Jornal Correio da Paraíba - Religião - 14 de setembro de 2020

 Religião - Paraíba: Segunda-feira, 14 de setembro de 2020 / N1

Enchente destrói capela, mas deixa imagem do Santo Sepulcro intacta na Venezuela

“Deus continua tendo misericórdia deste povo”, comentou jornalista após divulgar o fato


Repercutiram na Venezuela nesta semana as fotografias da destruição ocasionada pelo transbordamento do rio El Limón, no povoado de Aragua, norte do país: a força das águas deixou um rastro de lodo que não poupou carros, árvores e nem sequer uma capela, mas, surpreendentemente, manteve intacta uma grande imagem que representa o Santo Sepulcro, bem como várias outras imagens de santos que estavam no templo.
A jornalista Gregoria Díaz compartilhou via Twitter um vídeo em que moradores retiram da igreja a imagem de Jesus. Ela comenta:

“Como um milagre, o rio El Limón mudou seu curso. O Santo Sepulcro que repousa na Capela Santa Cruz ficou intacto e assim foi retirado do meio dos escombros e da lama pelos devotos moradores. Deus continua tendo misericórdia deste povo”.


É um milagre?
A Igreja Católica não considera formalmente que esse tipo de episódio seja um “milagre”, já que existem explicações plausíveis para o ocorrido. No entanto, esse tipo de fato pode ser interpretado, certamente, como um “sinal” de esperança. 

N2

A luta de São Pedro Claver contra a desigualdade racial
Claver tratava todo mundo com a mesma dignidade e preferia a ação às palavras


São Pedro Claver foi um missionário jesuíta da Espanha do século 17. Ele era revoltado com o comércio de escravos e as condições de vida dos explorados.
Ao contrário de muitos de seus compatriotas, Claver via essas pessoas como seres humanos merecedores do mesmo respeito e dignidade que eram dados a qualquer outra pessoa. Ele se preocupava profundamente com os escravos e com a salvação de suas almas, acreditando que cada um precisava ouvir o Evangelho de Jesus Cristo.

No entanto, ele não falava simplesmente sobre igualdade; acreditava que suas ações falariam mais alto do que quaisquer palavras. Claver escreveu sobre esse assunto em uma de suas cartas, explicando o poder de suas ações:

“Era assim que falávamos com eles, não com palavras, mas com nossas mãos e ações. E, de fato, convencidos como estavam de que foram trazidos aqui para serem comidos, qualquer outra língua teria se revelado totalmente inútil. Então nos sentávamos, ou melhor, nos ajoelhávamos ao lado deles e lavávamos seus rostos e corpos com vinho. Fazíamos todos os esforços para encorajá-los com gestos amigáveis ​​e demonstrar na presença deles os sentimentos que de alguma forma tendem a animar os doentes”. 

Ele não apenas tratava cada escravo com grande dignidade e compaixão, mas também os protegia e intercedia por eles quando os via sendo abusados. Na biografia “A vida de São Pedro Claver”, o autor explica até onde Claver era capaz de ir por cada pessoa escravizada, inclusive se oferecendo no lugar dos escravos:

“Quando soube que [os escravos] eram tratados com muita crueldade, seu coração se despedaçou; ele correu para os mestres, não poupando protestos ou súplicas para despertar sua compaixão. Em suma, ele se comprometeu a reconduzir para casa aqueles que por medo do castigo haviam fugido, pedindo perdão por eles, prometendo todas as satisfações e voluntariamente oferecendo-se como fiança por eles.”


Além de cuidar da saúde física e espiritual dos explorados, ele também se certificava de que não se desesperassem, embora as condições em que se encontravam fossem muito difíceis.

“Ele seria capaz de compartilhar voluntariamente os sofrimentos [dos escravos] e, se fosse possível, permaneceria na prisão com eles para consolá-los. Por meio desses ternos e simpáticos discursos, ele salvou muitos do desespero, ao qual estavam a ponto de ceder. Para salvar esses escravos do desespero, induzia seus senhores a regularem a punição de acordo com a ofensa, e prometia, em nome dos escravos, melhor conduta no futuro. O efeito foi mágico. Eles se esforçaram ao máximo para cumprir a promessa”.

Acima de tudo, São Pedro Claver nos mostra claramente como as ações falam mais alto do que as palavras e, se queremos a verdadeira igualdade racial no mundo, ela deve primeiro começar por nós mesmos, na forma como tratamos as outras pessoas que encontramos diariamente.

N3

3 dicas para fazer o sinal da cruz
O sinal da cruz deve ser parte de nossa rotina diária, não apenas quando reservamos um tempo para a oração


Fazer o sinal da cruz é uma devoção antiga, que começou com os primeiros cristãos e continua até hoje. No entanto, é relativamente fácil perder de vista seu propósito e fazer o sinal da cruz sem cuidado, como se ele não fosse uma importante oração.
Aqui estão três dicas básicas do The Catholic prayer book and manual of meditations (“O livro católico de oração e manual de meditações”), que podem nos ajudar a avaliar nosso uso da tradição e permitir que tenha um efeito maior em nossa vida espiritual.

