Português com Pestana (4)

Salve, galera!


Ensina-se que, quando o sujeito composto está posposto ao verbo, há dupla possibilidade de concordância: ou o verbo fica no plural, concordando com ambos os elementos; ou o verbo fica no singular, concordando com o núcleo (singular) mais próximo do sujeito. Exemplo:


– Chegaram João e Maria à festa.


– Chegou João e Maria à festa.


Agora, é sempre que isso ocorre?


Não!


Se o verbo vier acompanhado de pronome recíproco, a concordância jamais poderá ser atrativa, sempre será gramatical: “Depois de brigarem entre si, abraçou-se a sogra e a nora” (errada); “Depois de brigarem entre si, abraçaram-se a sogra e a nora” (certa).


Cuidado com este detalhe!


Para saber mais a respeito de concordância verbal com o sujeito composto, estude sujeito composto no capítulo 19 e estude concordância verbal do sujeito composto no capítulo 28. Vá fundo!

Salve, galera!


Quando um substantivo composto é formado por “substantivo + adjetivo” ou “adjetivo + substantivo”, ambos os elementos variam: cachorro-quente > cachorros-quentes; alto-relevo > altos-relevos.


Logo, o plural de “ar-condicionado” é “ares-condicionados”; o plural de “mau-caráter” é “maus-caracteres” (sim, o plural de “caráter” é “caracteres”).


Simples e bizarro!

No 'ar-condicionado', se achar estranho, prefira 'aparelhos de ar condicionado' ou 'condicionadores de ar'.

O CERTO É…


1. A BAIXO ou ABAIXO?

2. A CERCA DE ou ACERCA DE?

3. AO ENCONTRO DE ou DE ENCONTRO A?

4. BAIXAR ou ABAIXAR?

5. BASTANTE ou BASTANTES?

6. BOA-NOITE ou BOA NOITE?

7. CENSO ou SENSO?

8. CERRAR ou SERRAR?

9. CHEGO ou CHEGADO?

10. DAR-SE O LUXO ou DAR-SE AO LUXO?

11. DAR À LUZ ou DAR A LUZ?

12. DE MAIS ou DEMAIS?

13. EM FRENTE A, FRENTE A, FAZER FRENTE A ou EM FRENTE DE?

14. EM MÃO ou EM MÃOS?

15. ÉRAMOS SEIS ou ÉRAMOS EM SEIS?

16. FAZ COM QUE ou FAZ QUE?

17. FRANGO À PASSARINHO ou FRANGO A PASSARINHO?

18. FREAR ou FREIAR?

19. GANHADO ou GANHO?

20. GRAÇAS A ou GRAÇAS À?

21. GASTADO ou GASTO?

22. HAJA VISTA, HAJA VISTO, HAJA VISTOS, HAJA VISTAS ou HAJAM VISTA?

23. HESITAR, EXCITAR ou EXITAR?

24. HIFENS ou HÍFENES?

25. IBERO ou ÍBERO?

26. IMPRIMIDO ou IMPRESSO?

27. INDEPENDENTE DE ou INDEPENDENTEMENTE DE?

28. LEMBRAR DE, LEMBRAR, LEMBRAR-SE ou LEMBRAR-SE DE?

29. LIMPADO ou LIMPO?

30. LEEM ou LÊEM?

31. MACÉRRIMO, MAGRÍSSIMO ou MAGÉRRIMO?

32. MAS, MÁS ou MAIS?

33. MAIS BEM ou MELHOR?

34. NADA A FAZER ou NADA QUE FAZER?

35. NA MEDIDA EM QUE, À MEDIDA QUE, À MEDIDA EM QUE ou NA MEDIDA QUE?

36. NAMORAR ALGUÉM ou NAMORAR COM ALGUÉM?

37. ORA ou HORA? POR ORA ou POR HORA?

38. OJERIZA, OJERISA, HOJERISA, HOGERISA ou HOGERIZA?

39. OS ÓCULOS ou O ÓCULOS?

40. PARA MIM FAZER ou PARA EU FAZER?

41. PERDA ou PERCA?

42. PEGADO ou PEGO?

43. QUAL DE NÓS ou QUAIS DE NÓS?

44. QUALQUER ou QUAISQUER?

45. QUIZ ou QUIS?

46. RATIFICAR ou RETIFICAR?

47. REIVINDICAR e REITERO ou REINVINDICAR e REITERO?

48. RÚBRICA ou RUBRICA?

49. SALVADO ou SALVO?

50. SEJE, ESTEJE e VEJE ou SEJA, ESTEJA e VEJA?

51. SORTIR ou SURTIR?

52. TACHAR ou TAXAR?

53. TER DE ESTUDAR, PRECISAR ESTUDAR ou TER QUE ESTUDAR?

54. TRÁS ou TRAZ?

55. VALE A PENA ou VALE À PENA?

56. VENDE-SE CASAS ou VENDEM-SE CASAS?

57. VIGENDO ou VIGINDO?


ETC., ETC., ETC.


