Dicas do Prof. Pasquale (1)
Sujeito da oração
Muito já se discutiu sobre esse e outros casos análogos (“Alguém andou sujando as coisas por aqui”). Há os que preferem classificar o sujeito pelo aspecto semântico. Por esse critério, o sujeito de “Quem não faz” e de “Alguém andou por aqui” seria indeterminado. A conduta predominante, no entanto, é outra: considera-se esse tipo de sujeito “determinado simples”. Nesse caso, tem-se apenas indeterminação semântica, e não sintática. Semanticamente, não se sabe quem é o agente da ação, mas, sintaticamente, há um sujeito simples implícito.
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À frente com ou sem crase?
Na expressão “a duzentos metros”, não ocorre crase, já que “duzentos metros” é expressão masculina plural; o “a” em questão é mera preposição. Na expressão “à frente”, ocorre crase, já que se trata de locução (adverbial ou prepositiva) feminina (“Ele está sempre à frente”; “Esse músico sempre está à frente do seu tempo”). Nas locuções prepositivas e conjuntivas femininas, sempre ocorre crase: à procura de, à espera de, à beira de, à custa de, à força de, à sombra de, à medida que, à proporção que. Nos adjuntos adverbiais de meio ou instrumento, o uso da crase é facultativo em alguns casos. Em outros, é obrigatório para evitar ambiguidades.
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Locução Adjetiva
Eventualmente, é impossível trocar a locução adjetiva por um adjetivo propriamente dito. Qual é, por exemplo, o adjetivo equivalente a “da caneta” em “o formato da caneta”? Que diríamos? O formato “canetal”? Em “o gato da vizinha”, pode-se pensar, num primeiro momento e por mero equívoco, na troca de “da vizinha” por “vicinal” (“O gato vicinal”). Além de soar estranha, a construção nem de longe pode ser dada como equivalente a “O gato da vizinha”, mas uma construção diferente, já que “vicinal” não equivale a “do/da vizinho/a”; “vicinal” é sinônimo do adjetivo “vizinho”, e não do substantivo “vizinho” (“O povoado vizinho/vicinal é menor do que este”).
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O feminino de imperador é?
Os dicionários se contradizem em relação ao significado de “imperadora”. Alguns dão essa palavra como equivalente a “imperatriz”, em todos os sentidos (“soberana de uma nação” ou “mulher de imperador”); outros registram “imperadora” apenas como “mulher de imperador”. Há ainda quem dê “imperadora” apenas como “soberana de uma nação”. Confuso, não? Se eles não se entendem... Bem, noves fora, parece que não há problema em usar as duas formas. Português é uma ciência humana, não uma ciência exata, isto é, não é 2 + 2 = 4 como na matemática.
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Complemento nominal
Sim, numa primeira análise, o predicativo do sujeito “nós” (implícito na forma verbal “fomos”) é toda a expressão “fiéis ao acordo”, na qual “ao acordo” funciona como complemento do nome “fiéis”.
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Diferença entre `sob` e `sobre
Seria “sob”, sim. Esse erro é muito comum, em frases como “O posto está sobre nova direção” ou “O menino está sobre a responsabilidade dos tios”. A preposição “sob”, como diz o “Aurélio”, “de maneira geral, dá ideia da posição de uma coisa em relação a outra que lhe fica por cima”. O posto fica “sob” a direção de alguém porque esse alguém lhe fica por cima, ou seja, comanda, dirige.
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Qual é o tipo de sujeito nesta oração: "Quem não faz..."
Muito já se discutiu sobre esse e outros casos análogos (“Alguém andou sujando as coisas por aqui”). Há os que preferem classificar o sujeito pelo aspecto semântico. Por esse critério, o sujeito de “Quem não faz” e de “Alguém andou por aqui” seria indeterminado. A conduta predominante, no entanto, é outra: considera-se esse tipo de sujeito “determinado simples”. Não se confunde a ideia de indefinição com a de indeterminação, pois os sujeitos são representados gramaticalmente pelos pronomes indefinidos e indeterminados. Os casos de sujeito indeterminado são apenas quatro: verbo na 3ª pessoa do plural, sem referência, verbo no infinitivo impessoal, pronome 'você' de uso coloquial, que atua como indeterminador do sujeito, verbo transitivo indireto, intransitivo, de ligação ou transitivo direto seguido de objeto direto preposicionado na 3ª pessoa do singular, acompanhado do pronome se, que atua como índice de indeterminação do sujeito.
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Uso da crase
Não ocorre acento indicador de crase nesse caso. É preciso lembrar que a palavra “crase” significa “contração, junção” (em gramática, fusão de duas vogais iguais: “à” = “a” + “a”). Quando se nota que nas expressões citadas não se emprega artigo antes do primeiro elemento (“De segunda a sábado, de segunda a domingo, de segunda a sexta”; “De terça a domingo, de terça a sexta, de terça a sábado, de quarta a sábado, de quarta a domingo”), conclui-se que o paralelismo impõe a ausência do artigo antes do segundo elemento. Em outras palavras, se não dizemos “da segunda a sábado” (“da” = “de” + “a”), ou seja, se não usamos artigo antes de “segunda”, por que usaremos antes de “sábado”? Simetria. O “de” e o “a”, no caso (“De segunda a sábado”), são meras preposições.
Qual o valor semântico da palavra `quando`?
Nos dois casos a palavra “quando” é conjunção temporal, já que introduz oração subordinada adverbial temporal (aquela que marca o tempo do fato expresso na oração principal).
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Uso do ponto e vírgula
O ponto e vírgula é um sinal intermediário entre a vírgula e o ponto final. Só pode ser usado para separar partes que, embora pertençam ao mesmo conjunto, guardam uma certa autonomia, independência entre si. Veja este exemplo: “Lula retira urgência do pré-sal; oposição promete gastar todo o prazo possível”. As duas informações se referem ao mesmo assunto, mas tratam de aspectos específicos. Numa construção como “Quando acordei, ainda chovia”, por exemplo, o ponto e vírgula seria impensável, visto que há dependência entre as duas orações que constituem o período. Bastaria apenas a vírgula.
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Segmento X Seguimento
Segmento” é o ato de segmentar, sinônimo de “seção” (ou “secção”), “parte”, “porção” (“Isso não ocorre apenas nesse segmento da sociedade”). “Seguimento” é o “ato de seguir”, continuidade, sequência, prosseguimento (“O seguimento obstinado de certas teorias leva muita gente a situações insolúveis”).
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Como identificar em um verbo ou substantivo a desinência?
A desinência também é chamada de “sufixo flexional”, já que indica a flexão (de gênero e número) dos nomes e (de tempo, modo, pessoa e número) dos verbos. As flexões de voz e aspecto não são marcadas por desinências, pois o critério para se estabelecer a voz e o aspecto é semântico, sintático ou estilístico, e não morfológico. Grau é derivação, e não flexão, pois o elemento que o forma não é desinência, mas sim sufixo. A palavra “amarelada” pode ser tomada como o feminino do particípio de “amarelar” (“A roupa foi amarelada pelo tempo”) ou como adjetivo (“Ela parecia doente; tinha a pela amarelada”). No primeiro caso, temos a desinência “-ado”, formadora do particípio. Adjetivo é derivação, enquanto particípio é flexão do verbo. No segundo caso, em que “amarelado” é adjetivo, as posições se dividem. No item “etimologia”, o “Houaiss” diz que se trata simplesmente do particípio de “amarelar”, usado como adjetivo; o “Aurélio” diz que a formação é “amarelo” + “-ado”, mas não a desinência “-ado”, e sim o sufixo “-ado”, que significa “provido de”, “que tem caráter ou forma de”, “semelhante a” (com o mesmo valor que tem em “efeminado”, “ameninado” etc.). Se alguém disser 'concordo em gênero, número e grau', responda: 'grau não é flexão, não precisa concordar, pode até discordar'.
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O que é `silogismo`?
“Silogismo” é um raciocínio formado por duas premissas (afirmações) e uma conclusão, como se vê neste exemplo: “Todo paranaense é brasileiro; Fulano é paranaense, logo/portanto Fulano é brasileiro”.
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Construção típica da linguagem informal
Trata-se de construção típica da linguagem informal, espontânea. Passada para o registro formal, da língua, essa construção apresentaria algumas alterações e ficaria mais ou menos assim: “Aluno que não gosta de estudar só assiste às aulas quando simpatiza com o professor”.
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Quando é que usamos de ou da?
Em português, os nomes de países costumam pedir artigo, mas há exceções, como Cuba, Portugal, Israel, Angola, Moçambique etc., que só admitem o artigo quando determinados com um adjunto adnominal. Com os nomes de cidades, ocorre o contrário, ou seja, só costuma haver artigo quando especificadas, mas também há exceções, como Rio de Janeiro, Cairo, Porto (cidade de Portugal) etc.
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Palavras terminadas em “-logia” e “-iatria”
Não há regra específica para isso. O que conta, efetivamente, é o uso, a tradição, a história da palavra. A terminação grega
“-logia” se refere especificamente à ideia de “estudo”, “ciência”. A terminação grega “-iatria” se refere à idéia de “tratamento” (“geriatria”, por exemplo, é o “tratamento da velhice”, enquanto “urologia”, por exemplo, é o estudo de tudo que envolve o sistema urinário. Ao fim e ao cabo, as duas terminações se referem ao estudo e, obviamente, à (tentativa de) cura das diversas doenças.
Abreviatura de certas palavras
O uso dessas formas reduzidas em e-mails depende essencialmente do tipo de mensagem que se troca e do grau de (in)formalidade da relação existente entre as pessoas que se correspondem. Em linguagem formal, essas reduções são inadequadas; em linguagem informal (mesmo no ambiente empresarial), elas são perfeitamente adequadas.
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Qual a diferença entre `ironia` e `crítica`?
A ironia é uma figura de linguagem, que consiste em dizer o contrário do que se quer dar a entender: “Ela é muito fina” (quando se quer dizer que ela é mais do que grossa); “Nossa, como ele é culto!” (quando se quer dizer que ele não leu mais do que meia página em toda a vida). A crítica pode ser pura e simplesmente a análise de algo (uma obra, por exemplo) ou a manifestação desfavorável a respeito de algo (“O técnico fez pesada crítica à atuação do árbitro”).
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Formas nominais dos verbos
Quando não são acompanhados de verbo auxiliar, o gerúndio, o particípio e o infinitivo podem constituir orações (reduzidas): “Agindo assim, você se dará mal”; “Encerrada a votação, partiu-se logo para a apuração dos votos”; “Convém dirigir com cautela”. No exemplo dado, pode-se considerar que “eleito” é particípio e forma oração reduzida, já que equivale a “que foi eleito” (“...Ronaldinho Gaúcho, que duas vezes foi eleito o melhor jogador do mundo”).
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Pode o verbo NECESSITAR ser usado sem preposição?
Pode, sim. Quando significam “ter necessidade de”, “carecer”, os verbos “necessitar” e “precisar” podem ser usados com a preposição “de” ou sem ela, quando o complemento é representado por um substantivo ou pronome: “Preciso de dinheiro”, “Preciso dinheiro”, “Necessito de paz”, “Necessito paz”. Se o complemento for representado por um verbo no infinitivo, a preposição é omitida.
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Grafia de palavra `jiu-jítsu`
A grafia consagrada nos dicionários é “jiu-jítsu” (com hífen e acento agudo no segundo elemento).
