Jornal Correio da Paraíba - Milenium - 21 de junho de 2022
F1
Pela primeira vez, astrônomos combinaram o poder de 64 antenas de radiotelescópio da detectar a estrutura do Universo. Mais precisamente, eles investigaram em escalas cosmológicas as fracas assinaturas de gás hidrogênio neutro, o elemento mais abundante do cosmos.
Os resultados, ainda não revisados por pares, foram divulgados em 3 de junho no site de pré-print arXiv. A equipe internacional de cientistas operou o telescópio MeerKAT, na África do Sul, que contém 64 pratos, combinando todos os seus instrumentos como se tudo fosse apenas um único prato.
A nova detecção formou um agrupamento entre os mapas do MeerKAT e as posições das galáxias, que traçam a matéria do Universo. "Esta detecção foi feita com apenas uma pequena quantidade de dados de pesquisa piloto", conta Steven Cunnington, coautor principal do estudo, em comunicado. “É encorajador imaginar o que será alcançado à medida que o MeerKAT continua a fazer observações cada vez maiores”.
Representação artística das antenas do SKA Observatory (SKAO) (Foto: SKA Project Development Office and Swinburne Astronomy Productions)
Representação artística das antenas do SKA Observatory (SKAO) (Foto: SKA Project Development Office and Swinburne Astronomy Productions)
Os astrônomos estão trabalhando agora para utilizar o telescópio com base na África do Sul junto do SKA Observatory (SKAO), o maior observatório de rádio do mundo, que atualmente está em construção em Cheshire, na Inglaterra. Ambos funcionarão principalmente como interferômetros, onde o conjunto de antenas é combinado como um telescópio gigante para registrar imagens de objetos distantes em alta resolução.
"No entanto, o interferômetro não será sensível o suficiente para as maiores escalas mais interessantes para os cosmólogos que estudam o Universo", explica Cunnington. “Portanto, em vez disso, usamos a matriz como uma coleção de 64 telescópios individuais que lhes permite mapear os volumes gigantes do céu necessários para a cosmologia”.
O MeerKAT fará parte do SKAO completo, cujos principais objetivos são entender a evolução e o conteúdo do Universo, assim como o que causa a expansão acelerada do cosmos. A estrutura como um todo observará galáxias inteiras, consideradas como pontos únicos, permitindo analisar a suas distribuições e encontrar pistas sobre a natureza da gravidade e até mesmo da matéria escura e energia escura.
Os radiotelescópios podem detectar radiação em comprimentos de onda de 21 cm gerados pelo hidrogênio neutro. Ao analisar mapas 3D de hidrogênio abrangendo milhões de anos-luz, é possível investigar a distribuição total da matéria universal.
"Por muitos anos, trabalhei para prever a capacidade futura do SKAO. Chegar a um estágio em que estamos desenvolvendo as ferramentas de que precisaremos e demonstrando seu sucesso com dados reais é incrivelmente empolgante”, diz o pesquisador. “Isso apenas marca o início do que esperamos ser uma vitrine contínua de resultados que avança nossa compreensão do Universo”.
F2
Pesquisadores revelaram em novo estudo que gravações da retina podem sinalizar distúrbios do desenvolvimento neurológico, como Transtorno do Espectro Autista (TEA) e o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).
Confuzida por especialistas da Universidade da Austrália Meridional e da Universidade Flinder, também australiana, a pesquisa foi divulgada no periódico Frontiers in Neuroscience no último dia 6 de junho.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma em cada 100 crianças tem TEA; já o TDAH atinge de 5% a 8% dos pequenos, sobretudo meninos. Essas condições requerem cuidados especiais, e por isso a identificação precoce é importante para que as crianças tenham um desenvolvimento pleno, de acordo com suas necessidades.
