Português com Pestana (2)
Salve, galera!
Infelizmente, ainda há muitos ensinamentos gramaticais equivocados sendo transmitidos aos alunos em sala de aula. Resolvi, por isso, fazer uma breve lista de 30 MITOS gramaticais ensinados por aí…
1. Nome próprio não está sujeito às regras ortográficas. MITO!
2. Só se usa a forma POR QUÊ em fim de frase. MITO!
3. Só se usa ONDE retomando lugar real. MITO!
4. Adjetivo sempre qualifica um substantivo. MITO!
5. Está errado “mais bom, mais mau, mais grande, mais pequeno”. MITO!
6. O pronome LHE só substitui pessoas. MITO!
7. Os pronomes O, A, OS, AS só exercem função de objeto direto. MITO!
8. Depois de vírgula, a ênclise é obrigatória. MITO!
9. Pronome reto e demonstrativo são palavras atrativas. MITO!
10. “Para mim fazer” está sempre errado. MITO!
11. Não se usa ESTE(A/S), ISTO com valor anafórico. MITO!
12. Não se usa preposição com mais de uma sílaba antes do pronome relativo “quem”. MITO!
13. A voz é ativa sempre quando o sujeito praticar a ação. MITO!
14. Advérbio terminado em -mente indica modo. MITO!
15. “Não obstante” é sempre conjunção concessiva. MITO!
16. Só há dois casos de sujeito indeterminado. MITO!
17. O predicativo do sujeito ou do objeto tem sempre um adjetivo como núcleo. MITO!
18. O verbo “ser” é sempre um verbo de ligação. MITO!
19. Um verbo não pode ter dois objetos indiretos. MITO!
20. As orações subordinadas substantivas objetivas indiretas ou completivas nominais são sempre iniciadas por preposição. MITO!
21. Qualquer oração subordinada substantiva é sempre iniciada por conjunção integrante. MITO!
22. Oração subordinada adjetiva explicativa exerce função sintática de aposto. MITO!
23. A função sintática do pronome relativo será a mesma função sintática do termo retomado por ele. MITO!
24. Nunca se usa vírgula depois da conjunção “e” ou “mas”. MITO!
25. Não se usa vírgula imediatamente depois de parêntese ou travessão. MITO!
26. O verbo “atender” é só transitivo direto quando seu complemento é “pessoa”. MITO!
27. O verbo “visar” (com o sentido de almejar, objetivar) é sempre transitivo indireto. MITO!
28. Nunca há crase antes de pronome indefinido. MITO!
29. Nunca há crase antes de preposição ou pronome relativo. MITO!
30. Só há crase antes de “casa” se estiver especificada por um adjetivo ou locução adjetiva. MITO!
E aí… quais mitos desses você já ouviu? E além desses?
Pois é… cuidado!
Galera, por favor, atenção!!!
Existem certos ensinamentos reducionistas que só estragam a sua vida como estudante e, principalmente, como concurseiro.
Se você quer ter chances reais de passar em concurso, pesquise, duvide, vá fundo, não acredite em certas explicações gramaticais superficiais.
Por exemplo: “Ué, mas predicativo do sujeito só existe com verbo de ligação, né?”.
Resposta: NÃO!
Veja as frases abaixo:
– A embarcação chegou ATRASADA.
– A mulher agrediu o bandido ASSUSTADA.
– Os bandidos atiravam nas pessoas ENFURECIDOS.
– As meninas ofereciam o donativo aos velhinhos SATISFEITÍSSIMAS.
Outro exemplo: “Ué, mas predicativo do sujeito é sempre um adjetivo, né?”.
Resposta: NÃO!
Veja as frases abaixo:
– O médico era o CARA.
– Os fugitivos eram só DOIS.
– Ela não é NINGUÉM.
Hoje em dia, as provas de concursos estão cada vez mais perigosas, portanto levante a cabeça, estude firme e bola para frente!!! Se vários concurseiros passam todo ano, você também vai passar.
Foco no foco e sangue nos olhos SEMPRE!
P.S.: Caso queira saber mais sobre predicativos, estude o capítulo 19 dA Gramática.
Salve, galera!
Para se preparar bem, é preciso conhecer bem o inimigo. Enfim, leia o que segue…
(IBFC – Câmara/RJ – 2016) Considerando a estrutura do período “QUERO engordar no lugar certo”, pode-se afirmar sobre o verbo em destaque que:
a) não apresenta complemento
b) está flexionado no futuro do presente
c) seu sujeito é inexistente
d) constitui uma oração
e) expressa a ideia de possibilidade
Gabarito: D.
