Podemos bater palmas nas Missas da Quaresma?
Na Missa não se batem palmas nunca. Não importa quão festivo seja o dia.
Na Quaresma não paramos de bater palmas, simplesmente porque nunca começamos. Em nenhum tempo litúrgico se batem palmas na Missa. Nem mesmo na Páscoa ou no Natal. Isto non ecziste, como diz o Padre Quevedo.
Bater palmas no Ato Penitencial é absurdo, mas no Glória, no Santo, no canto de entrada, no canto final, no canto de ofertório, aclamação ao Evangelho, comunhão, ação de graças, Cordeiro de Deus, Credo, Pai Nosso etc. As palmas são absurdas em qualquer parte da Missa. Missa não é show e sim sacrifício, quem bate palmas na Missa está aplaudindo os algozes.
A Santa Missa é o Sacrifício do Calvário tornado presente, e bater palmas em tal momento é simplesmente absurdo. Missa é encontro com Cristo e sacrificio, não é show nem espetáculo para filmar e tirar foto, usar os stories do Facebook e do WhatsApp, os filtros do Snapchat, o Direct e o IGTV do Instagram. Deixe para a saída. Bater palmas no circo, no teatro, no show, mas na Missa, não, desde quando farmácia se escrevia com PH.
É de mau gosto e incorreto bater palmas ritmadamente para acompanhar música. Trata-se de mais uma influência de programas de auditório na Sagrada Liturgia.
O mesmo se aplica à bateria: temos visto com freqüência comentários sobre não usar instrumentos de percussão na Quaresma, o que inclui a bateria.
A autêntica música litúrgica não usa bateria nunca; este instrumento está tão ausente da Quaresma quanto do Tempo Pascal, do Tempo Comum, do Advento e do Natal e de qualquer celebração litúrgica.
Finalmente, o Sinal da Cruz não deve ser substituído por música. Deve ser simplesmente "Em nome do Pai..." pronunciado pelo sacerdote, com a resposta "Amém" pelos fiéis. Isso é heresia, profanação e manipulação da Santa Missa, é cinema de faz de conta. Não é critério litúrgico nem criatividade, é mutilação e desfiguração da liturgia. Se for cantado, cante com a fórmula do Missal ou adapte, mas não substitua por outro canto com letra diferente. Os cantos do Glória, Ato Penitencial, Santo, Cordeiro de Deus, Credo e Pai Nosso seguem a mesma regra do Sinal da Cruz. Se quiser cantar o que quiser, cante no canto de entrada, aclamação ao Evangelho, ofertório, comunhão, ação de graças e final, mas com bom senso.
Portanto, fazemos um apelo no sentido de pararem de usar, no lugar do Sinal da Cruz, a música que usa este texto:
Em nome do Pai
Em nome do Filho
Em nome do Espírito Santo
Estamos aqui.
Para louvar e agradecer, bendizer e adorar, estamos aqui, Senhor, a teu dispor.
Para louvar e agradecer, bendizer e adorar, te aclamar, Deus trino de amor.
Este texto foge do original, é antilitúrgico, trata-se de invenção e acréscimo indevidos, influência de peças de teatro.
Esta peça musical não deve ser usada na Missa, mas em reuniões, encontros, retiros, grupos de oração e shows.
Em resumo:
1 - Não se batem palmas ritmadas na Missa. Nunca. Em nenhum tempo litúrgico. Você não é o Roque do Silvio Santos, nem o Louro José da Ana Maria Braga, nem o Roger do The Noite com Danilo Gentili nem o Russo do Chacrinha. Você está prestando um serviço litúrgico à Igreja. Pode usar as palmas na sua pastoral ou movimento, no grupo de oração, na reunião, encontro, retiro ou show, em um filme ou novela, mas na Missa, não.
2 - Não se usa bateria na música litúrgica, deixe para o concerto ou a orquestra sinfônica.
3 - Não se substitui o Sinal da Cruz por música nenhuma. Isso é enrolation, embromation, enganation e espertezation. Deixe para seu cursinho, orquestra ou reunião de negócios.
4 - A Igreja prevê aplausos em alguns momentos da Liturgia, como para acolher um recém-batizado, para demonstrar alegria após o consentimento dos noivos no ritual do Matrimônio e na posse de párocos, mas nenhum deles envolve músicas.
5 - Se nem no Hino Nacional ou na prova do Enem se batem palmas, o que dirá da Missa?
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