Em comunicado, o optometrista Paul Constable, um dos autores do estudo, informa que esses são os distúrbios do desenvolvimento neurológico mais comuns na infância. "Mas, como muitas vezes compartilham características semelhantes, fazer diagnósticos para ambas as condições pode ser demorado e complicado”, pondera.
Através dos olhos
Participaram do novo estudo 55 adolescentes com TEA, 15 com TDAH e 156 sem qualquer tipo de transtorno. Utilizando o eletrorretinograma (ERG), teste de diagnóstico que mede a atividade elétrica da retina em resposta a um estímulo de luz, os pesquisadores descobriram que crianças com TDAH apresentam maior energia na retina, enquanto aquelas com TEA demonstram menos.
E foi asism que os pesquisadores concluíram que as gravações dessa região ocular poderiam identificar sinais distintos para ambos os quadros, fornecendo um biomarcador potencial. “Os sinais da retina têm nervos específicos que os geram, então, se pudermos identificar essas diferenças e localizá-las em vias específicas que usam diferentes sinais químicos que também são usados no cérebro, podemos mostrar indicadores distintos para crianças com TDAH e TEA", explica Constable.
Os pesquisadores destacam que esse estudo pode ir além de mostrar diferenças para indivíduos com TDAH e TEA. Ao explorar como os sinais na retina reagem aos estímulos da luz, será possível desenvolver diagnósticos mais precisos e precoces para outras condições de desenvolvimento neurológico, que podem ser distinguidos uns dos outros com base nas características do ERG.
“Em última análise, estamos analisando como os olhos podem nos ajudar a entender o cérebro”, reforça o copesquisador e especialista em cognição humana e artificial Fernando Marmolejo-Ramos.
Apesar de ser uma descoberta surpreendente, Marmolejo-Ramos ressalta que mais pesquisas são necessárias para estabelecer anormalidades nos sinais da retina que são específicos para esses e outros distúrbios do neurodesenvolvimento.
F3
No início de junho, o Google lançou a plataforma Dynamic World, que fornece dados de satélite em tempo real sobre as mudanças na cobertura e no uso da terra. A tecnologia com base em inteligência artificial (IA) produz mais de 5 mil imagens por dia e serve para quantificar uma série de impactos ambientais.
Um artigo sobre a ferramenta, que é totalmente gratuita, foi publicado em 9 de junho na revista Nature Scientific Data. Com tecnologia do Google Earth Engine e da AI Platform, Dynamic World é fruto de uma parceria com o World Resources Institute (WRI), ONG ambientalista com sede em Washington, nos Estados Unidos.
A plataforma mostra dados desde junho de 2015 até os dias atuais, sobre nove tipos de cobertura terrestre: água, árvores, grama, vegetação inundada, plantações, arbustos, solo nu, áreas construídas e neve/gelo.
A cobertura da terra está ligada a fatores da crise climática e da atividade humana, como desmatamento e desenvolvimento urbano. Segundo escreve em artigo Tanya Birch, gerente sênior de programas do Google Earth Outreach, com as informações da nova ferramenta, “pessoas — como cientistas e formuladores de políticas — podem monitorar e entender a Terra e os ecossistemas para que possam fazer previsões mais precisas e planos eficazes para proteger nosso planeta no futuro”.
As informações, provenientes do satélite Copernicus Sentinel-2 da Agência Espacial Europeia (ESA), são atualizadas uma vez a cada dois a cinco dias, dependendo da localização. A ferramenta usa armazenamento de computação em nuvem e IA para detectar combinações das coberturas do solo, estimando a probabilidade de cada tipo de cobertura estar em cada pixel da imagem, que equivale a mais de 102 m².
Isso permite monitorar os ecossistemas à medida que mudam devido a enchentes, incêndios florestais, desmatamento ou urbanismo, por exemplo. Até agora, quatro ocorrências importantes foram destacadas: o Caldor Fire, um incêndio florestal que devastou o condado de El Dourado, na Califórnia (EUA), em 14 de agosto de 2021; as tempestades de neve que atingem Boston, no estado de Massachusetts (EUA); a erupção do vulcão Taal em 12 de janeiro de 2020, nas Filipinas; e as chuvas do Delta do Okavango, em Botsuana.
