Orientações gerais - Quinta-feira Santa

ORIENTAÇÕES GERAIS

 


Na preparação para as celebrações do Tríduo, observe-se as orientações trazidas pelo próprio Missal.

 


Prepare-se uma capela lateral para a reposição do Santíssimo Sacramento e para a vigília eucarística.

 


O Tríduo Pascal começa com a celebração da Missa da Ceia do Senhor. A celebração é festiva: usa-se o branco, flores, incenso e canta-se o hino de louvor (glória). O “aleluia” continua reservado para ser cantado apenas na Vigília Pascal.

 


Para a preparação da celebração é essencial a leitura do Missal, e do Lecionário, para o conhecimento das leituras, das orações, rubricas e orientações.

 


A celebração da Ceia do Senhor, nesta Quinta-Feira Santa, rememora o amor, fundamento da vida e obra de Jesus. A participação neste banquete, que também pode ser lida como “sacrifício” por seu vínculo estreito com a entrega de si mesmo, antecipada no pão e vinho abençoados, nutre na comunidade dos fiéis a vocação para o serviço mútuo.

 


Aqui vão sugestões para os cantos desta noite. “Quanto a nós, devemos gloriar-nos na cruz…”, Hinário Litúrgico II da CNBB, página 45; “Ninguém pode orgulhar a não ser nisto…” Hinário Litúrgico II da CNBB, página 45; “Onde o amor e a caridade Deus ai está”, Hinário Litúrgico II da CNBB, página 274 ou Ofício Divino das Comunidades, página 323; “Quanto tempo eu desejei…” Hinário Litúrgico II da CNBB, página 288 ou Ofício Divino das Comunidades, página 324; “Jesus erguendo-se da Ceia…”, Hinário Litúrgico II da CNBB, página 238; “Jesus ergueu-se da ceia…”, Hinário Litúrgico II da CNBB, página 239; “Hoje é festa, diz o povo…”, Hinário Litúrgico II da CNBB, página 232 e Ofício Divino das Comunidades, página 322; “Eu quis comer esta ceia agora…” Hinário Litúrgico II da CNBB, página 224.

 


Este repertório indicado está gravado nos CD’s “Tríduo Pascal I” e “Tríduo Pascal II”.

 


A cor das vestes litúrgicas é o branco

 


No início da Celebração Eucarística (Ceia do Senhor), o Tabernáculo (sacrário) deve estar vazio e a porta aberta.

 


É costume em alguns lugares canta o Hino de louvor (Glória) acompanhado do toque de sinos. Os instrumentos também podem ser tocados durante este hino; depois permanecerão guardados até o Glória na Vigília Pascal.

 


Fazer uma acolhida fraterna e calorosa às pessoas que vem a celebração. O presidente e a equipe litúrgica recebem os fiéis.

 


Nesta celebração, é importante que haja participação dos catequistas, dos pais e das crianças ou adolescentes que estão sendo iniciados para a Eucaristia. Na semana após a Páscoa, é oportuno haver uma catequese sobre o significado dos ritos realizados nesta celebração.

 


Na homilia, levar a Vigília junto do Santíssimo Sacramento. Essa Vigília não deve ultrapassar a meia-noite. Usar os subsídios que estão no Manual da Campanha da Fraternidade.

 


Não há o Creio nesta missa.

 


Em vez de “galheta” com vinho, usem uma jarra com vinho suficiente para dar a comunhão no vinho a todos; assim irá se realizar mais plenamente o sinal que o Cristo nos deixou (Introdução Geral do Missal Romano, nn. 240-252).

 


O memorial do mistério pascal de Cristo, segundo a ordem do Senhor, se realiza “fazendo o que ele fez naquela ceia derradeira”: “Tomou o pão” (preparação dos dons), “pronunciou a bênção de ação de graças” (oração eucarística ou anáfora), “partiu o pão” (fração do pão) “e deu a seus discípulos” (comunhão).

 


Para preparar a mesa, trazendo em procissão o pão e o vinho, cante-se aquele hino à Caridade proposto pelo Missal Romano (CD: Tríduo Pascal I).

 


A oração eucarística é a oração do povo sacerdotal chamado a celebrar a Aliança que Deus, seu parceiro, estabeleceu por meio da Páscoa de seu Filho. Fazem-se necessários o conhecimento e o aprofundamento de seu sentido e estrutura literário-teológica como a confissão da fidelidade de Deus e da fragilidade humana. A oração eucarística é um todo, cuja unidade de estrutura e gênero literário deve ser respeitada. Vale lembrar que apenas a oração eucarística I e a III não têm prefácio próprio e a oração eucarística II admite troca de prefácio. As demais orações eucarísticas são uma unidade inseparável.