1
FAÇA O SINAL DA CRUZ COM DEVOÇÃO
“Você deve fazê-lo com devoção, isto é, com gratidão pelas bênçãos que você desfruta por meio dessa Paixão, e com sincera tristeza pelos seus pecados…”

Quantos de nós fazemos o sinal da cruz rapidamente e sem pensar? Tente desacelerar e fazer o sinal da cruz de maneira mais deliberada, lembrando-se do sacrifício de Jesus na cruz.

2
FAÇA O SINAL DA CRUZ COM FREQUÊNCIA
“Você deve fazer o sinal da Cruz com frequência. Siga o exemplo dos cristãos primitivos, que por este sinal sagrado se consagravam a Deus e imploravam sua bênção em cada ação. Também é fortemente recomendado por todos os grandes santos e padres da Igreja; entre eles, Santo Efraim, que diz: ‘Cubra-se com o sinal da cruz, como com um escudo, sinalizando com ele seus membros e seu coração. Arme-se com este sinal em seus estudos e em todos os momentos, pois ele é o conquistador da morte – o que abre as portas do paraíso – o grande guarda da Igreja. Carregue esta armadura com você em todos os lugares, todos os dias e todas as noites, todas as horas e situações. Esteja você no trabalho, comendo, bebendo, viajando ou fazendo qualquer outra coisa, arme-se com o sinal salvador da cruz”.

O sinal da cruz deve se tornar parte de nossa rotina diária, não apenas quando reservamos um tempo para a oração, mas também quando realizamos nossas tarefas diárias. Isso pode nos ajudar a santificar cada momento do dia e oferecê-lo a Deus.

3
FAÇA O SINAL DA CRUZ ABERTAMENTE

“Por fim, você deve fazer o sinal da Cruz abertamente, porque é por este sinal que você se mostra um cristão e prova que não se envergonha da cruz e das humilhações de seu Deus e Salvador crucificado. ‘Enquanto outros’, diz um piedoso autor, ‘se gabam de fitas e estrelas que são usadas e contempladas porque são insígnias de honra mundana conferidas pelos grandes da terra, você deve pensar que é a maior felicidade, a maior honra, levar aquela sagrada insígnia do Rei dos reis, que é a expressão de seus maiores mistérios’. Portanto, longe de se abster deste sinal sagrado, que o apontaria como um cristão para estranhos na parte mais distante do globo , você deve sempre fazer isso abertamente e sem hesitação. ”

Fazer o sinal da cruz pode chamar a atenção de outras pessoas e podemos hesitar em fazê-lo, especialmente em um restaurante. No entanto, devemos ser ousados ​​e não ter medo de professar nosso cristianismo, não importa onde estejamos.

N4

Papa: voltem à Missa, a Eucaristia é real, não virtual
“Voltemos com alegria à Eucaristia!” é o título do texto que instrui os bispos do mundo sobre a celebração da liturgia durante e após a pandemia de Covid-19


OPapa Francisco convidou a retornar à “normalidade da vida cristã” voltando às igrejas para participar da missa, respeitando as medidas sanitárias para evitar o risco de contágio da Covid-19.
Durante uma audiência privada de 3 de setembro no Vaticano, o Papa autorizou o cardeal Robert Sarah a enviar uma carta às conferências episcopais do mundo, na qual exortava com urgência a que os fiéis voltassem para participar fisicamente da Eucaristia.

Na carta, o prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos afirma que nenhuma transmissão ou streaming virtual é comparável à participação pessoal na Missa nem pode substituí-la.

Neste sentido, o purpurado esclareceu que “embora os meios de comunicação prestem um valioso serviço aos enfermos e aos que não podem ir à igreja, e tenham prestado um grande serviço“ na transmissão da missa ”num momento em que não era possível festejar comunitariamente, nenhuma transmissão se compara à participação pessoal nem pode substituí-la”.

“Voltemos com alegria à Eucaristia!” é o título do texto que instrui os bispos do mundo sobre a celebração da liturgia durante e após a pandemia de Covid-19, noticiou o Vatican News.

O cardeal Sarah destaca que a igreja é o lugar “onde os fiéis” podem “se reconhecer como uma comunidade de Deus”. Por isso, “a casa do Senhor pressupõe a presença da família dos filhos de Deus”.


O cardeal explica que a comunidade cristã “nunca fez da Igreja uma cidade de portas fechadas”. Formados no valor da vida comunitária e na busca do bem comum, os cristãos sempre buscaram a inserção na sociedade.