Os gramáticos renomados ensinam que, quando seguido de verbo no infinitivo, o verbo “querer” pode ser considerado verbo auxiliar (caso em que forma locução verbal com o verbo no infinitivo) ou verbo transitivo direto (caso em que exige um complemento, o qual será a oração iniciada pelo infinitivo).
No entanto, para a IBFC, a construção “querer + infinitivo” constitui uma falsa locução verbal, quando na verdade são duas orações: “querer” (VTD) + “infinitivo” (OD). Safo?
A análise sintática, portanto, é a seguinte: “Quero (oração principal) engordar no lugar certo (oração subordinada substantiva objetiva direta reduzida de infinitivo)”.
Fique de olho! 😉
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P.S.: Isso já caiu duas vezes, em 2015 e 2016, em prova de nível médio e de nível superior.
Salve, galera!
Leia as duas frases seguintes:
1. Suíça decide SE todos os seus cidadãos receberão R$ 9 mil por mês sem fazer nada.
2. Suíça decide QUE todos os seus cidadãos receberão R$ 9 mil por mês sem fazer nada.
Os professores de Português, inclusive eu, costumam ensinar que as conjunções subordinativas integrantes QUE e SE não são conjunções subordinativas adverbiais, ou seja, apenas ligam as orações e não apresentam valores semânticos específicos “embutidos” e/ou não introduzem orações com circunstâncias, assim como as demais conjunções subordinativas: “porque” (causal), “caso” (condicional), “embora” (concessiva), “conforme” (conformativa), “quando” (temporal), etc.
No entanto, é inegável que há diferença semântica nas orações introduzidas pelas conjunções subordinativas integrantes QUE e SE, o que nos leva a refletir sobre suas implicações semânticas nas duas frases lá de cima, as quais reitero aqui:
1. Suíça decide SE todos os seus cidadãos receberão R$ 9 mil por mês sem fazer nada.
2. Suíça decide QUE todos os seus cidadãos receberão R$ 9 mil por mês sem fazer nada.
A diferença de sentido é evidente: em 1, fica claro que o país ainda não tomou a decisão sobre todos os seus cidadãos receberem R$ 9 mil por mês sem fazer nada; em 2, fica claro que o país já tomou a decisão sobre todos os seus cidadãos receberem R$ 9 mil por mês sem fazer nada.
Isso só fica claro pois o QUE introduz uma certeza, e o SE introduz uma incerteza. Por isso, de certo modo, as conjunções integrantes QUE e SE têm um matiz semântico, sim!
Se isso um dia cair na sua prova, fique ligado(a)!
Salve, galera!
Sim, graças a Deus, 90% das questões de concordância verbal (de qualquer banca, de qualquer nível, de qualquer concurso, de qualquer ano, de qualquer planeta em que se fale português) são sempre em cima dos mesmos 7 casos abaixo:
1) Sujeito posposto/distanciado
– Vivia no meio da grande floresta tropical brasileira seres estranhos. (errado)
– Viviam no meio da grande floresta tropical brasileira seres estranhos. (certo)
2) Verbos impessoais (haver e fazer)
– Houveram algumas pessoas importantes na minha vida. (errado)
– Houve algumas pessoas importantes na minha vida. (certo)
– Fazem dois meses que não pratico esporte. (errado)
– Faz dois meses que não pratico esporte. (certo)
– Podem haver até cinco pessoas na sala. (errado)
– Pode haver até cinco pessoas na sala. (certo)
– Devem fazer dez dias que não saio de casa. (errado)
– Deve fazer dez dias que não saio de casa. (certo)
3) Verbo na voz passiva sintética
– Criou-se muitas expectativas para a luta. (errado)
– Criaram-se muitas expectativas para a luta. (certo)
4) Verbo concordando com antecedente do pronome relativo
– Contratei duas senhoras para a empresa, o que geraram discussões entre os mais novos. (errado)
– Contratei duas senhoras para a empresa, o que gerou discussões entre os mais novos. (certo)
5) Sujeito coletivo/partitivo com especificador plural
– A multidão de torcedores vibrou/vibraram.
– Grande parte dos grupos protestou/protestaram.
6) Sujeito oracional
– Convêm a eles não alterar a voz. (errado)
– Convém a eles não alterar a voz. (certo)
7) Núcleo do sujeito no singular seguido de adjunto ou complemento no plural
– Conversa breve nos corredores podem gerar atrito. (errado)
– Conversa breve nos corredores pode gerar atrito. (certo)
Ser especialista nesses casos significa ter 90% de chance de acertar uma questão de concordância verbal. Está bom para você?
