Jornal Correio da Paraíba - Milenium - 21 de outubro de 2020

 Milenium - Paraíba: Quarta-feira, 21 de outubro de 2020 / F1

Novo órgão: glândulas salivares são descobertas próximas ao cérebro

Pesquisadores holandeses acreditam que achado será útil em tratamentos contra câncer, aumentando qualidade de vida de pacientes submetidos à radiação

Pensando em toda a história da humanidade desde os antigos egípcios, que mumificavam corpos, até os dias de hoje, em que os médicos têm tecnologia de ponta, era de se esperar que já conhecessemos todas as partes do corpo humano, certo? Então imagine a surpresa do oncologista Wouter Vogel e do cirurgião Matthijs Valstar, ambos da Holanda, que, enquanto desenvolviam uma novo método de exames, descobriram duas novas glândulas salivares.


"Pelo que sabíamos, as únicas glândulas salivares ou mucosas da nasofaringe eram microscopicamente pequenas", afirmou Vogel, em comunicado. Ele explicou que até mil dessas pequeninas glândulas podem estar espalhadas pela mucosa. "Então, imagine nossa surpresa quando encontramos [as duas glândulas maiores]."


Após a descoberta inédita, a dupla, que trabalha Instituto do Câncer da Holanda, se uniu a cientistas da Centro Médico Universitário de Utrecht para analisar os órgãos, encontrados na parte posterior da nasofaringe. Os estudos da equipe foram compartilhadas na última sexta-feira (16) no periódico científico Radiotherapy & Oncology.


Os pesquisadorem analisaram 100 pessoas que haviam realizado exames de imagem por terem sido diagnosticadas com câncer de próstata em busca das glândulas recém-descobertas — e as encontraram. "Nós as chamamos de glândulas tubárias, em referência a sua localização anatômica", contou Vogel.



Os cientistas, então, decidiram investigar se a radiação usada em tratamentos contra o câncer poderia causar complicações ao atingir essas "novas" glândulas. Para isso, se uniram a colegas do Centro Médico Universitário de Groningen e analisaram os dados de 723 pacientes submetidos a tratamentos do tipo — e aí veio mais uma supresa.



De acordo com a análise, quanto mais radiação fornecida a essas glândulas recém-descobertas, mais complicações os sujeitos experimentaram após o tratamento. Os pesquisadores esperam que seus estudos ajudem a aprimorar o tratamento de câncer, aumentando a qualidade de vida dos pacientes.


"Nosso próximo passo é descobrir como podemos poupar melhor essas novas glândulas e em quais pacientes", apontou Vogel. "Se pudermos fazer isso, os pacientes poderão sentir menos efeitos colaterais, o que beneficiará sua qualidade de vida geral após o tratamento."

F2

Cientistas podem ter identificado o que torna Sars-Cov-2 tão infeccioso

Estudo publicado na "Science" revela que o novo coronavírus reconhece a proteína neuropilina-1, localizada na superfície de células humanas, o que facilitaria a infecção viral

Cientistas podem ter identificado o que torna Sars-Cov-2 tão infeccioso. Acima: Células humanas infectadas pelo Sars-CoV-2 expressando proteínas virais (verde). A remoção de NRP1 das células ou o tratamento das células com uma droga ou anticorpo direcionado a NRP1 reduz a infecção por Sars-CoV-2 (metade inferior direita) (Foto: The University of Bristol)


Um grupo liderado por pesquisadores da Universidade de Bristol, no Reino Unido, pode ter identificado o que torna o Sars-CoV-2 altamente infeccioso e capaz de se espalhar rapidamente nas células humanas. O estudo, divulgado nesta terça-feira (20) na Science, promete ajudar na criação de tratamentos contra a Covid-19.


Para infectar humanos, o novo coronavírus deve primeiro, graças à sua proteína spike, se fixar à superfície das células que revestem o trato respiratório ou intestinal do hospedeiro. Uma vez conectado, o microrganismo invade a célula e então faz várias cópias de si mesmo — réplicas que, por sua vez, serão liberadas e contaminarão outras células (do próprio hospedeiro ou de outros).