“Mesmo na emergência da pandemia, surgiu um grande sentido de responsabilidade: ouvindo e colaborando com autoridades civis e especialistas”, os líderes da Igreja Católica, os bispos “estavam prontos para tomar decisões difíceis e dolorosas, até a suspensão participação prolongada dos fiéis na celebração da Eucaristia.”

O cardeal Sarah afirma que é urgente voltar à celebração da Eucaristia. E alerta que a mera transmissão virtual da Missa corre “o risco de nos distanciarmos de um encontro pessoal e íntimo com o Deus encarnado que se doou a nós não de forma virtual, mas na realidade, dizendo: ‘Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele’ (Jo 6, 56)”.

Eis a íntegra da carta, publicada no site da Conferência Episcopal Portuguesa.

* * *

CONGREGAÇÃO PARA O CULTO DIVINO E A DISCIPLINA DOS SACRAMENTOS – Prot. n. 432/20

Carta aos Presidentes das Conferências Episcopais da Igreja Católica sobre a celebração da liturgia durante e após a pandemia da COVID-19

 

A pandemia devida ao vírus COVID-19 produziu mutações não só nas dinâmicas sociais, familiares, económicas, formativas e laborais, mas também na vida da comunidade cristã, incluindo a dimensão litúrgica. Para impedir o contágio do vírus tornou-se necessário um rígido distanciamento social que teve repercussões sobre um aspeto fundamental da vida cristã: «Onde estão dois ou três reunidos em meu nome, aí estou Eu, no meio deles» (Mt 18, 20); «Eram assíduos ao ensino dos Apóstolos, à união fraterna, à fração do pão e às orações… Todos os crentes viviam unidos e possuíam tudo em comum» (At 2, 42-44).

A dimensão comunitária tem um significado teológico: Deus é relação de Pessoas na Trindade Santíssima; cria o homem na complementaridade relacional entre homem e mulher porque «não é bom que o homem esteja só» (Gn 2, 18), relaciona-se com o homem e a mulher e chama-os, por sua vez, à relação consigo: como bem intuiu Santo Agostinho, o nosso coração está inquieto enquanto não encontra Deus e n’Ele repousa (cf. Confissões, I,1). O Senhor Jesus iniciou o seu ministério público chamando para junto de si um grupo de discípulos para que partilhassem com Ele a vida e o anúncio do Reino; desta pequena grei nasce a Igreja. Para descrever a vida eterna, a Escritura usa a imagem de uma cidade: a Jerusalém celeste (cf. Ap 21); uma cidade é uma comunidade de pessoas que partilham valores, realidades humanas e espirituais fundamentais, lugares, tempos e atividades organizadas e que concorrem para a consecução do bem comum. Enquanto os pagãos construíam templos dedicados às divindades aos quais as pessoas não tinham acesso, os cristãos, assim que gozaram da liberdade de culto, logo edificaram lugares que fossem domus Dei et domus ecclesiae, onde os fiéis se pudessem reconhecer como comunidade de Deus, povo convocado para o culto e constituído em assembleia santa. Deus pode, portanto, proclamar: «Eu sou o teu Deus, tu serás o meu povo» (cf. Ex 6, 7; Dt 14, 2). O Senhor mantém-se fiel à sua Aliança (cf. Dt 7, 9) e Israel torna-se por isso mesmo Morada de Deus, lugar santo da sua presença no mundo (cf. Ex 29, 45; Lv 26, 11-12). Por isso, a casa de Deus supõe a presença da família dos filhos de Deus. Também hoje, na oração de dedicação de uma nova Igreja, o Bispo pede que ela seja o que por sua natureza deve ser:

«[…] Seja esta casa lugar para sempre santificado […].
Aqui sejam destruídos os pecados dos homens
pela torrente da graça divina,
para que os vossos filhos, ó Pai,
mortos para o pecado,
sejam regenerados para a vida do alto.
Aqui, os vossos fiéis,
reunidos em volta da mesa do altar,
celebrem o memorial da Páscoa
e sejam alimentados no banquete
da palavra e do Corpo de Cristo.
Aqui ressoe jubilosa a oblação do louvor,
voz dos homens unida aos cânticos dos Anjos,
e incessantemente suba para Vós
a oração pela salvação do mundo.
Aqui encontrem os pobres a misericórdia,
alcancem os oprimidos a verdadeira liberdade,
e todos os homens se revistam da dignidade de filhos vossos,
até chegarem, exultantes de alegria,
à Jerusalém do alto, a cidade do Céu».