Para saber mais detalhes ainda de concordância, estude firme o capítulo 28 da minha gramática. Vá fundo!
Você realmente sabe a diferença entre COMPLEMENTO NOMINAL e ADJUNTO ADNOMINAL???
Se ainda sente dificuldades em saber “quem é quem”, vamos acabar com isso agora, DE UMA VEZ POR TODAS!
A dificuldade de classificação se dá quando o termo vem preposicionado pela preposição DE (exemplo: construção da empresa: o termo destacado é CN ou ADN?).
Agora vou lhe apresentar as características distintivas e necessárias desses termos, para que você possa desvendá-los na hora H:
1) COMPLEMENTO NOMINAL (CN):
· liga-se sempre a substantivo abstrato (normalmente deverbal, ou seja, derivado de verbo por derivação sufixal ou regressiva);
· liga-se a adjetivo (às vezes o adjetivo terminado pelos sufixos “-nte, -or(a), -eira, -ista” sofre derivação imprópria, transformando-se em substantivo concreto; nesse caso, ele costuma ainda conservar sua regência nominal);
· é um termo preposicionado que tem valor semântico paciente/passivo (dica: reescrever na voz passiva, se possível, para comprovar esse valor semântico).
Veja os exemplos a seguir:
– Sofremos com a contaminação da água: o termo preposicionado está ligado a substantivo deverbal (vem de contaminar) e tem valor paciente (a água não contaminou e sim foi contaminada).
– Foi feito o estorno do dinheiro: o termo preposicionado está ligado a substantivo deverbal (vem de estornar) e tem valor paciente (o dinheiro não estornou e sim foi estornado).
– Ele era um conhecedor da lei: o termo preposicionado está ligado a adjetivo substantivado e tem valor paciente (a lei não conhecia e sim era conhecida).
2) ADJUNTO ADNOMINAL (ADN):
· normalmente se liga a substantivo concreto, mas pode se ligar a substantivo abstrato;
· tem uma relação de posse/pertencimento ou especificação com o substantivo a que se liga;
· é sempre uma locução adjetiva, que pode ter um adjetivo correspondente;
· normalmente apresenta valor agente (dica: reescrever em voz ativa, se possível, para comprovar esse valor semântico).
Veja os exemplos a seguir:
– Era linda a casa de praia: o termo preposicionado está ligado a substantivo concreto e pode ser substituído por “praiana”.
– Nada se compara ao amor da mãe: o termo preposicionado está ligado a substantivo abstrato, tem uma relação de posse/pertencimento e pode ser substituído por “materno”.
– Foi belo o discurso do professor: o termo preposicionado está ligado a substantivo abstrato, tem uma relação de posse/pertencimento e tem valor agente (o professor discursou).
Dica valiosa: se o termo preposicionado estiver ligado a substantivo concreto, tiver valor de posse ou não tiver valor paciente, não respire: ADN desde quando se escrevia farmácia com PH!
Sabe o que você vai fazer agora? Entrar no meu grupo de estudos do Facebook, clicar na pasta “arquivos” e baixar o arquivo em PDF denominado CNxADN. Lá você vai ver várias questões comentadas. Faça muitas questões sobre o assunto em outros sites de questões de concursos. Treine!
Salve, galera!
Existem certos assuntos na gramática que dependem de outros para você entender plenamente e conseguir fazer questões com mais proficiência. Por isso, pensei em fazer um roteiro baseado na minha gramática, a fim de você otimizar seus estudos!
Este roteiro é para aqueles que querem começar do zero; se não for o seu caso, apegue-se apenas aos assuntos que são seu “calo”.
Segue o que você deve fazer (os números ao lado dos assuntos referem-se aos capítulos da minha gramática):
1. Acentuação (2) depende de alguns tópicos de Fonologia (1).
2. Processo de formação de palavras (6) depende de Estrutura das palavras (6).
3. Análise sintática (17-24) depende da identificação das Classes gramaticais (leia só as páginas iniciais dos capítulos 7-16).
4. Orações (22 e 23) depende de Análise sintática (19-21), Conjunção (15) e Pronome relativo (11).
5. Pontuação (27) depende de Análise sintática (19-24).
6. Concordância (28) depende basicamente de reconhecer um Verbo (12) e um Sujeito (19).
7. Regência (29) depende de Transitividade verbal (19) e de Complemento nominal (20).
8. Crase (30) depende de Artigo (9) e de Regência (29).
9. Coesão (35) depende basicamente de Pronome (11) e de Conjunção (15).
10. Reescritura e Correção (36 e 37) depende de quase todos os capítulos, por isso sugiro que leia esses capítulos (36 e 37) como se não houvesse amanhã.
