Jornal Correio da Paraíba - Pensando em Sexo - 7 de janeiro de 2021
Pensando em Sexo - Paraíba: Quinta-feira, 7 de janeiro de 2021 / M1
termo japonês Shibari significa prender ou amarrar. A história da prática começa no Japão Feudal, quando os samurais utilizavam uma arte marcial chamada Hojojutsu para imobilizar prisioneiros de guerra com cordas. De arte marcial para a arte sensual , a amarração com cordas ganhou uma valorização erótica, dando origem ao fetiche japonês Kinbaku (escravidão dentro das cordas).
A prática passou a ser focada no apelo visual e sensual das cordas. A interação e atração sexual se resumem no dominante amarrar sua “dorei” (escrava das cordas) para obter sua submissão, exercendo controle durante todo o ato. Essa prática, do uso sensual de amarrações com cordas, é comum entre os adeptos do BDSM, segundo Marcos Santos, Psicólogo Especialista em Sexualidade Humana da Plataforma Sexo sem Dúvida .
Como praticar o shibari?
As variações da prática que podem envolver maior gentileza ou firmeza no uso das cordas. A tortura é vista com frequência em eventos fetichistas com diversas demonstrações de práticas BDSM em meio ao couro, látex, coleiras, mordaças, cordas e muito mais.
“Existem grupos, bares e casas noturnas próprios para prática pública do shibari, para que os fetichistas e curiosos possam estar em contato com esta experiência sensorial”, diz Santos.
Para fazer a prática com segurança, as cordas de fibra natural orgânica, como juta, cânhamo, algodão, bambu, são as mais utilizadas e recomendadas. Elas são escolhidas de acordo com as preferência da pessoa a ser amarrada. “A textura, leveza, som, torções, brilho, são levados em consideração. Nas fibras naturais estão reunidas todas as qualidades necessárias para realizar essa prática”, acrescenta.
Quais são os cuidados que a pessoa deve ter ao praticar o shibari?
Nas práticas do BDSM o shibari encontra suamodalidade sexual e fetichista. Basicamente, o casal se divide em mestre e submisso - no caso, quem amarra e quem será amarrado.
O submisso adota um papel de obediência no qual ele permanece sob a vontade de outro, que adota um papel dominante. As cordas funcionam como uma extensão dos dedos do dominante. O que o dominante faz quando tem a pessoa “submissa” em suas mãos depende do relacionamento entre os dois.
Importante destacar que, por mais que o shibari esteja relacionado ao BDSM, é o nicho artístico que ganha mais adeptos a cada dia. Essa dinâmica acontece de maneira diferente quando a busca por novas sensações se relaciona com o sentimento artístico (imagem da performance, sentir perder o controle e ganhar descobertas).
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“A sensação de imobilidade e privação ativa mecanismos de defesa e segurança, liberando neurotransmissores essenciais para o prazer, como endorfina, adrenalina e dopamina. Por isso é preciso um grande treinamento do corpo e da mente", explica.
O especialista diz que na prática do shibari é muito importante sempre haver confiança e consentimento entre os participantes. Além disso, é necessário aprender sobre o shibari antes de praticá-lo, seja com livros ou vídeos tutoriais para pratica-lo com segurança e sem oferecer riscos para os envolvidos.
Como qualquer prática, o shibari pode ter riscos caso não sejam tomadas as devidas precauções. Caso o nó esteja apertado demais, por exemplo, pode interromper a circulação e deixar hematomas. Além disso, também há o risco de colocar as cordas em partes do corpo que podem provocar asfixia ou desmaio.
O especialista recomenda algumas medidas de segurança: usar materiais macios e flexíveis e não apertar as cordas demais; ir devagar, especialmente nas primeiras vezes; evitir o pescoço, áreas muito macias e articulações. Ele adverte que é preciso interromper a prática imediatamente se ocorrerem calafrios, enjoos, asfixia ou hiperventilação.
Outras recomendações são ter sempre tesouras para soltar rapidamente as cordas em caso de necessidade e ter água por perto, para evitar desidratação.
