Jornal Correio da Paraíba - Religião - 13 de outubro de 2020

 Religião - Paraíba: Terça-feira, 13 de outubro de 2020 / N1

Freiras italianas oferecem convento para refugiados

Os refugiados ficarão no convento até conseguirem emprego

Em sua nova encíclica (“Fratelli tutti”), o Papa Francisco fala sobre a necessidade de dar abrigo aos refugiados.

E um grupo de freiras sicilianas seguiu à risca o texto do Papa. As Irmãs Servas da Divina Providência de Catânia tinham um convento em Roma. Elas sempre quiseram que o Papa utilizasse o local para tal fim.

Então, a Esmolaria Apostólica, chefiada pelo cardeal Konrad Krajewski, anunciou a transformação do prédio em um abrigo para refugiados. O local, conhecido como “Villa Serena”, está localizado a cinco quilômetros a sudoeste do Vaticano.

O cardeal Krajewski é encarregado de ajudar os pobres em nome do pontífice. Ele disse que, a princípio, o prédio abrigará especialmente mulheres solteiras, menores e famílias vulneráveis.

O centro terá capacidade para acomodar até 60 pessoas. Entretanto, os refugiados poderão ficar no local apenas nos primeiros meses após sua chegada. Eles serão acompanhados durante a busca pelo emprego e, consequentemente, por novas acomodações.

Ajuda não só para refugiados
Esta, no entanto, não é a primeira vez que o papado de Francisco se envolve no reaproveitamento de prédios religiosos para ajudar os desafortunados. No ano passado, o Papa inaugurou um “palácio para os pobres”. O local tem quatro andares e fica bem ao lado da colunata da Praça de São Pedro.

Adquirido pelo Vaticano na década de 1930, o prédio ficou vazio desde que uma congregação de religiosas foi embora. Francisco, então, instruiu o cardeal Krajewski a transformá-lo em um refúgio onde os sem-teto e os pobres de Roma podem dormir, comer e aprender.

N2

Esta mãe vai presenciar em vida a beatificação do próprio filho adolescente!

Neste sábado, Antonia Salzano assistirá à cerimônia em que o Papa Francisco beatificará seu filho Carlo Acutis, cujo corpo está incorrupto há 14 anos

O filho que levou a mãe à fé. Este pode ser um bom resumo de um dos maiores feitos de Carlo Acutis, o adolescente italiano que partiu desta vida em 2006, aos 15 anos, vítima de leucemia fulminante – e que neste sábado, 10 de outubro de 2020, será proclamado Beato.

Em 2018, de fato, o Papa Francisco o declarou Venerável: foi um dos passos mais importantes na sua trajetória rumo aos altares. Depois da Beatificação deste sábado, faltará apenas a Canonização para que o jovem apóstolo da internet e da Eucaristia seja venerado oficialmente como São Carlo Acutis.

O testemunho de vida do jovem italiano nascido em território britânico está trazendo muitas pessoas para mais perto da fé – a começar pela própria mãe, Antonia Salzano, que vê o filho como um “pequeno salvador”: foi ele, afinal, quem lhe ensinou o amor pela Eucaristia.

O filho que levou a mãe à fé
Antonia, de fato, tem viajado por vários lugares para testemunhar a história do pequeno gênio da computação que frequentava a Santa Missa todos os dias e levava uma vida ao mesmo tempo normal e extraordinária. Carlo, afinal, se dedicava ao estudo e à família, mas também ao voluntariado em benefício de crianças e idosos e, com especial paixão, à vivência real e autêntica da fé católica. Ele era profundamente apaixonado pela Eucaristia. Em especial, os milagres eucarísticos o fascinavam.

A mãe comenta:

“Desde criança, o Carlo era uma alma muito dedicada. Ele amava ir à igreja, rezar, se aprofundar na fé. Mas eu estava afastada. Cresci numa família laica; aliás, acho que milhões de outras pessoas também. No entanto, ter esse filho que me fazia perguntas insistentes sobre a fé me obrigou a refletir. E foi um motivo para me aproximar da Igreja e dos sacramentos”.

De fato, a vida de Carlo neste mundo foi excepcional até os últimos momentos. Ele declarou, por exemplo, que oferecia as suas dores físicas a Deus pelo Papa e pela Igreja.

Antonia testemunha:

“Para mim, o Carlo foi um pequeno salvador que me levou a seguir um caminho especial. E é um caminho em que eu prossigo. Tento espalhar o legado dele, especialmente a exposição sobre os milagres eucarísticos, que vem percorrendo os cinco continentes e ajudando tantas pessoas”.