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Concordância do verbo `ser`
É absolutamente impossível dizer “foi eu”. O verbo (“ser”, no caso) concordará sempre com o pronome “eu”, o que imporá a forma “fui” (“Fui eu que/quem...”). Quando se usa “que” (“Fui eu que...”), o verbo seguinte concordará com o pronome anterior: “Fui que fiz...” (ou ‘falei’, ‘comprei’, ‘sujei’ etc.); “Fomos nós que fizemos” (ou ‘falamos’, ‘compramos’, ‘sujamos’ etc.). Quando se usa “quem” (“Fui eu quem...”), o verbo seguinte concordará com esse “quem”, ou seja, ficará na terceira pessoa do singular (“Fui eu quem fez”, “Fomos nós quem fez”) ou concordará com o pronome anterior (“Fui eu quem fiz”, “Fomos nós quem fizemos”, “Foram eles quem fizeram”). Convém lembrar a famosa frase “Quem paga sou eu”, que, em outra ordem, pode ser “Sou eu quem paga”. Em linguagem informal e literária, é correto dizer 'Sou eu quem pago' ou 'Foram eles quem fizeram', para enfatizar o verdadeiro agente do processo. É uma opção estilística (ênfase, expressividade), mas não constitui erro.
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Concordância do verbo `fazer`
A forma correta é “Essas carreiras não me fazem bem”. O verbo deve sempre concordar com o sujeito, que, no caso, é “essas carreiras”. São elas (“carreiras”) que não me fazem bem.
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Onde X Aonde
Em termos de língua formal moderna, emprega-se “aonde” (que resulta de “a” + “onde”) com verbos como “chegar”, “ir”, “levar”, “dirigir-se”, que indicam movimento e se podem usar com a preposição “a”: “Aonde você vai?”, “Não sei aonde você quer chegar”; “O cinema aonde você sempre lava as crianças passará por grandes reformas”. Com os demais verbos, emprega-se “onde”: “Onde você mora?”, “A cidade onde nasci fica longe daqui”. Semanticamente, a noção de lugar se aplica a espaços físicos, virtuais ou figurados.
Às vezes, ouça a expressão "enfear", para designar a ideia de "ficar feio". É isso mesmo?
“Enfear” é mesmo sinônimo de “tornar feio”. Existe uma forma variante, pouco usada, mas também correta: “afear” (que não se pode confundir com “afiar”).
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Qual é a melhor forma de dizer: “sentei-me no banco” ou posso dizer “me sentei no banco...”?
Há quase cem anos, Oswald de Andrade escreveu o poema “Pronominais”, em que aborda magistralmente a questão: “Dê-me um cigarro / Diz a gramática / do professor e do aluno / e do mulato sabido / Mas o bom negro e o bom branco / Da Nação brasileira / Dizem todos os dias / Deixa disso, camarada / Me dá um cigarro”. Em linguagem formal, sobretudo na escrita, é incomum o pronome oblíquo iniciar uma oração, exceto sob licença poética ou quando se pretende reproduzir a fala coloquial, mas no dia a dia e na literatura, na linguagem espontânea, brasileira... Deixa disso, camarada... Somente pronomes pessoais retos podem iniciar uma frase, porque têm tonicidade. Pronomes pessoais oblíquos átonos precisam se apoiar em outras palavras. Quando o se não é pronome, mas sim conjunção, pode iniciar.
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Verbo "mediar"
O verbo “mediar” é dado como irregular nas gramáticas e dicionários. Sua conjugação, assim como ansiar, remediar, intermediar e incendiar, segue a de “odiar”, portanto a forma dada como correta é “medeia”: “O tutor medeia a aprendizagem”. Os outros verbos terminados em iar (anunciar, copiar, denunciar, renunciar) são regulares, como confiar.
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Há situações em que a ambiguidade é aceitável em um texto?
A ambiguidade só é um defeito ou vício de linguagem em textos em que se exige rigor formal, precisão na linguagem e na informação etc. Em textos poéticos, publicitários, reportagens, notícias etc., o objetivo do autor muitas vezes é justamente a ambiguidade, como se vê nestes dois exemplos: a) “Poema só para Jayme Ovalle” (título de um poema de Manuel Bandeira, em que “só” pode ser adjetivo, caso em que significa “sozinho”, ou advérbio, caso em que significa “apenas”); b) “Alguém quer ver você voando” (de uma peça publicitária de uma companhia de aviação).
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Qual a função da letra H?
Embora de fato não represente nenhum som, o “h” exerce pelo menos três papéis em português: a) forma dígrafo com as letras “c”, “l” e “n” (como em “cachorro”, “palha” e “ninho”); b) representa aspiração mais ou menos forte, em interjeições e onomatopéias (como em “hum”, “hã” etc.); c) por força da etimologia (origem), inicia diversas das nossas palavras (“homem”, “herói”, “hábil”, “habitar”, “hermético”, “hoje” etc.).
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"obrigada" X "obrigado
São possíveis várias formas. Além das mencionadas, é possível usar “obrigado/a eu” ou 'obrigado a você / obrigada a você' (um homem diz “obrigado eu”; uma mulher, “obrigada eu”).
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Ainda se usa a mesóclise?
Sim, ainda se usa, mas no Brasil isso só ocorre no contexto jurídico, religioso, literário e científico. Deve ser evitada nas redações, por conferir um tom cerimonioso ao discurso. Na fala espontânea, é estranha, a menos que seja intencional. Em Portugal, é mais frequente, mesmo em situações formais. O professor Celso Cunha, gramático responsável pela revisão da Constituição promulgada em 1988, eliminou todos os casos de mesóclise do texto original, substituindo por locuções verbais formadas pelo verbo auxiliar ir. O eminente Mestre substituiu casos como o de “Adotar-se-ão medidas de controle...” por “Serão adotadas medidas de controle”.
Muito já se discutiu sobre esse e outros casos análogos (“Alguém andou sujando as coisas por aqui”). Há os que preferem classificar o sujeito pelo aspecto semântico. Por esse critério, o sujeito de “Quem não faz” e de “Alguém andou por aqui” seria indeterminado. A conduta predominante, no entanto, é outra: considera-se esse tipo de sujeito “determinado simples”. Nesse caso, tem-se apenas indeterminação semântica, e não sintática. Semanticamente, não se sabe quem é o agente da ação, mas, sintaticamente, há um sujeito simples implícito.
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À frente com ou sem crase?
Na expressão “a duzentos metros”, não ocorre crase, já que “duzentos metros” é expressão masculina plural; o “a” em questão é mera preposição. Na expressão “à frente”, ocorre crase, já que se trata de locução (adverbial ou prepositiva) feminina (“Ele está sempre à frente”; “Esse músico sempre está à frente do seu tempo”). Nas locuções prepositivas e conjuntivas femininas, sempre ocorre crase: à procura de, à espera de, à beira de, à custa de, à força de, à sombra de, à medida que, à proporção que. Nos adjuntos adverbiais de meio ou instrumento, o uso da crase é facultativo em alguns casos. Em outros, é obrigatório para evitar ambiguidades.
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Locução Adjetiva
Eventualmente, é impossível trocar a locução adjetiva por um adjetivo propriamente dito. Qual é, por exemplo, o adjetivo equivalente a “da caneta” em “o formato da caneta”? Que diríamos? O formato “canetal”? Em “o gato da vizinha”, pode-se pensar, num primeiro momento e por mero equívoco, na troca de “da vizinha” por “vicinal” (“O gato vicinal”). Além de soar estranha, a construção nem de longe pode ser dada como equivalente a “O gato da vizinha”, mas uma construção diferente, já que “vicinal” não equivale a “do/da vizinho/a”; “vicinal” é sinônimo do adjetivo “vizinho”, e não do substantivo “vizinho” (“O povoado vizinho/vicinal é menor do que este”).
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O feminino de imperador é?
Os dicionários se contradizem em relação ao significado de “imperadora”. Alguns dão essa palavra como equivalente a “imperatriz”, em todos os sentidos (“soberana de uma nação” ou “mulher de imperador”); outros registram “imperadora” apenas como “mulher de imperador”. Há ainda quem dê “imperadora” apenas como “soberana de uma nação”. Confuso, não? Se eles não se entendem... Bem, noves fora, parece que não há problema em usar as duas formas. Português é uma ciência humana, não uma ciência exata, isto é, não é 2 + 2 = 4 como na matemática.
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Complemento nominal
Sim, numa primeira análise, o predicativo do sujeito “nós” (implícito na forma verbal “fomos”) é toda a expressão “fiéis ao acordo”, na qual “ao acordo” funciona como complemento do nome “fiéis”.
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Diferença entre `sob` e `sobre
Seria “sob”, sim. Esse erro é muito comum, em frases como “O posto está sobre nova direção” ou “O menino está sobre a responsabilidade dos tios”. A preposição “sob”, como diz o “Aurélio”, “de maneira geral, dá ideia da posição de uma coisa em relação a outra que lhe fica por cima”. O posto fica “sob” a direção de alguém porque esse alguém lhe fica por cima, ou seja, comanda, dirige.
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Qual é o tipo de sujeito nesta oração: "Quem não faz..."
Muito já se discutiu sobre esse e outros casos análogos (“Alguém andou sujando as coisas por aqui”). Há os que preferem classificar o sujeito pelo aspecto semântico. Por esse critério, o sujeito de “Quem não faz” e de “Alguém andou por aqui” seria indeterminado. A conduta predominante, no entanto, é outra: considera-se esse tipo de sujeito “determinado simples”. Não se confunde a ideia de indefinição com a de indeterminação, pois os sujeitos são representados gramaticalmente pelos pronomes indefinidos e indeterminados. Os casos de sujeito indeterminado são apenas quatro: verbo na 3ª pessoa do plural, sem referência, verbo no infinitivo impessoal, pronome 'você' de uso coloquial, que atua como indeterminador do sujeito, verbo transitivo indireto, intransitivo, de ligação ou transitivo direto seguido de objeto direto preposicionado na 3ª pessoa do singular, acompanhado do pronome se, que atua como índice de indeterminação do sujeito.
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Uso da crase
Não ocorre acento indicador de crase nesse caso. É preciso lembrar que a palavra “crase” significa “contração, junção” (em gramática, fusão de duas vogais iguais: “à” = “a” + “a”). Quando se nota que nas expressões citadas não se emprega artigo antes do primeiro elemento (“De segunda a sábado, de segunda a domingo, de segunda a sexta”; “De terça a domingo, de terça a sexta, de terça a sábado, de quarta a sábado, de quarta a domingo”), conclui-se que o paralelismo impõe a ausência do artigo antes do segundo elemento. Em outras palavras, se não dizemos “da segunda a sábado” (“da” = “de” + “a”), ou seja, se não usamos artigo antes de “segunda”, por que usaremos antes de “sábado”? Simetria. O “de” e o “a”, no caso (“De segunda a sábado”), são meras preposições.
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Nos dois casos a palavra “quando” é conjunção temporal, já que introduz oração subordinada adverbial temporal (aquela que marca o tempo do fato expresso na oração principal).
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Uso do ponto e vírgula
O ponto e vírgula é um sinal intermediário entre a vírgula e o ponto final. Só pode ser usado para separar partes que, embora pertençam ao mesmo conjunto, guardam uma certa autonomia, independência entre si. Veja este exemplo: “Lula retira urgência do pré-sal; oposição promete gastar todo o prazo possível”. As duas informações se referem ao mesmo assunto, mas tratam de aspectos específicos. Numa construção como “Quando acordei, ainda chovia”, por exemplo, o ponto e vírgula seria impensável, visto que há dependência entre as duas orações que constituem o período. Bastaria apenas a vírgula.
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Segmento X Seguimento
Segmento” é o ato de segmentar, sinônimo de “seção” (ou “secção”), “parte”, “porção” (“Isso não ocorre apenas nesse segmento da sociedade”). “Seguimento” é o “ato de seguir”, continuidade, sequência, prosseguimento (“O seguimento obstinado de certas teorias leva muita gente a situações insolúveis”).