“Seja pelo erotismo ou pela experiência mental, muitas pessoas relatam sentimentos de paz, relaxamento, confiança e de superação de medos e pudores. Ou seja, o shibari é mais do que amarrar outra pessoa ou buscar prazer imediato. É uma arte que pode liberar todos os tipos de emoções, desde que você esteja disposto a se entregar as sensações que ela desperta.”, encerra.
M2
Vaginismo: “Evito relacionamentos por medo de transar”
Cerca de 5% das mulheres sofre de uma condição chamada vaginismo. Saiba como é o cotidiano de mulheres que convivem com o problema
O vaginismo é uma das causas mais recorrentes das dificuldades na hora sexo . As mulheres afetadas por esta condição costumam ter contrações involuntárias nos músculos do assoalho pélvico, dificultando ou impossibilitando a penetração. Estima-se que 5% da população feminina pode ser afetada com o problema.
Para compreender melhor o cotidiano de quem sofre com o vaginismo o iG Delas conversou com duas mulheres. Elas que contam como descobriram e convivem com o problema. Veja os depoimentos a seguir.
“Evito relacionamentos por medo de transar”
Claudia descobriu que tinha vaginismo aos 21 anos. Depois de comentar as dores que sentia durante a relação com uma colega- que era afetada pelo mesmo problema - ela decidiu marcar uma consulta ginecológica, onde recebeu o diagnóstico.
“Me senti frustrada, achei que eu tinha porque coloquei na minha cabeça que tinha e que das próximas iria só relaxar mas mesmo assim as dores continuaram. Eu achava que eu que tinha colocado esse medo na minha cabeça”, relata.
Depois que descobriu que tinha vaginismo, Claudia se fechou completamente, não apenas para as relações sexuais, mas também para as afetivas, por medo de ser julgada. “Eu comecei a ter vergonha depois que tentei conversa com um amigo meu e ele achar que era IST. Aí eu fico pensando que vou assustar a pessoa se falar. Nem com psicólogo que passava eu conseguia comentar, elas achavam que era só relaxar”, acrescenta.
Cláudia só teve dois relacionamentos depois após o diagnóstico. Contudo, ela diz que continuou sentindo dores fortes durante a relação, a ponto de a chorar e ter que parar. “Das vezes que transei não fiz nada, tentei aguentar a dor pra ver se melhorava, até não aguentar mais e parar. Já terminei o namoro com alguém que amava pois tinha medo de transar, doer e acontecer algo como ele não entender”, desabafa.
O medo de transar era tanto, que Cláudua decidiu terminar o namoro, mesmo gostando do namorado, há três anos atrás. Depois disso, ela nunca mais se relacionou. “Eu terminei sem falar nada, só disse que não queria mais, tinha vergonha de contar. Eu tentei puxar assunto ano passado, mas travei na hora de explicar”, diz.
Claudia terminou um relacionamento por medo de contar para o parceiro sobre o vaginismo
Claudia diz que procurou tratamento psicológico, mas nada adiantava. Até que há mais ou menos quatro semanas, ela encontrou uma ginecologista que entendia o problema e está tentando ajudá-la. “Passei numa ginecologista que me entendeu e me mandou procurar um psicólogo especialista em sexologia e me passou guia para fisioterapia pélvica, comecei a uma semana então ainda não sei dizer se ajuda, mas espero que sim”.
Sexo não é só penetração
A advogada Ana Paula*, 25, passava pelos mesmos problemas que Claudia. Ela descobriu que tinha vaginismo aos 15 anos, quando teve a primeira relação sexual e sentiu muita dor na penetração.
“Fui procurar na internet sobre e achei alguns artigos e me senti contemplada. Falei com a minha ginecologista e ela me encaminhou a uma especialista, que me diagnosticou oficialmente. Me senti feliz por saber que não estava doida e tinha uma explicação lógica e física pras minhas dores”, diz.
Ana Paula diz que começou a fazer tratamento com uma ginecologista especializada em fisioterapia pélvica, mas precisou parar por conta do custo, o que fez com que ela adaptasse sua vida sexual à essa condição. “Os momentos que consigo fazer penetração sem dor são raros. Sei que vai doer e evito".
