Orientações gerais - Sábado Santo

 ORIENTAÇÕES GERAIS


 


É indispensável a leitura da celebração (rubricas e indicações) no Missal Romano. A complexidade da celebração exigirá uma equipe grande, atenta e coordenada para o trabalho da Vigília Pascal.

 


É aconselhável que alguém fique responsável por apagar e acender as luzes da igreja, antes e depois da procissão com o círio e as velas.

 


Preparem a fogueira num lugar em que todos possam ver e ouvir com facilidade, e em que o fogo não possa prejudicar árvores, fios elétricos etc. Nos locais em que não for possível fazer a fogueira ao ar livre, faça-se um fogo pequeno, em um recipiente, dentro da igreja.

 


Preparar com antecedência os objetos sagrados necessários, preparar o espaço celebrativo (local da fogueira, igreja, lugar para os ministros, ornamentação, pão e vinho para a comunhão, caldeira para aspersão da assembléia, velas para o povo, Círio Pascal, pia batismal enfeitada, óleos dos catecúmenos e do crisma em caso de haver iniciação cristã). Havendo adultos para receber os sacramentos.

 


Se houver pessoas adultas a serem iniciadas, convém estudar o Rito da Iniciação Cristã de Adultos (RICA). Neste caso, segundo orientação dos documentos do magistério, os três sacramentos sejam administrados: Batismo, Crisma e Eucaristia (nesta ordem). O Direito da Igreja autoriza que o padre administre o sacramento do Crisma nesta noite. Prepare-se o RICA, além dos óleos, lugares para os catecúmenos, padrinhos introdutores e familiares. Sobretudo, neste caso, a presença do presidente da celebração na preparação é fundamental.

 


A cor das vestes litúrgicas é o branco, a cor da ressurreição, da transfiguração e da glória. (Aliás, diga-se de passagem, que a veste branca no batismo está relacionada com a ressurreição e não tanto com pureza). Além do branco, são bem-vindas vestes douradas, coloridas, festivas, de acordo com a cultura da comunidade.

 


É importante não antecipar o horário da celebração, para não perder o seu caráter de vigília, “Toda a Vigília seja celebrada durante a noite, de modo que não comece antes do anoitecer e sempre termine antes da aurora do domingo” (Missal Romano). Não se trata de uma disposição legal, mas de um convite para se respeitar o profundo simbolismo da passagem das “trevas para a luz”.

 


Façam da Páscoa uma verdadeira festa de libertação e festa da esperança: somos, em geral, tão inventivos e criativos, tão desinibidos e alegres quando se trata de organizar um carnaval, a festa do padroeiro e outras comemorações; e ficamos acanhados e sérios demais quando se trata de uma celebração litúrgica. O nosso Deus não merece maior alegria e espontaneidade? Vamos pôr em prática o que nos dizem os salmos da Bíblia: “Povos todos, batam palmas, aclamem a Deus com brados de alegria!

 


Tanto o sentido teológico da Páscoa, como nova criação em Cristo, como o uso de elementos cósmicos como fogo, luz, água…, convidam-nos a ressaltar a dimensão ecológica desta Vigília.

 


Os acólitos deverão contar com ajudantes, pois há muita coisa para se preparar: na sacristia, as vestes litúrgicas; fora da igreja, todo o material necessário para a fogueira; o círio pascal; estilete ou canivete; cinco grãos de incenso; velas para os ministros; eventualmente também velas para a assembléia; caldeirinha com água benta; incensório (apagado) e incenso; pegador de brasas; cruz de procissão; no presbitério, pedestal para o círio pascal (com enfeite de flores, por exemplo); altar com toalha; castiçais com velas apagadas; pia batismal com água (se a pia batismal não estiver no presbitério, colocar mesinha e bacia com água); toalha para enxugar as mãos; caldeirinha para a água benta (vazia); algo para lavar as mãos de quem segura o círio, e todos os objetos necessários para a liturgia eucarística, como de costume (pão sem fermento? Vinho para todos?).

 


Para as celebrações sem a presença de padre, Ofício Divino das Comunidades, pp. 559-565.

 


Os cantos sejam preparados com antecedência, prevendo ensaios. O Hinário Litúrgico II da CNBB possui ótimas sugestões. As melodias estão gravadas no CD: Tríduo Pascal II.