A paixão pelos milagres eucarísticos
A mãe de Carlo Acutis se refere a uma “mostra virtual” que o filho criou para divulgar os milagres ocorridos ao longo da história em torno à Santíssima Eucaristia. Trata-se do website Miracoli Eucaristici, que nasceu da inspiração do jovem amigo de Jesus.

“Há testemunhos de pessoas que se aproximaram de Deus e começaram uma vida de fé. E, para mim, este é o maior sinal. O Carlo se importava muito com a Eucaristia”.

Os testemunhos de fé de um adolescente santo
Ao encarar sua doença, Carlo infundiu coragem também na mãe antes de partir prematuramente. Ele dizia:

“Mamãe, não tenha medo! Porque, com a Encarnação de Jesus, a morte virou vida e nós não temos que tentar fugir dela. Na vida eterna, algo extraordinário espera por nós”.

O jovem também declarava:

“Todos nascem originais, mas muitos morrem como fotocópias”.

E Antonia comenta:

“Jesus nos dá os sacramentos para não morrermos como fotocópias. Ele se doa através da Eucaristia, Deus em pessoa; Seu corpo, sangue, alma e divindade”.

“O Infinito é a nossa pátria”
Além disso, citando palavras de Carlo, ela complementa:

“O nosso objetivo deve ser o Infinito, não o finito. O Infinito é a nossa pátria. E o Céu sempre esperou por nós. Jesus é amor, Deus é amor. Quando recebemos a Eucaristia, portanto, recebemos amor. Realmente, o propósito de todo cristão é ser santo. Recebendo a Deus, amando a Deus acima de todas as coisas, amando o próximo como a nós mesmos, recebendo amor através da Eucaristia… E Jesus também nos ensina a nos entregarmos aos outros e a crescermos nesse amor a Deus”.

Desde que recebeu a Primeira Comunhão, de fato, Carlo nunca mais abandonou o recurso diário à Santa Missa. E ele tinha apenas 7 anos de idade quando recebeu o Corpo de Cristo pela primeira vez.

“Ele dizia: ‘A Eucaristia é a minha estrada para o céu’. Ele queria que todos entendessem o imenso presente que Jesus nos dá através dos sacramentos”.

A mãe de Carlo, aliás, é a melhor “embaixadora” da sua exposição voltada aos milagres eucarísticos:

“Jesus prometeu: ‘Estarei convosco até o fim dos tempos’. E Ele prometeu e cumpriu. Ainda hoje, de fato, Ele nos mostra esses sinais extraordinários, que são os milagres eucarísticos que aconteceram em 2006, 2008, 2013. Milagres como o de Lanciano (Itália), onde a hóstia se tornou carne. E depois descobriram que ela é tecido do miocárdio! Isso é extraordinário!”

O filho que levou a mãe à fé é um sinal para muitas outras famílias
E Antonia Salzano finaliza:

“É um grande sinal que, sem dúvida, vai ajudar muitas pessoas que querem se aproximar com sinceridade de nosso Senhor. Pessoas que, vendo esses sinais, eu acredito que possam encontrar o significado da sua fé. O Carlo foi uma semente, ou melhor, ele lançou uma semente com esta exposição sobre os milagres eucarísticos”.

Uma semente de fé para que o mundo creia – começando pelas famílias. Afinal, Carlo é, entre tantas virtudes, o filho que levou a mãe à fé.

N3

Meu filho não quer ir à missa. E agora?

Como convencer meu filho a ir à missa? A partir de que idade é obrigatório ir? Estas e outras perguntas esclarecidas pelos especialistas

Os pais querem o melhor para os seus filhos, e isso inclui educá-los para a liberdade, ajudá-los a ser capazes de viver “a partir de dentro”, com sentido. Não se trata de fazerem o que “der na telha” o tempo inteiro, mas tornar realidade em sua vida o que escolheram livremente.

Quando um filho diz aos seus pais que não quer ir à missa, é preciso levar em consideração vários fatores: sua idade, as razões que o levam a expressar-se assim, se esta é uma situação circunstancial ou um problema importante etc.

Em caso de que se trate de um filho pequeno, o pai e a mãe devem introduzir a criança naquela vida que desejam transmitir-lhe, adaptando-se à sua idade.

No caso de católicos, isso inclui acompanhar o filho na missa e tentar mostrar-lhe a grandeza deste mistério, vivido em conjunto com sua família, da mesma maneira que o “obrigam” a ir à escola ou a visitar os avós, ainda que às vezes a criança possa não ter vontade de fazer nada disso.

O fato de que o filho mostre sua oposição a assistir à missa pode servir para que os pais se questionem se estão vivendo com plenitude sua identidade e sua união com Cristo e se estão transmitindo a fé aos seus filhos de maneira eficaz – o que é uma obrigação derivada do seu matrimônio católico. Talvez suponha uma oportunidade de renovar sua fé.