Entretanto, mesmo considerando ter vaginismo algo, mas por outro lado, a advogada considera que esta condição a ajudou a abrir outras possibilidades no sexo que a maioria das pessoas não explora. Ela se considera ainda muito sortuda que todos os parceiros sexuais entenderem o problema e por não ter tido experiências ruins.
“Por eu fazer sexo com penetração com pouca frequência, meu parceiro e eu tivemos que nos ‘aprimorar’ em outras áreas. Eu dou a dica de usar muito lubrificante, gozar pelo menos uma vez antes de partir pra penetração, muita calma e paciência sua e do seu parceiro”, recomenda.
M3
Seis relatos hilários de pessoas que foram flagradas na hora H
Perguntamos aos nossos leitores se eles já tinham sido pegos no meio da transa. Aqui estão as melhores histórias, confira
Quem nunca foi flagrado fazendo sexo que atire a primeira pedra. Todo mundo tem uma história constrangedora em que, quando o clima estava esquentando com a pessoa amada (ou com você mesma), foi surpreendido no ato .
Sim, a vergonha é tremenda e a gente pensa que nunca mais vai querer transar novamente. Mas depois que o sentimento passa, é normal que esses momentos se tornem marcantes e hilários, muitas vezes compartilhados na mesa do bar para fazer a galera rir.
O iG Delas recebeu histórias no mínimo espalhafatosas de algumas leitoras que foram flagradas fazendo sexo . Selecionamos seis delas, que você pode ler a partir daqui. Divirta-se!
Quem nunca?
"Eu estava com um ficante no meu quarto e as coisas esquentaram um pouco. Quando estávamos sem roupa já no ato em si, minha mãe abriu a porta do quarto e nos flagrou. Fiquei sem olhar na cara dela por uma semana".
- Arthur, 25.
Festinha quase discreta
"Tava em uma grande festa de comunidade e resolvi ir para a cozinha ajudar um amigo a organizar as coisas na geladeira. Antes dessa festa eu tinha bebido horrores, então eu estava um pouco alterada e comecei a sentir um clima com esse amigo. Aproveitamos que estávamos só nós dois na cozinha, sentei na mesa e a gente começou a se pegar. Apaguei a luz pra disfarçar melhor e ele começou a tentar tirar minha roupa. De repente, a luz acendeu e o pai dele entrou na cozinha para repor o estoque de algumas bebidas da festa. Ele entrou rindo, pegou as coisas, disse “filho, em casa a gente conversa” e saiu correndo. Dali para frente eu não lembro de mais nada além de sentar no chão em choque de vergonha".
- Claudia*, 24
Competição de hipismo
Tava lá no rala e rola, primeira vez que saía com o cara e ele dividia quarto com o melhor amigo . Parecia uma competição de hipismo, eu estava montada nele. quando o melhor amigo entrou no quarto e acendeu a luz. Aí ele apagou e foi saindo devagarzinho! MORRI DE VERGONHA! Na hora de ir embora, o amigo dele estava lá embaixo no prédio, sentado na mureta da entrada esperando para poder subir. Quando o crush foi me levar para o carro a gente passou por ele e eu cumprimentei tipo “oi, você acabou de me ver peladona, né? rs”. Quis me enterrar".
- Laura*, 21
Cena nada esperada
"Era madrugada e eu estava na casa da minha namorada na época. A gente tinha transado e estávamos nuas na cama dela. Eu estava deitada no ombro dela, com a bunda virada para a porta do quarto. A luz da lanterna do celular estava acesa e estávamos num momento de aconchego, super tranquilas. Quando do nada a mãe dela empurra a porta do quarto (cuja fechadura estava quebrada) e dá de cara com aquela cena (mais conhecinha como minha bunda) e eu deitava sobre os seios da filha dela.