No novo estudo, os cientistas queriam descobrir se o novo coronavírus reconhece uma proteína chamada neuropilina-1 que fica na superfície das células humanas, algo que facilitaria a infecção viral. "Ao observar a sequência da proteína spike do Sars-CoV-2, ficamos impressionados com a presença de uma pequena sequência de aminoácidos que parecia mimetizar uma sequência de proteínas encontrada em proteínas humanas que interagem com a neuropilina-1", afirmou Yohei Yamauchi, coautor do artigo, em declaração.



A descoberta os levou a outra pergunta: a proteína spike pode se associar à neuropilina-1 para infectar as células humanas? Aplicando uma gama de abordagens estruturais e bioquímicas, os estudiosos perceberam que, sim, a espícula do novo coronavírus realmente se liga à neuropilina-1.


"Depois de estabelecermos que a proteína spike se ligava à neuropilina-1, pudemos mostrar que a interação serviu para aumentar a [capacidade de] invasão do Sars-CoV-2 a células humanas cultivadas em culturas", explicou Yamauchi. "Usando anticorpos monoclonais (proteínas criadas em laboratório que se assemelham a anticorpos de ocorrência natural) ou uma droga que bloqueia a interação, fomos capazes de reduzir a capacidade do Sars-CoV-2 de infectar células humanas. Isso serve para destacar o potencial valor terapêutico de nossa descoberta na luta contra a Covid-19."

F3

Cientistas estão desenvolvendo sistema que extrai água do ar

Aparato criado por pesquisadores de instituições na Coreia do Sul e nos Estados Unidos funciona até em regiões onde a umidade do ar é extremamente baixa

Desde 2017, cientistas vêm desenvolvendo um sistema capaz de extrair água potável diretamente do ar, usando o calor do Sol ou outras fontes de energia — e agora mais um passo foi dado rumo a esse feito. O grupo, composto por pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e da Universidade de Utah, ambas nos Estados Unidos, e do Instituto Coreano de Ciência e Tecnologia, na Coreia do Sul, compartilharam as novidades nesta quarta-feira (14) no periódico Joule.


A ideia dos estudiosos é criar um sistema que funcione até em regiões notavelmente secas, tornando-se uma fonte prática de água para áreas remotas com acesso limitado a água e eletricidade. A primeira versão do aparato teve relativo sucesso, mas ainda precisava ser aprimorada para se tornar menos custosa.


Como explicam os pesquisadores, o sistema aproveita a diferença de temperatura dentro do dispositivo para permitir que um material adsorvente (capaz de coletar líquido em sua superfície) retire a umidade do ar à noite e a libere no dia seguinte. Isso funciona porque, quando o material é aquecido pela luz solar, a diferença de temperatura entre a parte superior aquecida e a parte inferior sombreada faz com que a água se libere do adsorvente e seja consensada em um reservatório.


"É ótimo ter um protótipo pequeno, mas como podemos torná-lo em algo mais escalonável?", se perguntou Evelyn Wang, líder do projeto, à época, segundo entrevista concedida ao MIT News. Além de exigir o uso de materiais especializados, chamados estruturas orgânicas de metal (MOFs), que são caros e limitados, o dispositivo não liberava água o suficiente para ser funcional.


Na nova versão, em vez dos MOFs, o design usa um adsorvente chamado zeólita, que nesse caso é composto por um aluminofosfato de ferro microporoso. O material está amplamente disponível, é estável e tem as propriedades adsorventes certas para gerar um sistema de produção de água eficiente baseado apenas nas flutuações de temperatura típicas do dia à noite e no aquecimento por luz solar.


De acordo com os especialistas, o calor do Sol é coletado por uma placa absorvente no topo do sistema e aquece o zeólito, liberando a umidade capturada durante a noite. Esse vapor se condensa em uma placa coletora, processo que também libera calor, e as gotículas de água são canalizadas para um reservatório.