 


No Oriente é Páscoa e primavera, para nós é Páscoa e outono. Colocar perto da Cruz processional, uma bandeja com frutas bonitas da nossa região.

 


MÚSICA RITUAL

 


Procissão


 


O diácono (ou, na falta dele, o sacerdote) toma o Círio Pascal e o ergue por algum tempo, cantando:


 


A luz de Cristo! CD: Tríduo Pascal II, melodia da faixa 1.

 


    Demos graças a Deus!


 


À porta da Igreja, o diácono pára e, erguendo o Círio canta de novo:


 


Todos acendem suas velas no Círio Pascal e entram na Igreja. O diácono, ao chegar diante do Altar, voltando-se para o povo e canta pela terceira vez.


 


Proclamação da Páscoa. “Exulte de alegria…” CD Tríduo Pascal II, melodia da faixa, 2.

 


Salmo responsorial 103/104 – Louvor do Criador. “Enviai o vosso Espírito, Senhor, e da terra toda a face renovai”; Hinário Litúrgico II da CNBB, pag. 57 ou a versão da pag. 102.

 


Salmo responsorial 15/16 – Confiança em Deus. “Guardai-me ó Deus, porque em vós me refugio!”, Hinário Litúrgico da CNBB, pag. 20 ou a versão da pag. 103.

Salmo responsorial Êxodo 15 – Cântico de vitória. “Cantemos ao Senhor, que fez brilhar a sua glória”; Lecionário Dominical ou versão do Hinário Litúrgico II da CNBB, pag. 104.

 


Salmo responsorial 29/30 – Ação de graças pela salvação. “Eu vos exalto, ó Senhor, porque me livrastes”; Hinário Litúrgico II da CNBB, pag. 33, ou a versão da pag. 105.

 


Salmo responsorial Isaias 12. Canto de ação de graças. “Com alegria bebereis do manancial da salvação”; Lecionário Dominical ou a versão do Hinário Litúrgico II da CNBB, pag. 106.

 


Salmo responsorial 18b/19. Alegria na Lei do Senhor. “Senhor, tens palavras de vida eterna”; Hinário Litúrgico II da CNBB, pag. 22 ou a versão da pag. 107.

 


Salmo responsorial 41/42. Como a corsa procura a fonte. “A minh’alma tem sede de Deus”; Lecionário ou a versão do Hinário Litúrgico II da CNBB, pag. 108.

 


Hino de louvor. “Glória a Deus nas alturas…” Vejam o CD Tríduo Pascal I e II e também no CD Festas Litúrgicas, Partes fixas do Ordinário da Missa do Hinário Litúrgico III da CNBB e também a versão da CNBB musicado por Irmã Miria e outros compositores.

 


Salmo responsorial 117/118 – Aclamação ao Evangelho. “Aleluia, Rendei graças”, CD Tríduo pascal II, melodia da faixa 7.

 


Canto para acompanhar a aspersão. “Banhados em Cristo, somos uma nova criatura”, CD: Tríduo Pascal II, melodia da faixa 11; “Vi a água saindo do templo…, ou: “Eu vi, eu vi…” Hinário Litúrgico III da CNBB, pag. 8).

 


Canto de apresentação dos dons: O canto de apresentação das oferendas, conforme orientamos em outras ocasiões, não necessita versar sobre pão e vinho ou oferecimento. Seu tema é o mistério que se celebra acontecendo na fraternidade da Igreja reunida em oração na Vigília Pascal. Não resta dúvida de que o canto mais apropriado para esta ação ritual seja este: “Bendito sejas,…”, CD: Tríduo Pasça II, melodia da faixa 13.

 


Canto de comunhão: “Mal começava o domingo…”, CD: Tríduo Pascal II, melodia da faixa 14; “Celebremos nossa Páscoa…”, CD Tríduo Pascal II, melodia da faixa 15; “Cristo, nossa Páscoa, foi imolado”, Hinário Litúrgico II da CNBB, pag. 81.