As respostas a todas as perguntas se encontram em forma de livro, feito com todo o carinho para você: “As Dúvidas de Português mais Comuns em Concursos”. Para ter acesso a ele, adquira a terceira edição do meu livro “A Gramática para Concursos Públicos”, pois esse livro de tira-dúvidas vem em e-book junto com “A Gramática”. Eis o link: http://www.buscape.com.br/gramatica-para-concursos-publicos-a-serie-provas-concursos-fernando-pestana-8530975987

[Cenário: conversa “inbox” no Facebook.]

– João, vou dá uma volta, porque ela deve está chateada comigo.

– Escrevendo assim, quem é que não fica chateado?

– Como assim?

– O certo é dar e estar.

– Pq?

– Pq estão no infinitivo, fazem parte de uma locução verbal: vou DAR, deve ESTAR. O infinitivo deve terminar com R.

– Ah, entendi… foi mal… vc é escrotão… eu estou falando de uma parada séria e vc fala isso só para fica me sacaneando…

– Viu? De novo!

– DE NOVO O QUÊ, CARA?!

– Calma! Depois de preposição, o verbo fica no infinitivo também; vc deveria ter falado assim: “só para ficar me sacaneando”.

– Ah! Vai pastar!

– Agora, sim! Parabéns!


P.S.: O texto é uma ficção que retrata uma realidade linguística bem comum no Facebook e em outras redes sociais. Portanto, cuidado com o uso de DAR/DÁ/DA, ESTAR/ESTÁ/ESTA, LER/LÊ, VÊ/VER, CRER/CRÊ, etc.

Salve, galera!


Existe um mito de que crase só deve ser usada no meio de frase, e não no início. Isso é um completo absurdo!!! Veja:


– À noite todos os gatos são pardos.


– À frente da loja iniciou-se uma briga violenta.


– À medida que estudo, mais aprendo.


Algumas bancas de concursos têm criado questões de crase com frases que aparentemente teriam de começar com o artigo “A(S)”, mas que começam por “À(S)”. Como a tendência é achar que o sujeito sempre vem antes do verbo, o candidato acaba achando que não pode haver “À(S)” iniciando uma frase.


Para sair da teoria e ir para a prática, veja duas questões:


(FCC – TRF 3ªR) Em nossa cultura, …… experiências …… passamos soma-se …… dor, considerada como um elemento formador do caráter, contexto …… pathos pode converter-se em éthos.


Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na ordem dada:


(A) às − porque − a − em que

(B) às − pelas quais − à − de que

(C) as − que − à − com que

(D) às − por que − a − no qual

(E) as − por que − a − do qual


Gabarito: D. Vou comentar apenas a primeira lacuna, ok? Devemos usar “as” ou “às”? Note que há uma inversão de termos, o que dificulta a análise. Por isso, vou pôr na ordem direta para facilitar a sua visão: “A dor soma-se A + AS = ÀS experiências…”. Logo, na primeira lacuna, o certo é usar “às”.


(VUNESP – TJ/SP) …… quebra do compromisso entre Hong Kong e China, que atinge …… eleições marcadas para 2017, seguiram-se manifestações, pois, com o controle da cidade, haveria ameaça …… garantia de plenas liberdades.


As lacunas devem ser preenchidas, correta e respectivamente, com:


(A) À … as … à

(B) A … as … à

(C) A … às … à

(D) À … às … à

(E) A … às … a


Gabarito: A. Vou comentar apenas a primeira lacuna, ok? Devemos usar “A” ou “À”? Note que há uma inversão de termos, o que dificulta a análise. Vou colocar na ordem direta para facilitar a sua visão: “Manifestações seguiram-se A + A = À quebra…”. Logo, na primeira lacuna, o certo é usar À.


Por favor, não vá garotear no próximo concurso que fizer! Olho vivo!

Salve, galera!


Aprendi com a vida que não devemos levar conhecimento para o caixão.


