Jornal Correio da Paraíba - Turismo - 14 de setembro de 2020
Turismo - Paraíba: Segunda-feira, 14 de setembro de 2020 / E9
Fogo destrói escadaria e vegetação de ponto turístico no Pantanal
Dolina Água Milagrosa é um famoso ponto de mergulho no Mato Grosso
As queimadas no Pantanal começaram há dois meses. A polícia está buscando pelo culpado por iniciar os incêndios , que já devastaram uma área de mais de 2 hectares e atingiram pontos turísticos. Um dos locais que sofreu com as chamas foi a fazenda Dolina Água Milagrosa, localizada a 250 km de Cuiabá, capital do Mato Grosso.
O ponto turístico é um famoso ponto de mergulho com águas azul-turquesa e cerca de 100 m de profundidade. O local é dentro de uma propriedade particular e teve a vegetação e a escadaria que dá acesso às águas destruídas pelo fogo. Marcelo Crastillon, o proprietário da fazenda, disse em entrevista ao G1 que não conseguiu conter as chamas.
"Tivemos a ajuda de alguns vizinhos. Acionamos os bombeiros, mas eles não puderam atender ao chamado, porque estariam apagando incêndios em outros locais. Infelizmente, não tivemos êxito ao apagar esse fogo", contou. As visitas na Dolina Água Milagrosa foram canceladas e só serão retomadas quando as escadas forem reconstruídas. A previsão de Marcelo é que isso só ocorra no próximo ano.
O dono da fazenda também disse que as chamas estão se encaminhando para as propriedades vizinhas. Ele contou que estão tentando apagar as chamas, mas não estão tendo sucesso. "Estamos aqui há mais de 50 anos e nunca aconteceu um incêndio com tanta força e devastação", declara.
"Esperamos uma chuva para acabar com esse fogo e para evitar que outras propriedades sejam atingidas. Estamos muito tristes. A Dolina é considerada uma das belezas naturais mais preservadas no estado. Agora é esperar que a chuva deste ano seja abundante para que a flora possa se recuperar", desabafa Marcelo.
E10
No pós-pandemia, Delta e outras acabam com taxas para remarcação de passagens
A Delta, que retoma as frequências para o Rio em dezembro, extingui taxa de remarcação de voos nos EUA
No futuro, as companhias aéreas terão de ser bem mais flexíveis em suas relações com os passageiros, e políticas de cancelamento de voos mais maleáveis, por exemplo, poderá ser um fator competitivo entre uma empresa e outra. Quem afirma é o diretor da Delta Air Lines no Brasil, Fábio Camargo, à frente do processo de retomada dos voos da empresa americana ao país, que inclui, entre outros, a volta da frequência diária entre Rio e Atlanta, a partir de 19 de dezembro.
O veredito de Camargo acompanha os passos recentes na apenas da Delta, mas de suas principais concorrentes no mercado americano. Na última segunda-feira (1/9), a empresa baseada em Atlanta anunciou o fim, em definitivo, da cobrança de taxas de remarcação de passagens para todos os voos domésticos nos Estados Unidos. Um dia antes, a mesma media já havia sido tomada pela United Airlines, e posteriormente seguida por American Airlines e Alaska Airilines.
— Depois da insegurança causada pela pandemia, os passageiros vão dar mais valor à política de flexibilização. Anos atrás, quando acabou a franquia de bagagem nos Estados Unidos, cada companhia abordou o tema com a sua filosofia, e hoje isso é um diferencial. Lá, por exemplo, a gente não cobra bagagem, apesar de poder, de todos os nossos clientes fiéis — exemplifica o executivo.
Ele ressalta que a extinção da taxa de remarcação já estava nas metas da empresa para 2020, e que o plano foi discutido num encontro de acionistas em dezembro. Ou seja, um pouco antes do tsunami de cancelamentos de voos que acabou levando à suspensão temporária dessa cobrança durante a pandemia. Para voos internacionais, a princípio, a isenção do pagamento extra para remarcação vale até o final do ano. Mas, segundo Camargo, essa nova política "é global", e poderá ser estendida aos demais mercados no futuro.
Tecnologia e limpeza
O fim da cobrança da taxa de remarcação — não da diferença do valor da passagem, caso haja — foi apenas um dos projetos acelerados pela pandemia. Outro, que também tem tudo a ver com as necessidades surgidas com a crise sanitária, diz respeito a novas tecnologias para evitar contato e aglomeração.
— Uma delas é o nosso aplicativo, que chama o passageiro na hora em que o embarque do grupo dele vai acontecer. Então a pessoa pode esperar pelo embarque em qualquer outro lugar que não no portão, sem precisar fazer fila e aglomeração — explica Camargo.
A outra inovação, que já vinha em estágio de testes desde o final de 2019 no terminal internacional F, do aeroporto de Atlanta, administrado pela Delta, é o sistema de reconhecimento facial que permite ao passageiro embarcar sem precisar tirar o passaporte do bolso. O desenvolvimento foi conjunto entre a companhia aérea e a Administração de Segurança de Transportes (TSA, na sigla em inglês), dos Estados Unidos.