 


O canto de comunhão deve retomar o sentido do Evangelho desta noite santa. Esta é a sua função ministerial. Na realidade, aquilo que se proclama no Evangelho nos é dado na Eucaristia, ou seja: é o Evangelho que nos dá o “tom” com o qual o Cristo se dirige a nós em cada celebração eucarística reforçando estes conteúdos bíblico-litúrgicos, garantindo ainda mais a unidade entre a mesa da Palavra e a mesa da Eucaristia. Isto significa que comungar o corpo e sangue de Cristo é compromisso com o Evangelho proclamado. Portanto, o mesmo Senhor que nos falou no Evangelho, nós o comungamos no pão e no vinho.


 


9- O ESPAÇO DA CELEBRAÇÃO


 


Deve estar bonito e enfeitado com flores, manifestando a alegria da ressurreição. Preparar de forma festiva o ambiente, dando destaque ao Círio Pascal e à pia batismal, com flores e a cor branca ou dourado nas vestes litúrgicas e toalhas. Ornamentar com flores, mas sem exageros, para não transformar o espaço celebrativo numa floresta, para não roubar a cena do Altar e da Mesa da Palavra.

 


É muito significativo colocar, próximo ao Círio Pascal, as faixas jogadas ao chão e o véu dobrado. Isso nos ajuda a entender o túmulo vazio, sinais de Ressurreição.

 


10- AÇÃO RITUAL


 


Rito da luz


 


Esta liturgia deve falar por si mesma. Com sensibilidade artística, se deve representar o Mistério da nova luz que surge nas travas: Cristo que venceu a morte e o pecado. Os fiéis se unem a este Mistério, acendendo uma vela na luz do Círio Pascal, quando se sua entrada triunfal na Igreja: é a participação da vida ressuscitada do Senhor.

 


Fora da igreja, no clarão da lua cheia: acendimento da fogueira; sentido da vigília; bênção do fogo (preparação do Círio Pascal); acendimento do círio com o fogo novo: A luz do Cristo que ressuscita resplandecente, dissipe as trevas de nosso coração e nossa mente!

 


Para o rito da luz, prepare-se o Círio, os grãos de incenso a serem nele fixados, a fogueira em local fora da Igreja, velas para o povo, caldeira com água benta, turíbulo com brasa e incenso.

 


Estando todos reunidos, o animador (a) da celebração convoca toda a criação para a festa: sol e luz, a lua, aves, répteis, árvores, montanhas, ar e água… Tudo deve ser nominado e chamado por todos: “vem para a festa”. O sentido dessa convocação é a recriação do universo com a ressurreição de Jesus que alcança o todo criado.

 


É importante antes de acenderem as velas dos fiéis uma breve introdução no seguinte sentido:

 


Irmãos e irmãs, porque nosso Senhor Jesus Cristo é a luz do mundo, nós somos chamados também a ser luz e viver na luz. Para significar isso, vamos acender nossas velas na luz do Círio Pascal.


 


Procissão com o círio aceso para dentro da igreja, acompanhado de turíbulo ou incensório de cerâmica aceso; fazem-se três paradas para apresentar o círio (erguido), cantando-se a cada vez: (Presidente:) Eis a luz de Cristo! (Povo:) Demos graças a Deus! Aos poucos, o povo vai acendendo suas velas no círio; no final, acendem-se todas as luzes da igreja.

 


Cuide-se para que a procissão seja feita de forma ordenada, tendo sempre o Círio Pascal à frente. É a luz de Cristo que rasga o véu da noite, símbolo da morte que foi iluminada com sua ressurreição. Nós acompanhamos os passos do Ressuscitado, por isso todos vão atrás do Círio com as velas apagadas

 


Incensação do livro e do Círio e proclamação solene da Páscoa, pelo diácono (ou um cantor ou cantora), da estante da Palavra: Exulte de alegria, dos anjos a multidão… (melodia gregoriana no Missal Romano; melodia brasileira no Hinário Litúrgico II da CNBB, pp. 143-144; Ofício Divino das Comunidades, pp. 559ss). (Todos continuam com as velas acesas durante a proclamação.)

 


De preferência, o Exulte deve ser cantado. Depois de cada estrofe, faça-se uma aclamação cantada por todo o povo, como por exemplo: Bendito seja o Cristo Senhor, que é do Pai imortal esplendor, DS2, pp. 385ss, ou Ô, ô, ô, bendito o Cristo Senhor! Ô, ô, ô, ele é do Pai esplendor!…, DS2, pp. 209-212, ou outros semelhantes.