A produtividade geral do sistema é aproximadamente o dobro em comparação com a versão anterior. Em testes, essa versão do aparato produziu mais água que seu antecessor quando foi testado em condições semelhantes.


Embora sistemas semelhantes de dois estágios já tenham sido criados ​​para outras aplicações, Wang afirma que "ninguém realmente buscou esse caminho" para aplicação da tecnologia em captação de água atmosférica. Segundo a pesquisadoras, as abordagens existentes incluem coleta de névoa e de orvalho, mas ambas têm limitações significativas.


A coleta de névoa funciona apenas com 100% de umidade relativa e atualmente é usada apenas em alguns desertos costeiros. Já a coleta de orvalho requer refrigeração com uso intensivo de energia para fornecer condensação e ainda requer umidade de pelo menos 50%, dependendo na temperatura ambiente.


O novo sistema, no entanto, pode funcionar em níveis de umidade tão baixos quanto 20% e não requer nenhuma entrada de energia além da luz solar ou qualquer outra fonte disponível de calor. A atual taxa de produção do sistema é de aproximadamente 0,8 litro de água por metro quadrado por dia, mas a ideia é aperfeiçoar ainda mais a tecnologia.

F4

Dois satélites inativos podem colidir no espaço nesta quinta-feira

Parte de foguete chinês e aparato militar russo passarão a cerca de 12 metros de distância um dos outro às 21h56 horário de Brasília

Em algumas horas, dois satélites podem colidir no espaço logo acima do mar de Weddell, na Península Antártica, situado nas reivindicações argentinas, britânicas e chilenas do continente gelado. O momento crítico em que os aparatos estarão mais próximos um do outro será nesta quinta-feira (15) às 21h56 horário de Brasília.



De acordo com o serviço de rastreamento de detritos espaciais LeoLabs, os objetos passarão a cerca de 12 metros de distância um do outro e têm 10% de chances de colidir. Um dos satélites é parte um foguete lançado pela China em 1999, enquanto o outro é um aparato militar russo posto em órbita dez anos antes, em 1989. Nenhum deles, entretanto, pode ser monitorado pelos especialistas — e isso significa que, se irão colidir ou não, não depende de nós, terráqueos.


Felizmente, não há risco para nós aqui na Terra, mesmo que a colisão potencial ocorra em uma região densamente povoada — a preocupação é que os dois objetos criem pequenos detritos. Isso porque, embora parte deles possa queimar na entrada atmosférica, é mais provável que a grande maioria permaneça na órbita baixa do planeta, criando riscos para outros objetos lá em cima.


"Ainda não estamos em uma posição em que possamos remover ativamente quaisquer detritos como esse. Então, eles ficarão lá por um tempo. E por causa da altitude de cerca de 1.000 quilômetros, esse material não entrará [na atmosfera] novamente em um questão de semanas ou meses. Parte dele provavelmente ficará lá por algum tempo", explicou a arqueóloga espacial Alice Gorman, da Flinders University, na Austrália, ao ScienceAlert.


A taxa de colisões atualmente é muito pequena: nos últimos 10 anos, elas constituíram apenas 0,83 por cento de todos os eventos de fragmentação na órbita baixa da Terra. Ainda assim, a preocupação é que esses eventos mais sérios levem, ao longo do tempo, à chamada Síndrome de Kessler.


O fenômeno, previsto pelo ex-astrofísico da Nasa Donald Kessler em 1978, indica que, com lixo e destroços suficientes no espaço, eventualmente haverá uma cascata descontrolada de colisões. Isto é, uma única colisão criará milhares de detritos que, por sua vez, irão se chocar com outros, até que o espaço próximo à Terra seja basicamente inutilizável.

F5

Documentário explica como a desinformação influencia decisões políticas

"A Verdade da Mentira" mostra como campanhas de fake news são criadas e nos convida a refletir sobre o que nos torna tão suscetíveis a acreditar em mentiras

Quem se beneficia com a desinformação? Qual é o impacto que ela tem no nosso dia a dia? De que maneira ela muda a forma como entendemos a política e o mundo ao nosso redor? Essas são algumas questões a que o documentário A Verdade da Mentira tenta responder por meio de entrevistas com jornalistas, acadêmicos e especialistas no comportamento humano que estão na linha de frente do combate às fake news.