Agora é sentar a bunda na cadeira e estudar firme!
Estudar com uma estratégia bem traçada é o caminho da vitória.
Salve, galera!
Veja as classificações possíveis do vocábulo MESMO, segundo renomados gramáticos:
1. Pronome demonstrativo (reforçativo)
Elas mesmas costuram seus vestidos. / Vou ao mesmo restaurante direto.
2. Pronome demonstrativo (neutro)
Ele foi demitido, e o mesmo aconteceu com ela. (O “mesmo” é sinônimo de “a mesma coisa”.)
3. Preposição acidental concessiva
Mesmo chovendo, saí de casa.
4. Advérbio de inclusão
Ele malha, mesmo de madrugada.
5. Advérbio de afirmação
Ela falou a verdade mesmo!
6. Substantivo
O mesmo é um vocábulo com várias classificações.
Bem-vindo à língua portuguesa! 🙂
Salve, galera!
Qual palavra obedece às regras ortográficas vigentes?
A. Coréia
B. Méier
C. Tranqüilo
D. Crêem
E. Mini-saia
Gabarito!!!!!!!
Veja os comentários:
A. Paroxítona com ditongo aberto EI ou OI não é mais acentuada: Coreia.
B. Paroxítona terminada em R é sempre acentuada, mesmo com ditongo aberto. Só há quatro: destróier, gêiser, contêiner e Méier. Portanto, este é o gabarito.
C. Não há mais trema em palavras do português, exceto nas palavras estrangeiras e em suas derivadas: tranquilo.
D. O acento circunflexo não é mais usado em hiato formado por EEM, nos verbos crer, dar, ler, ver e seus derivados: creem.
E. Prefixo terminado em vogal seguido de R ou S tem essas letras duplicadas: minissaia.
Devore o capítulo 2 da minha gramática! 😉
Salve, galera!
Notícias mentirosas e apocalípticas sempre foram inerentes à sociedade humana, em todos os setores. No mundo dos concursos, isso não é diferente… Acompanhe!
– Pestana, fiquei sabendo que ultimamente as provas de português das bancas mais famosas mudaram radicalmente de perfil quanto ao conteúdo, estão bem diferentes na abordagem, né?! Pode falar mais sobre isso?!
Bem… existem algumas bancas “famosas”, como Cespe, Esaf, FCC, Cesgranrio, FGV… Vou falar sobre elas, que são as que eu mais conheço (dica de ouro: conheça bem o perfil da banca e estude os pontos mais importantes).
1) Cespe: há cerca de 14 anos, a abordagem conteudística da banca praticamente não muda – seja em nível médio, seja em nível superior -, o que pode mudar é o nível de dificuldade, mas não há consenso quanto às provas de nível médio serem mais fáceis que as de nível superior; raras provas são um ponto fora da curva (seja por cobrar mais gramática, seja por cobrar mais interpretação); algumas provas de área fiscal e Diplomata são um caso à parte; é muito polêmica, pois todo ano não só cria questões mal formuladas e passíveis de anulação, como também apresenta gabaritos equivocados e não anula questões que deveriam ser anuladas ou anula questões que não deveria anular; em condições normais de temperatura e pressão, 50% da prova é gramática e 50% é interpretação/redação oficial.
2) Esaf: há cerca de 20 anos, a abordagem conteudística da banca praticamente não muda; é muito polêmica, pois amiúde não só cria questões mal formuladas e passíveis de anulação, como também apresenta gabaritos equivocados e não anula questões que deveriam ser anuladas; em condições normais de temperatura e pressão, 70% da prova é gramática e 30% é interpretação.
3) FCC: há cerca de 17 anos, a abordagem conteudística da banca praticamente não muda – seja em nível médio, seja em nível superior -, o que pode mudar é o nível de dificuldade, mas não há consenso quanto às provas de nível médio serem mais fáceis que as de nível superior; raras provas são um ponto fora da curva (seja por cobrar mais gramática, seja por cobrar mais interpretação); algumas provas de área fiscal e de tribunais são um caso à parte, pois, há pouco mais de 5 anos, elas vêm trabalhando questões em nível alto de dificuldade por apresentarem muitas questões-híbridas e de reescritura e correção, o que toma mais tempo do candidato (para mim, são as mais difíceis); é pouco polêmica, pois raramente cria questões mal formuladas; em condições normais de temperatura e pressão, 70% da prova é gramática e 30% é interpretação.