Deve-se consagrar pão (ou hóstias) suficiente para a Quinta-Feira Santa e para o dia seguinte, já que na Sexta-Feira Santa não haverá missa, mas somente distribuição da comunhão.

 


No final da celebração, devem ser retiradas as toalhas do altar e, se possível, as cruzes da igreja; (Se não for possível tirá-las, poderão ser veladas, para que na celebração da Sexta-Feira só apareça uma única cruz.

 


A equipe de liturgia ou o sacristão(a) não devem esquecer de preparar bacia, jarra, toalhas, cadeiras para o Lava-Pés; cruz processional (turíbulo ou incensório de cerâmica com incenso); véu de ombro; tochas acesas para a procissão com o Santíssimo; pano para cobrir as cruzes.

 


Atenção! É bom lembrar que o Lava-pés e a adoração do Santíssimo são ritos complementares. O mais importante é a celebração eucarística, sem ela não haveria adoração do Santíssimo.

 


No território das paróquias onde houver reserva eucarística, essas devem ser recolhidas e levadas à Igreja para serem consumidas. Na Missa a comunhão a ser distribuída deve ser aquela que foi consagrada na própria celebração. Cuide-se que, nos casos extremos, haja comunhão apenas para os irmãos moribundos.

 


MÚSICA RITUAL

 


O canto é parte necessária e integrante da liturgia. Não é algo que vem de fora para animar ou enfeitar a celebração. Por isso devemos cantar a liturgia e não cantar na liturgia. Os cantos e músicas, executados com atitude espiritual e, condizentes com o tempo litúrgico, com cada domingo, com as festas ou com a liturgia de um dia especial, ajudam a comunidade a penetrar no mistério celebrado. Portanto, não basta só saber que os cantos são da Quinta-Feira Santa, é preciso executá-los com atitude espiritual, isto é, de maneira orante. A escolha dos cantos deve ser cuidadosa, para que a comunidade tenha o direito de cantar o mistério celebrado e não cantos que um grupinho ou um movimento impõe.


 


Canto de abertura. O cristão deve gloriar-se na cruz de Cristo (Gálatas 6,14). “Quanto a nós, devemos gloriar-nos na cruz…”, CD: Tríduo Pascal – I, melodia da faixa 1; “Ninguém pode orgulhar a não ser nisto…” CD: Tríduo Pascal – I, melodia da faixa 2.

 


Hino de louvor. “Glória a Deus nas alturas…” Vejam o CD: Tríduo Pascal I e II e também no CD: Festas Litúrgicas, Partes fixas do Ordinário da Missa do Hinário Litúrgico III da CNBB e também a versão da CNBB musicado por Irmã Miria e outros compositores.

 


Salmo responsorial 116/115; cf. 1Coríntios 10,16. O cálice da bênção. “O cálice por nós abençoado” CD: Tríduo Pascal – I, melodia da faixa 4.

 


Aclamação ao Evangelho: O novo mandamento (João 13,34). O cristão está sempre em obediência a Cristo. “Eu vos dou um novo mandamento”, CD: Tríduo Pascal – I, melodia da faixa 5.

 


Canto para acompanhar a ação ritual do Lava-pés. “Quanto tempo eu desejei…” Hinário Litúrgico II da CNBB, página 288, uma guarânia muito bonita; “Jesus erguendo-se da Ceia…”, CD: Tríduo Pascal – I, melodia da faixa 6; “Jesus ergueu-se da ceia…”, CD: Tríduo Pascal – I, melodia da faixa 7.

 


Canto de apresentação dos dons: O canto de apresentação das oferendas, conforme orientamos em outras ocasiões, não necessita versar sobre pão e vinho ou oferecimento. Seu tema é o mistério que se celebra acontecendo na fraternidade da Igreja reunida em oração na Quinta-Feira Santa. Não resta dúvida de que o canto mais apropriado para esta ação ritual seja este: “Onde o amor e a caridade Deus ai está…”, CD: Tríduo Pascal – I, melodia da faixa 8.

 


Canto de comunhão: 1Coríntios 11,24-25. Palavras da instituição da Ceia da despedida. “Eu quis comer esta ceia agora…”, CD: Tríduo Pascal – I, melodia da faixa 9; “Hoje é festa, diz o povo…”, CD: Tríduo Pascal – I, melodia da faixa 10; “Nós somos muitos, mas formamos um só corpo…”, CD: Cantos de Abertura e Comunhão, melodia da faixa 6, ou Hinário Litúrgico III, página 300.