 


Rito da Palavra


 


É importante antes de iniciar as leituras bíblicas, o presidente da celebração dirigir estas palavras ou outras semelhantes:

 


Irmãos e irmãs, após louvar e adorar o Cristo Senhor como luz de nossas vidas, vamos nos alimentar agora com a Palavra de Deus. Vamos lembrar como esta noite santa da Páscoa já estava contida na criação do mundo. Vamos recordar como no Êxodo o Senhor salvou o seu povo do cativeiro e como Jesus Cristo, nosso Salvador enviado do Pai, ressuscitou da morte. Ouvindo estas maravilhas, peçamos ao Senhor que continue conosco esta Páscoa libertadora.


 


Momento de profundo silêncio. As leituras narram a história da salvação através do símbolo da água. Cada leitura é seguida de um salmo e de uma oração. Tomar consciência de que a Liturgia da Palavra é mais longa do que as outras celebrações do Ano Litúrgico, é fundamental. Para isso, providencie-se não somente um número bom de leitores e salmistas, mas também que esses conheçam e proclamem bem as leituras. Ao invés de sair omitindo este ou aquele texto, escolha-se as versões breves que o próprio Lecionário indica quando a leitura bíblica é muito longa.

 


Da mesma forma, prepare-se bem os salmistas, para entoar bem os Salmos Responsoriais que dão vida à Liturgia da Palavra e são excelentes oportunidades para promover a participação ativa da assembléia, evitando o cansaço e dispersão. Melodias simples, que levem em consideração a métrica (acentuação) do texto, seu próprio ritmo que dá significado e sabor aos textos da Escritura é fundamental.

 


Das sete leituras do Antigo Testamento, aconselhamos que proclamem-se todas. Caso não proclame todas as leituras, não deverá faltar a do capítulo 14 do Êxodo, que relata a travessia do Mar Vermelho, símbolo do batismo e de toda a nossa vida como passagem da morte para a vida. É aconselhável que se faça as nove leituras e a homilia bem breve.

Depois das leituras do Primeiro Testamento com seus respectivos responsórios e orações, entoa-se o Hino de louvor (glória), com acompanhamento de instrumentos e sinos, vitorioso. Segue a Oração da Missa, que refere à celebração batismal, que tradicionalmente ocorre nesta noite e em função da qual é concebida também a leitura de Romanos 6,3-11, comparando o batismo com uma descida no sepulcro, para daí ressuscitar também com Cristo.

 


Durante o Hino de Louvor “Glória a Deus”, jovens ou crianças trazem os arranjos florais já preparados para enfeitar a Igreja. Neste momento acendem-se as velas do altar e os sinos tocam. Pode-se também queimar incenso diante da mesa da Palavra para simbolizar o louvor e a adoração do povo liberto. Vale a pena retomar a mesma orientação dada para o Hino de Louvor da Quinta-Feira Santa.

 


Um ponto alto da Liturgia da Palavra na Vigília Pascal é o canto solene do aleluia com o Salmo 117(118) e a proclamação do Evangelho da ressurreição. Também ele é cantado como Salmo responsorial no Domingo de Páscoa dos Anos A, B e C. No Ano B, ele é cantado no Domingo de Páscoa, no Segundo Domingo e também no Quarto Domingo que é o “Domingo do Bom Pastor”.

 


O Aleluia que foi omitido desde a Quarta-Feira de Cinzas até aqui, deve ser solene. A comunidade pode realizá-lo da seguinte maneira:

 


Uma criança, um jovem ou um adulto da comunidade se dirige a quem preside: Padre N…, durante quarenta dias não cantamos o Aleluia. Entoa, para nós este canto de Aleluia e festa. Em seguida o presidente entoa o canto do Aleluia.


 


O Aleluia solene, deve romper como exultação de todo o povo pela ressurreição de Jesus. Se o presidente da celebração se sentir em dificuldade para cantá-lo, peça ajuda a um bom cantor(a) da comunidade. Destaquem-se bem o canto do Aleluia e a Proclamação do Evangelho da ressurreição. Uma possível melodia para a aclamação, encontramos no Salmo 118(117): Rendei graças ao Senhor… Hinário Litúrgico II da CNBB, pp. 66-67, e Ofício divino das Comunidades, pp. 151-154, estr. 1,4,5 e 6; também, Lá vem a barra…, Ofício Divino das Comunidades, p. 561. Um festivo toque de sino certamente realçará nossa alegria!