4) Cesgranrio: há cerca de 12 anos, a abordagem conteudística da banca praticamente não muda – seja em nível médio, seja em nível superior -, o que pode mudar é o nível de dificuldade, mas não há consenso quanto às provas de nível médio serem mais fáceis que as de nível superior; raras provas são um ponto fora da curva (seja por cobrar mais gramática, seja por cobrar mais interpretação); é pouco polêmica, pois raramente cria questões mal formuladas; em condições normais de temperatura e pressão, 70% da prova é gramática e 30% é interpretação.
5) FGV: há cerca de 7 anos, a abordagem conteudística da banca mudou, virando mais interpretativa que gramatical; é muito polêmica, pois não só vem criando questões mal formuladas e passíveis de anulação, como também vem apresentando gabaritos equivocados, não anulando questões que deveriam ser anuladas; em condições normais de temperatura e pressão, 70% da prova é interpretação/semântica e 30% é gramática.
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Resumo da ópera: “Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece, mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha, sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas.” (Sun Tzu)
Salve, galera!
Existem três tipos de expressão expletiva (ou expressão de realce) em Português: é que, é onde, é quando. Exemplos:
– O Brasil é que perdeu da Alemanha.
– No Brasil é onde há samba e caipirinha.
– Em setembro é quando comemoramos o aniversário dele.
“Pestana, mas o que é uma expressão expletiva?”
Simples: é uma locução que serve para realçar um segmento da frase; ela pode ser suprimida sem prejuízo sintático ou semântico. Veja:
– O Brasil perdeu da Alemanha.
– No Brasil há samba e caipirinha.
– Em setembro comemoramos o aniversário dele.
Percebeu? Pois bem…
A locução expletiva formada por “ser + que” é curiosa; se vem em forma de “é que”, realça o termo anterior; se vem com elementos separados, realça o termo ou a expressão que vier no meio. Exemplos:
– Os alunos do grupo É QUE se classificaram.
– FORAM os alunos do grupo QUE se classificaram.
Note agora que, apesar de a ênfase se perder, tal expressão pode ser retirada sem prejuízo sintático ou semântico da frase:
– Os alunos do grupo se classificaram.
Para saber mais a respeito dessa expressão expletiva e suas implicações na concordância (sim, há detalhes sobre isso), sugiro que leia o capítulo 28 (em concordância do verbo SER) e o 31 (veja na parte da palavra QUE) da minha gramática.
Vá fundo!
Salve, galera!
Veja as frases abaixo:
– Os membros do grupo decidiram voltar a estudar para não perder o hábito.
– Os membros do grupo decidiram voltar a estudar para não perderem o hábito.
Qual está certa?
Ambas as frases estão corretas. O verbo no infinitivo (perder) pode ficar no singular ou no plural, quando o sujeito oculto desse verbo tem como referente um termo no plural (membros) presente na oração anterior. É assim que cai em concurso. Simples assim!
Salve, galera!
Se caísse esta questão na sua prova, o que você marcaria?
> Pode-se substituir “realizara” por “houvera realizado” em “Ele realizara a tarefa antes de chegarem”. C/E
Gabarito!!!
Errado. A forma verbal “realizara” está no pretérito mais-que-perfeito do indicativo. Sua forma composta é formada por “ter/haver (no pretérito imperfeito do indicativo) + particípio”. Logo “houvera realizado” é construção inexistente na língua portuguesa. A substituição correta é esta: “Ele havia/tinha realizado a tarefa antes de chegarem”. Essa questão exige de você o conhecimento de correspondência entre tempos simples e tempos compostos. O mais-que-perfeito composto é o único tempo verbal composto equivalente ao tempo simples, os demais são diferentes do tempo simples. Fique ligado!
Para saber tudo sobre o assunto, estude isso no capítulo 12 da minha gramática.
Bons estudos! 😉
Salve, galera!
Segundo a tradição gramatical, a expressão comparativa “tal qual” é variável. O “tal” (pronome demonstrativo) deve concordar com o primeiro elemento da comparação, e o “qual” (pronome relativo) deve concordar com o segundo elemento da comparação, ok? Exemplos:
– O homem pode viver TAL QUAL um bicho.
– O homem pode viver TAL QUAIS alguns bichos.
– Os homens podem viver TAIS QUAL um bicho.
– Os homens podem viver TAIS QUAIS alguns bichos.
Gramáticos sérios interpretam TAL QUAL como locução conjuntiva subordinativa comparativa; como conjunção é uma classe gramatical invariável, eles dizem que a expressão pode ficar invariável (equivalente a COMO), mesmo que os termos substantivos estejam no plural: “Os homens podem viver TAL QUAL alguns bichos”. Em provas de concursos, analise com calma todas as alternativas antes de “bater o martelo”.
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