o direito de chorar. Existe uma falta de racialização do debate, pois são em pouquíssimos casos que pessoas negras são infantilizadas; muito pelo contrário, somos adultizadas muito rápido. Porém, o afastamento do meu direito á sexualidade foi realmente uma pauta quando me tornei  PCD tanto que eu mesma desacreditei ter o direito de viver isso”.


Educação sexual

Falar sobre sexo e sexualidade é um tabu em na sociedade. Essa dificuldade para abordar o tema muitas vezes é acentuada dentro dos lares com pessoas com deficiência. Essas famílias tendem a ser superprotetoras  ou não entendem que PCDs também são donas de  sexualidades como qualquer outra pessoa. 


Sarah Santos defende a importância da educação sexual e relembra como foi  importante para o seu amadurecimento ter um diálogo aberto com a mãe sobre relações sexuais. 


“A gente vive numa sociedade que às vezes é extremamente conservadora, que acredita que o caminho é não dialogar e não ensinar sobre educação sexual. Eu tive sorte por ter esse diálogo aberto com a minha mãe. Foi muito importante para eu conseguir entender situações ruins relacionadas a minha sexualidade e construir a minha autoestima, ter autonomia sobre o meu corpo e tomar as minhas próprias decisões, sem pensar em agradar alguém, seja o meu namorado, as minhas amigas ou a tendência do momento”, afirma a jornalista. 


Difundindo informações

As experiências de Lelê  a motivaram a se comunicar com mais pessoas que podem sentir a mesma solidão e sensação de não pertencimento que ela. Em suas redes sociais ela se comunica diretamente com pessoas com deficiência e traz de uma maneira descontraída informação sobre o assunto. Atualmente, o perfil dela, chamado “blogueirapcd”, tem 36 mil seguidores no Instagram e 28 mil no TikTok.


“Quis começar na internet porque precisava me conectar com pessoas que vivem o mesmo que eu, para entender que não estava sozinha nesse mundo. Acabei encontrando uma comunidade muito acolhedora", finaliza a criadora de conteúdo. 


Ela não é a única. Sarah também usa as suas redes sociais como forma de ativismo e tem 253 mil seguidores no  TikTok. Lá, ela aborda pautas da comunidade PCD, trazendo informação e desmistificando preconceitos. 

M2

A cantora Anitta disse em entrevista ao "Molusco TV" que ficou com metade da indústria musical sem nenhum interesse. "Eu transei com as pessoas por transar, porque quero transar", afirmou. E continuou. "Deixa eu te falar uma coisa, homens fazem isso, um monte chega na balada com um monte de mulheres. E nós não podemos? Ah, posso sim. É isso, Anitta e seus homens."


Esta semana, a cantora ganhou uma estátua de cera no Museu Tussauds, de Nova York. A equipe do museu trabalhou para ser o mais fiel possível e, além de reproduzir as tatuagens da artista, colaborou com os maquiadores e hair stylists para chegarem exatamente nos tons de pele, cabelo e olhos.

M3

Se você está cansado de dar match com perfis falsos ou desinteressados nos aplicativos de relacionamento, talvez seja a hora de mudar de aplicativo. Achar uma rede social segura e com pessoas interessantes e dispostas a se relacionar na vida real não é tão difícil como muitos creem. Você apenas precisa saber onde procurar.


Surgido em Amsterdã em 2012, o  Inner Circle propõe uma abordagem totalmente diferente em matéria de apps de relacionamento. Ao invés de deixar qualquer um se inscrever,o aplicativo se distingue por contar um time experiente e treinado de profissionais que filtra todo e qualquer perfil. Por que? Para que você encontre pessoas de verdade, com intenções reais, e que queiram namorar na vida real. Sabemos o que você está pensando: Eu quero isso pra mim!


Então, você tem o que precisa para ser aprovado?

1.    Você vai precisar de uma foto chamativa

Inner Circle é uma rede social segura e com pessoas interessantes para paquerar

Fotos borradas, em grupo ou com óculos de sol, bonés ou filtros que escondem o seu rosto não vão passar pelo crivo do time de análise. Namorar é algo que prevê honestidade e abertura, então garanta que suas fotos esteja alinhadas a esses preceitos. É genial porque você sabe que ninguém no  Inner Circle está usando fotos de 10 anos atrás ou fingindo ser alguém que não é. Dessa maneira, você nunca terá uma surpresa desagradável quando encontrar seu crush na vida real.



Não seja tímido e se expresse!