Por outro lado, quando o filho vai avançando em idade, é necessário que vá assimilando tudo aquilo que lhe transmitiram quando era pequeno, e isso às vezes leva a pequenas ou grandes crises.

Neste caminho, o respeito à liberdade deve ser proporcional à idade e à maturidade do filho, e estar acompanhado de uma preocupação pessoal pelo filho de acordo com a responsabilidade como pais, mas isso pode se dar de diversas formas, nem sempre manifestas.

Por exemplo, pais cujo filho mais velho não quer ir à missa podem intensificar sua oração por ele, seu acompanhamento paciente, oferecer a Deus também o sofrimento que isso lhes causa, e esforçar-se por viver melhor a missa, como pais. Às vezes, isso é mais formativo e eficaz a longo prazo que uma resposta coercitiva.

Sacrifício e amor

A Madre Teresa de Calcutá disse: “Estamos em uma cultura em que o amor geralmente é identificado com os sentimentos mais do que com um ato de vontade, com o prazer mais do que com o sacrifício”.

O que isso quer dizer? Que o amor autêntico é um ato da vontade, e que envolve sacrifícios. Amar, então, é um movimento pessoal que surge do querer e se torna realidade no sacrifício.

Em outras palavras, o amor “obriga” a algo. Mas não é uma obrigação inconsciente, sem conteúdo, cega ou realizada de má vontade. É uma obrigação consciente, consequente, conatural, espontânea e realizada com gosto.

Infelizmente, a palavra “obrigação” não é bem vista, pois, erroneamente, ela parece ter uma conotação negativa. Por quê? Porque esta palavra implicitamente exige esforço, sacrifício.

Uma coisa é certa: o que mais custa costuma ser o que mais vale a pena; o que custa constrói; o que custa dá bons frutos.

Negar a si mesmo e carregar a cruz (Mt 16, 24) nos identifica como cristãos, nos permite seguir Cristo onde ele está. Onde? À direita do Pai.

Se queremos seguir Jesus, optamos por abrir mão do nosso ponto de vista, por carregar a cruz. Mas fazemos isso por amor a Ele, a nós e aos outros.

Sem cruz não há amor. Se cremos, somos obrigados a ser consequentes durante toda a vida; caso contrário, nunca tivemos uma fé de verdade.

Por amor, uma pessoa se obriga a fazer várias coisas que, sem amor, nunca faria; sobram exemplos para entender que as coisas sem amor não têm sentido.

Obrigamos os filhos a se levantarem, a se arrumarem; obrigamos os filhos a ir à escola; obrigamos os filhos a fazer suas tarefas escolares; obrigamos os filhos a realizar afazeres domésticos; obrigamos os filhos a mudar maus hábitos; obrigamos os filhos a tomar remédios.

Por que os obrigamos a fazer tantas coisas? Porque achamos que isso é o melhor para suas vidas, porque queremos que sua passagem por esta vida seja feliz.

Supõe-se que, por trás destas obrigações, encontra-se o exemplo dos pais. Mas por que não “obrigamos” os filhos a conhecer Deus e a se relacionar com Ele? Não queremos sua salvação?

O amor obriga a certas coisas. E uma mãe, melhor do que ninguém, sabe muito bem disso. Por amor a Deus e à nossa salvação, nós nos obrigamos a ir à missa. Nossa fé nos obriga a transmitir essa própria fé.

Todos nós temos a obrigação de dedicar parte do nosso tempo a consagrá-lo a Deus e a dar-lhe culto, esta é uma lei gravada no coração. É lei natural dar culto a Deus, e a missa é o ato fundamental de culto cristão.

Assim, a Igreja concretiza o terceiro mandamento da Lei de Deus e o dever dos cristãos é cumpri-lo, além de ser um imenso privilégio e uma honra.

Agora, lembremos o que Jesus disse aos apóstolos: “Deixem que as criancinhas venham a mim”. Portanto, é preciso incentivar o encontro das crianças com Deus, promovê-lo.

Como? Entre outras coisas, com o exemplo.

Mas, claro, ninguém ama o que não conhece. Se não se conhece Deus, se não se conhece o valor da Missa, se não se conhece a importância dos sacramentos, vai ser difícil dar um exemplo coerente aos filhos.

Já sabemos que devemos amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. Mas, se Deus é amor, como funciona a coisa? É simples: damos a Deus o que Ele nos dá, entregando-nos a Ele com todo o coração, a alma, as forças, a mente (cf. Lc 10, 27).

O que significa amar a Deus sobre todas as coisas? Significa que nossa capacidade de amar é dirigida primeiramente a Deus, tem Deus como prioridade; significa amar a Deus acima de tudo e de todos, amando tudo e todos por amor a Ele.