 

A comunidade cristã nunca procurou o isolamento e jamais fez da Igreja uma cidade de portas fechadas. Formados para o valor da vida comunitária e para a procura do bem comum, os cristãos sempre procuraram inserir-se na sociedade, embora conscientes da uma alteridade: estar no mundo sem lhe pertencer nem a ele se reduzir (cf. Carta a Diogneto, 5-6). Também na emergência pandémica, sobressaiu um grande sentido de responsabilidade: à escuta e em colaboração com as autoridades de saúde e com os peritos, os Bispos e as suas Conferências territoriais estiveram prontos para assumir decisões difíceis e dolorosas, incluindo a suspensão prolongada da participação dos fiéis na celebração da Eucaristia. Esta Congregação está profundamente grata aos Bispos pelo empenhamento e esforço despendidos na tentativa de responder, do melhor modo possível, a uma situação imprevista e complexa.

Logo, porém, que as circunstâncias o permitam, é necessário e urgente retomar a normalidade da vida cristã, que tem o edifício igreja como casa e a celebração da liturgia, particularmente da Eucaristia, como o «cume para o qual tende a ação da Igreja e, simultaneamente, a fonte de onde promana toda a sua força» (Sacrosanctum Concilium, 10).

Conscientes do facto de que Deus jamais abandona a humanidade que criou e que até as provações mais duras podem dar frutos de graça, aceitamos a distância do altar do Senhor como um tempo de jejum eucarístico, útil para nos fazer redescobrir a sua importância vital, a sua beleza e preciosidade incomensurável. Logo que possível, porém, é preciso voltar à Eucaristia com o coração purificado, com um renovado maravilhamento, com um desejo acrescido de encontrar o Senhor, de estar com Ele, de o receber para o levar aos irmãos com o testemunho de uma vida plena de fé, amor e esperança.

Este tempo de privação pode dar-nos a graça de compreender o coração dos nossos irmãos mártires de Abitínia (inícios do século IV), os quais responderam aos seus juízes com serena determinação, mesmo perante uma condenação à morte certa: «Sine Dominico non possumus». O absoluto non possumus (não podemos) e a densidade de significado do substantivo neutro Dominicum (o que é do Senhor) não se podem traduzir com uma só palavra. Uma brevíssima expressão encerra uma grande riqueza de matizes e significados que hoje se oferecem à nossa meditação:

Não podemos viver, ser cristãos, realizar em pleno a nossa humanidade e os desejos de bem e de felicidade que o nosso coração acalenta sem a Palavra do Senhor, que na celebração ganha corpo e se torna palavra viva, pronunciada por Deus para quem abre hoje o coração à escuta;
Não podemos viver como cristãos sem participar no sacrifício da Cruz em que o Senhor Jesus se dá sem reservas para salvar, com a sua morte, o homem que estava morto por causa do pecado; o Redentor associa a si a humanidade e a reconduz ao Pai; no abraço do Crucifixo encontra luz e conforto todo o humano sofrimento;
Não podemos viver sem o banquete da Eucarística, mesa do Senhor à qual somos convidados como filhos e irmãos para receber o próprio Cristo Ressuscitado, presente em corpo, sangue, alma e divindade como Pão do céu que nos sustenta nas alegrias e nas canseiras da peregrinação terrena;
Não podemos viver sem a comunidade cristã, a família do Senhor: precisamos de encontrar os irmãos que partilham a filiação de Deus, a fraternidade de Cristo, a vocação e a procura da santidade e da salvação das suas almas na rica diversidade de idades, histórias pessoais, carismas e vocações;
Não podemos viver sem a casa do Senhor, que é a nossa casa, sem os lugares santos onde nascemos para a fé, onde descobrimos a presença providente do Senhor e descobrimos o seu abraço misericordioso que levanta quem caiu, onde consagramos a nossa vocação no seguimento religioso ou no matrimónio, onde suplicamos e agradecemos, exultamos e choramos, onde confiamos ao Pai os nossos entes queridos que completaram a sua peregrinação terrena;
Não podemos viver sem o dia do Senhor, sem o Domingo que dá luz e sentido ao suceder-se dos dias do trabalho e das responsabilidades familiares e sociais.
Por muito que os meios de comunicação desempenhem um prestimoso serviço em prol dos doentes e de quantos estão impedidos de se deslocar à Igreja, e prestaram um grande serviço na transmissão da Santa Missa no tempo em que não era possível celebrar comunitariamente, nenhuma transmissão se pode equiparar à participação pessoal ou a pode substituir. Aliás, estas transmissões, por si sós, correm o risco de nos afastarem de um encontro pessoal e íntimo com o Deus incarnado que se entregou a nós não de modo virtual, mas realmente, dizendo: «Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele» (Jo 6, 56). Este contacto físico com o Senhor é vital, indispensável, insubstituível. Logo que estejam identificadas e adotadas as medidas concretamente disponíveis para reduzir ao mínimo o contágio do vírus, é necessário que todos retomem o seu lugar na assembleia dos irmãos, redescubram a insubstituível preciosidade e beleza da celebração, chamem e atraiam com o contágio do entusiasmo os irmãos e irmãs desanimados, temerosos, ausentes ou distraídos há demasiado tempo.