Durante o Caldor Fire, os dados de satélite da ferramenta mostraram como uma área antes coberta por árvores se tornou vegetação arbustiva. Dias após o incêndio, o mapa deixou de ser verde e ficou amarelo, indicando a transformação para a vegetação rasteira. De modo semelhante, é possível ver outras mudanças geradas pelos fenômenos que atingem a Terra.
A Dynamic World poderá ser usada por pesquisadores para construir seus próprios mapas. Mas não é preciso ser um expert para ter acesso: qualquer pessoa interessada no meio ambiente também pode explorar a plataforma no site dynamicworld.app ou no Resource Watch e no Google Earth Engine.
F4
Devido ao estigma e à resistência diante da doença, quem tem depressão dificilmente busca tratamento de imediato. No Brasil, o tempo médio para procurar ajuda é de três anos e três meses, segundo estudo feito pelo Instituto Ipsos a pedido da Janssen, farmacêutica da Johnson & Johnson, que ouviu 800 brasileiros.
Participantes com ou sem relação com o distúrbio responderam a um questionário online entre junho e julho de 2020. Os indivíduos são de 11 estados: Bahia, Pernambuco, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Goiás.
O objetivo era compreender como a população geral entende a depressão e sua relação com o suicídio. Entre os diagnosticados com o problema, a demora para buscar ajuda ocorreu, principalmente, por falta de consciência da importância de se tratar (18%), resistência e medo do julgamento (13%) e reação dos outros ou vergonha (13%).
“A demora por buscar tratamento para a depressão pode trazer consequências devastadoras, como a cronificação da doença, agravamento dos sintomas, diminuição da eficácia dos tratamentos, perda de anos produtivos, impacto econômico e severa diminuição da produtividade, e todo um prejuízo em seu convívio familiar e social", cita a psiquiatra Cintia de Azevedo Marques Périco, professora da Faculdade de Medicina do ABC, em São Paulo, em comunicado à impresa.
O levantamento denuncia ainda a falta de entendimento sobre a gravidade e as repercussões da depressão. Só 10% dos entrevistados disseram que a doença tem base biológica e sintomas físicos. Outros 35% não acham que a questão pode ser tratada com medicamento e 36% acreditam que para superar a enfermidade é preciso ter apenas “força de vontade”.
“No senso comum, existe uma banalização daquilo que se entende por ser psicológico, com uma falsa ideia que não precisa de tratamento”, explica Périco. “No entanto, atualmente sabemos o quanto ter uma função psíquica alterada impacta no indivíduo como um todo”, salienta.
O não tratamento da depressão pode se tornar uma emergência psiquiátrica, que exige atenção devido a sua ligação com o suicídio. Segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), cerca de 97% dos suicídios estão associados com transtornos mentais, os quais muitas vezes não são tratados.
Outra questão que preocupa é a chamada depressão resistente ao tratamento (DRT), na qual a pessoa não melhora do modo esperado mesmo após se tratar com, pelo menos, dois medicamentos de classes diferentes por um determinado tempo e na dose adequada. Esse transtorno afeta cerca de 40% dos brasileiros com depressão, segundo o estudo TRAL (Treatment-Resistant Depression in America Latina), feito na América Latina com mais de 1,5 mil pessoas.
O Brasil é inclusive o quinto país com maior incidência da condição mental no mundo, apresentando um número de casos superior ao de diabetes, segundo a Pesquisa Vigitel 2021, do Ministério da Saúde.
F5
Em 15 de junho de 2022, o Acre comemora 60 anos de emancipação. O território foi declarado como um estado da federação em 1962, durante a fase parlamentarista do governo de João Goulart. Antes disso, desde 1903, quando foi anexado pelo Brasil em uma negociação com a Bolívia, o território acreano era dividido em três departamentos que se reportavam diretamente ao governo federal.