Jesus também nos pede que amemos o próximo como a nós mesmos (Mt 22, 39). Em outras palavras, para poder amar o próximo, precisamos primeiro amar a nós mesmos.

Jesus não diz para “amar o próximo ao invés de amar você mesmo”, nem “amar o próximo antes de a você mesmo”, e sim “como você ama a si mesmo, amará os outros”.

Ou seja, na medida em que você quer ou busca seu bem espiritual e sua relação com Deus, nessa mesma medida é que buscará o bem espiritual dos outros, começando pela sua família: esposo(a), filhos etc.

Como combinar estes dois amores: o amor a Deus e o amor a nós mesmos? Onde podemos encontrar esses dois amores? Simples: na santa missa, na vida sacramental, na oração.

O que Deus e a Igreja nos pedem?

O terceiro mandamento da Lei de Deus nos pede para santificar as festas. E o primeiro preceito da Igreja nos pede ouvir a missa inteira todos os domingos e festas de preceito.

A Igreja, como mãe, quer o nosso bem presente e eterno, e por isso pede que todos os fiéis participem da missa aos domingos e nas festas de preceito.

“No domingo e nos outros dias festivos de preceito os fiéis têm obrigação de participar na Missa; abstenham-se ainda daqueles trabalhos e negócios, exceto nos casos especiais, como dos serviços públicos, que impeçam o culto a prestar a Deus, a alegria própria do dia do Senhor, ou o devido repouso do espírito e do corpo” (Direito Canônico, c. 1247).

“A participação na celebração comum da Eucaristia dominical é um testemunho de pertença e fidelidade a Cristo e à sua Igreja. Os fiéis atestam desse modo a sua comunhão na fé e na caridade. Juntos, dão testemunho da santidade de Deus e da sua esperança na salvação. E reconfortam-se mutuamente, sob a ação do Espírito Santo” (Catecismo, 2182).

Quem tem o dever de ir à missa?

As leis eclesiásticas (cânon 11) obrigam os fiéis “sempre que tenham uso de razão suficiente e, se o direito não dispuser outra coisa, que tenham cumprido 7 anos”.

Então, a obrigação de cumprir o primeiro mandamento da Igreja é de todos os fiéis a partir dos 7 anos de idade. Isso inclui as festas de preceito, além da missa dominical.
São festas de preceito os dias de Natal do Senhor Jesus Cristo, do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, de Santa Maria Mãe de Deus, e de sua Imaculada Conceição. As demais ficam transferidas para o domingo, de acordo com as normas litúrgicas. A festa de preceito de São José é abolida, permanecendo sua celebração litúrgica.


Obrigações dos pais cristãos

Já se sabe que a família é uma igreja doméstica e, “nesta espécie de igreja doméstica, os pais devem ser para os filhos os primeiros educadores da fé, mediante a palavra e o exemplo” (Lumen Gentium, 11).

A partir disso, os pais precisam ajudar os filhos a superar os obstáculos que podem dificultar humanamente sua vida de fé.

Devem preparar e motivar seus filhos para que, por sua própria iniciativa, relacionem sua vida cotidiana com Deus.

Precisam ajudar os filhos a conhecer Deus e tratá-lo como Pai. Os pais devem rezar pelos filhos e com os filhos. É necessário que criem as disposições adequadas para que os filhos respondam generosamente ao querer de Deus.

N4

Como Nossa Senhora Aparecida nos ajuda a construir uma sociedade mais justa
Assim como Nossa Senhora Aparecida, precisamos nos comprometer com os valores do Reino de Deus

Dia 12 de outubro é dia da Padroeira do Brasil, Nossa Senhora da Conceição Aparecida, frequentemente abreviada como Nossa Senhora Aparecida. Sua imagem de apenas 40 cm, nos lembra a ternura maternal de Maria, sua dedicação a Jesus como mulher de fé, seu serviço prestado a toda a humanidade. Nela temos o mais perfeito exemplo do discípulo de Jesus, que soube cumprir os mandamentos e fazer a vontade do Pai.Ela é a mãe solidária que continua clamando ao Filho: “Eles não tem mais vinho!”.

A imagem de Nossa Senhora Aparecida foi encontrada por pescadores, pessoas pobres e humildes, representantes do povo brasileiro que trabalha, sofre, luta, chora e sorri, mas nunca perde a fé e a esperança.

Providencialmente, no Brasil comemora-se no dia da Mãe Aparecida o dia da criança. Isso nos leva a refletir e a nos questionar, que mundo, que futuro estamos preparando para nossas crianças? Estamos assegurando os seus direitos? É urgente que, como Nossa Senhora, nos comprometamos com os valores do Reino de Deus e possamos construir uma sociedade mais justa e fraterna. 