 


O canto de comunhão deve retomar o sentido do Evangelho desta noite, a Ceia da despedida. Esta é a sua função ministerial. Na realidade, aquilo que se proclama no Evangelho nos é dado na Eucaristia, ou seja: é o Evangelho que nos dá o “tom” com o qual o Cristo se dirige a nós em cada celebração eucarística reforçando estes conteúdos bíblico-litúrgicos, garantindo ainda mais a unidade entre a mesa da Palavra e a mesa da Eucaristia. Isto significa que comungar o corpo e sangue de Cristo é compromisso com o Evangelho proclamado. Portanto, o mesmo Senhor que nos falou no Evangelho, nós o comungamos no pão e no vinho.


 


Cantos para o momento da adoração do Santíssimo. “Vamos todos louvar juntos…”, Hinário Litúrgico II da CNBB, página 301; “Prova de amor maior não há…”, Hinário Litúrgico II da CNBB, página 286; “Deus de amor, nós te adoramos neste sacramento…”, Ofício Divino das Comunidades, página 326; “Onde o amor e a caridade…”, CD Tríduo Pascal – I, faixa 8.

 


10- O ESPAÇO DA CELEBRAÇÃO


 


O ambiente da celebração deve ser realmente o de uma refeição festiva. Onde for possível, dispor os bancos ou cadeiras em semicírculo ao redor da mesa do Altar. Preparar o ambiente com toalhas brancas, muitas flores, 12 velas, pão ázimo e vinho.

 


Neste dia voltam as flores, a cor branca e o hino de louvor “Glória a Deus”, mas ainda não se canta o “Aleluia”.

 


A cruz é uma peça importante nas celebrações do Mistério Pascal do Senhor. Ela é entendida pela Instrução Geral do Missal Romano como um elemento que deve recordar aos fiéis o acontecimento da fé ali celebrado.

 


O simbolismo da cruz traz presente o anúncio da paixão e ressurreição do Senhor principalmente nesta Quinta-Feira Santa. O canto de abertura deixa claro que não se separa a Ceia da Cruz. A cruz processional, a mesma que será usada na procissão de abertura, esteja na entrada da Igreja, por onde todos passam. É uma forma de trazer presente o mistério que será celerado. Ela pode ficar aí até o início da celebração, ladeada de velas e flores, de forma que chame a atenção de todos os que vão chegando para a celebração.

 


“Os detalhes merecem cuidado especial, pois nunca devem se sobrepor ao essencial. As flores, por exemplo, não são mais importantes que o altar, o ambão e outros lugares simbólicos. Nem a toalha é mais importante que o altar. Os excessos desvalorizam os sinais principais. A sobriedade da decoração favorece a concentração no mistério celebrado” (Guia Litúrgico Pastoral, página 110).

 


AÇÃO RITUAL

 


A celebração da Ceia do Senhor, nesta Quinta-Feira Santa, rememora o amor, fundamento da vida e obra de Jesus. A participação neste banquete, que também pode ser lida como “sacrifício” por seu vínculo estreito com a entrega de si mesmo, antecipada no pão e vinho abençoados, nutre na comunidade dos fiéis a vocação para o serviço mútuo.


 


Ritos Iniciais


 


Na procissão de entrada, podem participar, além do presidente da celebração, os ministros da Eucaristia, os participantes do lava-pés. Levar, além da Cruz Processional, bacia, jarra de água, toalha, flores e velas. Também as pessoas que estão se preparando para os Sacramentos da Iniciação Cristã, podem ingressar junto com os ministros e o presidente.

 


A antífona do Missal Romano nos traz uma versão livre de Gálatas 6,14: “A cruz de nosso Senhor Jesus Cristo deve ser nossa glória: nele está a nossa vida e ressurreição; foi ele que nos salvou e libertou”. Na procissão de entrada trazer, como de costume, à frente, a Cruz Processional, ornada discretamente nesse caso, com uma flor pequena, mas que não tire a visão da Cruz.

 


Após a saudação inicial, fazer o acendimento das velas do candelabro. Cada grupo de catequese ou pastoral presente pode acender uma vela do candelabro, expressando com quem quer estar em comunhão nesta Páscoa. Outra possibilidade é, ao acender as velas, fazer a recordação da vida, lembrando o caminho pascal realizado pela comunidade ao longo da Quaresma e da Campanha da fraternidade.

