Dicas do Prof. Pasquale

Qual a regra ortográfica para o uso da palavra "dança"?
Não há regras para todos os casos em que se empregam as letras ou grupos de letras citados. Há algumas regras que resolvem parte dos casos. A palavra “dança” vem (provavelmente) do francês “danse”, “danser” (esta, no francês antigo, era “dancier”).
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É correto usarmos dois pronomes de tratamento juntos? Ex: Excelentíssimo Senhor...
Não há nenhum problema na combinação de “excelentíssimo/a” (adjetivo, que funciona como forma de tratamento) com “senhor/a”, o que é confirmado pelo largo uso desse par nos registros formais da língua e pelos dicionários. Isso não é pleonasmo vicioso, mas sim ênfase.
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Conjugação do verbo "competir".
Diferentemente do que muita gente pensa, o verbo “competir” tem conjugação completa, semelhante ao verbo repetir. Não é defectivo, mas apenas irregular. A primeira pessoa do singular do presente do indicativo é mesmo “eu compito” (“tu competes, ele compete...”), portanto o presente do subjuntivo é “que eu compita, que tu compitas, que ele compita, que nós compitamos, que vós compitais, que eles compitam” e a conjugação do imperativo segue o esquema já conhecido. Se eu repito, eu compito. Em alguns casos, a clareza manda substituir o verbo. Em vez de eu compito, para evitar o trocadilho 'eu com pito e tu sem pito', diga eu concorro ou eu disputo.
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Existe a expressão "donde"?
Sim, existe “donde”, palavra que equivale a “de onde”: “Donde houveste, ó pélago revolto, esse rugido teu?”. O exemplo é de “O Mar”, de Gonçalves Dias. A passagem “Donde houveste” equivale a algo como “De onde obtiveste” ou “De onde conseguiste”. “Pélago” significa “mar alto”, “oceano”.
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Paraquedista ou para-quedista?
Por razões absolutamente irracionais, a reforma eliminou o hífen de “paraquedas” (mas o manteve em “para-brisa”, 'para-lamas', 'para-choques' e 'para-raios', por exemplo). Também não há hífen em “paraquedismo” e em “paraquedista”. O elemento 'para' só admite hífen quando esse 'para' for a forma conjugada do verbo parar. Quando 'para' for um prefixo, indicativo de aproximação ou semelhança, é sem hífen, o popular 'tudo junto': paramédicos, paramilitares, paranormal, parapsicologia, paraolimpíadas etc.
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É correto dizer “estar de bem com si mesmo”?
A construção é incorreta. A forma “com si” deve ser substituída por “consigo”. O desdobramento ocorre com os pronomes 'comigo', 'contigo', “conosco” e “convosco”. Conosco e convosco admitem as formas 'com nós' e 'com vós' quando houver alguma palavra de reforço, como mesmos, próprios, todos, outros, ambos, algum numeral, aposto explicativo ou oração subordinada adjetiva.
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"A persistirem os sintomas" ou "Ao persistirem os sintomas"? Qual a forma correta?
As duas formas são corretas, mas não são equivalentes, são diferentes. “A persistirem” equivale a “Se persistirem”, “Caso persistam”; “Ao persistirem” equivale a “Quando persistirem”. Lembre-se da frase que se coloca nos interruptores de energia elétrica: 'Ao sair, apague a luz'. No contexto em que ocorrem essas duas expressões (publicidade de medicamentos), a forma mais adequada seria a primeira, pois o enfermo deve procurar orientação médica se, e não quando os sintomas persistirem, há uma ideia de condição, e não tempo (“A persistirem os sintomas...”, ou seja, “Se persistirem os sintomas...”). Nas propagandas de medicamentos, ambas são corretas do ponto de vista gramatical, mas a primeira é mais adequada do ponto de vista estilístico.
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Origem do gerundismo
Uma das “teses” relativas à suposta origem do gerundismo se apoia na tradução literal de construções inglesas herdadas de manuais americanos de treinamento de operadores de telemarketing como “I wiil be sending” (que, ao pé da letra, corresponde a “Eu vou estar enviando”). De acordo com essa “tese”, o “gerundismo” nasceu no telemarketing e na tradução literal de manuais de produtos importados. Verdadeira ou não, a “tese” é comprovada na prática pela linguagem do pessoal do telemarketing (e afins), que abusa da paciência dos clientes etc., com intermináveis e chatíssimas sequências de bobagens como “O senhor tem que estar enviando um fax”, “Um minuto, que eu vou estar verificando”, “A senhora vai ter que estar vindo aqui pessoalmente” etc. Em bom português, o gerúndio deve ser usado para indicar ações que ocorrem no exato momento, ações simultâneas à outra, ações que acontecerão ou progressão indefinida, nunca ações futuras. Em português, diz-se 'vou verificar' ou 'verificarei'.