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Como identificar em um verbo ou substantivo a desinência?
A desinência também é chamada de “sufixo flexional”, já que indica a flexão (de gênero e número) dos nomes e (de tempo, modo, pessoa e número) dos verbos. As flexões de voz e aspecto não são marcadas por desinências, pois o critério para se estabelecer a voz e o aspecto é semântico, sintático ou estilístico, e não morfológico. Grau é derivação, e não flexão, pois o elemento que o forma não é desinência, mas sim sufixo. A palavra “amarelada” pode ser tomada como o feminino do particípio de “amarelar” (“A roupa foi amarelada pelo tempo”) ou como adjetivo (“Ela parecia doente; tinha a pela amarelada”). No primeiro caso, temos a desinência “-ado”, formadora do particípio. Adjetivo é derivação, enquanto particípio é flexão do verbo. No segundo caso, em que “amarelado” é adjetivo, as posições se dividem. No item “etimologia”, o “Houaiss” diz que se trata simplesmente do particípio de “amarelar”, usado como adjetivo; o “Aurélio” diz que a formação é “amarelo” + “-ado”, mas não a desinência “-ado”, e sim o sufixo “-ado”, que significa “provido de”, “que tem caráter ou forma de”, “semelhante a” (com o mesmo valor que tem em “efeminado”, “ameninado” etc.). Se alguém disser 'concordo em gênero, número e grau', responda: 'grau não é flexão, não precisa concordar, pode até discordar'.
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O que é `silogismo`?
“Silogismo” é um raciocínio formado por duas premissas (afirmações) e uma conclusão, como se vê neste exemplo: “Todo paranaense é brasileiro; Fulano é paranaense, logo/portanto Fulano é brasileiro”.
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Construção típica da linguagem informal
Trata-se de construção típica da linguagem informal, espontânea. Passada para o registro formal, da língua, essa construção apresentaria algumas alterações e ficaria mais ou menos assim: “Aluno que não gosta de estudar só assiste às aulas quando simpatiza com o professor”.
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Quando é que usamos de ou da?
Em português, os nomes de países costumam pedir artigo, mas há exceções, como Cuba, Portugal, Israel, Angola, Moçambique etc., que só admitem o artigo quando determinados com um adjunto adnominal. Com os nomes de cidades, ocorre o contrário, ou seja, só costuma haver artigo quando especificadas, mas também há exceções, como Rio de Janeiro, Cairo, Porto (cidade de Portugal) etc.
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Palavras terminadas em “-logia” e “-iatria”
Não há regra específica para isso. O que conta, efetivamente, é o uso, a tradição, a história da palavra. A terminação grega
“-logia” se refere especificamente à ideia de “estudo”, “ciência”. A terminação grega “-iatria” se refere à idéia de “tratamento” (“geriatria”, por exemplo, é o “tratamento da velhice”, enquanto “urologia”, por exemplo, é o estudo de tudo que envolve o sistema urinário. Ao fim e ao cabo, as duas terminações se referem ao estudo e, obviamente, à (tentativa de) cura das diversas doenças.
Abreviatura de certas palavras
O uso dessas formas reduzidas em e-mails depende essencialmente do tipo de mensagem que se troca e do grau de (in)formalidade da relação existente entre as pessoas que se correspondem. Em linguagem formal, essas reduções são inadequadas; em linguagem informal (mesmo no ambiente empresarial), elas são perfeitamente adequadas.
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Qual a diferença entre `ironia` e `crítica`?
A ironia é uma figura de linguagem, que consiste em dizer o contrário do que se quer dar a entender: “Ela é muito fina” (quando se quer dizer que ela é mais do que grossa); “Nossa, como ele é culto!” (quando se quer dizer que ele não leu mais do que meia página em toda a vida). A crítica pode ser pura e simplesmente a análise de algo (uma obra, por exemplo) ou a manifestação desfavorável a respeito de algo (“O técnico fez pesada crítica à atuação do árbitro”).
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Formas nominais dos verbos
Quando não são acompanhados de verbo auxiliar, o gerúndio, o particípio e o infinitivo podem constituir orações (reduzidas): “Agindo assim, você se dará mal”; “Encerrada a votação, partiu-se logo para a apuração dos votos”; “Convém dirigir com cautela”. No exemplo dado, pode-se considerar que “eleito” é particípio e forma oração reduzida, já que equivale a “que foi eleito” (“...Ronaldinho Gaúcho, que duas vezes foi eleito o melhor jogador do mundo”).
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Pode o verbo NECESSITAR ser usado sem preposição?
Pode, sim. Quando significam “ter necessidade de”, “carecer”, os verbos “necessitar” e “precisar” podem ser usados com a preposição “de” ou sem ela, quando o complemento é representado por um substantivo ou pronome: “Preciso de dinheiro”, “Preciso dinheiro”, “Necessito de paz”, “Necessito paz”. Se o complemento for representado por um verbo no infinitivo, a preposição é omitida.
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Grafia de palavra `jiu-jítsu`
A grafia consagrada nos dicionários é “jiu-jítsu” (com hífen e acento agudo no segundo elemento).
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Concordância do verbo `ser`
É absolutamente impossível dizer “foi eu”. O verbo (“ser”, no caso) concordará sempre com o pronome “eu”, o que imporá a forma “fui” (“Fui eu que/quem...”). Quando se usa “que” (“Fui eu que...”), o verbo seguinte concordará com o pronome anterior: “Fui que fiz...” (ou ‘falei’, ‘comprei’, ‘sujei’ etc.); “Fomos nós que fizemos” (ou ‘falamos’, ‘compramos’, ‘sujamos’ etc.). Quando se usa “quem” (“Fui eu quem...”), o verbo seguinte concordará com esse “quem”, ou seja, ficará na terceira pessoa do singular (“Fui eu quem fez”, “Fomos nós quem fez”) ou concordará com o pronome anterior (“Fui eu quem fiz”, “Fomos nós quem fizemos”, “Foram eles quem fizeram”). Convém lembrar a famosa frase “Quem paga sou eu”, que, em outra ordem, pode ser “Sou eu quem paga”. Em linguagem informal e literária, é correto dizer 'Sou eu quem pago' ou 'Foram eles quem fizeram', para enfatizar o verdadeiro agente do processo. É uma opção estilística (ênfase, expressividade), mas não constitui erro.
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Concordância do verbo `fazer`
A forma correta é “Essas carreiras não me fazem bem”. O verbo deve sempre concordar com o sujeito, que, no caso, é “essas carreiras”. São elas (“carreiras”) que não me fazem bem.
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Onde X Aonde
Em termos de língua formal moderna, emprega-se “aonde” (que resulta de “a” + “onde”) com verbos como “chegar”, “ir”, “levar”, “dirigir-se”, que indicam movimento e se podem usar com a preposição “a”: “Aonde você vai?”, “Não sei aonde você quer chegar”; “O cinema aonde você sempre lava as crianças passará por grandes reformas”. Com os demais verbos, emprega-se “onde”: “Onde você mora?”, “A cidade onde nasci fica longe daqui”. Semanticamente, a noção de lugar se aplica a espaços físicos, virtuais ou figurados.
Às vezes, ouça a expressão "enfear", para designar a ideia de "ficar feio". É isso mesmo?
“Enfear” é mesmo sinônimo de “tornar feio”. Existe uma forma variante, pouco usada, mas também correta: “afear” (que não se pode confundir com “afiar”).
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Qual é a melhor forma de dizer: “sentei-me no banco” ou posso dizer “me sentei no banco...”?
Há quase cem anos, Oswald de Andrade escreveu o poema “Pronominais”, em que aborda magistralmente a questão: “Dê-me um cigarro / Diz a gramática / do professor e do aluno / e do mulato sabido / Mas o bom negro e o bom branco / Da Nação brasileira / Dizem todos os dias / Deixa disso, camarada / Me dá um cigarro”. Em linguagem formal, sobretudo na escrita, é incomum o pronome oblíquo iniciar uma oração, exceto sob licença poética ou quando se pretende reproduzir a fala coloquial, mas no dia a dia e na literatura, na linguagem espontânea, brasileira... Deixa disso, camarada... Somente pronomes pessoais retos podem iniciar uma frase, porque têm tonicidade. Pronomes pessoais oblíquos átonos precisam se apoiar em outras palavras. Quando o se não é pronome, mas sim conjunção, pode iniciar.
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Verbo "mediar"
O verbo “mediar” é dado como irregular nas gramáticas e dicionários. Sua conjugação, assim como ansiar, remediar, intermediar e incendiar, segue a de “odiar”, portanto a forma dada como correta é “medeia”: “O tutor medeia a aprendizagem”. Os outros verbos terminados em iar (anunciar, copiar, denunciar, renunciar) são regulares, como confiar.
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Há situações em que a ambiguidade é aceitável em um texto?
A ambiguidade só é um defeito ou vício de linguagem em textos em que se exige rigor formal, precisão na linguagem e na informação etc. Em textos poéticos, publicitários, reportagens, notícias etc., o objetivo do autor muitas vezes é justamente a ambiguidade, como se vê nestes dois exemplos: a) “Poema só para Jayme Ovalle” (título de um poema de Manuel Bandeira, em que “só” pode ser adjetivo, caso em que significa “sozinho”, ou advérbio, caso em que significa “apenas”); b) “Alguém quer ver você voando” (de uma peça publicitária de uma companhia de aviação).
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Qual a função da letra H?
Embora de fato não represente nenhum som, o “h” exerce pelo menos três papéis em português: a) forma dígrafo com as letras “c”, “l” e “n” (como em “cachorro”, “palha” e “ninho”); b) representa aspiração mais ou menos forte, em interjeições e onomatopéias (como em “hum”, “hã” etc.); c) por força da etimologia (origem), inicia diversas das nossas palavras (“homem”, “herói”, “hábil”, “habitar”, “hermético”, “hoje” etc.).
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"obrigada" X "obrigado
São possíveis várias formas. Além das mencionadas, é possível usar “obrigado/a eu” ou 'obrigado a você / obrigada a você' (um homem diz “obrigado eu”; uma mulher, “obrigada eu”).
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Ainda se usa a mesóclise?
Sim, ainda se usa, mas no Brasil isso só ocorre no contexto jurídico, religioso, literário e científico. Deve ser evitada nas redações, por conferir um tom cerimonioso ao discurso. Na fala espontânea, é estranha, a menos que seja intencional. Em Portugal, é mais frequente, mesmo em situações formais. O professor Celso Cunha, gramático responsável pela revisão da Constituição promulgada em 1988, eliminou todos os casos de mesóclise do texto original, substituindo por locuções verbais formadas pelo verbo auxiliar ir. O eminente Mestre substituiu casos como o de “Adotar-se-ão medidas de controle...” por “Serão adotadas medidas de controle”.
Imagina alguém num bar com tom de gracejo falando: 'encontrar-te-ei no shopping' ou 'levar-te-ei à igreja'.
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Quando abrevio a palavra “observação”?
Não só com a abreviação de “observação”, mas também com a de outras palavras deve-se colocar ponto e dois pontos, quando em seguida se elucida algo, como se vê neste exemplo: “Obs.: em Portugal, o trema tinha sido abolido em 1945”.
Quando devo usar DE MAIS e DEMAIS?
“De mais” se opõe a “de menos”; significa também “a mais”: “Não vejo nada de mais nesse texto”; “Havia uma pessoa de mais na sala”. “Demais” significa “em excesso”, “em demasia”: “Seus livros e canções agradam demais ao público e à crítica”; “Sempre se amaram demais”. Usa-se também com o sentido de “outros”, “restantes”: “Os demais acharam melhor ficar”.