"Sempre haverá pessoas idôneas que tentarão curar esse sistema, seja pelo jornalismo, pela justiça, pela tecnologia ou por entidades da sociedade civil", diz, em entrevista a GALILEU, a jornalista Petria Chaves, apresentadora do documentário dirigido por Maria Carolina Telles.


Didática e analítica, a produção mostra como a desinformação circulou e influenciou decisões políticas durante as eleições de 2018 no Brasil. "Tivemos um cuidado muito grande para não pender [para um dos lados]", afirma Chaves. "A produção não é política no sentido partidário, mas sim no sentido de ser uma ferramenta de consciência e autoconhecimento."


Para a jornalista, também apresentadora da Rádio CBN, entender como campanhas de desinformação operam envolve compreender o que nos faz tão vulneráveis às mentiras — que, como diz Pedro Dória, editor do Canal Meio entrevistado pelo documentário, sempre fizeram parte do jogo político, mas hoje estão presentes em um volume estratosférico por conta das redes sociais.


Por isso, o documentário combina relatos de pessoas que atuaram em esquemas de criação de bots e distribuição de fake news com análises de psicanalistas e especilistas no combate à desinformação. Entre eles estão Angela Pimenta, presidente do Insituto para o Desenvolvimento do Jornalismo (Projor); Cristina Tardáguila, fundadora da Agência Lupa e diretora adjunta da International Fact-Checking Network (IFCN); Tai Nalon, diretora executiva e cofundadora do Aos Fatos; Marco Aurélio Ruediger, diretor da Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getulio Vargas (FGV DAPP) e Thiago Rondon, diretor do Instituto Tecnologia e Equidade (IT&E).


Considerando as redes como o quinto elemento da estrutura política — para além das três esferas de poder e da imprensa —, o documentário mostra como textos, imagens e vídeos falsos, exagerados, contraditórios ou insustentéveis se tornaram tão comuns, chegando a se tornar uma ameaça à democracia.


"Entrar em confronto com esse lado humano que é corrupto e mentiroso é muito dolorido, mas é por meio dessa dor que a gente vai poder curar a nossa democracia e a nossa política", defende Chaves. "É preciso muita coragem, força e mobilização da sociedade civil para combatermos isso."


Como assistir


Com estreia digital programada para o próximo dia 26 de outubro, a produção brasileira estará disponível nas plataformas NET NOW, Looke, Vivo Play e no site oficial do documentário. Também haverá um lançamento exclusivo na PayTV do canal History em 8 de novembro, às 20h45.


Além disso, para aumentar ainda mais o alcance do documentário, a produção poderá ser disponibilizada em outros sites e portais por meio da Eyelet, uma plataforma de licenciamento de streaming global que trabalha com o conceito de codistribuição em seu modelo de negócios.

F6

Maior análise genética de vikings coloca em xeque o que se sabia sobre eles

Pesquisa liderada pela Universidade de Copenhague, na Dinamarca, mostra que nem todos tinham cabelos loiros ou eram escandinavos. Na verdade, a cultura viking também foi adotada por povos do sul europeu e da Ásia

Uma pesquisa liderada por cientistas da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, muda muito do que se sabia (ou imaginava) sobre os vikings até então. O estudo, publicado nesta quarta-feira (16) na Nature, é resultado da maior análise genética já conduzida sobre essa antiga sociedade.


Os estudiosos sequenciaram o genoma de 442 fragmentos ósseos encontrados em diferentes regiões da Escandinávia, Ucrânia, Reino Unido, Polônia, Rússia e Groenlândia. "Os vikings tinham muito mais genes do sul e do leste da Europa do que prevíamos e frequentemente tinham filhos com pessoas de outras partes do mundo", disse Eske Willerslev, um dos pesquisadores, em declaração.