Qual é a forma correta de se dizer: “é bastante difícil” ou “é muito difícil”?
Ao pé da letra, “bastante” significa “que basta” (ou seja, “suficiente”), mas é perfeitamente possível o emprego dessa palavra como sinônimo de “muito”, o que é legitimado por todos os dicionários. São corretas, pois, as duas formas (“bastante difícil” e “muito difícil”, 'bastantes recursos' ou 'muitos recursos', 'bastantes razões' ou 'muitas razões')
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Conotação e denotação
Fala-se de “conotação” quando se emprega uma palavra em seu sentido figurado (“A palavra ‘flor’ tem conotação de delicadeza”; “Aquela moça é uma flor”). Já a denotação se refere ao sentido real (“Comprei flores para ela”). Basta associar desta forma: D de denotação começa com D de dicionário, enquanto C de conotação começa com C de contexto.
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Uso de "mau" e "mal".
“Mau” é antônimo de “bom”; “mal” é antônimo de “bem”. Basta fazer a troca para que se perceba se cabe “mal” ou “mau” na frase. Vamos a alguns exemplos: “Fulano joga mal” (bem); “Como podem eleger um homem tão mau?” (bom); “Mal (nem bem) saí, começou a chover”; “O mal (bem) que me fizeste é incurável”.
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Uso do "g" e do "j"
Não existe regra para diferenciar o uso, mas alguns procedimentos podem evitar certos erros. Vamos a alguns deles: 1) palavras que terminam em 'ágio', 'égio', 'ígio', 'ógio', 'úgio' e “gem” são grafadas com “g”, com raras exceções (“lambujem” e “pajem”, além de 'lajem', variante de 'laje', por exemplo); 2) todas as flexões dos verbos terminados em “jar” são grafadas com “j” (viajem”, “encorajem” e “enferrujem”, por exemplo); 3) as flexões dos verbos terminados em “gir” merecem cuidado: na primeira pessoa do singular do presente do indicativo e em todo o presente do subjuntivo, ocorre (por motivos óbvios) a letra “j” (“fujo, fuja, fujam”), mas nas demais flexões ocorre (também por motivos óbvios) “g” (“foge, fugimos, fogem, fugi, fugiram, fugisse”). Lojista vem de loja, portanto se escreve com j. Logística vem de lógica, portanto se escreve com g.