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Está errado dizer “cheinho” e “sainha”?
Há muito tempo os dicionários registram formas como “feiíssimo”, “cheiíssimo”, “sumariíssimo” ou “seriíssimo”, em que se agrega à palavra primitiva terminada em “io” ou “ia” o sufixo “-íssimo”, o que explica o “ií” (sério + -íssimo = seriíssimo). O fato também se dá com o diminutivo de substantivos terminados em “io” ou “ia”, o que explica flexões como “cheiinho” ou “saiinha”. Ocorre, porém, que o uso de todas essas formas é infrequente. Predominam mesmo as formas sem o “i” dobrado, que, no entanto, ainda não contam com abonação unânime de dicionários e gramáticas. Na linguagem jurídica, está consagrada 'sumaríssimo'.
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O que significa a palavra “pos-mortem”?
Trata-se de expressão latina que, ao pé da letra, significa “depois da morte”. Pode ser usada com o sentido literal (“Sua promoção post-mortem chocou os conservadores”) ou figurado (“Os elogios post-mortem ao governo recém-findo não acalmaram os ânimos dos partidários do ex-presidente”). Aparece grafada de duas maneiras (“post mortem” e “post-mortem”).
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Uso dos pronomes pessoais como objeto direto
Esse emprego é cada vez mais comum no Brasil, sobretudo na linguagem oral. Em se tratando de linguagem formal, no entanto, não se registra o emprego desses pronomes como objetos diretos, objetos indiretos, ou mesmo como complementos nominais, adjuntos adverbiais ou agentes da passiva, exceto sob licença poética ou quando se pretende reproduzir a fala coloquial. Adaptada à língua culta, a frase em questão passaria a “Encontrei-os saindo do prédio” (ou “Eu os encontrei saindo do prédio” ou ainda “Eu encontrei-os saindo do prédio”).
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Quando abrevio a palavra “observação”?
Não só com a abreviação de “observação”, mas também com a de outras palavras deve-se colocar ponto e dois pontos, quando em seguida se elucida algo, como se vê neste exemplo: “Obs.: em Portugal, o trema tinha sido abolido em 1945”.
Quando devo usar DE MAIS e DEMAIS?
“De mais” se opõe a “de menos”; significa também “a mais”: “Não vejo nada de mais nesse texto”; “Havia uma pessoa de mais na sala”. “Demais” significa “em excesso”, “em demasia”: “Seus livros e canções agradam demais ao público e à crítica”; “Sempre se amaram demais”. Usa-se também com o sentido de “outros”, “restantes”: “Os demais acharam melhor ficar”.
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Está errado dizer “cheinho” e “sainha”?
Há muito tempo os dicionários registram formas como “feiíssimo”, “cheiíssimo”, “sumariíssimo” ou “seriíssimo”, em que se agrega à palavra primitiva terminada em “io” ou “ia” o sufixo “-íssimo”, o que explica o “ií” (sério + -íssimo = seriíssimo). O fato também se dá com o diminutivo de substantivos terminados em “io” ou “ia”, o que explica flexões como “cheiinho” ou “saiinha”. Ocorre, porém, que o uso de todas essas formas é infrequente. Predominam mesmo as formas sem o “i” dobrado, que, no entanto, ainda não contam com abonação unânime de dicionários e gramáticas. Na linguagem jurídica, está consagrada 'sumaríssimo'.
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O que significa a palavra “pos-mortem”?
Trata-se de expressão latina que, ao pé da letra, significa “depois da morte”. Pode ser usada com o sentido literal (“Sua promoção post-mortem chocou os conservadores”) ou figurado (“Os elogios post-mortem ao governo recém-findo não acalmaram os ânimos dos partidários do ex-presidente”). Aparece grafada de duas maneiras (“post mortem” e “post-mortem”).
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Uso dos pronomes pessoais como objeto direto
Esse emprego é cada vez mais comum no Brasil, sobretudo na linguagem oral. Em se tratando de linguagem formal, no entanto, não se registra o emprego desses pronomes como objetos diretos, objetos indiretos, ou mesmo como complementos nominais, adjuntos adverbiais ou agentes da passiva, exceto sob licença poética ou quando se pretende reproduzir a fala coloquial. Adaptada à língua culta, a frase em questão passaria a “Encontrei-os saindo do prédio” (ou “Eu os encontrei saindo do prédio” ou ainda “Eu encontrei-os saindo do prédio”).
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O uso da vírgula junto a "etc"
São registrados os dois procedimentos. Quem opta por levar em conta a origem de “etc.” não emprega a vírgula antes dessa abreviatura. Agem assim, por exemplo, o “Houaiss”, o Michaelis, o VOLP e alguns jornais, como a Folha de S. Paulo. Há quem opte por não levar em conta a origem da abreviatura, o que significa considerar o “etc.” como um elemento a mais na enumeração e, conseqüentemente, empregar a vírgula. Age assim o “Aurélio” e o Aulete. Do ponto de vista gramatical, ambas são corretas. Do ponto de vista estilístico, é recomendado empregar a vírgula.
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Está errado escrever “num” em um texto?
É perfeitamente possível empregar “num” em lugar de “em um”, assim como é perfeitamente possível empregar “dum” em lugar de “de um”, seja no registro oral, seja no registro formal culto. Não confunda 'num', a contração da preposição em com o artigo indefinido ou numeral um (mora num sítio no interior, fiz o trabalho num dia só), com o advérbio de negação, sinônimo de não, típico da linguagem coloquial brasileira e dos escritores de renome (num vou, isso num existe, num preciso disso)
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Está certo dizer “todos os” em uma frase?
É perfeitamente possível e correto dizer “Participarão todos os que apresentarem a devida documentação”, “Todos os alunos se saíram bem na prova”, “Todos os brasileiros têm esse direito” ou “Ouvi todos os cinco discos que ela recomendou”.
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Uso do pronome demonstrativo
Se o mês em que se fará o pagamento é o que está em curso, a forma correta é “neste mês”. Se o pagamento for feito em um mês futuro, já citado no texto, a forma adequada é “nesse mês”.
As palavras SAIA (vestuário) e SAÍA (conjugação do verbo SAIR) são consideradas homógrafas?
As palavras SAIA (vestuário) e SAÍA (conjugação do verbo SAIR) podem ser consideradas homógrafas? Por quê? “São” (do verbo ser) e “são” (forma reduzida de “santo”) são homógrafas, já que se grafam da mesma maneira, mas têm significado diferente. Palavras como “saia” e “saía” ou “publica” e “pública” são consideradas “homógrafas imperfeitas”, porque se distinguem pela acentuação gráfica.
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Plural de cores
Usado como adjetivo por derivação imprópria, o vocábulo “rosa” não varia: “Comprei duas camisas rosa”. Isso ocorre com todos os substantivos que se usam com a expressão “cor de”, explícita ou implícita: “Comprei duas camisas (cor de) gelo”; “Comprei duas camisas (cor de) vinho”; “Comprei duas camisas (cor de) limão”.
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Uso de "s" ou "z" em final de certas palavras
Macete não há. O conhecimento de algumas sistematizações pode evitar problemas. Adjetivos pátrios, por exemplo, são grafados com “s” quando terminam em “ês”: português, holandês, francês, libanês. Substantivos abstratos derivados de adjetivos são grafados com “z”: estupidez (de estúpido), aridez (de árido), flacidez (de flácido), escassez (de escasso). Os verbos “pôr” e “querer” (e seus derivados, como compor, dispor, repor, expor, impor, supor, antepor, depor etc.) não apresentam forma terminadas em “z”: quis, pus. É só lembrar dessa frase: Pôr e querer, sempre S, nunca Z. Erradamente se escreve com Z por associação com outros verbos, como dizer, fazer e trazer (ele diz, ele faz, ele traz). Quiz é um substantivo de origem inglesa, e significa conjunto de perguntas para avaliar os conhecimentos.
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No dia a dia, devo obrigatoriamente dizer “sentei-me no banco” ou posso dizer “me sentei no banco...
Há quase cem anos, Oswald de Andrade escreveu o poema “Pronominais”, em que aborda magistralmente a questão: “Dê-me um cigarro / Diz a gramática / do professor e do aluno / e do mulato sabido / Mas o bom negro e o bom branco / Da Nação brasileira / Dizem todos os dias / Deixa disso, camarada / Me dá um cigarro”. Em linguagem formal, sobretudo na escrita, exceto sob licença poética e na reprodução da fala, é incomum o pronome oblíquo iniciar um período, mas no dia a dia, na linguagem espontânea, brasileira... Deixa disso, camarada... Somente os pronomes pessoais retos e as conjunções - coordenativas e subordinativas - podem iniciar frases.
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"através de" X "por meio de"
Durante muito tempo se condenou (e se omitiu dos dicionários) o emprego de “através de” com o sentido de “por intermédio de”, “por meio de”, limitando seu uso à ideia de atravessar, embora na língua viva esse uso fosse mais do que real e consagrado. O Dicionário “Aurélio” (em sua edição de 1999) finalmente registrou o que já era mais do que evidente: o emprego de “através de” com o sentido de “por intermédio de”, portanto...
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A palavra curriculum-vitae já foi aportuguesada?
A expressão é latina e se escreve sem hífen. Ao pé da letra, significa “carreira da vida”. Já foi aportuguesada, sim: “currículo”. Pode-se, pois, optar por “curriculum vitae” (“O candidato deve apresentar seu curriculum vitae no momento da inscrição”) ou por “currículo” (“O candidato deve apresentar seu currículo no momento da inscrição”). Currículo vitae é mistura de latim com português. Se usar curriculum vitae, coloque itálico ou aspas.
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Como se devem escrever as horas em um texto?
Na verdade, não se trata de uma questão gramatical. Há uma convenção internacional que regula esse caso. Abrevia-se “hora” com “h” e minuto com “min”. Vejamos alguns exemplos: “O jogo começou às 20h45min”; “A eleição terminará às 17h”. Por economia de espaço, a imprensa costuma eliminar a forma “min” nesse tipo de informação: “O jogo começou às 20h45”. H maiúsculo é o símbolo do hidrogênio, enquanto m é abreviatura de metro. Não existem símbolos como hs, hr, hrs ou mins.
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As palavras sinônimas têm significado igual?
Embora alguns dicionários definam “sinônimo” como “palavra que tem sentido idêntico ao de outra”, nem sempre os sentidos são idênticos. Talvez seja melhor definir “sinônimo” como “palavra que tem significado parecido com o de outra”. A escolha do sinônimo para que se evite repetição depende daquilo que se quer realçar quando se faz a segunda caracterização. Às vezes é melhor escolher uma palavra que não seja propriamente um sinônimo, mas que esteja no mesmo campo semântico (de significado) e que destaque outro aspecto importante do ser qualificado. Quando se fala de um político corrupto, por exemplo, pode-se optar por algum adjetivo que não seja propriamente sinônimo de “corrupto” (como “cínico”), mas que destaque outra “qualidade” inerente aos corruptos.
Devo escrever os meses do ano com inicial maiúscula ou minúscula?
Os nomes dos meses, assim como os dias da semana e as estações do ano, são substantivos comuns e não próprios, portanto são escritos com inicial minúscula, exceto em início de frase: “Curitiba, 2 de agosto de 2008”; “Pretendo ir lá em outubro”.