 


É significativo inserir na liturgia da Palavra (como “leitura” de nossa história, ou durante a homilia) relatos ou testemunhos da “passagem” de Deus em nossa realidade, e de nossos “êxodos” durante a Campanha da Fraternidade deste ano, ou memória das “Páscoas” vividas pela comunidade em sua realidade, desde a Páscoa do ano passado.

 


Na homilia, embora breve, espera-se uma palavra forte, uma palavra de Páscoa para a comunidade.

 


Rito do Batismo


 


A terceira parte inicia com a Ladainha dos santos (suprimida quando não há batizado nem bênção da água batismal). Segue a bênção da água, na qual é mergulhado o Círio Pascal, simbolizando a descida de Cristo no sepulcro e sua ressurreição, ou seja, o mesmo simbolismo batismal que Paulo desenvolve na leitura que acaba de ser proclamada (Romanos 6,3ss). Segue a administração do batismo e a bênção da água que os fiéis quiserem levar para as suas casas, como uma espécie de extensão do rito batismal. Por fim, renova-se o compromisso batismal, depois do que a liturgia prevê a “solene aspersão dos fiéis” com água benta, cantando-se o tradicional responsório “Vi a Água”.

 


O rito da água, feito exatamente como propõe o Missal Romano, já é suficientemente expressivo. Sugerimos apenas, caso a pia batismal seja muito pequena, que se prepare, antecipadamente, um outro espaço, como um verdadeiro poço ou fonte para a água junto ao Círio Pascal. Isso pode ser feito com uma bela e grande peça de cerâmica, impermeabilizada em seu interior e ornamentada com flores, em lugar de destaque.

 


O centro de nossa atenção agora é a fonte batismal. Onde for possível, deixem a água jorrar, e chamem as pessoas para perto, para que todos possam ver e ouvir. Se houver batizandos, estes estarão bem perto da fonte, juntamente com seus pais (no caso de batismo de crianças) e seus padrinhos e madrinhas. Pais e padrinhos apresentam os batizados à comunidade.

 


A água poderá ser trazida em 7 vasilhas, por 7 jovens vestidos de branco e em ritmo de dança ou pelos próprios catecúmenos. Colocam-se junto a pia batismal, que nesta noite, deverá estar bem destacada e ornamentada. Durante o oração, a cada tipo de água recordada na bênção, derramar a água de uma vasilha na pia batismal.

 


Inicia-se com a invocação dos Santos que poderá ser cantada

 


Neste momento enxergamos o horizonte para o qual o itinerário Quaresmal nos encaminhou. Mesmo que não haja batizados, não se descuide do significado destes ritos para a comunidade dos batizados, cujo ponto alto é a bênção da água e a aspersão da comunidade.

 


No momento de recebermos novos membros na comunidade, invocamos a presença e a intercessão dos santos, cristãos exemplares que nos precederam no seguimento de Jesus. Fazemos isso cantando a ladainha dos Santos. Ficamos de pé, atitude de ressuscitados, por ser Tempo Pascal.

 


Não havendo Batismo, se faz a bênção da água simples para a aspersão e omite-se a Ladainha, conforme orienta o Missal Romano.

 


Na oração sobre a água fazemos memória dos momentos significativos na história da salvação, relacionados com o sinal da água: criação, dilúvio, passagem pelo Mar Vermelho, batismo de Jesus por João no rio Jordão, água saindo do lado aberto de Jesus na cruz, ordem de Jesus a seus discípulos de pregar e batizar;

 


Invocamos a força do Espírito de Deus sobre a água, enquanto se mergulha o círio pascal na fonte batismal, uma ou três vezes, dizendo: Nós vos pedimos, ó Pai, que por vosso Filho, desça sobre esta água a força do Espírito Santo. E o ministro conclui (ainda mantendo o círio na água): E todos os que pelo batismo forem sepultados na morte com Cristo, ressuscitem com ele para a vida. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo;

Para facilitar a participação do povo, podemos criar respostas cantadas durante a oração sobre a água, por exemplo: “Fontes de água viva”, Hinário Litúrgico II da CNBB, p. 229.