Encorajem e enferrujem vem de encorajar e enferrujar, não de coragem nem de ferrugem.
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Online ou on-line?
O “VOLP” (“Vocabulário Ortográfico da Língua portuguesa”) registra “on-line”, hifenizado, embora o uso tenha consagrado a forma sem hífen.
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Um monte de vez ou um monte de vezes?
O elemento formador de um coletivo costuma ser empregado no plural, quando se trata de um ser contável, e no singular, quando se trata de um elemento massivo. Diz-se, pois, uma “dúzia de laranjas”, “um bando de malfeitores”, “um enxame de gafanhotos” (mas “um bando de gente”, já que “gente” é incontável). No caso em questão, diz-se, portanto, “um monte de vezes”.
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Uso correto do gerúndio
O que se convencionou chamar de “gerundismo” é o emprego de construções como “vou (ou ‘vai’, ‘vamos’, ‘vão’, ‘preciso’, ‘devo’ etc.) + estar + gerúndio” em casos em que não se expressam processos duradouros ou simultâneos. Quando o/a atendente de uma loja diz ao cliente que ele “deve estar emitindo uma senha”, ocorre o tal gerundismo (emitir uma senha é algo imediato, instantâneo; se o cliente levasse ao pé da letra a informação do/da funcionário/a, ficaria a vida inteira emitindo senhas, cujo rolo deveria ter no mínimo o tamanho do globo terrestre). No entanto, quando se diz algo como “Não me ligue nesse horário porque estarei dormindo”, emprega-se de forma mais do que legítima a construção “verbo ‘estar’ + gerúndio”. Como se sabe, o processo de “dormir” tem certa duração; leve-se em conta também o fato de que o suposto (e indesejado) telefonema seria simultâneo ao processo de dormir. Essa simultaneidade se vê também nesta mais do que legítima construção: “Quando você estiver chegando a Curitiba, eu estarei discutindo o caso com o seu médico”. Como se vê, o problema não está na construção “vou (ou ‘devo’ etc.) + estar + gerúndio”, mas em certos empregos que se fazem dela. Construções corretas: 'você vai emitir (ou emitirá) sua senha'.
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Grafia de substantivos compostos e adjetivos compostos
A reforma ortográfica não alterou a grafia de substantivos e adjetivos compostos por substantivos, adjetivos, numerais, pronomes e verbos como “segunda-feira”, “peixe-boi”, “cavalo-marinho”, “verde-claro”, “azul-escuro”, “ítalo-brasileiro”, 'bate-papo', 'tira-teima', 'pai-nosso' (substantivo) etc. Conclui-se, pois, que quando nomeia um documento (reivindicatório, de protesto etc.) que contém várias assinaturas, o substantivo composto “abaixo-assinado” se grafa com hífen.

Uso do pronome "Vossa Senhoria"
Esse pronome ainda é usado (em larga escala) na linguagem cerimoniosa, sobretudo no comércio. É comum uma instituição financeira, por exemplo, dirigir-se por escrito a um cliente com essa forma de tratamento. Esse pronome também é usado em relação a funcionários graduados de uma empresa (“Peço a Vossa Senhoria que estude com a maior brevidade possível o meu pedido de transferência de setor” _a mensagem pode ser escrita, por exemplo, por um auxiliar administrativo que se dirige a um diretor da empresa). 
Da mesma forma, Vossa Excelência ainda se usa para o presidente da República, ministros, senadores, deputados federais, estaduais e distritais, governadores dos Estados e do Distrito Federal, juízes e as mais altas patentes militares, tanto na língua falada quanto na escrita.
As demais formas de tratamento são protocolares e usam especificamente para os cargos especificados. Nestes casos, pode-se substituí-las por outras formas também respeitosas, mas menos solenes. Por exemplo, a um sacerdote é comum tratá-lo por senhor, em vez de Vossa Reverendíssima.
O uso da forma Dom é restrito aos membros da família imperial, aos nobres, aos monges beneditinos e aos dignitários da Igreja a partir dos bispos, enquanto seu feminino Dona se aplica às senhoras de qualquer classe social.
Tanto no Brasil quanto em Portugal, o uso de Doutor, oficialmente, era limitado àqueles que concluíram o grau acadêmico de doutorado. É comum chamar por Doutor médicos, advogados e dentistas, embora não tenham esse grau, por questão histórica.
O uso do título de Professor, no Brasil, se aplica ao docente de qualquer grau de ensino, enquanto em Portugal, é restrito aos docentes de ensino primário e ensino superior.


Principais pronomes de tratamento (uso cerimonioso ou oficial):