O mês de outubro também nos recorda que precisamos ser missionários, como falei na semana passada. A grande maioria quando pensa em “missão” imagina que para isso precisamos partir para terras distantes, não necessariamente, podemos não receber esse chamado de Deus para ir além-fronteiras, mas podemos ser missionários onde vivemos, em nossa família, nosso prédio e quarteirão.

Santa Terezinha a santa da pequena via, abre o mês das missões. Uma menina que entrou para vida religiosa com 15 anos, morreu com apenas 24 anos, sem nunca ter saído do convento Carmelita foi declarada Padroeira das missões e nos é dada como intercessora na nossa própria tarefa de sermos missionários, porque o Batismo nos faz missionários, comprometidos com o anuncio da Boa-Nova.

A Igreja é por excelência missionária. A Igreja partiu de Cristo para os doze, dos doze para setenta dois, dos setenta e dois com a missão de anunciar na Judéia, Samaria e até os confins da terra. Então, o nosso compromisso missionário é continuo. Missionários ontem, missionários hoje. 

Rezemos:

Ó incomparável mãe Nossa Senhora da Conceição Aparecida,

Mãe de Deus, Rainha dos Anjos, Advogada dos pecadores,

Refúgio e consolação dos aflitos e atribulados…

Nossa Senhora Aparecida,

cheia de poder e de bondade,

lançai sobre nós um olhar favorável,

para que sejamos socorridos por Vós,

em todas as necessidades em que nos acharmos.

E de modo particular hoje, nesta novena, faço meu pedido

(diga agora sua intenção)

Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil

Livrai-nos de tudo o que possa ofender-Vos

e ao Vosso Santíssimo Filho Jesus.

Nossa Senhora Aparecida, preservai-nos de todos os perigos da alma e do corpo,

Dirigi-nos em todos os assuntos espirituais e temporais,

Livrai-nos da tentação do demônio,

Para que, trilhando o caminho da virtude,

Possamos um dia ver-Vos e amar-Vos

na eterna glória.

Nossa Senhora Aparecida rogai por nós.

Nossa Senhora Aparecida intercedei por nós.

Nossa Senhora Aparecida fazei-nos dignos das promessas do Teu Filho.

Amém.

Por: Padre Reginaldo Manzotti 

5 santas que esperaram um bom tempo para se tornarem mães

Você também está vivendo a longa espera pela maternidade? Busque conforto nas histórias dessas mulheres

Casamento tardio, dificuldade em conceber ou longa espera para a adoção: esses são alguns dos motivos que fazem com que muitos casais demoram um pouco mais para descobrir a graça da maternidade e da paternidade.

Entre os santos, há muitos casos como esses. E se você também esperou muito tempo antes de ter um filho ou se está esperando agora e procurando por santos padroeiros que entendam sua situação, você pode encontrar conforto nas histórias dessas cinco santas que esperaram muito tempo para se tornarem mães.

Clique na galeria de fotos abaixo e confira quem são essas mulheres.

Santa Isabel

Isabel e seu marido, Zacarias, "eram justos aos olhos de Deus, mas não tinham filhos, porque Isabel era estéril e ambos de idade avançada" (Lc 1, 6-7). Quando um anjo disse a Zacarias que sua esposa conceberia, ele não acreditou! Mas seu filho se tornou o grande santo e último dos profetas, João Batista.

Sant'Ana

As escrituras falam pouco sobre os pais de Nossa Senhora, mas a tradição afirma que Sant'Ana e São Joaquim esperaram muitos anos antes de conceberem um bebê. Aquela pequenina, é claro, acabou sendo a mulher mais santa que já existiu.

Ana

Depois de anos de espera, Ana promete consagrar a Deus o filho que receberia: "Senhor dos exércitos, se vos dignardes olhar para a aflição de vossa serva e vos lembrardes de mim; se não vos esquecerdes de vossa escrava e lhe derdes um filho varão, eu o consagrarei ao Senhor durante todos os dias de sua vida e a navalha não passará pela sua cabeça" (I Samuel 1,12). Ana deu à luz o profeta Samuel.

Sara

Abraão e sua esposa Sara esperaram tanto tempo para conceber que, quando ouviram de Deus que teriam um filho, os dois riram. Apropriadamente, eles batizaram aquele bebê de Isaac, que significa "Ele ri".

Santa Gianna Beretta Molla

Santa Gianna se casou aos 33 anos e teve seu primeiro filho aos 34, o que era relativamente tarde para a época. Ela viria a se tornar uma padroeira para as pessoas que esperam um bom tempo para conhecer seu futuro cônjuge e começar uma família.