 


Após o batismo, seguem os ritos complementares: unção com o Crisma, a veste branca, a vela acesa. Os batizandos adultos são crismados, pelo bispo ou pelo padre que os batizou, logo após saírem da água. O Direito da Igreja autoriza que o padre administre o sacramento do Crisma nesta noite.

 


Para a renovação das promessas do batismo (Renuncio…, Creio…), acendemos novamente as velas.

 


Fazer a aspersão da comunidade com calma e com unção. Em assembléias menores, outro gesto possível, no lugar da aspersão: todas as pessoas vão até a fonte, molham as mãos, e fazem o sinal-da-cruz com a água batismal. Como sugestão de cantos para acompanhar cada um destes dois ritos, citamos, (“Vi a água saindo do templo…, ou: “Eu vi, eu vi…” Hinário Litúrgico III da CNBB, p. 83); ou: Banhados em Cristo somos uma nova criatura. As coisas antigas já se passaram, somos nascidos/as de novo. Aleluia, aleluia, aleluia

 


Rito da Eucarística


 


A quarta parte, a Liturgia Eucarística, destaca a idéia de Cristo Cordeiro pascal na Oração sobre as Oferendas, no Prefácio I e no Canto de Comunhão. A tipologia batismal desaparece, para dar lugar à idéia sacrifical. Contudo, só há participação no doação sacrifical do Cristo, onde houver a participação da fé, assinalada pelo batismo.

 


É de suma importância manter o clima vibrante, pascal, durante a liturgia eucarística. Por ser a parte mais conhecida do rito da vigília, podemos cair na tentação da rotina! Neste momento é bom não esmorecer no ritmo celebrativo. Quase sempre a Oração Eucarística em celebrações prolongadas é penalizada por causa do tempo. Lembrar que a Vigília Pascal é só uma vez por ano e que a Oração Eucarística é o ponto alto da festa. Pela Liturgia Eucarística, damos graças pela Páscoa do Cristo e participamos da mesa que o Senhor nos preparou com sua morte e Ressurreição.

 


O Prefácio desta Missa se possível poderia ser cantado.

 


A oração eucarística deve ser, de preferência, cantada; cante-se ao menos o prefácio-louvação, o Santo…, a aclamação eucarística, as outras aclamações ao longo da oração eucarística, o amém final. Seria interessante rezar a Oração Eucarística I (Cânon Romano), que oferece uma parte própria para a Páscoa: “Em comunhão com toda a Igreja, celebramos o dia santo (a noite santa) da ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo”. Pode-se rezar a Oração Eucarística II ou mesmo a III.

 


Nesta noite seria muito conveniente a comunhão em duas espécies e o uso do pão ázimo no lugar de hóstias como na Quinta-Feira Santa.

 


Pode ser pastoralmente interessante transferir o abraço da paz para o final da celebração, quando todos podem se desejar uma feliz Páscoa e iniciar a confraternização. Ou, ainda entre a liturgia batismal e a liturgia eucarística, enquanto a equipe prepara o altar…

 


Como na Quinta-Feira Santa, espera-se que o rito da fração do pão seja significativo e visto por todos.

 


Após a Vigília, não se recomenda a procissão com o Santíssimo Sacramento. Tal expressão pertence à Solenidade de Corpus Christi e destoa a celebração máxima da Páscoa. Sugerimos que a comunidade prolongue a festa com queima de fogos, refrigerante e salgadinhos, danças e alegria.

 


Ritos finais


 


Em algumas comunidades faz-se, depois da oração pós-comunhão, uma bênção de flores, que em seguida são distribuídas aos participantes.

 


Benção das flores:

 


Abençoai, ó Pai, estas flores. Que elas nos lembrem que, pela Ressurreição do Cristo, nossa vida floresce. Fazei que, animados por esta celebração, sejamos mais atentos uns aos outros e mais alegres em trabalhar para que o mundo inteiro se transforme. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.


 


No final da despedida, acrescenta-se o “Aleluia”, duas vezes, cantado!

 


Cada família na saída acende uma vela menor na luz do Círio Pascal e a leva para sua casa, na qual a colocará perto da Bíblia e a acenderá nas horas de oração da família, simbolizando a presença de Cristo Ressuscitado.

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