Este Dicastério entende reafirmar alguns princípios e sugerir algumas linhas de ação para promover um rápido e seguro regresso à celebração da Eucaristia.

A devida atenção às normas higiénicas e de segurança não pode levar à esterilização dos gestos e dos ritos, à indução, ainda que inconsciente, de receio e insegurança nos fiéis.

Confia-se na ação prudente mas firme dos Bispos para que a participação dos fiéis na celebração da Eucaristia não seja desqualificada pelas autoridades públicas como uma «aglomeração» e não seja considerada como equiparável ou até subordinável a formas de agregação recreativas.

As normas litúrgicas não são matéria sobre a qual as autoridades civis possam legislar, mas são da exclusiva competência das autoridades eclesiásticas (cf. Sacrosanctum Concilium, 22).

Facilite-se a participação dos fiéis nas celebrações, mas sem improvisadas experimentações rituais e no pleno respeito pelas normas contidas nos livros litúrgicos que regulam a sua realização. Na liturgia, experiência de sacralidade, de santidade e de beleza que transfigura, saboreia-se já a harmonia da felicidade eterna: tenha-se, portanto, cuidado com a dignidade dos lugares, das alfaias sagradas, das modalidades celebrativas, segundo a autorizada indicação do Concílio Vaticano II: «Os ritos resplandeçam pela nobre simplicidade» (Sacrosanctum Concilium, 34).

Reconheça-se aos fiéis o direito de receber o Corpo de Cristo e de adorar o Senhor presente na Eucaristia, nos modos previstos, sem limitações que chegam mesmo a ir além do previsto pelas normas higiénicas emanadas pelas autoridades públicas ou pelos Bispos.

Os fiéis na celebração eucarística adoram Jesus Ressuscitado presente; e vemos que com demasiada facilidade se perde o sentido da adoração, a oração de adoração. Pedimos aos Pastores que insistam, nas suas catequeses, na necessidade da adoração.

Um princípio seguro para não errar é a obediência. Obediência às normas da Igreja, obediência aos Bispos. Em tempos de dificuldade (por exemplo, pensamos nas guerras, nas pandemias), os Bispos e as Conferências Episcopais podem dar normas provisórias às quais se deve obedecer. A obediência guarda o tesouro confiado à Igreja. Essas medidas ditadas pelos Bispos e pelas Conferências Episcopais caducam quando a situação regressa à normalidade.

A Igreja continuará a defender a pessoa humana na sua totalidade. Ela testemunha a esperança, convida a confiar em Deus, recorda que a existência terrena é importante mas muito mais importante é a vida eterna: partilhar a própria vida de Deus por toda a eternidade é a nossa meta, a nossa vocação. Esta é a fé da Igreja, testemunhada ao longo dos séculos por legiões de mártires e de santos, um anúncio positivo que liberta de reducionismos unidimensionais, de ideologias: à preocupação necessária pela saúde pública a Igreja une o anúncio e o acompanhamento para a salvação eterna das almas. Continuemos, pois, a entregar-nos com confiança à misericórdia de Deus, a invocar a intercessão da Bem-aventurada Virgem Maria, salus infirmorum et auxilium christianorum, para todos quantos são provados duramente pela pandemia e por qualquer outra aflição, perseveremos na oração por aqueles que deixaram esta vida e, ao mesmo tempo, renovemos o propósito de ser testemunhas do Ressuscitado e anunciadores de uma esperança certa, que transcende os limites deste mundo.

 

Vaticano, 15 de agosto de 2020.

Solenidade da Assunção da Virgem Santa Maria

 

O Sumo Pontífice Francisco, na audiência concedida a 3 de setembro de 2020 ao subscrito Cardeal Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, aprovou esta carta e ordenou a sua publicação.

Cardeal Robert Sarah,
Prefeito

N5

Como se preparar para ver o filho ir estudar longe de casa
Para muitos pais, dizer adeus a um filho que está indo para a faculdade é um dos momentos mais dolorosos de sua vida. No entanto, existem várias maneiras de minimizar as lágrimas e viver essa separação com mais serenidade


Todo ano, algumas famílias são confrontadas com a saída de um filho ou filha por motivos de estudo. A dificuldade não está tanto na distância quanto na própria separação. Principalmente quando pensamos que não estaremos mais aí como antes para cuidar de nossos filhos.

O mundo de hoje parece um lugar perigoso, cheio de encantos capazes de nos distrair. Esse filho ou filha resistirá às tentações? E depois, ele/ela saberá como se aplicar ao seu trabalho? E como ele/ela vai se alimentar, e com que tipo de pessoa ele/ela vai sair? Continuará indo à missa?