A mãe dela tomou um susto, encostou a porta e saiu correndo para a cozinha. Fiquei no quarto mooorta de vergonha escondida embaixo de um edredom enquanto minha ex se vestiu e foi para a cozinha conversar com a mãe. As duas ficaram rindo horrores da situação e a mãe deu graças a deus que não foi o pai que viu aquela cena. Ela pediu mais cuidado para a minha ex, para não fazer mais aquilo com todos em casa… No dia seguinte, morri de vergonha de ter que olhar para a cara da minha ex-sogra enquanto dizia tchau.
- Lorena*, 21
Aventura na floresta
Eu estava em um rolê em uma faculdade com a minha melhor amiga e passei a festa inteira de olho em um menino lindo. Ele tinha o olho mais verde que eu vi na vida, mas eu pensava que era “muita areia pro meu caminhão”. Quando deu umas 5 horas da manhã, eu e ela estávamos muito bêbadas. A gente ia tomar a última e iria embora, então fui para a barraquinha de bebida e quem para do meu lado? O cara gato. Ele puxou assunto comigo e perguntou se eu já tinha provado uma bebida de canela, e eu respondi que não sabia, mas que meu beijo era. Ele deu risada e disse para irmos para um lugar mais tranquilo para eu mostrar para ele.
Falei para a minha amiga que já voltava e fui com o menino para uns matinhos da faculdade (não me orgulho disso). Começamos a nos pegar loucamente. Ele colocou o amiguinho dele para fora e a gente começou a transar. Tudo ia bem, até que eu escutei a voz da minha amiga chamando meu nome. Travei na hora e gritei para que ele colocasse “aquele negócio” dentro da calça. Ela falou que ficou uma hora me esperando e que estava na hora de ir, então fui embora. O menino até chegou a me chamar para a casa dele, mas fiquei tão mal pela cena que broxei. Porém queria".
- Paloma, 24
Regra anulada
"Até ano passado meu namorado não podia dormir comigo no quarto, mesmo já namorando por bons anos. A casa e as regras são dos meus pais, mas isso mudou depois desse acontecimento. Como à noite eu precisava ir para outro quarto, nós tínhamos que tentar fazer coisinhas silenciosas de dia, e com a porta apenas um pouco aberta (não podia trancar e, por três anos, eles nunca pegaram).
Nesse dia, eu fiquei possuída e não fui muito silenciosa, subindo em cima dele. Meu pai ouviu e, desacreditado, ainda chamou minha mãe para ver e dar a bronca. No outro dia, segurei o vexame de ouvir meu pai dar um sermão sobre esse tema pouco agradável para os filhos. Bom, depois desse dia meu namorado passou a poder dormir no meu quarto, então não foi de todo mal
- Helena*, 22
M4
O melhor das posições sexuais: o que saber para ter mais prazer no 69
Dicas para intensificar o meia-nove fecha série do iG Delas sobre prazer em posições sexuais populares. Confira
Nos últimos dois meses, o iG Delas publicou a série O Melhor das Posições Sexuais , em que falamos sobre maneiras para sentir mais prazer em algumas das posições sexuais mais populares do kama sutra . Entre os temas abordados estão sexo anal , de quatro , papai-e-mamãe , sexo oral , sexo na cadeira , de conchinha , sexo em pé e posição dominadora .
O meia-nove é uma das posições sexuais mais versáteis do kama sutra
Para encerrar essa série com chave de ouro, vamos falar hoje sobre como o casal pode intensificar o prazer na posição meia-nove .
O sexo oral é uma das maneiras preferidas de transar de muitas pessoas, já que proporciona um grau maior de sensibilidade. O meia-nove vem para apimentar ainda mais essa tática, já que os dois parceiros dão e recebem as carícias ao mesmo tempo.
Para saber como praticar da melhor maneira, conversamos com Débora Pádua, fisioterapeuta pélvica e sexóloga, Carla Cecarello, sexóloga, e Giovane Oliveira, sexólogo e apresentador do podcast DSex. Confira.
Varie na posição
Além de fazer o meia-nove com os dois deitados, Débora e Carla concordam que a melhor maneira de praticar a posição de ladinho . “Assim existe mais apoio para se movimentar”, afirma Débora.
“Muitas vezes a mulher se sente incomodada quando fica por cima, já que ela perde o controle dos movimentos. Então para ser prazeroso para ambos é legal fazer de ladinho” complementa Carla.