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O uso da vírgula junto a "etc"
São registrados os dois procedimentos. Quem opta por levar em conta a origem de “etc.” não emprega a vírgula antes dessa abreviatura. Agem assim, por exemplo, o “Houaiss”, o Michaelis, o VOLP e alguns jornais, como a Folha de S. Paulo. Há quem opte por não levar em conta a origem da abreviatura, o que significa considerar o “etc.” como um elemento a mais na enumeração e, conseqüentemente, empregar a vírgula. Age assim o “Aurélio” e o Aulete. Do ponto de vista gramatical, ambas são corretas. Do ponto de vista estilístico, é recomendado empregar a vírgula.
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Está errado escrever “num” em um texto?
É perfeitamente possível empregar “num” em lugar de “em um”, assim como é perfeitamente possível empregar “dum” em lugar de “de um”, seja no registro oral, seja no registro formal culto. Não confunda 'num', a contração da preposição em com o artigo indefinido ou numeral um (mora num sítio no interior, fiz o trabalho num dia só), com o advérbio de negação, sinônimo de não, típico da linguagem coloquial brasileira e dos escritores de renome (num vou, isso num existe, num preciso disso)
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Está certo dizer “todos os” em uma frase?
É perfeitamente possível e correto dizer “Participarão todos os que apresentarem a devida documentação”, “Todos os alunos se saíram bem na prova”, “Todos os brasileiros têm esse direito” ou “Ouvi todos os cinco discos que ela recomendou”.
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Uso do pronome demonstrativo
Se o mês em que se fará o pagamento é o que está em curso, a forma correta é “neste mês”. Se o pagamento for feito em um mês futuro, já citado no texto, a forma adequada é “nesse mês”.
As palavras SAIA (vestuário) e SAÍA (conjugação do verbo SAIR) são consideradas homógrafas?
As palavras SAIA (vestuário) e SAÍA (conjugação do verbo SAIR) podem ser consideradas homógrafas? Por quê? “São” (do verbo ser) e “são” (forma reduzida de “santo”) são homógrafas, já que se grafam da mesma maneira, mas têm significado diferente. Palavras como “saia” e “saía” ou “publica” e “pública” são consideradas “homógrafas imperfeitas”, porque se distinguem pela acentuação gráfica.
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Usado como adjetivo por derivação imprópria, o vocábulo “rosa” não varia: “Comprei duas camisas rosa”. Isso ocorre com todos os substantivos que se usam com a expressão “cor de”, explícita ou implícita: “Comprei duas camisas (cor de) gelo”; “Comprei duas camisas (cor de) vinho”; “Comprei duas camisas (cor de) limão”.
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Uso de "s" ou "z" em final de certas palavras
Macete não há. O conhecimento de algumas sistematizações pode evitar problemas. Adjetivos pátrios, por exemplo, são grafados com “s” quando terminam em “ês”: português, holandês, francês, libanês. Substantivos abstratos derivados de adjetivos são grafados com “z”: estupidez (de estúpido), aridez (de árido), flacidez (de flácido), escassez (de escasso). Os verbos “pôr” e “querer” (e seus derivados, como compor, dispor, repor, expor, impor, supor, antepor, depor etc.) não apresentam forma terminadas em “z”: quis, pus. É só lembrar dessa frase: Pôr e querer, sempre S, nunca Z. Erradamente se escreve com Z por associação com outros verbos, como dizer, fazer e trazer (ele diz, ele faz, ele traz). Quiz é um substantivo de origem inglesa, e significa conjunto de perguntas para avaliar os conhecimentos.
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No dia a dia, devo obrigatoriamente dizer “sentei-me no banco” ou posso dizer “me sentei no banco...
Há quase cem anos, Oswald de Andrade escreveu o poema “Pronominais”, em que aborda magistralmente a questão: “Dê-me um cigarro / Diz a gramática / do professor e do aluno / e do mulato sabido / Mas o bom negro e o bom branco / Da Nação brasileira / Dizem todos os dias / Deixa disso, camarada / Me dá um cigarro”. Em linguagem formal, sobretudo na escrita, exceto sob licença poética e na reprodução da fala, é incomum o pronome oblíquo iniciar um período, mas no dia a dia, na linguagem espontânea, brasileira... Deixa disso, camarada... Somente os pronomes pessoais retos e as conjunções - coordenativas e subordinativas - podem iniciar frases.
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"através de" X "por meio de"
Durante muito tempo se condenou (e se omitiu dos dicionários) o emprego de “através de” com o sentido de “por intermédio de”, “por meio de”, limitando seu uso à ideia de atravessar, embora na língua viva esse uso fosse mais do que real e consagrado. O Dicionário “Aurélio” (em sua edição de 1999) finalmente registrou o que já era mais do que evidente: o emprego de “através de” com o sentido de “por intermédio de”, portanto...
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A palavra curriculum-vitae já foi aportuguesada?
A expressão é latina e se escreve sem hífen. Ao pé da letra, significa “carreira da vida”. Já foi aportuguesada, sim: “currículo”. Pode-se, pois, optar por “curriculum vitae” (“O candidato deve apresentar seu curriculum vitae no momento da inscrição”) ou por “currículo” (“O candidato deve apresentar seu currículo no momento da inscrição”). Currículo vitae é mistura de latim com português. Se usar curriculum vitae, coloque itálico ou aspas.
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Como se devem escrever as horas em um texto?
Na verdade, não se trata de uma questão gramatical. Há uma convenção internacional que regula esse caso. Abrevia-se “hora” com “h” e minuto com “min”. Vejamos alguns exemplos: “O jogo começou às 20h45min”; “A eleição terminará às 17h”. Por economia de espaço, a imprensa costuma eliminar a forma “min” nesse tipo de informação: “O jogo começou às 20h45”. H maiúsculo é o símbolo do hidrogênio, enquanto m é abreviatura de metro. Não existem símbolos como hs, hr, hrs ou mins.
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Embora alguns dicionários definam “sinônimo” como “palavra que tem sentido idêntico ao de outra”, nem sempre os sentidos são idênticos. Talvez seja melhor definir “sinônimo” como “palavra que tem significado parecido com o de outra”. A escolha do sinônimo para que se evite repetição depende daquilo que se quer realçar quando se faz a segunda caracterização. Às vezes é melhor escolher uma palavra que não seja propriamente um sinônimo, mas que esteja no mesmo campo semântico (de significado) e que destaque outro aspecto importante do ser qualificado. Quando se fala de um político corrupto, por exemplo, pode-se optar por algum adjetivo que não seja propriamente sinônimo de “corrupto” (como “cínico”), mas que destaque outra “qualidade” inerente aos corruptos.
Devo escrever os meses do ano com inicial maiúscula ou minúscula?
Os nomes dos meses, assim como os dias da semana e as estações do ano, são substantivos comuns e não próprios, portanto são escritos com inicial minúscula, exceto em início de frase: “Curitiba, 2 de agosto de 2008”; “Pretendo ir lá em outubro”.
Só se escrevem com maiúscula se pertencerem a uma expressão (Sábado de Aleluia, 15 de Novembro).
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Qual é a separação silábica correta de palavras como “mágoa, rédea e água”.
Embora se registre alguma instabilidade na emissão ou pronúncia de palavras como as citadas (que normalmente são proferidas como dissílabas, mas se ouvem também como trissílabas), costuma-se recomendar que não se separem os encontros vocálicos (ditongos crescentes, no caso) nelas presentes quando se faz a partição silábica. Ocorre, no entanto, que, em sua Base XX (“Da divisão silábica”), o “Acordo Ortográfico” diz explicitamente que se pode fazer essa partição (o exemplo dado é “á-re-a”). Moral da história: a tradição recomenda as separações “má-goa”, “ré-dea” e “á-gua”, respectivamente, mas o “Acordo” admite as separações “má-go-a”, “ré-de-a” e “á-gu-a”. O novo Acordo Ortográfico chama tanto de paroxítonas terminadas em ditongo quanto de proparoxítonas eventuais ou relativas.
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Qual é o correto: há muito tempo atrás” ou devo dizer apenas “há muito tempo”?
Embora na linguagem oral sejam frequentes construções como “Isso ocorreu há muito tempo atrás” ou “Estive aqui há trinta anos atrás”, no padrão formal da língua se evita o emprego simultâneo de “há” e “atrás”, considerado redundante. Se algo ocorreu “há trinta anos”, obviamente só pode ter ocorrido no passado, ou seja, num tempo que ficou para trás. Em se tratando do padrão formal da língua, portanto, aconselha-se o emprego de uma das duas formas: “Isso ocorreu trinta anos atrás” ou “Isso ocorreu há trinta anos”.
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Como devo usar os numerais de 7 a 15 numa frase?
Não há rigidez em relação a isso. Normalmente se usa a forma extensa quando se trata de números simples (um, dois, três, quatro, vinte, trinta, cem etc.), exceto em datas, horas, idades, medidas, porcentagens, endereços, resultados esportivos, resultados de votação e operações matemáticas, e quando o número é composto (aquele em cuja formação entra a conjunção “e”), costuma-se optar pelos algarismos (“Ficou no poder 37 anos”; “Ficou no poder de 1874 a 1901”). Mattoso Câmara, citado por Evanildo Bechara, diz que “os numerais passam a ser indicados na língua escrita por ideogramas” pela relação entre os numerais e arte de contar. Na frase em questão, parece cabível o emprego da forma extensa (“Daqui a dois meses, Pedro completa quinze anos”), mas não é absurda a substituição de “quinze” por “15”, por exemplo.
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Verbo ser
As gramáticas dizem que, em casos como esse, o verbo “ser” é impessoal (sem sujeito) e concorda com o predicativo (“duas horas”).
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Qual é o correto: “abrupto” e “ab-rupto”
Os dicionários divergem em relação à grafia dessa palavra. O “Caldas Aulete” e o “Aurélio” só registram “abrupto” (e só abonam a pronúncia “ab-rup-to”), mas o “Houaiss” e o “Vocabulário Ortográfico” registram as duas grafias (“abrupto” e “ab-rupto”) e abonam as duas pronúncias.
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Locuções verbais
No primeiro caso, a oração de que faz parte o verbo “resistir” funciona como complemento de “resolução”. No segundo caso, o verbo “entrechocar” participa (como verbo principal) de uma locução verbal (ter + infinitivo). Normalmente, não se flexiona o infinitivo que é regido por preposição e funciona como complemento de termo anterior: “Optaram por estudar no exterior”; “Despreparados, os policiais obrigaram os jovens a ficar de joelhos”; “Foram proibidos de participar”. Nesse caso, enfatiza-se o processo verbal (“estudar”, “ficar” e “participar”, respectivamente). No segundo caso, o infinitivo não é flexionado porque funciona como verbo principal da locução verbal. A flexão, no caso, ocorre no verbo auxiliar. Não se diz, por exemplo, “Eles vão estudarem”, nem “Eles vai estudarem”. A flexão se dá no primeiro verbo, o auxiliar: “Eles vão estudar”. É isso que explica o emprego sem flexão do infinitivo em “Vidas que têm de se entrechocar”.
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Oração subordinada adjetiva (2).
Como exercício, pensemos neste par: “Os brasileiros que dirigem irresponsavelmente não aplaudiriam medidas efetivamente duras contra os canalhas do trânsito”. Que fazer com a oração “que dirigem irresponsavelmente”? Depende do que se quer dizer. Se não se colocar nenhuma vírgula, afirmar-se-á que somente os motoristas brasileiros que dirigem irresponsavelmente não aplaudirão medidas duras. Com duas vírgulas (“Os brasileiros, que dirigem irresponsavelmente, não aplaudiriam medidas duras...”), afirmar-se-á que todos os brasileiros são motoristas irresponsáveis e todos, sem exceção, não aplaudiriam medidas duras. Bem, agora é com você leitor... Existem dois tipos de oração adjetiva: a explicativa (que generaliza, universaliza a significação do antecedente, e sempre é separada do termo anterior por vírgulas, travessões ou parênteses) e a restritiva (que restringe, delimita, particulariza a significação do termo antecedente, e nunca é separada do termo anterior por pontuação). A mensagem vai depender da pontuação:
Os micros, que são modernos, custam caro. (todos os micros são modernos e todos, sem exceção, custam caro)
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Qual é a separação silábica correta de palavras como “mágoa, rédea e água”.