Você (v.) - tratamento íntimo, familiar
Senhor (Sr.) / Senhora (Sra.) - tratamento respeitoso
Senhorita (Srta.) - tratamento respeitoso (para moças solteiras somente)
Vossa Senhoria (V. Sa.) - funcionários públicos graduados, oficiais até coronel, pessoas de cerimônia. Normalmente se usa em textos escritos, como cartas comerciais, ofícios, requerimentos etc.
Vossa Excelência (V. Exa.) - altas autoridades do Governo e oficiais-generais das Forças Armadas
Vossa Excelência Reverendíssima (V. Exa. Revma.) - bispos e arcebispos
Vossa Eminência (V. Ema.) - cardeais
Vossa Alteza (V. A.) - príncipes e duques
Vossa Santidade (V. S.) - papa
Vossa Reverendíssima (V. Revma.) - sacerdotes e religiosos em geral
Vossa Paternidade (V. P.) - superiores de ordens religiosas
Vossa Magnificência (V. Maga.) - reitores das universidades
Vossa Majestade (V. M.) - reis e imperadores
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Quantas palavras existem em nosso idioma?
A última edição do “Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa” (VOLP), da Academia Brasileira de Letras (ABL), traz quase 390 mil palavras.
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Predicado verbal
Na frase: “Olhamos aquele sorriso largo e branco”, o predicado é verbal. A expressão “largo e branco” funciona como adjunto adnominal de “sorriso”.
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O correto é falar "Aguarde em linha" ou "Aguarde na linha"?
Quando se relaciona ao sistema de telefonia, o substantivo “linha” ora é usado com artigo (“A linha está ocupada”; “Caiu a linha”), ora é usado sem artigo (“Ficamos sem linha o dia todo”). No caso da expressão questionada, a forma mais usada é “na linha” (“Fique na linha, por favor”; “Não há ninguém na linha”).
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Mixto ou misto?
Não existe a forma “mixto”, exceto em referência ao time de futebol do Mato Grosso, embora seu uso tenha associação com a rádio Mix; a grafia consagrada é “misto”, com “s”. Grafa-se “misto-quente”, com hífen, o que também vale para “misto-frio”. O plural é “mistos-quentes” e “mistos-frios”, respectivamente, pois substantivos, adjetivos, numerais e pronomes variam na formação do plural dos compostos.
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Uso dos pronomes "eu" e "mim"
Na linguagem culta formal, o pronome “eu” funciona basicamente como sujeito (ou como predicativo do sujeito, em casos como “O professor sou eu”); o pronome “mim”, que sempre é regido por preposição (“de mim”, “sem mim”, “por mim”, “em mim” etc.), exerce diversas funções (objeto direto preposicionado, objeto indireto, complemento nominal, agente da passiva, adjunto adverbial), mas não a de sujeito, exceto na língua dos índios, que, aliás, não é português: mim trabalha, mim caça, mim pesca. Isso significa que, na linguagem culta formal, as construções que ocorrem são “Está tudo acertado entre ela e mim” (ou “entre mim e ela”), “Ela fez o possível para eu aceitar a proposta”, “É muito difícil para mim conviver com ela” (= “Conviver com ela é muito difícil para mim”).

Se você disser 'são problemas para mim resolver', responda: 'mim não resolve, você não é índio, você não sabe o uso dos pronomes'

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Pronome apassivador "se".
“Pronome apassivador” e “partícula apassivadora' ou 'apassivante', como é comum em Portugal são a mesma coisa. O pronome “se” desempenha esse papel na voz passiva sintética, como se vê em “Quando lhe disseram que também se caçam borboletas e andorinhas...” (de “Anedota Búlgara”, de Carlos Drummond de Andrade). Para que se perceba a ocorrência da voz passiva sintética, alguns autores utilizam o recurso da substituição da estrutura sintética pela analítica (“que também se caçam borboletas e andorinhas” = “que também são caçadas borboletas e andorinhas”). No entanto, nem de longe se pode dizer que as estruturas sejam equivalentes sob o ponto de vista da mensagem. Será que, em vez de pregar uma tabuleta em que se lê “Vende-se” ou “Aluga-se”, alguém pregaria outra em que se lesse “É vendido/a” ou “É alugado/a”? Certamente não. O recurso da troca da sintética pela analítica apenas facilita a percepção do mecanismo de concordância verbal (“também se caçam” = “também são caçadas”).
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Tempos verbais
Observe a frase:  “Eu GOSTARIA de mais um cafezinho".

Observe que os tempos verbais podem, sim, ser empregados com sentido “não literal”. O pretérito imperfeito, por exemplo, é empregado com valor de futuro do pretérito, como se vê em “Se essa rua, se essa rua fosse minha, eu mandava, eu mandava ladrilhar...”, em que “mandava” (do pretérito imperfeito do indicativo) equivale a “mandaria” (do futuro do pretérito). No exemplo do “cafezinho”, a forma verbal (“gostaria”), que de fato expressa polidez, já está no futuro do pretérito. Em documentos oficiais, em artigos científicos, em dissertações de vestibulares e concursos, em conversas formais e em textos jornalísticos, a substituição do futuro do pretérito pelo pretérito imperfeito, quando em correlação com o imperfeito do subjuntivo, é ilegítima. Na linguagem informal e literária, é correto esse uso.