N5

Como é ser católico e cientista?
Os cientistas têm uma mensagem para os jovens fiéis: não tenham medo de entrar na ciência; vocês não estarão sozinhos!

Pessoas de fé fizeram (e fazem) muitas contribuições para a ciência. No entanto, não é segredo que, hoje, ciência e religião são, muitas vezes, falsamente vistas como adversárias.

“As forças culturais em ação na América turvaram as águas … e criaram esse tipo de falso binário” entre ciência e religião, diz a Dra. Kate Bulinski, Professora Associada de Geociências na Bellarmine University em Louisville, Kentucky.

Bulinski acredita que essa “incompatibilidade percebida” está fazendo com que os jovens se afastem da Igreja.

Afirmando que a Igreja precisa de “mensagens fortes e consistentes sobre a compatibilidade da fé e da ciência”, ela diz que encontrou “muitos estudantes universitários” (muitos deles provenientes do ensino fundamental e médio católico) que estão “totalmente confusos ou pouco informados sobre o que a Igreja ensina sobre a ciência. ”

“A última vez que cientistas tiveram um desentendimento com a Igreja Católica foi há 400 anos, no caso Galileu”, destaca o Dr. Stephen M. Barr, Professor Emérito de Física da Universidade de Delaware e autor de livros sobre ciência e religião.

Barr também é presidente da Sociedade de Cientistas Católicos. Formado por seis indivíduos no verão de 2016, a instituição tem atualmente 1.250 membros, que variam de estudantes universitários a especialistas de renome internacional.

O site da sociedade possui uma seção que inclui 84 ​​curtas biografias de cientistas católicos. Assim, pode-se comprovar como a Igreja Católica “realmente tem um histórico notavelmente bom no que diz respeito à ciência”, como Barr afirma. De fato, os padres católicos foram pioneiros em vários campos científicos (como o Pe. Georges Lemaître, que escreveu a Teoria do Big Bang e o Pe. Gregor Mendel, que fundou a genética).

Nos 42 anos de Barr como físico, apenas duas vezes ele encontrou um colega dizendo algo hostil a ele sobre ser religioso. “Raramente se ouve falar de religião, mesmo sendo mencionada por colegas, quanto mais atacada”, diz ele. “Entre eles, os cientistas discutem principalmente ciência ou assuntos relacionados ao trabalho e, quando não o fazem, geralmente discutem esportes, restaurantes, filmes, política e assim por diante.”

“Normalmente, não há muitas oportunidades ou cenários em que a fé possa surgir em uma conversa em um ambiente profissional”, diz Bulinski. Ela relatou uma exceção, no entanto, que ocorreu há alguns anos em uma conferência para geólogos. Ela e seus colegas estavam discutindo onde poderiam assistir à missa, já que a conferência durou todo o fim de semana.

Em quase 20 anos de participação em encontros científicos, aquela foi a primeira vez que a Missa surgiu como um tópico de conversa. Esses colegas em particular, porém, haviam feito pós-graduação juntos e sabiam de sua fé compartilhada.

Entre os cientistas católicos, Barr diz que conhece “alguns que temem que seus colegas descubram” sobre sua fé. Ele acrescenta: “Mesmo os cientistas que não são religiosos geralmente têm alguns amigos ou familiares que são religiosos ou colegas que eles respeitam e que sabem ser religiosos”.

“A ideia de que o mundo científico é desprovido de crentes e um lugar onde todos desprezam a religião está errada”, afirma. “Talvez muitos não cientistas imaginem que seja assim porque, até agora, os cientistas que desprezam a religião tendem a ser muito mais francos do que os cientistas religiosos.”

Algum grau de discrição religiosa, entretanto, pode ser aconselhável em certas situações. “Estudantes de ciências e cientistas mais jovens, estando em estágios mais vulneráveis ​​da carreira tendem a ser mais cuidadosos com quem falam sobre sua fé ”, diz Barr. “E devem ser”, acrescenta. “Embora eu ache que a probabilidade de realmente ser discriminado seja muito baixa, não é tão baixa que possa ser ignorada.”

Por este motivo, a sociedade mantém o sigilo dos membros. “É preciso ser membro para ter acesso ao Diretório de Membros”, ressalta. “E os membros podem optar por não ser listados, embora poucos o façam.”

Barr aconselha qualquer jovem aspirante a cientista católico a “não ter medo de entrar na ciência” por causa de suas crenças. “Você não estará sozinho!”

Bulinski ecoa esse sentimento, dizendo que é “perfeitamente possível prosperar como um cientista católico, embora nem sempre possamos ser os melhores divulgadores de nossa fé”.

Você sabe como a Bíblia foi escrita?
Sem a Tradição da Igreja não teríamos a Bíblia. Santo Agostinho dizia: “Eu não acreditaria no Evangelho, se a isso não me levasse a autoridade da Igreja Católica”

Como foram escritos os primeiros livros da Bíblia?