Fazer essas perguntas é muito normal para os pais. É difícil, e às vezes doloroso, pensar que amamos e cuidamos tanto de um filho para depois ele nos abandonar mais tarde. Intelectualmente, sabemos que “nossos filhos não são nossos filhos”. Mas quando chega a hora da separação, é difícil e nos preocupa. Como viver essa separação com a maior serenidade possível?

Não manipule os jovens

Para começar, devemos aceitar essa saída sem tentar culpar nosso filho ou filha (“Você poderia ter escolhido outra universidade”), sem chantagem emocional (“Será difícil para nós financeiramente, será um grande esforço”) ou inclusive tentar retê-lo (“Você vai sentir muito nossa falta …”). Depois, é uma questão de confiança. Para se tornar adulta, a criança precisa dessa separação, para enfrentar o mundo, para viver experiências. Quanto mais essa autonomia foi preparada, quanto mais vivida ainda em casa, mais fecundo será o distanciamento.

Também não se trata de deixá-los ir sem falar com eles ou avisá-los contra certos perigos. Quanto mais tenhamos preparado este momento, educando sua consciência e seu espírito crítico, mais responsável ele será. O jovem experimenta essa autonomia e, mesmo que coma apenas macarrão e pizza, precisa sentir a nossa confiança.

Mas cuidado, isso não significa fechar os olhos, não ver nada e não saber nada. Os primeiros passos para a independência requerem um acompanhamento. Então, como ficamos perto deles enquanto os deixamos viver suas vidas?

Criar momentos privilegiados, mesmo que o filho vá embora de casa

Aos 17 ou 18 anos, é legítimo e normal saber como vive o nosso filho, ainda mais porque dependem financeiramente de nós. É normal saber como passam o tempo, saber o lugar onde vão residir, visitar – sempre que possível – a escola ou faculdade onde vão estudar, estar em dia com as notas escolares, etc.. A Internet e o telefone celular também nos permitem estabelecer uma forma de comunicação que respeita a sua vida privada sem nos deixar na total ignorância. Pais e filhos podem juntos determinar a frequência das ligações ou visitas domiciliares, por exemplo. Além disso, como pais e avós, vocês devem criar momentos privilegiados visitando seu filho ou filha em sua nova residência.

“O homem deixa seu pai e sua mãe” é um mandamento de Deus (Gn 2,24). Não vamos esquecer que também é difícil para nossos filhos abandonar seus entes queridos. Como podemos ajudá-los a dar esse passo (às vezes um pequeno empurrão pode ajudar) sem parecer que os estamos expulsando? Quando ele se afasta do ninho da família, o jovem começa a empilhar as pedras da construção do edifício de sua vida. Ele vai nos convidar para visitar alguns cômodos de sua casa, mas não todos. Assim, descobriremos uma nova relação composta tanto de proximidade quanto de distância.

Neste tempo de separação, rezemos todos os dias pelo nosso filho, confiando-o ao seu anjo da guarda. Esse também é nosso papel como pais. Ação discreta, humilde, mas indispensável, porque sabemos que Deus é um bom pai que zela fielmente pelos seus filhos.

Élisabeth Content

Que tal customizar suas máscaras com temas católicos?
Uma maneira de demonstrar a fé e compartilhar uma mensagem de esperança


Amáscara não é só um acessório da moda, é uma arma contra a Covid-19. No entanto, ter a metade do rosto coberta é um verdadeiro desafio, principalmente porque não estamos acostumados a usar o acessório. Além disso, a máscara dificulta o reconhecimento de outras pessoas e nos faz estranhar a nossa própria imagem no espelho.

Meses atrás, não havia tantos modelos disponíveis no mercado. Era aquele mar de máscaras azuis ou brancas de hospital. Mas agora há máscaras de todos os tipos e estilos: com estampas florais, esportivas, com desenhos de lábios sorrindo, logotipos de times, empresas e bandas, além de bandeiras dos países. 

Isso tudo, sem dúvida, tem a ver com a demanda de consumidores. Muita gente quer opções que expressem algo de sua personalidade. Sim, porque a máscara agora pode ser o acessório perfeito para transmitir uma ideia, uma crença, um sentimento. Algo que revele sua personalidade, sem que você diga uma só palavra.

Máscaras são necessárias para a saúde, mas isso não tira o impacto que elas têm na maneira como nos relacionamos ou comunicamos. Podemos encará-las como uma barreira, mas também podemos transformá-las em uma ferramenta de comunicação não-verbal.

Claro que, ao usar motivos religiosos nas máscaras, precisamos ter muito cuidado para não cairmos na falta de respeito. Precisamos analisar o que significa levar Jesus ou Nossa Senhora precisamente na boca, por onde saem muitas de nossas ofensas.

 No entanto, creio que é uma excelente oportunidade para os católicos expressarem sua fé e transmitirem uma mensagem de esperança – tão necessária nestes tempos difíceis que estamos enfrentando.