O povoamento do Acre começou em 1877, com a chegada de migrantes oriundos do Nordeste brasileiro em busca do látex produzido pelas seringueiras. Naquela época, a região ainda era território da Bolívia. A partir de então, passou a ser disputada entre os dois países, inclusive com conflitos armados que culminaram em uma revolução em 1899. Quatro anos depois, a Bolívia foi derrotada e o Acre, incorporado ao Brasil.
A seguir, conheça cinco fatos sobre esse estado:
1. Geografia
O Acre está situado na região Norte do Brasil e tem quase 910 mil habitantes, distribuídos em 22 municípios. Quase metade dos habitantes mora na capital, Rio Branco, fundada em 1882. O estado faz fronteira com o Peru e a Bolívia, e tem divisa com Amazonas e Rondônia. É o 16º estado brasileiro em área, com 164,1 mil quilômetros quadrados.
2. República do Acre
Antes de ser um território brasileiro ou uma unidade federativa, o Acre chegou a ser uma república independente. Na verdade, isso ocorreu três vezes entre 1899 e 1903. O primeiro a proclamar a República do Acre foi o espanhol Luis Gálvez Rodríguez de Arias, em 14 de junho de 1899, que obteve o apoio dos seringueiros da região para pedir o fim do domínio boliviano e a anexação pelo Brasil.
Ele foi afastado oito meses depois pelo governo brasileiro, que devolveu o território à Bolívia. A segunda república foi proclamada em novembro de 1900 por Rodrigo de Carvalho, que um mês depois foi derrotado por forças bolivianas.
Por fim, a terceira república, fundada em janeiro de 1903, teve como presidente o brasileiro Plácido de Castro, e foi dissolvida em novembro do mesmo ano com a oficial anexação do Acre ao Brasil.
3. Território comprado
A proclamação da República do Acre por Arias em 1899 deu início ao período histórico da Revolução Acreana, marcado por disputas e conflitos militares entre Brasil e Bolívia, esta última apoiada por banqueiros norte-americanos, que tinham interesse comercial na região por causa do látex. Terminou com a derrota das forças bolivianas, a terceira proclamação como república por Plácido de Castro e a anexação do território ao Brasil.
Essa anexação se deu por uma negociação comercial conduzida pelo Barão de Rio Branco, então Ministro do Exterior, que ofereceu 10 mil libras esterlinas para que os banqueiros desistissem do negócio, e a cessão de uma faixa do território do Mato Grosso para a Bolívia.
4. Guerra da Borracha
O Acre foi um dos maiores produtores mundiais de látex, matéria-prima da borracha. Perdeu o protagonismo quando o inglês Henry Wickham contrabandeou sementes de seringueira para a Malásia, onde iniciou a produção controlada pela Inglaterra a partir de 1895.
O estado brasileiro voltou a ter importância na fabricação do produto durante a Segunda Guerra Mundial, quando os seringais da Malásia foram incorporados pelo Japão. Ao fazer parte do conflito em 1941, os Estados Unidos promoveram os Acordos de Washington, reconhecendo o papel estratégico dos demais países das Américas.
Assim, o Brasil teve participação importante em mobilizar esforços para voltar a produzir látex em massa, em uma operação batizada de Guerra da Borracha.
5. Origem do nome
Acredita-se que o nome Acre seja uma derivação da palavra tupi “a'kir ü”, que significa Rio Verde. Os primeiros registros dessa denominação faziam referência, na verdade, ao chamado Rio Aquiri, por onde as mercadorias da região eram escoadas. O nome Acre possivelmente é uma corruptela dessa grafia.