Os textos da Bíblia começaram a ser escritos desde os tempos anteriores a Moisés (1200 a.C.). Escrever era uma arte rara e cara, pois se escrevia em tábuas de madeira, papiro, pergaminho (couro de carneiro). Moisés foi o primeiro codificador das leis e tradições orais e escritas de Israel. Essas tradições foram crescendo aos poucos por outros escritores no decorrer dos séculos, sem que houvesse uma catalogação rigorosa das mesmas. Assim foi se formando a literatura sagrada de Israel. Até o século XVIII d.C., admitia-se que Moisés tinha escrito o Pentateuco (Gen, Ex, Lev, Nm, Dt); mas, nos últimos séculos, os estudos mais apurados mostraram que não deve ter sido Moisés o autor de toda esta obra.

A teoria que a Igreja Católica aceita é a seguinte: O povo de Israel, desde que Deus chamou Abrão de Ur na Caldéia, foi formando a sua tradição histórica e jurídica. Moisés deve ter sido quem fez a primeira codificação das Leis de Israel, por ordem de Deus, no séc. XIII a.C.. Após Moisés, o bloco de tradições foi enriquecido com novas leis devido às mudanças históricas e sociais de Israel. A partir de Salomão (972 – 932), passou a existir na corte dos reis, tanto de Judá quanto da Samaria (reino cismático desde 930 a.C.) um grupo de escritores que zelavam pelas tradições de Israel, eram os escribas e sacerdotes. Do seu trabalho surgiram quatro coleções de narrativas históricas que deram origem ao Pentateuco:

1. Coleção ou código Javista (J), onde predomina o nome Javé. Tem estilo simbolista, dramático e vivo; mostra Deus muito perto do homem. Teve origem no reino de Judá com Salomão (972 – 932).

2. O código Eloista (E), predomina o nome Elohim (=Deus). Foi redigido entre 850 e 750 a.C., no reino cismático da Samaria. Não usa tanto o antropomorfismo (representa Deus à semelhança do homem) do código Javista. Quando houve a queda do reino da Samaria, em 722 para os Assírios, o código E foi levado para o reino de Judá, onde ouve a fusão com o código J, dando origem a um código JE.

3. O código (D) Deuteronômio (= repetição da Lei, em grego). Acredita-se que teve origem nos santuários do reino cismático da Samaria (Siquém, Betel, Dã,…) repetindo a lei que se obedecia antes da separação das tribos. Após a queda da Samaria (722) este código deve ter sido levado para o reino de Judá, e tudo indica que tenha ficado guardado no Templo até o reinado de Josias (640 – 609 a.C.), como se vê em 2Rs 22. O código D sofreu modificações e a sua redação final é do século V a.C., quando, então, na íntegra, foi anexado à Torá. No Deuteronômio se observa cinco “deuteronômios” (repetição da lei). A característica forte do Deuteronômio é o estilo forte que lembra as exortações e pregações dos sacerdotes ao povo.

4. O código Sacerdotal (P) – provavelmente os sacerdotes judeus durante o exílio da Babilônia (587 – 537a.C.) tenham redigido as tradições de Israel para animar o povo no exílio. Este código contém dados cronológicos e tabelas genealógicas, ligando o povo do exílio aos Patriarcas, para mostrar-lhes que fora o próprio Deus quem escolheu Israel para ser uma nação sacerdotal (Ex 19,5s). O código P enfatiza o Templo, a Arca, o Tabernáculo, o ritual, a Aliança. Tudo indica que no século V a.C., um sacerdote, talvez Esdras, tenha fundido os códigos JE e P, colocando como apêndice o código D, formando assim o Pentateuco ou a Torá, como a temos hoje. Se não fosse a Igreja Católica, não existiria a Bíblia como a temos hoje, com os 73 livros canônicos, isto é, inspirados pelo Espírito Santo.

Foi num longo processo de discernimento que a Igreja, desde o tempo dos Apóstolos, foi “berçando” a Bíblia, e descobrindo os livros inspirados. Se você acredita no dogma da infalibilidade de Igreja, então pode acreditar na Bíblia como a Palavra de Deus. Mas se você não acredita, então a Bíblia perde a sua inerrância, isto é, ausência de erro.

Demorou alguns séculos para que a Igreja chegasse à forma final da Bíblia. Em vários Concílios, alguns regionais outros universais, a Igreja estudou o cânon da Bíblia; isto é, o seu índice.

Garante-nos o Catecismo da Igreja e o Concílio Vaticano II que: “Foi a Tradição apostólica que fez a Igreja discernir que escritos deviam ser enumerados na lista dos Livros Sagrados” (DV 8; CIC,120).