Embora se registre alguma instabilidade na emissão ou pronúncia de palavras como as citadas (que normalmente são proferidas como dissílabas, mas se ouvem também como trissílabas), costuma-se recomendar que não se separem os encontros vocálicos (ditongos crescentes, no caso) nelas presentes quando se faz a partição silábica. Ocorre, no entanto, que, em sua Base XX (“Da divisão silábica”), o “Acordo Ortográfico” diz explicitamente que se pode fazer essa partição (o exemplo dado é “á-re-a”). Moral da história: a tradição recomenda as separações “má-goa”, “ré-dea” e “á-gua”, respectivamente, mas o “Acordo” admite as separações “má-go-a”, “ré-de-a” e “á-gu-a”. O novo Acordo Ortográfico chama tanto de paroxítonas terminadas em ditongo quanto de proparoxítonas eventuais ou relativas.
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Qual é o correto: há muito tempo atrás” ou devo dizer apenas “há muito tempo”?
Embora na linguagem oral sejam frequentes construções como “Isso ocorreu há muito tempo atrás” ou “Estive aqui há trinta anos atrás”, no padrão formal da língua se evita o emprego simultâneo de “há” e “atrás”, considerado redundante. Se algo ocorreu “há trinta anos”, obviamente só pode ter ocorrido no passado, ou seja, num tempo que ficou para trás. Em se tratando do padrão formal da língua, portanto, aconselha-se o emprego de uma das duas formas: “Isso ocorreu trinta anos atrás” ou “Isso ocorreu há trinta anos”.
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Como devo usar os numerais de 7 a 15 numa frase?
Não há rigidez em relação a isso. Normalmente se usa a forma extensa quando se trata de números simples (um, dois, três, quatro, vinte, trinta, cem etc.), exceto em datas, horas, idades, medidas, porcentagens, endereços, resultados esportivos, resultados de votação e operações matemáticas, e quando o número é composto (aquele em cuja formação entra a conjunção “e”), costuma-se optar pelos algarismos (“Ficou no poder 37 anos”; “Ficou no poder de 1874 a 1901”). Mattoso Câmara, citado por Evanildo Bechara, diz que “os numerais passam a ser indicados na língua escrita por ideogramas” pela relação entre os numerais e arte de contar. Na frase em questão, parece cabível o emprego da forma extensa (“Daqui a dois meses, Pedro completa quinze anos”), mas não é absurda a substituição de “quinze” por “15”, por exemplo.
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Verbo ser
As gramáticas dizem que, em casos como esse, o verbo “ser” é impessoal (sem sujeito) e concorda com o predicativo (“duas horas”).
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Qual é o correto: “abrupto” e “ab-rupto”
Os dicionários divergem em relação à grafia dessa palavra. O “Caldas Aulete” e o “Aurélio” só registram “abrupto” (e só abonam a pronúncia “ab-rup-to”), mas o “Houaiss” e o “Vocabulário Ortográfico” registram as duas grafias (“abrupto” e “ab-rupto”) e abonam as duas pronúncias.
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Locuções verbais
No primeiro caso, a oração de que faz parte o verbo “resistir” funciona como complemento de “resolução”. No segundo caso, o verbo “entrechocar” participa (como verbo principal) de uma locução verbal (ter + infinitivo). Normalmente, não se flexiona o infinitivo que é regido por preposição e funciona como complemento de termo anterior: “Optaram por estudar no exterior”; “Despreparados, os policiais obrigaram os jovens a ficar de joelhos”; “Foram proibidos de participar”. Nesse caso, enfatiza-se o processo verbal (“estudar”, “ficar” e “participar”, respectivamente). No segundo caso, o infinitivo não é flexionado porque funciona como verbo principal da locução verbal. A flexão, no caso, ocorre no verbo auxiliar. Não se diz, por exemplo, “Eles vão estudarem”, nem “Eles vai estudarem”. A flexão se dá no primeiro verbo, o auxiliar: “Eles vão estudar”. É isso que explica o emprego sem flexão do infinitivo em “Vidas que têm de se entrechocar”.
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Oração subordinada adjetiva (2).
Como exercício, pensemos neste par: “Os brasileiros que dirigem irresponsavelmente não aplaudiriam medidas efetivamente duras contra os canalhas do trânsito”. Que fazer com a oração “que dirigem irresponsavelmente”? Depende do que se quer dizer. Se não se colocar nenhuma vírgula, afirmar-se-á que somente os motoristas brasileiros que dirigem irresponsavelmente não aplaudirão medidas duras. Com duas vírgulas (“Os brasileiros, que dirigem irresponsavelmente, não aplaudiriam medidas duras...”), afirmar-se-á que todos os brasileiros são motoristas irresponsáveis e todos, sem exceção, não aplaudiriam medidas duras. Bem, agora é com você leitor... Existem dois tipos de oração adjetiva: a explicativa (que generaliza, universaliza a significação do antecedente, e sempre é separada do termo anterior por vírgulas, travessões ou parênteses) e a restritiva (que restringe, delimita, particulariza a significação do termo antecedente, e nunca é separada do termo anterior por pontuação). A mensagem vai depender da pontuação:
Os micros, que são modernos, custam caro. (todos os micros são modernos e todos, sem exceção, custam caro)
Os reis, que foram tiranos, maltrataram o povo. (todos os reis foram tiranos e todos, sem exceção, maltrataram o povo)
oração subordinada adjetiva explicativa = generalização
Os micros que são modernos custam caro. (somente os micros que são modernos custam caro)
oração subordinada adjetiva explicativa = generalização
Os micros que são modernos custam caro. (somente os micros que são modernos custam caro)
Os reis que foram tiranos maltrataram o povo. (somente os reis que foram tiranos maltrataram o povo)
oração subordinada adjetiva restritiva = restrição
Como diferenciar uma oração subordinada adjetiva explicativa de uma restritiva?
O importante, no caso, é perceber a diferença do papel de uma e de outra. A adjetiva restritiva limita o universo do termo por ela modificado. Em “Ele não gosta de mulheres que mentem”, por exemplo, a oração “que mentem” limita o universo de “mulheres” de que ele não gosta. Não se diz que ele não gosta de nenhum tipo de mulher; diz-se que ele não gosta de determinado tipo de mulher. A oração “que mentem” restringe, limita o universo de mulheres, por isso é restritiva, e justamente porque é restritiva é que não é separada por vírgula da anterior. Note que não se deve pensar que a oração é restritiva porque não é separada por vírgula; deve-se pensar que ela não é separada por vírgula porque é restritiva. Parece que eu disse a mesma coisa duas vezes, mas não disse.
Agora vejamos este caso: “As mulheres, que até a primeira metade do século passado não podiam votar, hoje ocupam cargos importantes em quase todas as nações”. Por acaso a oração “que até a primeira metade do século passado não podiam votar” restringe ou limita o universo de mulheres? De acordo com o texto, só uma parte das mulheres não podia votar? Não! O direito era negado a todas as mulheres, portanto a oração em questão não limita ou restringe, mas generaliza. Nesse caso, a oração é chamada de explicativa e, justamente por ser explicativa, é separada da anterior por vírgula.
Veja mais sobre a diferenciação da subordinada adjetiva em oração subordinada adjetiva (2).
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Palavras homógrafas
“Fui” (do verbo ser) e “fui” (do verbo ir) são homógrafas, já que se grafam da mesma maneira, mas têm significado diferente. Palavras como “saia” e “saía” ou “publica” e “pública” são consideradas “homógrafas imperfeitas”, porque se distinguem pela acentuação gráfica.
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Paralelismo semântico 2
Em “Aqui as prestações são menores do que a concorrência”, ocorre falta de paralelismo semântico (a semântica trata do sentido das palavras). O que se quer comparar, efetivamente, é o valor das prestações, o que se conseguiria com esta construção: “Aqui as prestações são menores do que as da concorrência”. Na frase original, não se compara o valor da prestação cobrada pela empresa X com o valor da prestação cobrada pelas demais empresas; compara-se o valor da prestação da empresa X com a concorrência, o que é simplesmente absurdo e desconexo. É bom lembrar que, em certos casos, a falta de paralelismo semântico gera efeitos interessantes, como se vê neste verso de Carlos Drummond de Andrade: “Perdi o bonde e a esperança”. “Bonde” e “esperança” obviamente não são elementos do mesmo campo semântico, mas seu emprego em paralelo certamente provoca um efeito interessante.
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Paralelismo semântico 1
Vamos direto ao ponto, com um exemplo concreto e real (manchete de jornal): “Funcionários cogitam nova greve e isolar governador”. Eis um belo exemplo de falta de paralelismo. Que cogitam os funcionários? Duas coisas, não? Uma delas é expressa por um substantivo (“greve”); a outra, por um verbo (“isolar”). Para que se estabelecesse o paralelismo (sintático), seria necessário que os dois complementos de “cogitam” fossem da mesma natureza, o que se conseguiria com o emprego de dois substantivos ou de dois verbos. Vamos lá: “Funcionários cogitam fazer (‘iniciar’ etc.) nova greve e isolar governador”; “Funcionários cogitam nova greve e isolamento de governador”. Outro exemplo de falta de paralelismo se vê neste caso: “Foi obrigado a optar entre o casamento ou a carreira”. Não se fecha o arco aberto pela preposição “entre” com a conjunção “ou”; fecha-se com a conjunção “e”: “Foi obrigado a optar entre o casamento e a carreira”.
Veja o complemento da resposta em: Paralelismo Semântico 2.
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Uso de maiúsculas
Em sua base XIX (“Das maiúsculas e minúsculas”), o texto do “Acordo Ortográfico” não faz nenhuma referência ao emprego de inicial maiúscula para patentes militares.
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O verbo é `mediar`
O verbo “mediar”, assim como ansiar, remediar, intermediar e incendiar, é dado como irregular nas gramáticas e dicionários. Sua conjugação segue a de “odiar”, portanto a forma dada como correta é “medeia”: “O tutor medeia a aprendizagem”. Os verbos como anunciar, copiar, denunciar, renunciar etc., conjugam-se como confiar. Só em Portugal que se conjuga negoceio, negoceias, negoceia etc.
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Automaquiagem: com ou sem hífen?
A forma correta é “automaquiagem”, sem hífen (antes e depois da reforma ortográfica: antes, porque o prefixo “auto-”, que significa 'por si próprio' ou a abreviação de 'automóvel' só se juntava com hífen a palavras iniciadas por “h”, vogal, “r” e “s” (HORAS); depois, porque vale a regra geral, pela qual só se emprega hífen quando o prefixo se agrega a palavras iniciadas por “h” ou quando a letra final do prefixo for igual à letra inicial da palavra agregada, o que ocorre, por exemplo, em “auto-hemoterapia” e “auto-observação”). Nos demais casos, não há hífen (autoanálise, autoajuda, autoestima, autoescola, autoimagem, autoavaliação, autoatendimento, autoescola, autoimune, autoexplicativo, autocontrole, autoconfiança, autocrítica, autoconhecimento, autobiografia, autodidata, automedicação, automóvel, autopeça). Se a segunda palavra começar por r ou s, dobra-se a consoante (autorretrato, autorreflexão, autosserviço, autossugestão, autossuficiente, autossustentável, autossuperação).