 E se você mesma fizesse suas máscaras?
Embora existam muitas pessoas que se dedicam a criar e vender máscaras com temas católicos, esta também pode ser a oportunidade para você desenvolver seus talentos artísticos e confeccionar suas máscaras e as de suas famílias.

Você pode até comprar um máscara branca e você mesma pintá-la. Neste caso, opte por cores litúrgicas. Outra sugestão é bordar nela uma pequena cruz de um lado ou uma palavra simbólica, como “fé”, por exemplo.

O que você tem que lembrar é que as máscaras precisam ter duas camadas de tecido para proteger bem dos vírus.

O Instagram está cheio de modelos lindos e com significados especiais. Separamos alguns deles. Dá pra comprar ou até para se inspirar para produzir.

N6

Como é ser católico e cientista?
Os cientistas têm uma mensagem para os jovens fiéis: não tenham medo de entrar na ciência; vocês não estarão sozinhos!


Pessoas de fé fizeram (e fazem) muitas contribuições para a ciência. No entanto, não é segredo que, hoje, ciência e religião são, muitas vezes, falsamente vistas como adversárias.
“As forças culturais em ação na América turvaram as águas … e criaram esse tipo de falso binário” entre ciência e religião, diz a Dra. Kate Bulinski, Professora Associada de Geociências na Bellarmine University em Louisville, Kentucky.

Bulinski acredita que essa “incompatibilidade percebida” está fazendo com que os jovens se afastem da Igreja.

Afirmando que a Igreja precisa de “mensagens fortes e consistentes sobre a compatibilidade da fé e da ciência”, ela diz que encontrou “muitos estudantes universitários” (muitos deles provenientes do ensino fundamental e médio católico) que estão “totalmente confusos ou pouco informados sobre o que a Igreja ensina sobre a ciência. ”

“A última vez que cientistas tiveram um desentendimento com a Igreja Católica foi há 400 anos, no caso Galileu”, destaca o Dr. Stephen M. Barr, Professor Emérito de Física da Universidade de Delaware e autor de livros sobre ciência e religião.

Barr também é presidente da Sociedade de Cientistas Católicos. Formado por seis indivíduos no verão de 2016, a instituição tem atualmente 1.250 membros, que variam de estudantes universitários a especialistas de renome internacional.


O site da sociedade possui uma seção que inclui 84 ​​curtas biografias de cientistas católicos. Assim, pode-se comprovar como a Igreja Católica “realmente tem um histórico notavelmente bom no que diz respeito à ciência”, como Barr afirma. De fato, os padres católicos foram pioneiros em vários campos científicos (como o Pe. Georges Lemaître, que escreveu a Teoria do Big Bang e o Pe. Gregor Mendel, que fundou a genética).

Nos 42 anos de Barr como físico, apenas duas vezes ele encontrou um colega dizendo algo hostil a ele sobre ser religioso. “Raramente se ouve falar de religião, mesmo sendo mencionada por colegas, quanto mais atacada”, diz ele. “Entre eles, os cientistas discutem principalmente ciência ou assuntos relacionados ao trabalho e, quando não o fazem, geralmente discutem esportes, restaurantes, filmes, política e assim por diante.”

“Normalmente, não há muitas oportunidades ou cenários em que a fé possa surgir em uma conversa em um ambiente profissional”, diz Bulinski. Ela relatou uma exceção, no entanto, que ocorreu há alguns anos em uma conferência para geólogos. Ela e seus colegas estavam discutindo onde poderiam assistir à missa, já que a conferência durou todo o fim de semana.

Em quase 20 anos de participação em encontros científicos, aquela foi a primeira vez que a Missa surgiu como um tópico de conversa. Esses colegas em particular, porém, haviam feito pós-graduação juntos e sabiam de sua fé compartilhada.

Entre os cientistas católicos, Barr diz que conhece “alguns que temem que seus colegas descubram” sobre sua fé. Ele acrescenta: “Mesmo os cientistas que não são religiosos geralmente têm alguns amigos ou familiares que são religiosos ou colegas que eles respeitam e que sabem ser religiosos”.

“A ideia de que o mundo científico é desprovido de crentes e um lugar onde todos desprezam a religião está errada”, afirma. “Talvez muitos não cientistas imaginem que seja assim porque, até agora, os cientistas que desprezam a religião tendem a ser muito mais francos do que os cientistas religiosos.”

Algum grau de discrição religiosa, entretanto, pode ser aconselhável em certas situações. “Estudantes de ciências e cientistas mais jovens, estando em estágios mais vulneráveis ​​da carreira tendem a ser mais cuidadosos com quem falam sobre sua fé ”, diz Barr. “E devem ser”, acrescenta. “Embora eu ache que a probabilidade de realmente ser discriminado seja muito baixa, não é tão baixa que possa ser ignorada.”