Portanto, sem a Tradição da Igreja não teríamos a Bíblia. Santo Agostinho dizia: “Eu não acreditaria no Evangelho, se a isso não me levasse a autoridade da Igreja Católica” (CIC,119).

Prof. Felipe Aquino

(Cléofas)

N6

Esta foi a primeira basílica dedicada a São Miguel Arcanjo
O templo está localizado nos arredores de Roma e tem uma história pouco conhecida

A primeira basílica de São Miguel Arcanjo recebeu o nome de “Micheleion”. O Imperador Constantino a construiu em uma colina fora de Roma, na famosa Via Salaria (a rota do sal), a cerca de 10km do centro, na área atual de Castelo Giubileo.

Esta primeira basílica de São Miguel, embora não tenha a fama do santuário de Gargano, de acordo com o “Martirológio Geronimiano” do século V, foi dedicada pelo Papa no dia 29 de setembro.

Mas por que o imperador mandou construir a basílica nesta colina longe da cidade? Na verdade, não se conhece a sua motivação. Uma das hipóteses é que o templo servia como meta de peregrinação para quem percorria a Via Salaria.

Redescoberta
Com o tempo, guerras, saques e catástrofes naturais, a basílica foi quase completamente perdida, permanecendo soterrada como muitas estruturas arquitetônicas da época romana.

No entanto, em 1996, durante a reestruturação de um edifício de propriedade das Clarissas que ficava bem no local, veio à luz esta joia arquitetônica e de fé muito importante para a Igreja.

E graças às informações das seguintes fontes históricas, conhecemos a antiguidade do culto e da devoção ao arcanjo “guerreiro de Deus”. Além do “Martirológio Geronimiano“, como já mencionamos, também podemos encontrar informações no “Liber Pontificalis“, onde se menciona que o Papa Símaco (498-514) “ampliou a Basílica do Arcanjo Miguel, construiu um lance de escadas e forneceu-lhe água.”

Documentos
No século VII, o documento “De Locis Sanctis Martyrum” faz referência à Via Salaria, e atesta que a “Igreja de São Miguel” se encontra no décimo quilômetro dessa estrada e a insere na lista de igrejas mais visitadas pelos peregrinos.

Outra menção à basílica encontra-se no “Leoniano Sacramentum”, que data de meados do século VI.

Assim, evidencia-se o testemunho da grande devoção e culto ao Arcanjo São Miguel já desde os primeiros tempos do Cristianismo.

Mesmo sem registros de aparição do Arcanjo Miguel ali – como no caso de Gargano ou perto do Vaticano, para citar apenas algumas aparições na Itália – o testemunho histórico e arqueológico, sem dúvida, aumenta nossa fé no “príncipe da milícia celestial”.

Por que São Floriano é padroeiro dos bombeiros?
O soldado romano está associado a muitos milagres e lendas que incluem a extinção de incêndios

Por muitos séculos, os bombeiros de todo o mundo têm invocado a ajuda sobrenatural de São Floriano, patrono dos bombeiros. Na verdade, em alguns países o Dia dos Bombeiros é comemorado anualmente em 4 de maio, dia da festa de São Floriano.

Mas como a história desse santo se associou ao trabalho dos bombeiros?

São Floriano foi um soldado romano no século III que supostamente estava encarregado de um grupo especial de soldados destinados a combater incêndios. Esse fato é difícil de ser confirmado, mas o que parece mais plausível é que ele foi associado a um milagre específico. De acordo com o livro Sacred and Legendary Art, do século 19, o milagre envolvia uma ação rápida para apagar as chamas que ameaçavam uma cidade:

“Ele era natural de Enns, na Baixa Áustria, e fez muitos milagres: entre outros, diz-se que ele extinguiu um incêndio jogando um jarro cheio de água sobre as chamas.”

Além disso, de acordo com o livro Notes and Queries, do início do século 20, Floriano também foi associado a um milagre semelhante:

“Sua ligação com a supressão e prevenção de incêndios não é muito clara, mas é sabe-se que em uma ocasião um [homem] caiu em um fogo e foi salvo invocando o santo. Este incidente é o tema de uma das quinze pinturas com que está decorada a igreja da abadia de São Floriano.”

Existe até uma ladainha especial a São Floriano que invoca sua intercessão contra os fogos.

Quaisquer que tenham sido as origens exatas dessa associação, ao longo da Idade Média e até os dias de hoje, São Floriano tem sido invocado pelos bombeiros em tempos de necessidade e dizem que muitos milagres acontecem por sua intercessão.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Gravação - Via Embratel (teste - dezembro / 2011)

Como desbloquear canais Sky

VH1 Mega Hits > Comedy Central