Evite os clichês se você quer causar uma boa primeira impressão (e ser aceito neste aplicativo). Afinal, todo mundo gosta de praia, boa comida e família, não é mesmo? Para se diferenciar, é preciso ser criativo para se destacar. Ainda bem, que o Inner Circle está aqui para fazer toda a diferença.


Você pode listar suas ideias de encontro ideal, os lugares que você gosta de frequentar, se você é do tipo noturno, as viagens dos sonhos e muito mais. Não importa quais e quantos são os seus interesses, esse app te ajuda a expressá-los. Isso quer dizer que desde o começo você vê o perfil de pessoas com quem tem afinidade, o que facilita as interações. Ótimo, não?


2.    Por último, mas não menos importante: seja verdadeiro

Inner Circle é uma rede social segura e com pessoas interessantes para paquerar


Pensando em  exagerar na descrição do seu emprego? Imaginando em usar uma foto que não é sua? Não no Inner Circle ! O aplicativo aposta na segurança para reforçar a seriedade do serviço prestado. Catfish, golpistas e pessoas má intencionadas são facilmente identificadas pelo time de análise e imediatamente bloqueadas. Isso é positivo porque você tem a convicção de que pode dar match e conversar apenas com pessoas de verdade e realmente interessadas em você.


Então, Você tem o que precisa? Ótimas fotos, uma personalidade interessante e intenções honestas? Prove!

M4

No clima de romance que toma conta do Dia dos Namorados , comemorado no próximo domingo (12), é sempre bom trazer histórias de parcerias que deram certo, não só no amor mas como também nos negócios.


Afinal, juntar experiências, cumplicidade e compartilhar do mesmo objetivo, já é meio caminho andado para muitos empreendedores. Existem várias histórias de casais que realizaram o sonho de empreender dividindo tarefas, somando esforços, subtraindo dificuldades e multiplicando a felicidade de uma vida em comum. 

M5

O sexo muitas vezes pode ser um tabu a ser discutidido e isso se intensifica à medida que recortamos o assunto: sexo LGBTQIAP+, sexualidade feminina, sexo não monogâmico e, um dos menos discutidos e mais evitados, o sexo na maturidade.

“Uma coisa que eu acho fundamental na sexualidade durante a velhice é que nós somos simplesmente pessoas adultas vivendo há mais tempo do que as mais novas. Nós não deixamos de ser adultos para sermos velhos”.

Quem faz essa afirmação é a escritora Isabel Dias, autora do livro 32: Um Homem para Cada Ano que Passei Com Você , onde ela conta as aventuras sexuais que viveu após se separar de um longo casamento de 32 anos, devido às traições do parceiro.


“Depois de voltar de uma viagem, eu soube do envolvimento dele, não com uma mulher, mas com várias. A separação foi muito traumática porque ele não queria. Ele demorou praticamente oito meses para assinar a separação, porque ele achava que eu não ia sobreviver sozinha, mas eu bati o pé”, conta Isabel.


A escritora afirma que foi difícil começar do zero, mas que usou as agressões verbais que sofreu durante o casamento como combustível para superar a trauma.

M6

Mesmo no ano de 2022, com o amplo acesso à informação e difusão de conhecimento em escala global através da internet, alguns assuntos não deixaram de ser tabus ao longo dos anos, e o HIV é um deles.


Com os avanços de pesquisa na área, hoje em dia temos uma medicação avançada, além de uma cultura de testagem e prevenção. Contudo, muitas pessoas ainda têm desconhecimento e preconceito do vírus e sobre a saúde de quem vive com o HIV.



PrEP x PEP

Boa parte dessa prevenção, que permite com que as pessoas que vivem com o vírus tenham uma vida plena, e que mantenham a carga viral indetectável - o que impede a transmissão do vírus - é a existência da PrEP e da PEP.


A Profilaxia Pós-Exposição (PEP) é a medicação usada quando um indivíduo tem exposição ao vírus. Ela é efetiva quando iniciada em até 72 horas pós-exposição, com efetividade maior nas primeiras 24 horas. Já a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) é a medicação de prevenção antes de uma exposição ao vírus.


Ela pode ser usada de duas formas: diariamente, pelo tempo que a pessoa acreditar estar sob vulnerabilidade, como por exemplo profissionais de sexo; e sob demanda, quando a pessoa usa a medicação em eventos de risco, como uma relação sexual não casual e sem proteção. Neste caso, a medicação deve ser usada de 24h a 2h antes e depois da relação, e por mais dois dias seguintes.


Com as medicações foi possível que casais sorodiferentes, ou seja, que um dos indivíduos vive com HIV e o outro não, possam manter um relacionamento duradouro e estável.