Ambiguidade
Na frase: “Fazendo a tarefa para minha irmã, não sei se a comprometo.” O pronome "a" está grifado, por se tratar de uma ambiguidade. Os dois sentidos possíveis são: a) comprometo minha irmã; b) comprometo a tarefa. Nos dois casos, o verbo “comprometer” significa “colocar em situação embaraçosa”, “expor a perigo ou risco”.
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Qual frase está correta: "Assassino à solta ou "Assassino a solta"?
A forma correta é “à solta”. Trata-se de uma locução adverbial feminina, o que justifica o acento grave. Ocorre aí o que se vê em “à vontade”, “às claras”, “às escuras”, “às vezes”, “às cegas”, 'à tarde', 'à noite', 'à direita', 'à esquerda', 'às pressas', 'à beça', 'à toa' e em tantas outras expressões análogas.

Como sinônimo de em excesso, além da conta, admirável ou impressionante, a expressão correta é 'à beça'. Bessa é apenas o nome de um lugar em várias cidades brasileiras ou sobrenome de uma pessoa.
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O que significa a palavra "fremente"?
“Fremente” é o “que freme”, ou seja, o que vibra, agita-se. “Freme” é flexão de “fremir”, verbo defectivo (não é conjugado na primeira pessoa do singular do presente do indicativo e, consequentemente, em nenhuma forma do presente do subjuntivo, 'você', 'nós' e 'vocês' do imperativo afirmativo e em todo o imperativo negativo. Nos demais tempos e modos, conjuga-se normalmente, como partir).
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Figuras de linguagem
Nas frases: "A saudade é como uma cadeira de balanço balançando sozinha" e "A saudade é como uma cadeira de balanço sozinha", o traço de semelhança é estabelecido com um nexo (“como”, no caso), ocorre comparação. Haveria metáfora se a construção fosse “A saudade é uma cadeira...”. Não parece cabível falar em personificação nesse caso, visto que não há a atribuição a ser inanimado ou irracional de dotes típicos de ser animado. A eliminação da forma verbal “balançando” na segunda frase a torna notoriamente diferente da primeira. 
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Uso do particípio regular e irregular
A tradição da língua diz que, quando um verbo tem dois particípios (eleger: elegido/eleito, imprimir: imprimido/impresso, findar: findado/findo, suspender: suspendido/suspenso, isentar: isentado/isento, expressar: expressado/expresso), emprega-se a forma regular (que termina em “-ado” ou “-ido”) com os auxiliares “ter” ou “haver” (“Ele não tinha/havia aceitado o convite”) e a forma irregular (que não termina em “-ado” ou “-ido”) com os auxiliares “ser” ou “estar” e também 'ficar' (“O convite foi aceito”; “A lavoura está salva”). No uso efetivo da língua, no entanto, é muito comum o emprego da forma irregular de diversos particípios (“aceito”, “entregue”, “salvo” etc.) com os auxiliares “ter” e “haver”.
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Uso do hífen em saudações (bom dia, boa tarde e boa noite)
Só há hífen nessas expressões quando elas nomeiam as saudações que representam (“Deu-me um bom-dia seco e foi embora”), ou seja, quando são substantivadas. Quando usadas como a saudação em si, não são escritas com hífen (“Boa noite, meu caro, como vai?”).
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Qual é o plural de "bigode"?
É indiferente usar “bigode” ou “bigodes” para nomear os pelos que crescem sobre o lábio superior (“Ele tem fino/s bigode/s”).

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Verbo intransitivo
 O predicado da oração é verbo-nominal, já que seu verbo (“amanheceu”) é intransitivo e há a presença de um predicativo do sujeito (“cinzento”), ocorre a fusão dos dois predicados, e o verbo de ligação fica implícito. Para que se note que de fato “cinzento” se refere ao sujeito, basta uma simples troca de “dia” por um elemento feminino: “A menina amanheceu inquieta”.