Para os mais ousados, Débora sugere tentar a posição em pé, em que a mulher fica de ponta cabeça e apoia os joelhos nos ombros do parceiro. “Essa variação é mais ousada, então tenha certeza de que conseguem realizar para não se machucarem”, alerta.
Use óleo corporal
Para que o contato corpo a corpo seja intensificado, Débora sugere que o casal use um óleo corporal. “Assim os dois deslizam um no outro e proporcionam ainda mais prazer”, diz.
Explore com as mãos
Além de usar a boca, estimule o órgão do parceiro com as mãos. Pode-se estimular o clitóris com os dedos ou fazer movimentos de subir e descer com a mão fechada em torno do pênis.
Faça massagens
A melhor maneira de intensificar o sexo oral no meia-nove é fazendo massagens no corpo do parceiro. “Enquanto realiza e recebe, tente massagem as nádegas ou as costas do parceiro ou da parceira. Essa é uma maneira de sensibilizar ainda mais o corpo”, sugere Giovane.
Movimente a pélvis
Enquanto o sexo oral acontece, os dois podem movimentar a pélvis para aproximar ainda mais o pênis ou a vagina da boca do outro. Mas faça isso gentilmente para não machucar a face do parceiro.
M5
Sexo tântrico: um guia super fácil para começar a praticar
Com certeza você já ouviu falar de sexo tântrico. Saiba mais sobre a prática que conquistou Luciano Huck e Angélica, casados há 16 anos
Durante entrevista para o Lady Night, na última semana, Luciano Huck contou para Tatá Werneck que ele e a Angélica são adeptos do sexo tântrico. Ele ainda completou dizendo que esse era o segredo para o seu casamento dar tão certo.
Guia para iniciantes
Apesar do sexo tântrico de ser uma prática bastante antiga e muitas pessoas terem curiosidade sobre o tema, muita gente não sabem muito bem do que se trata. Para saber mais sobre assunto o iG Delas conversou com Aline Cristina de Moraes, psicóloga, Sexóloga, colaboradora da Plataforma Sexo sem Dúvida e idealizadora do projeto prazernosso . Confira.
O que é sexo tântrico?
Otantra é uma prática milenar. Seus princípios são a conexão consigo mesmo, levando a uma maior expansão da energia sexual. Isso resulta em mais intimidade e mais prazer para o casal.
Como a energia sexual é muito potente e forte, afinal é a energia que gera vidas, ocê pode se conectar com essa energia de forma muito mais profunda no sexo.
“Sexo tântrico é um sexo que costuma ser num tempo maior, sem pressa, com mais intimidade, mais conexão de ambos , toques mais sutis, respiração mais lenta e profunda e muita expansão de prazer pelo corpo todo”, completa.
Como que funciona?
Para o tantra, o sexo é sagrado. Não no sentido reliogioso, mas como algo muito especial, como um momento em ambos se vêem com muita honra, com muita importância e principalmente muita presença e muita proximidade física e emocional.
Outra forma de funcionamento do sexo tântrico é o fator tempo, que a ideia é justamente o contrário da sociedade atual, onde tudo precisa acontecer rápido e geralmente sem muita consciência.
O sexo tântrico é para o casal viver uma experiência muito profunda e intensa de conexão um com o outro, ampliar seus potenciais orgásticos e melhorar também seu prazer como um todo, já que o orgasmo não é o principal objetivo. Porém quando ocorrem no sexo tantrico, os orgasmos são considerados algo transcendental e a sensação de prazer atinge todo o corpo.
“Na prática há muito olho no olho, respiração mais profunda, pois amplia a sensibilidade do corpo e ambos ficam mais presentes, muitos toques sutis e massagens pelo corpo todo. Aqui é algo diferente também do comum, que é o foco mais nos genitais, no tantra você tem a chance de despertar os sentidos do seu corpo todo”, explica.
Dicas para praticar o sexo tântrico
A sexóloga lista três coisas básicas que precisa ter se você quiser testar o sexo tântrico em uma próxima oportunidade: respiração, olho no olho e disponibilidade.