Se você gosta de português e/ou faz provas de português, conheça 20 verbos que admitem mais de uma regência sem mudar de sentido:


1) O rei abdicou o trono. / O rei abdicou do trono.

2) A secretária atendeu o telefone. / A secretária atendeu ao telefone.

3) A noite antecede o amanhecer. / A noite antecede ao amanhecer.

4) Acudiram o rapaz. / Acudiram ao rapaz.

5) Durante uma semana, eu cogitei aquela vingança. / Durante uma semana, eu cogitei naquela vingança.

6) Como o patrão consente tantos erros? / Como o patrão consente em tantos erros?

7) Declinou o cargo. / Declinou do cargo.

8) Desfrutemos/Usufruamos o bom da vida! / Desfrutemos/Usufruamos do bom da vida!

9) Desdenho tua sabedoria. / Desdenho de tua sabedoria.

10) Na penumbra da noite deparei um vulto estranho. / Na penumbra da noite deparei com um vulto estranho.

11) Deferiu o requerimento. / Deferiu ao requerimento.

12) Os gastos excedem a receita. / Os gastos excedem à receita.

13) Ele goza sua melhor forma. / Ele goza de sua melhor forma.

14) O nascimento do filho obstou a viagem. / O nascimento do filho obstou à viagem.

15) O trovão precedeu o temporal. / O trovão precedeu ao temporal.

16) Ele partilha seus ideais. / Ele partilha de seus ideais.

17) O padre presidirá a cerimônia. / O padre presidirá à cerimônia.

18) O político renunciou o cargo. / O político renunciou ao cargo.

19) A explicação não se resume a isso. / A explicação não se resume nisso.

20) Satisfez sua necessidade? / Satisfez à sua necessidade?


 


A vida é um acúmulo de aprendizado diários. Absorva isso!

– Você sabia que existem mais de 11.000 verbos?

– Não.

– Você sabia que, a depender do contexto, um verbo pode ter variados sentidos?

– Sabia.

– Você sabia que, a depender do sentido do verbo, ele pode ter múltiplas regências?

– Sabia mais ou menos.

– Você sabia, portanto, que existem cerca de 100.000 regências possíveis?

– Não.

– Nem eu, mas acho que é por aí…

– Enfim, aonde você está querendo chegar?

– Calma.

– Tô calmo.

– Bem… você estuda para concursos?

– Sim.

– Ok. Então sabe que 99% das provas têm questões de língua portuguesa, certo?

– Sim.

– Dentre as questões, quase sempre cai regência verbal, certo?

– Certo.

– Imagine, então, ter que estudar mais de 11.000 verbos e cerca de 100.000 regências possíveis. Imaginou?

– Você está me deixando bem desesperado com essa lógica de raciocínio.

– Calma.

– Não tô mais calmo.

– Ok. E se eu falasse que você só precisa conhecer a regência de míseros 40 verbos, dentro de um universo de milhares, para acertar a maioria das questões de regência verbal em prova de português?

– Pô… eu iria ser a pessoa mais feliz do mundo!

– Pronto. Chegamos ao desfecho da nossa conversa. Seus problemas acabaram!

– Como assim?

– Clique aqui e descubra: http://portuguescompestana.com.br/pagina/app-regencia-verbal-para-concursos/35

Salve, galera!


Um dia um aluno me perguntou se a frase “Os meninos se entreteram no parque” estava certa ou errada.


Sabe o que eu fiz? Pedi que ele clicasse neste link: http://goo.gl/LDTnWP. É entretiveram, porque entreter deriva de ter, e se conjuga como ele. O prefixo é ENTRE, como em ENTREVISTA.


Depois disso, ele nunca mais garoteou.

Salve, galera!


O certo é “entorno de” ou “em torno de”?


Na verdade, ambas as formas são corretas; tudo depende do contexto! Exemplos:


– O entorno do prédio é bonito. (O “entorno” é o que está em volta do prédio, a área que circunda o prédio, como árvores, ruas, praças…)

– Eu estou em torno do prédio. O curso está em torno de R$500. (A expressão “em torno de” é o mesmo que “em volta de” ou “cerca de/aproximadamente”.)


Safo?!

Salve, galera!


Todos os que me seguem sabem que eu não paro de estudar nunca e que estou sempre me atualizando, para levar informações cada vez mais precisas a quem estuda português, sobretudo para concursos.


Pois bem… Depois de muito pesquisar, encontrei duas fontes seguras (Francisco Fernandes e Celso Pedro Luft) que atestam ambas as regências nominais do substantivo APOLOGIA. Alguns dizem “Não faço apologia ao tráfico”, outros dizem “Não faço apologia do tráfico”. Afinal, qual é o certo?