 


Após a saudação presidencial, um diácono ou um ministro devidamente preparado, introduz a assembléia no mistério celebrado com estas palavras semelhantes:

 


Celebramos a instituição da eucaristia, do sacerdócio cristão e a entrega do mandamento do amor. Os cristãos devem celebrar a Ceia como expressão de sua existência vivida na entrega amorosa e voluntária de si mesmos pela salvação do mundo, sobretudo pelos que mais sofrem. O Senhor nos transmitiu seu mandamento, devolvamos aquilo que recebemos em gestos que traduzam a própria vida do Senhor.


 


O Hino de louvor deve ser executado com exultação e alegria pelo início das festividades da Páscoa.

Na Oração do Dia, reunidos para a Santa Ceia, contemplamos o Cristo que deu à sua Igreja o sacrifício eucarístico, como banquete do seu amor.

 


Rito da Palavra


 


Antes de ler, é preciso primeiro mergulhar na Luz da Palavra, rezar a Palavra. Pois, “na liturgia da Palavra, Cristo está realmente presente e atuante no Espírito Santo. Daí decorre a exigência para os leitores, ainda mais para quem proclama o Evangelho, de ter uma atitude espiritual de quem está sendo porta-voz de Deus que fala ao seu povo”.

 


Como sempre, a proclamação das leituras e o canto do Salmo terá preparação esmerada e garantirá que se manifeste a unidade das duas mesas, da Palavra e da Eucaristia, na celebração de abertura do Tríduo Pascal.

 


Rito do Lava-Pés


 


1- Para o rito da lava-pés, seria muito conveniente escolher pessoas engajadas na comunidade: jovens, casais, catequistas, idosos, etc.


 


1) Depois da homilia um breve tempo de silêncio;


 


2) O presidente se aproxima, cinge-se toma a bacia com água e lava os pés dos


dos discípulos.


 


3) Depois de lavar os pés dos discípulos, o presidente passa a bacia e a tolha para


os jovens para que eles lavem os pés de algumas pessoas.


 


4) O canto para acompanhar esta ação ritual pode ser aquela Guarânia bem


conhecida do Pe. Élio Atahíde: “Quanto tempo eu desejei com vocês unir-me


nessa refeição”!, Hinário Litúrgico II da CNBB, página 288.


 


Rito da Eucaristia


 


Deixar o Altar sem toalhas até o início da liturgia eucarística. Duas ou três pessoas (donas de casa, catequistas, jovens, casais, por exemplo) preparam o Altar à vista da assembléia dando o caráter de Ceia: toalha, prato (patena), cálice, pão e vinho.

 


Seria muito bom que se cantasse, na apresentação das oferendas, o texto proposto pelo Missal Romano: “Onde o amor e a caridade, Deus aí está”. Evitar chamar esse momento de 'ofertório', pois ele acontece após a narrativa da ceia (consagração).

 


Neste dia, tão especial para a Igreja, abertura do Tríduo Pascal, sugerimos, ao invés de partículas que pouco manifestam o caráter de “alimento” do sacramento, o uso de pão ázimo como as partículas, mas feito especialmente para a celebração. Se não for possível pão ázimo para toda a assembléia, ao menos para os que estão exercendo ministérios litúrgicos na celebração, para os que participaram do lava-pés e também para as pessoas engajadas na comunidade.

 


É muito significativo realizar, na procissão das oferendas, uma coleta para os mais necessitados como prevê a rubrica do Missal Romano, página 249.

Na Oração sobre as oferendas rezamos que todas as vezes que comemoramos este Mistério, realiza-se a obra de nossa redenção.

 


Cantar a Oração Eucarística (ação de graças); cantem ao menos o Prefácio; cantem o Santo, aclamação eucarística, as aclamações após a epiclese, a oblação, a segunda epiclese e as intercessões e o Amém final.

 


A aclamação eucarística nesse dia poderia retomar o texto da segunda: “Todas as vezes que comemos deste pão e bebemos deste cálice, anunciamos, Senhor, a vossa morte enquanto esperamos vossa vinda”.

 


Nem pelo tom de voz nem de qualquer outra maneira se isole a narrativa da última ceia do resto da oração eucarística, como se fosse uma peça à parte.

 


Não se deter na elevação do pão e do cálice, pois o centro da Oração Eucarística não é a presença real de Cristo na Eucaristia, mas a ação de graças dirigida em adoração ao Pai.