RESPIRAÇÃO
“Estamos acostumados a uma respiração mais ofegante, mas na verdade respirar menos, também é sentir menos. Então comecem respirando mais profundamente durante o sexo, que vai começar modificar os canais sensoriais”, diz a especialista.
OLHO NO OLHO
“Essa posição acima já facilita esse contato olho no olho, e acredite, gera muito mais presença e conexão. Se olhem o máximo possível enquanto respiram profundamente, e podem ir alternando com os toques leves, sutis pelo corpo inteiro, de forma bem leve e devagar, sem pressa”, aconselha.
DISPONIBILIDADE
Por fim, é muito importante não ter pressa. “Estarem disponíveis para essa experiência, tendo maior consciência de que troca do sexo é uma troca muito importante de energias, de contato um com o outro, e estar disponível e inteiro para viver essa experiência é princípio básico. Do contrário você não se conecta consigo e nem o outro de forma mais profunda”, finaliza.
M6
O melhor das posições sexuais: como para ter mais prazer na posição dominadora
É ela quem manda! Veja de que maneira aproveitar o sexo por cima e como tornar esse momento ainda melhor
O iG Delas está há dois meses apimentando as sextas-feiras com a série O Melhor das Posições Sexuais . Conversamos com sexólogos sobre como sentir mais prazer no sexo anal , de quatro , papai-e-mamãe , sexo oral , sexo na cadeira , de conchinha e em pé . Agora é hora de falar sobre as posições em que elas dominam a brincadeira.
Nas posições sexuais dominadoras, a mulher é quem controla o sexo
A posição dominadora consiste na mulher ficar por cima do parceiro na maior parte das vezes. Dessa maneira, é ela quem tem controle sobre os movimentos e o ritmo da penetração. A sensação de dominação em si pode tornar o sexo ainda mais excitante para as mulheres e também para o parceiro que gosta de ver a mulher ditando o ritmo na hora H.
Para saber como apimentar esse momento, o iG Delas conversou com Débora Pádua, fisioterapeuta pélvica e sexóloga, e Carla Cecarello, sexóloga.
O parceiro estimula o clitóris
Carla explica que enquanto a mulher faz o movimento de subir e descer, o parceiro pode ajudar estimulando o clitóris por ela, o que pode tornar o orgasmo dela mais intenso. “Isso trará uma sensação extremamente importante, pois ela estará dominando os movimentos e recebendo estímulos no clitóris ao mesmo tempo”, diz
Fique de frente para o parceiro
Ao ficar de frente para o parceiro, o clitóris é estimulado pelo púbis do parceiro e pode criar uma sensação prazerosa enquanto os movimentos acontecem. Além disso, intensifica a proximidade entre o casal ao proporcionar o olho no olho e também o dirty talk (quando os dois se estimulam com frases excitantes).
“Ela também pode ficar sentada e apoiar as mãos nas mãos do parceiro. Ele pode encostar na cabeceira da cama para que ela possa se movimentar melhor, o que intensificará o prazer”, explica Débora.
Se atente ao ritmo
O ritmo é uma das peças-chave para alcançar o orgasmo nessa posição. Uma das dicas, segundo Carla, é o parceiro ajudar a mulher ao puxá-la para perto pelos quadris.
Aproveitem as carícias
As posições sexuais em que ela domina abrem espaço para a carícia e o toque durante o sexo. Ela pode usar as mãos para acariciar o tronco do parceiro e para colocar as mãos dele onde ela quiser, intensificando a sensação de domínio.
Inove na posição
As posições sexuais dominadoras podem ser adaptadas e variadas de maneiras simples. Em vez de ficar coladinha, ela pode se inclinar para trás. Além de mudar o ângulo da penetração, isso pode proporcionar uma visão mais abrangente do ato para o parceiro que está deitado.
Ela também pode se sentar de costas para ele de duas maneiras. Uma delas é se sentar flexionando os joelhos para fora, controlando os movimentos. A outra é se inclinar para frente, próxima do joelhos do parceiro, permitindo que o parceiro enxergue a penetração.
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