Por este motivo, a sociedade mantém o sigilo dos membros. “É preciso ser membro para ter acesso ao Diretório de Membros”, ressalta. “E os membros podem optar por não ser listados, embora poucos o façam.”

Barr aconselha qualquer jovem aspirante a cientista católico a “não ter medo de entrar na ciência” por causa de suas crenças. “Você não estará sozinho!”

Bulinski ecoa esse sentimento, dizendo que é “perfeitamente possível prosperar como um cientista católico, embora nem sempre possamos ser os melhores divulgadores de nossa fé”.

A música com que Maria possivelmente ninava Jesus
A canção reflete toda a ternura existente na relação da mãe com seu filho


Aagência católica de notícias ACI Digital divulgou um vídeo de autoria do coro Harpa Dei, no qual os cantores executam uma canção de ninar chamada “Iavnana”. Segundo a tradição cristã da Geórgia, Maria teria utilizado esta música para fazer o Menino Jesus dormir.
“A canção transmite precisamente aquela relação muito terna da mãe com o seu filho e é impossível não sentir aí aquela relação terna que a Mãe de Deus tem pelo seu filho e por todos nós que somos seus filhos”, disse Marie-Elisée Gerstner, uma das integrantes do coro. Ela inda afirma que o grupo conheceu a música através de algumas religiosas ortodoxas da Geórgia. Para as religiosas, não há dúvida que esta era a canção com que Maria ninava Jesus.

Parte da música diz o seguinte:

“Tomara que durma docemente

e sem preocupação!

Você encontrou um doce lar


no seio de sua mãe.

Pequeno canário, buquê de rosas,

Ouviu bem o meu canto hoje?

E se escutou, gostou?”

Trata-se de mais um fato que envolve o dia a dia a da Sagrada Família e que dificilmente confirmaremos sua veracidade. De qualquer forma, esta é uma belíssima canção. Que tal utilizá-la para fazer seus filhos pegarem no sono? Dá até para colocá-la para os bebês que ainda estão no útero… Certamente a canção transmitirá paz e alegria aos pequenos.

Homem católico transcreveu à mão toda a Bíblia durante o confinamento
A Bíblia foi apresentada aos bispos católicos da Índia antes de ser exposta em sua paróquia local


Quando a Índia entrou em confinamento no início de março, um homem católico decidiu que usaria os meses de inatividade para cumprir sua grande atitude de devoção e amor à Palavra de Deus.
Rejin Valson, de 28 anos, bombeiro do Aeroporto Internacional de Cochin, escreveu à mão toda a Bíblia Católica durante seu tempo de isolamento.

Esse feito está ganhando as manchetes do mundo e dando à sua comunidade católica local motivação para superar os desafios do momento.

O site CruxNow relata que o projeto de Valson levou 113 dias para ser concluído. Ele usou 2.755 folhas de papel e 32 canetas esferográficas no processo.

O livro finalizado parece ter mais de trinta centímetros de espessura e é encadernado com uma capa de madeira, pesando mais de 13 quilos.

O Antigo Testamento levou abril, maio e junho para ser concluído. Já o Novo Testamento foi concluído antes do final de julho.



De acordo com o ritmo que ele impunha à tarefa – 1 ou 2 páginas por hora – o projeto deve ter levado mais de 1.300 horas para ser concluído.

Em entrevista a Nirmala Carvalho, de CruxNow, Valson explicou como decidiu assumir uma tarefa tão difícil e demorada.

“Minha esposa, Choice, está grávida de nosso primeiro filho, ela está no sétimo mês. Eu queria completar esta missão antes do parto. Não fiz isso para publicidade. Foi pela boa saúde do meu bebê e porque eu quero ser um bom pai”, disse Valson ao Crux.

Rejin Valson afirmou que, embora sua esposa estivesse cética de que ele terminaria uma tarefa tão monumental, ela o apoiou muito depois que ele começou.

O bombeiro disse que também recebeu apoio de sua mãe e dos seus “guias espirituais”, os sacerdotes locais: Padre Jinto, Padre Able e Padre Finosh.

Ao Vatican News, o padre Finosh contou que Valson sempre foi um membro ativo da paróquia. “Ele é membro do Movimento Juvenil Católico de Kerala (KCYM) e ensina catecismo aos domingos”, disse.

Vatican News relatou também que a Bíblia escrita à mão foi apresentada ao arcebispo Andrews Thazhath e ao bispo auxiliar Tony Neelankavil de Thrissur, em 31 de julho.

Valson, sua esposa Choice e sua mãe receberam as bênçãos dos prelados e então entregaram a Bíblia para a paróquia, onde agora ela está em exibição.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Gravação - Via Embratel (teste - dezembro / 2011)

Como desbloquear canais Sky

VH1 Mega Hits > Comedy Central