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Hífen em palavras compostas
A reforma ortográfica não alterou a grafia desse tipo de palavra composta, ou seja, o hífen continua em “couve-flor”, “cavalo-marinho”, “peixe-boi”, “terça-feira” etc
Verbo "imprimir" no particípio
O verbo “imprimir” tem dois particípios: “imprimido” e “impresso”. O primeiro se usa com “ter” e “haver” (“Eu já tinha imprimido o texto”); o segundo, com “ser” e “estar” (“O texto já foi impresso”). Imprimir só possui duplo particípio no sentido de fazer impressão gráfica, publicar, estampar, gravar. No sentido de incutir, infundir, produzir movimento, só possui o particípio em ido.
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Representação das palavras "hora" e "minuto"
O Brasil é signatário de uma convenção internacional que determina que as horas sejam representadas pela letra “h”, e os minutos, por “min”: “O jogo deveria ter começado às 20h30min, mas só começou às 21h15min”. Quando a hora é redonda, nada de dois pontos, de vírgula, de 00: “O jogo deveria ter começado às 18h, mas só começou às 19h".
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Uso de "que" e "quem"
As duas formas são possíveis. Quando se usa “que”, deve-se obrigatoriamente fazer o verbo seguinte concordar com o termo que antecede esse “que” (“Fomos nós que fizemos”, “Fui eu que fiz”, “Foste tu que fizeste”, “Foram os professores que disseram” etc.). Quando se usa “quem”, há duas opções: 1) flexionar o verbo seguinte SEMPRE na terceira pessoa do singular, como pronome indefinido (“Fomos nós quem fez”, “Fui eu quem fez”, “Foste tu quem fez”, “Foram os professores quem fez”); 2) fazer o verbo que vem depois do “quem” concordar com o termo que antecede esse “quem” (ou seja, imitar a regra do pronome “que”), transformando-o em pronome relativo: “Fomos nós quem fizemos”, “Fui eu quem fiz”, “Foste tu quem fizeste”, “Foram os professores quem fizeram”. A segunda opção com o “quem” é mais comum em textos literários, na linguagem oral etc. Na linguagem escrita formal, é mais comum a ocorrência da primeira opção de concordância (verbo na terceira do singular: “Hoje sou eu quem paga”, e não Hoje sou eu quem pago; “Somos nós quem de fato trabalha”, e não Somos nós quem de fato trabalhamos). Do ponto de vista gramatical, ambas são corretas. Do ponto de vista estilístico, recomenda-se a primeira construção, mas ambas coexistem.
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A ambiguidade dos óculos
Em tese, a frase “Comprei óculos escuros” pode ser entendida de duas maneiras: a pessoa que a disse pode ter comprado um par de óculos (uma armação, com duas lentes) ou mais de um par (mais de uma armação, com duas lentes em cada). Se o falante não quiser deixar dúvida, deve dizer “Comprei um par de óculos” ou “Comprei X pares de óculos”.
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A princípio X Em princípio
“A princípio” equivale a “no começo”, “inicialmente” (“A princípio, o casamento ia bem, mas depois...”). “Em princípio” significa “em tese”, “teoricamente” (“Em princípio, o partido deve votar contra o projeto, porque ele fere o seu programa”). Na frase em questão, a forma adequada é “em princípio” (“Em tese, tudo está certo”). Existe a expressão 'por princípio', que significa 'por convicção' (Por princípio, sua atitude racista está errada).
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O que significa PHD?
Trata-se da abreviação da expressão latina “Philosophiae Doctor”, que significa “Doutor em Filosofia”. A expressão é usada por universidades americanas e inglesas para designar a mais alta graduação que um estudante pode alcançar. Por extensão de sentido, passou-se a usar essa abreviação para intitular aquele que fez doutorado ou se destaca pelo conhecimento em determinada área. Em tempo: a forma consagrada é “Ph.D.”.
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Qual é o correto: "macérrimo" ou "magérrimo"?
O superlativo sintético erudito de “magro” é mesmo “macérrimo”. Essas formas vêm diretamente do latim (“macru/macerrimu”). Existem ainda as legítimas formas “magríssimo” e “magérrimo”, apoiadas na forma portuguesa (“magro”) e devidamente dicionarizadas, uma vez que têm largo uso Brasil afora.
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Houve mudança no verbo "poder" com o Novo Acordo Ortográfico?
Ficou como era, ou seja, com acento circunflexo, diferencial da forma “pode”, da terceira do singular do presente do indicativo (“Ontem ele não pôde visitar a mãe”; “Hoje ele não pode mais fazer o que fazia na infância”). Em tempo: trata-se da terceira pessoa do singular do pretérito PERFEITO (e não do imperfeito) do indicativo.
Verbo "imprimir" no particípio
O verbo “imprimir” tem dois particípios: “imprimido” e “impresso”. O primeiro se usa com “ter” e “haver” (“Eu já tinha imprimido o texto”); o segundo, com “ser” e “estar” (“O texto já foi impresso”).
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Representação das palavras "hora" e "minuto"
O Brasil é signatário de uma convenção internacional que determina que as horas sejam representadas pela letra “h”, e os minutos, por “min”: “O jogo deveria ter começado às 20h30min, mas só começou às 21h15min”. Quando a hora é redonda, nada de dois pontos, de vírgula, de 00: “O jogo deveria ter começado às 18h, mas só começou às 19h".
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Uso de "que" e "quem"
As duas formas são possíveis. Quando se usa “que”, deve-se obrigatoriamente fazer o verbo seguinte concordar com o termo que antecede esse “que” (“Fomos nós que fizemos”, “Fui eu que fiz”, “Foste tu que fizeste”, “Foram os professores que disseram” etc.). Quando se usa “quem”, há duas opções: 1) flexionar o verbo seguinte SEMPRE na terceira pessoa do singular (“Fomos nós quem fez”, “Fui eu quem fez”, “Foste tu quem fez”, “Foram os professores quem fez”); 2) fazer o verbo que vem depois do “quem” concordar com o termo que antecede esse “quem” (ou seja, fazer o que se faz quando se usa “que”): “Fomos nós quem fizemos”, “Fui eu quem fiz”, “Foste tu quem fizeste”, “Foram os professores quem fizeram”. A segunda opção com o “quem” é mais comum em textos literários, na linguagem oral etc. Na linguagem escrita formal, é mais comum a ocorrência da primeira opção de concordância (verbo na terceira do singular: “Hoje sou eu quem paga”; “Somos nós quem de fato trabalha”).
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A ambiguidade dos óculos
Em tese, a frase “Comprei óculos escuros” pode ser entendida de duas maneiras: a pessoa que a disse pode ter comprado um par de óculos (uma armação, com duas lentes) ou mais de um par (mais de uma armação, com duas lentes em cada). Se o falante não quiser deixar dúvida, deve dizer “Comprei um par de óculos” ou “Comprei X pares de óculos”.
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A princípio X Em princípio
“A princípio” equivale a “no começo”, “inicialmente” (“A princípio, o casamento ia bem, mas depois...”). “Em princípio” significa “em tese”, “teoricamente” (“Em princípio, o partido deve votar contra o projeto, porque ele fere o seu programa”). Na frase em questão, a forma adequada é “em princípio” (“Em tese, tudo está certo”). Alguns dicionários admitem o uso de 'em princípio' como sinônimo de 'no primeiro momento'. Existe também a expressão 'por princípio', que significa 'por convicção', 'tendo essa ideia' ('Por princípio, sua atitude racista está errada').
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O que significa PHD?
Trata-se da abreviação da expressão latina “Philosophiae Doctor”, que significa “Doutor em Filosofia”. A expressão é usada por universidades americanas e inglesas para designar a mais alta graduação que um estudante pode alcançar. Por extensão de sentido, passou-se a usar essa abreviação para intitular aquele que fez doutorado ou se destaca pelo conhecimento em determinada área. Em tempo: a forma consagrada é “Ph.D.”.
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Qual é o correto: "macérrimo" ou "magérrimo"?
O superlativo sintético erudito de “magro” é mesmo “macérrimo”. Essas formas vêm diretamente do latim (“macru/macerrimu”). Existem ainda as legítimas formas “magríssimo” e “magérrimo”, apoiadas na forma portuguesa (“magro”) e devidamente dicionarizadas, uma vez que têm largo uso Brasil afora.
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Houve mudança no verbo "poder" com o Novo Acordo Ortográfico?
Ficou como era, ou seja, com acento circunflexo, diferencial da forma “pode”, da terceira do singular do presente do indicativo (“Ontem ele não pôde visitar a mãe”; “Hoje ele não pode mais fazer o que fazia na infância”). Em tempo: trata-se da terceira pessoa do singular do pretérito PERFEITO (e não do imperfeito) do indicativo.
Como ficou o alfabeto após a novo Acordo Ortográfico?
O alfabeto voltou a ter 26 letras, com a (re)inclusão das letras “k”, “w” e “y”. Na verdade, essas letras vão ocupar o lugar que já ocupavam, visto que só serão empregadas em palavras estrangeiras não aportuguesadas ou de uso internacional (show, marketing, watt) ou em nomes de figuras importantes da humanidade e nas palavras derivadas desses nomes (darwinismo, keynesiano, quilowatt , Kepler, kepleriano etc.). Trata-se de uma oficialização.
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Uso do porquê em início de frase
Embora seja mais comum o porque no meio de uma frase, é perfeitamente possível usar “porque” no início de frases, como ocorre no exemplo apresentado (“Porque estava doente”, resposta direta à pergunta feita) ou nesta passagem, que Vinicius de Moraes incluiu na belíssima letra de “O que Tinha de Ser”, cuja música é de Tom Jobim: “Porque foste na vida a última esperança / Encontrar-te me fez criança...”. Desde os tempos de ensino fundamental e médio aprendemos que a conjunção deve aparecer no meio de uma oração, não no início, porque conjunções servem para unir orações, não para iniciar frases, e são separadas por vírgula. No entanto, isso não se sustenta. Podemos usar tranquilamente conjunções no início de uma frase.
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Manuais Ortográficos
Jornais, revistas e outros impressos, têm seus próprios manuais, que, muitas vezes, impõem normas (internas) que podem contrariar o que é regulamentado pelo Formulário Ortográfico Oficial ou pelo Acordo Ortográfico. O “Formulário Ortográfico” anterior ao Acordo dizia (em sua base XVI) que “nomes comuns, quando personificados ou individuados”, são escritos com inicial maiúscula (“A Capital da República” e “os habitantes da Península” são dois dos exemplos dados no texto). Conclui-se daí que há justificativa para a determinação do Manual da Redação de O Estado de São Paulo” (empregar a inicial maiúscula em “país”, quando esse nome comum designar o Brasil). Ocorre que o Manual é anterior ao Acordo Ortográfico, em cuja Base XIX (“Das maiúsculas e minúsculas”) não mais se vê nenhuma referência ao caso em tela. Conclui-se, pois, que, pelo “Acordo”, não se pode mais fazer o que pregava o Manual de O Estado de São Paulo, o que não tira do jornal o direito de manter a prática.
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Palavras cognatas
Palavras cognatas são aquelas que têm raiz comum (“belo” e “beleza”, “sede” e “sedento” etc.). As três palavras citadas são cognatas, sim, já que vêm do mesmo ventre (latino) “candeo”, que se prende a duas idéias: a de “alvura”, “brancura” e a de “calor”, “fogo”, “brasa”.