Um conjunto de câmeras e leitores biométricos registra e identifica o rosto do passageiro, acessando os dados previamente informados de seu passaporte, do visto e da reserva. Assim, o passageiro pode atravessar todo o terminal, inclusive os postos de segurança, sem precisar mostrar o documento. Exceto por um único momento:
— Só na hora em que o passageiro vai efetivamente entrar na aeronave, um funcionário pede para que ele mostre que está com o passaporte, já que, provavelmente, ele irá precisar do documento no destino de desembarque. É um processo que diminui drasticamente o contato físico entre as pessoas, a manipulação do passaporte, e até o tempo de embarque. Calculamos que a biometria torne todo o processo oito minutos mais rápido.
Parte dos procedimentos de limpeza e segurança sanitária também devem ser incorporados ao cotidiano da empresa mesmo após o fim da pandemia.
— Higienizamos 100% de nossos aviões com aparelhos de desinfecção eletrostática, e fazemos um trabalho de limpeza profunda entre um voo e outro. Isso, por exemplo, só acontecia de madrugada. Também fizemos adaptações físicas em nossas cabines, como instalação de dispensadores de álcool em gel, que vão ficar — diz Camargo.
Uma medida que não terá vida longa, entretanto, é o bloqueio de assentos para garantir um maior distanciamento entre os passageiros. Segundo o diretor, atualmente isso acontece em todos os voos da companhia, sejam domésticos, nos EUA, sejam internacionais. A manutenção desse cuidado em médio prazo seria, segundo ele, "economicamente inviável".
Retomada das atividades
A Delta voltou a voar para o Brasil no começo de agosto, com aviões praticamente ocupados por cidadãos americanos ou brasileiros com green card, cidadania ou outro motivo muito específico de viagem —l lembrando que brasileiros, salvo raríssimas exceções, estão proibidos de entrarem nos EUA.
— Os resultados foram melhores do que imaginávamos. A demanda está extremamente baixa, mas temos oportunidade de vender ainda mais — diz.
No momento, a companhia voa quatro vezes por semana entre seu hub em Atlanta e Guarulhos. Em outubro, São Paulo terá a volta de outra importante rota, para Nova York, com direito aos novos aviões modelo 767-400 já equipados com a nova classe premium Delta One. A cabine, aliás, será lançada mundialmente com os voos para São Paulo e para Londres, ambos a partir do JFK.
Por fim, está previsto o retorno dos voos diários entre Atlanta e Rio de Janeiro, em 19 de dezembro.
E11
Quais medidas de limpeza e segurança os cruzeiros vão adotar no pós-pandemia
Companhias marítimas estão buscando métodos que envolvam todas as etapas da viagem para oferecerem cruzeiros seguros
A indústria de cruzeiros marítimos é uma das que mais vem sendo afetada pela pandemia de Covid-19. No Brasil, o Ministério da Saúde proibiu a circulação de novos navios em 13 de março e, desde então, não retomaram as atividades em nenhum momento. Todos os navios estão a postos para retornarem às atividades o mais rápido possível, em modo “warm lay-up”, com uma tripulação de funcionários mínima.
Cruzeiros terão que operar com capacidade reduzida para permitr o isolamento social
Para a quando as viagens forem liberadas, mesmo sem terem uma data concreta ainda, as companhias marítimas já estão se planejando para tomar medidas de higiene e segurança especiais. Segundo protocolos lançado pela Costa Cruzeiros e MSC, algumas medidas já estão sendo estudadas para que os navios possam circular de forma segura.
Serviços on-line para passageiros
O check-in será disponibilizado online para evitar possíveis aglomerações e todos os passageiros terão que preencher um questionário pela internet sobre seu estado de saúde, para que não ofereça riscos para os outros passageiros ou para a tripulação.
Escaneamento térmico e medidas de proteção obrigatória
As duas companhias terão estações no terminal em que a temperatura de cada passageiro será medida com um scanner térmico e pessoas que apresentarem febre ou estado febril não poderão embarcar.
Também será obrigatório a utilização de máscaras, tanto de passageiros quanto de tripulantes no terminal.
Medidas de distanciamento social
Todos os navios operarão com capacidade de ocupação reduzida e com espaços de uso comum redesenhados para poderem cumprir as normas de distanciamento da OMS (Organização Mundial da Saúde), para que todas as interações dentro do navio aconteçam de forma segura.
Higienização
As regras de higiene passarão a ser bem mais rígidas, utilizando produtos com maior eficácia de tecnologia hospitalar nas áreas públicas da parte interna e externa do barco. Todas as cabines passarão por um processo de desinfecção antiviral diariamente.
Proteção a bordo
Dispensadores de sabonetes e desinfetantes serão disponibilizados em todas as áreas do navio e máscaras serão disponibilizadas caso o passageiro necessite. Em excursões e passeios, os ônibus e os barcos serão higienizados após cada uso e também funcionarão com capacidade reduzida para que o distanciamento funcione. O uso obrigatório de máscaras funcionará para tripulantes e passageiros.
Isolamento a bordo
Qualquer hóspede que apresentar febre será isolado em sua cabine, assim como todos que tiveram contato com ele ou faça parte da mesma família e a assistência médica disponibilizada no navio será reforçada com especialistas aptos e atualizados sobre protocolos e normas para combater o novo coronavírus.
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