 


A narrativa da instituição da eucaristia não é uma imitação da última ceia; por isso não se parte o pão neste momento como algumas vezes acontece. A liturgia eucarística, como se disse, é fazer o que Jesus fez: tomou o pão e o vinho, deus graças, partiu o pão e o deu (comer e beber). O partir o pão, como Jesus fez, corresponde à fração do pão em vista da comunhão. Por isso, a Redemptionis Sacramentum, número 55, considera um abuso partir o pão durante o relato da instituição.

 


O “amém” final do por Cristo, em Cristo…, que merece a mesma exultação, é a assinatura do povo à prece que o ministro ordenado, em nome da Igreja, elevou a Deus por Cristo, com Cristo, em Cristo, na unidade do Espírito Santo. Pelo menos nesta Quinta-Feira Santa, aos domingos e dias de festa merece ser cantado.

 


Fazer com que todos percebam o gesto da fração do pão, acompanhado do canto Cordeiro de Deus. A fração do Pão antes da comunhão deve ser feita de modo que todos possam acompanhar este gesto, tão significativo. Não precisa ter pressa. Aguarde-se que o povo conclua o abraço da paz (se houver) para iniciar a fração do pão com calma. Inicia-se o hino do “Cordeiro de Deus” só quando começa a fração do pão. Este hino é muito antigo, feito exatamente para acompanhar esta ação ritual. Seu sentido é este: vendo o Cordeiro sendo partido e repartido, a assembléia prorrompe no canto: “Cordeiro de Deus…!

 


A comunhão, em duas espécies, é sempre sinal de memória da ceia pascal. Para esta celebração, o uso de pão ázimo é bem-vindo

 


Na Oração depois da comunhão, depois de renovados, com o sacramento do amor, passemos da Ceia sacramental para a Ceia celestial.

 


Prepara-se a trasladação do Pão Eucarístico (Omite-se os ritos finais da Missa).

 


O translado das espécies para uma capela lateral ou outro espaço adequado deve ser feito no cibório (âmbula), colocado no sacrário que, após uma breve adoração, deve ser fechado. Inicia-se assim a vigília eucarística, que deve durar conforme a conveniência da comunidade. O rito não prevê exposição e bênção do Santíssimo. O Missal também não prevê que a vigília eucarística se estenda até a meia-noite. Veja a orientação da rubrica: “Os fiéis sejam exortados a adorarem o Santíssimo, durante algum tempo da noite, segundo as circunstâncias do lugar. Contudo, após a meia-noite esta adoração seja feita sem nenhuma solenidade, porque já se iniciou o dia da Paixão do Senhor”. O destaque na Sexta-Feira Santa é a Cruz do Senhor. Que a vigília não se estenda até antes da celebração da Solene ação litúrgica da Sexta-feira da Paixão. No máximo, prolongue-se até o amanhecer. Convém criar distinção entre os momentos celebrativos.

 


12- CONSIDERAÇÕES FINAIS


 


Esta liturgia deve fazer penetrar, por seu rito e pela palavra que o explica, o sentido salvífico da Cruz de Cristo, no sentido de que o cristão, aceitando o esvaziamento de Jesus por nós e associando-se a seu modo de viver e morrer, entra na comunhão eterna com Ele e com o Pai.


 


Terminada a Missa, os cristãos hoje passarão alguns momentos de recolhimento e oração diante do Santíssimo Sacramento. Nessa adoração silenciosa poderão deixar-se penetrar das últimas confidencias que o Senhor fez aos seus discípulos antes de se dirigir ao jardim das Oliveiras, sobretudo seu mandamento único e perfeito: “Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei!”


 


O objetivo da Igreja é ajudar os padres e as comunidades de nossa diocese e todas aquelas outras comunidades fora de nossa diocese que acessar nosso site celebrar melhor o mistério pascal de Cristo.


a) Aos fiéis em geral pode-se dar a Comunhão: na Quinta-feira Santa, somente dentro da Missa, não fora da Missa; na Sexta-feira Santa, somente dentro da solene ação litúrgica vespertina; no Sábado Santo, somente dentro da Missa da Vigília Pascal.

b) Aos doentes e aos que não podem participar da celebração litúrgica: na Quinta-feira Santa e na Sexta-feira Santa, pode-se administrar a Comunhão de manhã ou de tarde; no Sábado Santo não pode ser administrada.

c) Aos gravemente doentes pode-se dar o Santo Viático a qualquer hora do dia ou da noite.

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