Conjunção temporal
Nos dois casos a palavra “quando” é conjunção subordinativa temporal, já que introduz oração subordinada adverbial temporal (aquela que marca o tempo, o momento em que se realiza o fato expresso na oração principal). A conjunção é subordinativa, mas a oração é subordinada.

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Adjunto ou Complemento Nominal?
Os casos em questão certamente são aqueles em que o complemento e o adjunto são regidos por preposição, como se vê em “A resposta do presidente ao jornalista surpreendeu a plateia”. Nesse caso, há duas expressões (“do presidente” e “ao jornalista”) ligadas por preposição ao nome “resposta” (“ato ou efeito de responder”). Nesses casos, o  complemento nominal funciona como alvo, receptor, paciente do processo (“ao jornalista”, no caso); o adjunto representa o executor, o emissor, o agente do processo (“do presidente”, no caso). Essa diferenciação só se aplica a termos preposicionados ligados a substantivos abstratos. Quando o termo preposicionado está ligado a substantivo concreto ou quando indica posse, não respire: é sempre adjunto adnominal. Quando o termo preposicionado está ligado a um adjetivo ou advérbio, é sempre complemento nominal desde o tempo que se escrevia farmácia com PH.
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Uso de artigos na linguagem formal X informal
Na linguagem informal, o artigo antes de antropônimos (nome próprio de pessoa) é opcional. Na verdade, seu uso varia de região para região. No Nordeste, por exemplo, é comum a ausência do artigo (“Ele está na casa de Pedro/de Sílvia”); no Sudeste, o artigo é mais do que frequente (“Ele está na casa do Pedro/da Sílvia”). Em se tratando de texto formal, como um artigo científico, um livro didático, uma correspondência comercial, uma dissertação argumentativa, uma reportagem ou uma notícia, não ocorre o artigo, ou seja, não ocorrem construções como “O pensamento do Platão” ou “Está negada a participação do Rogério no próximo jogo”; nesse tipo de registro, o que ocorre é “O pensamento de Platão” e “Está negada a participação de Rogério no próximo jogo”.

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Dicionário
Sempre digo que não se deve ter apenas um dicionário. O ideal é ter no mínimo dois (“Aurélio” e “Houaiss” são duas boas opções, o Aulete e o Michaelis também).

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"Em favor de" X " A favor de"
Alguns dicionários (o de Caldas Aulete, por exemplo) dão “a favor de” como “favorável” (“Sou a favor do acordo”) e “em favor de” como “em benefício de” (“Trabalha em favor dos pobres”), enquanto outros (o “Houaiss”, por exemplo) dão as duas expressões como equivalentes a “em proveito de”, “para o benefício de”, “em benefício de”.
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Concordância verbal

Esse processo de concordância é comum na língua oral de diversas regiões do país, mas não encontra registro no padrão formal da língua. O falante adota aí a concordância com o significado da palavra, e não com sua forma, ou seja, seguindo a lógica da matemática, e não a lógica da língua portuguesa. Conquanto semanticamente haja a noção de coletividade, gramaticalmente, concordância verbal se faz com o termo, e não com a ideia, exceto nos casos de silepse. A construção que encontra abrigo na língua culta é “O pessoal adorou”, em que se faz a concordância com a forma (singular) de “pessoal”, sujeito da oração.

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Uso de letra maiúscula e minúscula
Em sua base XIX (“Das maiúsculas e minúsculas”), o texto do “Acordo Ortográfico” não faz nenhuma referência ao emprego de inicial maiúscula para patentes militares.
Embora não haja a patente de general nas outras armas (marinha e aeronáutica) é possível existir um general em outro contexto? por exemplo "general da banda"?
Em sentido figurado, é possível usar “general”, com o sentido de “chefe”, “líder” etc. General do Exército, Almirante da Marinha e Brigadeiro da Aeronáutica são pleonasmos viciosos. No entanto, general da música é uma ênfase.

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"Esquecer" ou "Esquecer-se"

A tradição da língua diz que “esquecer” é transitivo direto (“Não esqueci o livro”, “Não esqueci você”) e que “esquecer-se” é transitivo indireto (“Não me esqueci do livro”, “Não me esqueci de você”). Na língua viva do Brasil, no entanto, há muito tempo se registra o uso de “esquecer” como indireto (“Não esqueci de você”). Esse uso já aparece nos dicionários.

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