Ambas as regências são corretas: apologia A ou DE. O Luft defende “apologia de”; o Francisco Fernandes defende ambas (“apologia a ou de”), a primeira por associação com 'elogio a', e a segunda justificada porque 'defesa' rege a preposição de.


Portanto, fique à vontade para usar ambas, pois a língua culta atesta as duas regências.


Vlw!

Salve, galera!


– Pestana, eu aprendi que o verbo “visar”, com sentido de ter em vista, é SEMPRE encarado como transitivo indireto exigindo um complemento iniciado pela preposição “a”, ou seja, “Todos visavam ao mesmo objetivo”. É verdade?


– Para a maioria dos gramáticos e das bancas, sim. No entanto, segundo os dicionários de regência verbal do Celso Pedro Luft e do Francisco Fernandes (os dois melhores do Brasil!) e segundo vários gramáticos (como Domingos Paschoal Cegalla, Celso Cunha, Evanildo Bechara, Rocha Lima, etc.), tal verbo, com tal sentido, pode também ser considerado transitivo direto, exigindo um objeto direto. Exemplos: “Todos visavam ao mesmo objetivo” ou “Todos visavam o mesmo objetivo”; “Todos visavam a conquistar o objetivo” ou “Todos visavam conquistar o objetivo”. Logo, fique esperto!


– Pestana, essa dupla visão já caiu em prova?


– Sim, já caiu na FGV e no Cespe/UnB. É assim que essas bancas veem! Portanto, cuidado com questões polêmicas, analise-as com calma, seja perspicaz no dia da prova, analisando sempre a melhor resposta.


Para saber mais a respeito de regência verbal, estude o capítulo 29 da minha gramática e baixe o meu aplicativo de regência verbal para concursos: http://portuguescompestana.com.br/pagina/app-regencia-verbal-para-concursos/35


Sucesso!

Salve, galera!


Como se deve usar: SE CASO ou SE ACASO?


1) Se caso ela voltar, avise-me.

2) Se acaso ela voltar, avise-me.


A frase 1 está errada, porque não se usam duas conjunções condicionais (“se” e “caso”) uma ao lado da outra na mesma frase. Se caso é o mesmo que dizer se se.


A frase 2 está certa, porque a conjunção condicional (“se”) está seguida de um advérbio de dúvida (“acaso”). É o mesmo que dizer se eventualmente, se porventura.

Para saber mais sobre conjunções, consulte o capítulo 15 da minha gramática.


Vlw! 😉

Salve, galera!


A ênclise é sempre obrigatória em início de oração?


Resposta: Sim, sempre, EXCETO se o verbo estiver no futuro do presente ou no futuro do pretérito… aí a ênclise é proibida, só pode haver mesóclise. 


Exemplo: “Comprarei-lhe um brinquedo amanhã” (errado); “Comprar-lhe-ei um brinquedo amanhã” (certo).


– Pestana, isso já caiu em prova?

– Sim, em várias!


Portanto, muito cuidado com isso!


Para saber mais sobre colocação pronominal, consulte o capítulo 11 da minha gramática.


Vlw! 😉

Salve, galera!


Qual é o certo?


1) Comprei duas blusas a partir de R$29,90.

2) Comprei duas blusas à partir de R$29,90.

3) Comprei duas blusas apartir de R$29,90.


A única frase correta é a primeira, pois “a partir de” é uma locução prepositiva, ou seja, é um grupo de palavras terminado em preposição. Não há crase antes de verbo, e “partir” é verbo, logo a frase 2 está errada. Não se escreve “apartir de” (junto) como está na 3, por isso ela está errada. Simples assim.


Agora é só não dar mole, hein!

Salve, galera!


CERTAMENTE VOCÊ TEVE, TEM OU TERÁ ESSA DÚVIDA!


“Pestana, quando é que eu uso DESPERCEBIDO ou DESAPERCEBIDO?”


Moleza!


1) Despercebido: não percebido, não notado.

2) Desapercebido: desprovido, desguarnecido, desprevenido.


Exemplos:


1) Ela passou DESPERCEBIDA na festa.

2) Ele estava DESAPERCEBIDO de recursos.


Portanto, a frase “Algo fundamental passou DESAPERCEBIDO no filme” é considerada equivocada, segundo a norma culta. Deveria ser DESPERCEBIDO.