A infectologia Laís Seriacopi, que faz um atendimento de uso de PrEP e PEP no ambulatório do Hospital Heliópolis, na zona sul da capital paulista, explica que a maior incidência de casais sorodiferentes no seu local de trabalho é de homossexuais, mas que nos casos de relações heterossexuais, as mulheres costumam ter mais abertura para iniciar o tratamento.


“As mulheres aceitam bem mais. A mulher tem uma expectativa de vida maior e um dos fatores é esse. Elas se cuidam mais e são mais preocupadas com a saúde. Quando a gente oferece, na consulta, para o paciente que vive com o HIV para convidar a parceira a tomar a PrEP, elas vêm muito fácil. Elas não têm muita resistência”, afirma a especialista.


A infectologista ainda conta que o maior incentivo para que os pacientes tomem as medicações é a segurança em terem relações sem proteção.


“A gente tem muitos pacientes no ambulatório que vivem com HIV e as parceiras não, e elas fazem o PEP. Elas usam a medicação principalmente para não usarem preservativo e terem um conforto emocional maior na relação. A maioria dos pacientes que tratamos têm carga viral indetectável, mas costumam ter muito medo ainda de passar para os parceiros ou parceiras. Com a PrEP, eles se sentem mais seguros e conseguem melhorar a relação sexual e evitar problemas como a disfunção erétil, que é muito comum devido ao estresse da possibilidade de transmitir o vírus”, explica Laís.


Uma das pacientes do ambulatório é a recepcionista Stephanie Rocha, 22, que faz uso da PEP. Ela começou a utilizar a medicação após terminar um relacionamento de seis anos e passar a explorar mais a sua vida sexual.


“Eu comecei a usar depois de uma separação que eu tive de um relacionamento muito longo. Comecei a ter uma vida muito doida”, brinca a jovem ao se referir a sua vida sexual após o término. “Eu vi um flyer no meu trabalho falando sobre as medicações. Aí fui pesquisar um pouco sobre como funcionava e achei muito interessante”, conta.


Stephanie relata que agora vive uma relação estável novamente, mas que não parou de usar as medicações.


“Eu terminei meu antigo relacionamento faz um ano e alguns meses, mas agora estou com um parceiro fixo e mesmo assim eu ainda continuo fazendo uso do medicamento, por saber de histórias de muitas mulheres que se infectaram mesmo em namoros estáveis. Tem isso, infelizmente acontece. Eu me senti mais segura em continuar com a medicação”, explica.


Testagem de ISTs



Jennifer Besse, coordenadora de ações do Instituto Cultural Barong , uma organização não governamental que, entre outras ações, realiza testagens gratuitas de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), de forma itinerária rodando uma van em cidades de São Paulo, explica importância da testagem como parte da prevenção ao HIV.


“A gente leva os auto testes de HIV para a pessoa. Ela pode fazer na casa dela, se ela não quiser fazer ali naquele momento com a gente. Ela pode também realizar a testagem dentro da van, e as testagens são para além do HIV, como sífilis, hepatite B e C, e outras doenças. Fazemos também educação de pares, aconselhamento, acompanhamento ao serviço de saúde, que é o pós-atendimento em casos de testes positivos”, explica.


Jennifer também salienta a importância do diálogo e do esclarecimento sobre as testagens, já que muitas pessoas se aproximam do atendimento do instituto com preconceitos ou muitas dúvidas: “Falamos da importância de estar sempre se testando, a importância de exagerar o lubrificante, a importância de usar preservativo. A gente fala bastante também do PrEP e do PEP. Temos ali como mostruário a medicação”.


Sobre o atendimento a mulheres, a coordenadora também afirma, assim como a infectologia Laís Seriacopi, que as mulheres são mais receptivas sobre o assunto.


“As mulheres não têm mais dificuldade em aceitar as indicações dos profissionais do Instituto Barong. Quem tem são os homens. Eu, como agente de prevenção que estou em todas as ações, e já tem mais de um ano, posso falar que eu nunca tive problema com mulher que chega, se aproxima. Elas nunca fazem gracinhas e piadas como os homens”, revela.


“Não importa se você é casado, se você é solteiro, se você transa todo dia, se você transa uma vez a cada seis meses. Não importa. Transou? Teste! É esse é o meu recado, porque não só tem o HIV como tem a sífilis, como tem as hepatites, como tem outras inúmeras ISTs que a gente não tem o controle ali dentro da van também”, finaliza.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Gravação - Via Embratel (teste - dezembro / 2011)

Como desbloquear canais Sky

VH1 Mega Hits > Comedy Central