A palavra "viking" vem do termo escandinavo "vikingr", que significa "pirata". A Era Viking geralmente se refere ao período entre 793, quando o primeiro ataque do grupo foi registrado, até a conquista normanda da Inglaterra, em 1066.


Segundo os pesquisadores, esse povo mudou o curso político e genético da Europa e além: Cnut, o Grande (1016–1035) tornou-se rei da Inglaterra; Leif Eriksson é considerado o primeiro europeu a chegar à América do Norte, no ano 1000, quase 500 anos antes de Cristóvão Colombo; e Olaf Tryggvason (963 - 1000) foi responsável por levar o Cristianismo para a Noruega.


Grande parte das expedições vikings envolviam ataques a mosteiros e cidades ao longo dos assentamentos costeiros da Europa. Ainda assim, o objetivo maior dessas pessoas era comercializar bens, como pele, presas e gordura de foca.


"Não sabíamos como eles realmente se pareciam até agora", observou Willerslev. "Encontramos diferenças genéticas entre diferentes populações viking na Escandinávia, o que mostra que os grupos na região eram muito mais isolados do que se acreditava anteriormente. Nossa pesquisa desmascara até mesmo a imagem moderna dos vikings com cabelos loiros, já que muitos tinham cabelos castanhos e foram influenciados pelo influxo genético de fora da Escandinávia."



O estudo mostra que os vikings do que hoje é a Noruega viajaram para a Irlanda, Escócia, Islândia e Groenlândia, enquanto os da atual Dinamarca foram para a Inglaterra, e os da Suécia se direcionaram aos países bálticos. "Os vikings dessas três 'nações' raramente se misturavam geneticamente. Talvez eles fossem inimigos ou talvez haja alguma outra explicação válida. Simplesmente não sabemos", afirmou Ashot Margaryan, coautor da pesquisa, em comunicado.


Estudando uma vala coletiva na Estônia, os cientistas descobriram que o que pensávamos saber sobre quem realmente participava dos ataques vikings estava errado. Como explicam os historiadores, a cultura popular sugere que o chefe do clã recrutava os guerreiros mais fortes para se juntar a ele nos ataques. "Mas pelo menos cinco dos vikings nessa sepultura são intimamente relacionados, sugerindo que eles apenas levavam a família quando partiam para uma invasão", disse Willerslev.


Além disso, eles não eram apenas escandinavos em sua ancestralidade: tinham influências genéticas em seu DNA do sul europeu e da Ásia. Esse fato, de acordo com os estuidosos, sugere um fluxo gênico contínuo pela Europa.


"As diásporas escandinavas estabeleceram comércio e colonização que se estendem do continente americano às estepes asiáticas", pontuou o coautor Søren Sindbæk. "Eles exportaram ideias, tecnologias, linguagem, crenças e práticas e desenvolveram novas estruturas sociopolíticas."


Na Grã-Bretanha, por exemplo, foi possível rastrear um influxo de pessoas da Escandinávia estudando a língua e nomes de lugares específicos. Combinando os dados à nova análise, foi possível mostrar que em alguns desses lugares os habitantes realmente abraçaram a cultura viking.



"Na Escócia há uma sepultura, que, em termos arqueológicos, seria classificada como uma viking. Suas espadas e símbolos refletem essa cultura", pontuou Willerslev. "No entanto, geneticamente falando, o homem no túmulo não tem nada em comum com os vikings. Ele é um exemplo de como a cultura viking foi adotada em certos lugares."


O legado genético da Era Viking ainda está vivo: 6% da população do Reino Unido e 10% da da Suécia tem genes vikings em seu DNA. Para os especialistas, a análise é particularmente interessante porque prova a grandiosidade daquela sociedade e muda bastante o que se sabia sobre ela. "Os resultados mudam a percepção de quem realmente era um viking", afirmou Willerslev. "Os livros de história precisarão ser atualizados."

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Gravação - Via Embratel (teste - dezembro / 2011)

Como desbloquear canais Sky

VH1 Mega Hits > Comedy Central