Dica final: em quase 100% dos casos, o adjetivo “despercebido(a/s)” vem acompanhado do verbo “passar” e suas variações.


Valeu!

Salve, galera!


Quem disse que o NÃO é sempre uma palavra atrativa, exigindo a próclise?


– Ué, Pestana, desde sempre eu aprendi assim…


Cuidado! Existem dois casos em que o NÃO não atrai o pronome obrigatoriamente:


1) Antes de verbo no infinitivo não flexionado: “Não te adorar é impossível” ou “Não adorar-te é impossível”.


2) Antes de locução verbal com verbo principal no infinitivo ou no gerúndio: “Não te estou querendo mais” ou “Não estou querendo-te mais”.


Tatue no cérebro!

Salve, galera!


Tanto as conjunções adversativas quanto as concessivas têm valor semântico de oposição. Por isso, com alguns ajustes na frase original, uma pode substituir a outra sem alteração do sentido original. Exemplo:


– O professor deu uma explicação sensacional, NO ENTANTO os alunos não entenderam.

– CONQUANTO o professor tenha dado uma explicação sensacional, os alunos não entenderam.


Note o detalhe dos verbos. Depois de conjunção adversativa, o verbo vem no modo indicativo (entenderam). Depois de conjunção concessiva, o verbo vem no modo subjuntivo (tenha dado). Portanto, a paráfrase (reescritura com o mesmo sentido) só será perfeita gramaticalmente e semanticamente se houver esse cuidado com o verbo que vier depois da conjunção.


Ah! Outra coisa! Muita gente pensa que é possível substituir uma conjunção concessiva, como EMBORA, pela locução prepositiva concessiva APESAR DE, por exemplo. Sim, realmente é possível, maaaaaaaaassss, novameeeeeente, é preciso cuidado no ajuste das frases. Veja:


– EMBORA esteja cada vez mais feliz, tem passado por maus bocados.

– APESAR DE estar cada vez mais feliz, tem passado por maus bocados.


De novo, note o detalhe dos verbos. Depois de conjunção concessiva, o verbo vem no modo subjuntivo (esteja). Todavia, depois de locução prepositiva, o verbo vem sempre no infinitivo (estar)!


Tome cuidado com estes detalhes na hora de reescrever frases.

Salve, galera!


Qual é a forma correta?


1) Não vá sem eu, por favor.

2) Não vá sem mim, por favor.


Após preposição, usa-se pronome oblíquo tônico (mim), e não pronome reto (eu). Por isso, a frase 2 é a correta.


No entanto, quando o pronome tiver função de sujeito de um verbo no infinitivo, use o pronome reto (eu), e não o oblíquo tônico (mim). Exemplo: “Não vá sem eu autorizar, por favor”.


Cuidado com outro detalhe: muita gente usa “mim” (pronome oblíquo tônico) no lugar de “me” (pronome oblíquo átono) como complemento de verbo no infinitivo. Exemplo: “Não vá sem mim avisar, por favor”. Tal construção é equivocada, devendo ser corrigida assim: “Não vá sem me avisar, por favor” ou “Não vá sem avisar-me, por favor”.


Simples assim!

Salve, galera!


Todo o mundo sabe que, no emprego dos pronomes demonstrativos, o certo é usar “esse(a/s), isso” para retomar algo dentro do texto (“valor anafórico”). Exemplo: “Se você esqueceu de passar protetor solar, isso pode lhe causar alguns problemas”, e este(a/s), isto são usados para anunciar algo dentro do texto (valor catafórico). Exemplo: 'Este é o assunto da reunião: reajuste salarial'.


Diz-se também que é errado usar “este(a/s), isto” nesse caso de retomada. No entanto, para alguns gramáticos, como Evanildo Bechara, Celso Cunha, Rocha Lima, não há erro neste uso. Por isso, para eles, também estaria certa a seguinte construção: “Ser honesto, este é o segredo do negócio”.


Aí você me pergunta: “Pestana, qual é o certo: usar ‘esse(a/s), isso’ ou ‘este(a/s), isto’ para retomar?”. Simples: para a maioria dos gramáticos, só a primeira opção; para a minoria, tanto faz como tanto fez. “Mas, Pest, essa parada cai em prova de concurso?” Sim, cai… das duas maneiras, ou seja, as duas visões já foram trabalhadas em concursos – a banca FGV, por exemplo, já trabalhou a visão da minoria algumas vezes (em 2015 e 2016, pelo menos).


Para saber mais, consulte o capítulo 11 da minha gramática.


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