F6
Cientistas descobriram uma população desconhecida de ursos polares vivendo isolada no sudeste da Groenlândia. Os animais, que sobrevivem apesar do derretimento de gelo marinho pelas mudanças climáticas, foram alvo de estudo publicado nesta quinta-feira (16) na revista Science.
De acordo com os autores da pesquisa, os ursos se adaptaram exclusivamente ao ambiente inóspito e são os mais geneticamente isolados do planeta. Isso os torna intrigantes para pesquisas sobre o futuro da espécie diante dos impactos do aquecimento global no Ártico.
Os pesquisadores combinaram sete anos de dados coletados ao longo da costa sudeste da Groenlândia com 30 anos de registros históricos de toda a costa leste da ilha. De acordo com a principal autora do estudo, Kristin Laidre, cientista polar da Universidade de Washington, a equipe já supunha haver alguns ursos polares na área.
Mas os cientistas não tinham conhecimento do quão especial era esse bando isolado de mamíferos. “Queríamos pesquisar essa região porque não sabíamos muito sobre os ursos polares no sudeste da Groenlândia, mas nunca esperávamos encontrar uma nova subpopulação vivendo lá”, diz Laidre, em comunicado.
A diferença genética entre o bando peculiar de animais e seu vizinho genético mais próximo é maior do que a observada para qualquer uma das 19 populações de ursos polares previamente conhecidas.
“Os ursos polares estão ameaçados pela perda de gelo marinho devido às mudanças climáticas. Essa nova população nos dá algumas dicas de como a espécie pode persistir no futuro”, conta a pesquisadora. “Mas precisamos ter cuidado ao extrapolar nossas descobertas, porque o gelo da geleira que possibilita a sobrevivência dos ursos do sudeste da Groenlândia não está disponível na maior parte do Ártico”, ela ressalva.
Segundo informa Beth Shapiro, geneticista que colaborou com o estudo, a população de ursos vive separada de outras há pelo menos várias centenas de anos — período no qual permaneceu sempre pequena em quantidade. O isolamento dos animais ocorreu, de acordo com os pesquisadores, porque eles vivem cercados por todos os lados: à oeste, ficam os picos das montanhas e a enorme camada de gelo da Groenlândia; à leste, estão as águas abertas do Estreito da Dinamarca e uma corrente costeira.
Além dos registros históricos, os pesquisadores coletaram dois anos de informações de caçadores de ursos e ainda usaram tecnologia de rastreamento por satélite. Ao localizarem fêmeas adultas, os equipamentos revelaram que o grupo isolado de animais era mais “caseiro” em comparação a outros que se arriscam viajando além do gelo marinho para caçar.
O gelo marinho em derretimento serve como palco onde a maioria dos 26 mil ursos polares do Ártico caça focas. Contudo, os que vivem no sudeste da Groenlândia têm acesso a esse gelo por apenas quatro meses, entre fevereiro e final de maio. Como alternativa, eles usam uma estratégia diferente: caçam as focas nos pedaços de gelo de água doce que se rompem no manto da ilha.
Os cientistas observaram que 50% dos 27 ursos rastreados flutuou acidentalmente a uma média de 190 km ao sul em pequenos blocos de gelo capturados na corrente costeira do leste da Groenlândia. Em seguida, os animais saltaram e caminharam de volta ao norte em terra até seu local de origem.
Os autores da pesquisa estimam que existam cerca de algumas centenas de ursos no sudeste da ilha, com fêmeas menores e com menos filhotes, o que pode acontecer por causa da dificuldade delas de encontrarem parceiros nessa complexa paisagem.
Laidre defende que seja feito um monitoramento de longo prazo para entender o que acontece com as populações isoladas de ursos. Embora considere as descobertas esperançosas, a cientista afirma não acreditar que as geleiras irão sustentar um grande número de animais. “Simplesmente não há o suficiente. Ainda esperamos ver grandes declínios nos ursos polares no Ártico sob as mudanças climáticas”, ela alerta.
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