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Dúvida na tonicidade de certas sílabas
A pergunta certamente se refere à emissão do grupo “ai” (da segunda sílaba) e não ao “o” da primeira sílaba. Em suma, certamente se quer saber se a pronúncia é “Roráima” ou “Rorãima”. Salvo engano, a população de Roraima pronuncia “Roráima”, com o “a” aberto, mas isso não significa que os demais brasileiros devam pronunciar como os roraimenses. Se assim fosse, todos os brasileiros deveriam pronunciar “Porto Alegre” como o fazem os porto-alegrenses, “Recife” como o fazem os recifenses, e assim por diante. Quem pronuncia corretamente “tomate”? O carioca, que diz “tumátxi”, ou o gaúcho, que diz “tômáte”? Os dois, ora! Trata-se de um regionalismo de pronúncia, tanto pronunciar como se fala ou pronunciar como se escreve. Então, eu que sou paulista e sempre pronunciei “Rorãima”, vou continuar pronunciando assim desde quando se escrevia farmácia com PH, e terei tanta razão quanto os roraimenses, que pronunciam “Roráima”. O mesmo vale para Jaime e Elaine, que muitos pronunciam com o 'a' aberto, por influência de 'pai'.
Quanto a “recorde”, a questão é outra (não é de timbre da vogal, mas de posição de sílaba tônica). Há oscilação na pronúncia. A maioria diz “récorde”, como se a palavra fosse proparoxítona, ou seja, acentuada graficamente. Os dicionários não grafam a palavra como proparoxítona, portanto acolhem apenas a forma “recorde”, que, nessa grafia, deve ser lida como paroxítona (“recórde”), assim como 'concorde'. O dicionário Houaiss, lamentavelmente, registra essa pronúncia esdrúxula 'récorde', porque a emissora é Record, e não 'Récord'. Como se trata de nome de empresa, há liberdade para inventar.
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O que é entrepitível?
Nenhum dos diversos dicionários consultados traz a palavra mencionada (“entrepitível”, singular do suposto vocábulo “entrepitíveis”). Peço a quem fez a consulta que envie o texto/obra em que se encontra a passagem citada. Entrepitível é uma palavra inventada, não dicionarizada, portanto é um neologismo.
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O uso do hífen pelo Acordo Ortográfico
A leitura rigorosa do texto do “Acordo” nos leva à conclusão de que palavras como “reeleger”, “reeditar”, “reelaborar” etc. deveriam ser escritas com hífen. Foi assim que entenderam algumas editoras, que, no ano passado, lançaram dicionários em que se viam essas grafias. A própria ABL (Academia Brasileira de Letras) lançou um dicionário (“Dicionário Escolar da Língua Portuguesa”) em cuja primeira edição também se viam as grafias mencionadas. Depois disso, a ABL disse que essa opção resultou de precipitação, de mau entendimento do “espírito do acordo” etc. Na segunda edição do tal dicionário e no “Vocabulário Ortográfico” (lançado em março), a ABL eliminou o hífen de todas as palavras formadas com o prefixo “re”.
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As palavras no dicionário
Os dicionários funcionam como “cartórios” da língua. A partir do momento em que uma palavra ganha circulação e uso, pode e deve ser registrada. Muitas vezes esse registro é acompanhado pela caracterização (“chulo”, “regionalismo”, “informal” etc.) ou pela rubrica (“zoologia”, “astronomia”, “patologia” etc.) em que ocorre o uso do vocábulo.
oração subordinada adjetiva restritiva = restrição
Como diferenciar uma oração subordinada adjetiva explicativa de uma restritiva?
O importante, no caso, é perceber a diferença do papel de uma e de outra. A adjetiva restritiva limita o universo do termo por ela modificado. Em “Ele não gosta de mulheres que mentem”, por exemplo, a oração “que mentem” limita o universo de “mulheres” de que ele não gosta. Não se diz que ele não gosta de nenhum tipo de mulher; diz-se que ele não gosta de determinado tipo de mulher. A oração “que mentem” restringe, limita o universo de mulheres, por isso é restritiva, e justamente porque é restritiva é que não é separada por vírgula da anterior. Note que não se deve pensar que a oração é restritiva porque não é separada por vírgula; deve-se pensar que ela não é separada por vírgula porque é restritiva. Parece que eu disse a mesma coisa duas vezes, mas não disse.
Agora vejamos este caso: “As mulheres, que até a primeira metade do século passado não podiam votar, hoje ocupam cargos importantes em quase todas as nações”. Por acaso a oração “que até a primeira metade do século passado não podiam votar” restringe ou limita o universo de mulheres? De acordo com o texto, só uma parte das mulheres não podia votar? Não! O direito era negado a todas as mulheres, portanto a oração em questão não limita ou restringe, mas generaliza. Nesse caso, a oração é chamada de explicativa e, justamente por ser explicativa, é separada da anterior por vírgula.
Veja mais sobre a diferenciação da subordinada adjetiva em oração subordinada adjetiva (2).
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Palavras homógrafas
“Fui” (do verbo ser) e “fui” (do verbo ir) são homógrafas, já que se grafam da mesma maneira, mas têm significado diferente. Palavras como “saia” e “saía” ou “publica” e “pública” são consideradas “homógrafas imperfeitas”, porque se distinguem pela acentuação gráfica.
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Paralelismo semântico 2
Em “Aqui as prestações são menores do que a concorrência”, ocorre falta de paralelismo semântico (a semântica trata do sentido das palavras). O que se quer comparar, efetivamente, é o valor das prestações, o que se conseguiria com esta construção: “Aqui as prestações são menores do que as da concorrência”. Na frase original, não se compara o valor da prestação cobrada pela empresa X com o valor da prestação cobrada pelas demais empresas; compara-se o valor da prestação da empresa X com a concorrência, o que é simplesmente absurdo e desconexo. É bom lembrar que, em certos casos, a falta de paralelismo semântico gera efeitos interessantes, como se vê neste verso de Carlos Drummond de Andrade: “Perdi o bonde e a esperança”. “Bonde” e “esperança” obviamente não são elementos do mesmo campo semântico, mas seu emprego em paralelo certamente provoca um efeito interessante.
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Paralelismo semântico 1
Vamos direto ao ponto, com um exemplo concreto e real (manchete de jornal): “Funcionários cogitam nova greve e isolar governador”. Eis um belo exemplo de falta de paralelismo. Que cogitam os funcionários? Duas coisas, não? Uma delas é expressa por um substantivo (“greve”); a outra, por um verbo (“isolar”). Para que se estabelecesse o paralelismo (sintático), seria necessário que os dois complementos de “cogitam” fossem da mesma natureza, o que se conseguiria com o emprego de dois substantivos ou de dois verbos. Vamos lá: “Funcionários cogitam fazer (‘iniciar’ etc.) nova greve e isolar governador”; “Funcionários cogitam nova greve e isolamento de governador”. Outro exemplo de falta de paralelismo se vê neste caso: “Foi obrigado a optar entre o casamento ou a carreira”. Não se fecha o arco aberto pela preposição “entre” com a conjunção “ou”; fecha-se com a conjunção “e”: “Foi obrigado a optar entre o casamento e a carreira”.
Veja o complemento da resposta em: Paralelismo Semântico 2.
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Uso de maiúsculas
Em sua base XIX (“Das maiúsculas e minúsculas”), o texto do “Acordo Ortográfico” não faz nenhuma referência ao emprego de inicial maiúscula para patentes militares.
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O verbo é `mediar`
O verbo “mediar”, assim como ansiar, remediar, intermediar e incendiar, é dado como irregular nas gramáticas e dicionários. Sua conjugação segue a de “odiar”, portanto a forma dada como correta é “medeia”: “O tutor medeia a aprendizagem”. Os verbos como anunciar, copiar, denunciar, renunciar etc., conjugam-se como confiar. Só em Portugal que se conjuga negoceio, negoceias, negoceia etc.
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Automaquiagem: com ou sem hífen?
A forma correta é “automaquiagem”, sem hífen (antes e depois da reforma ortográfica: antes, porque o prefixo “auto-”, que significa 'por si próprio' ou a abreviação de 'automóvel' só se juntava com hífen a palavras iniciadas por “h”, vogal, “r” e “s” (HORAS); depois, porque vale a regra geral, pela qual só se emprega hífen quando o prefixo se agrega a palavras iniciadas por “h” ou quando a letra final do prefixo for igual à letra inicial da palavra agregada, o que ocorre, por exemplo, em “auto-hemoterapia” e “auto-observação”). Nos demais casos, não há hífen (autoanálise, autoajuda, autoestima, autoescola, autoimagem, autoavaliação, autoatendimento, autoescola, autoimune, autoexplicativo, autocontrole, autoconfiança, autocrítica, autoconhecimento, autobiografia, autodidata, automedicação, automóvel, autopeça). Se a segunda palavra começar por r ou s, dobra-se a consoante (autorretrato, autorreflexão, autosserviço, autossugestão, autossuficiente, autossustentável, autossuperação).
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Hífen em palavras compostas
A reforma ortográfica não alterou a grafia desse tipo de palavra composta, ou seja, o hífen continua em “couve-flor”, “cavalo-marinho”, “peixe-boi”, “terça-feira” etc
Verbo "imprimir" no particípio
O verbo “imprimir” tem dois particípios: “imprimido” e “impresso”. O primeiro se usa com “ter” e “haver” (“Eu já tinha imprimido o texto”); o segundo, com “ser” e “estar” (“O texto já foi impresso”). Imprimir só possui duplo particípio no sentido de fazer impressão gráfica, publicar, estampar, gravar. No sentido de incutir, infundir, produzir movimento, só possui o particípio em ido.
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Representação das palavras "hora" e "minuto"
O Brasil é signatário de uma convenção internacional que determina que as horas sejam representadas pela letra “h”, e os minutos, por “min”: “O jogo deveria ter começado às 20h30min, mas só começou às 21h15min”. Quando a hora é redonda, nada de dois pontos, de vírgula, de 00: “O jogo deveria ter começado às 18h, mas só começou às 19h".
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Uso de "que" e "quem"
As duas formas são possíveis. Quando se usa “que”, deve-se obrigatoriamente fazer o verbo seguinte concordar com o termo que antecede esse “que” (“Fomos nós que fizemos”, “Fui eu que fiz”, “Foste tu que fizeste”, “Foram os professores que disseram” etc.). Quando se usa “quem”, há duas opções: 1) flexionar o verbo seguinte SEMPRE na terceira pessoa do singular, como pronome indefinido (“Fomos nós quem fez”, “Fui eu quem fez”, “Foste tu quem fez”, “Foram os professores quem fez”); 2) fazer o verbo que vem depois do “quem” concordar com o termo que antecede esse “quem” (ou seja, imitar a regra do pronome “que”), transformando-o em pronome relativo: “Fomos nós quem fizemos”, “Fui eu quem fiz”, “Foste tu quem fizeste”, “Foram os professores quem fizeram”. A segunda opção com o “quem” é mais comum em textos literários, na linguagem oral etc. Na linguagem escrita formal, é mais comum a ocorrência da primeira opção de concordância (verbo na terceira do singular: “Hoje sou eu quem paga”, e não Hoje sou eu quem pago; “Somos nós quem de fato trabalha”, e não Somos nós quem de fato trabalhamos). Do ponto de vista gramatical, ambas são corretas. Do ponto de vista estilístico, recomenda-se a primeira construção, mas ambas coexistem.
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A ambiguidade dos óculos
Em tese, a frase “Comprei óculos escuros” pode ser entendida de duas maneiras: a pessoa que a disse pode ter comprado um par de óculos (uma armação, com duas lentes) ou mais de um par (mais de uma armação, com duas lentes em cada). Se o falante não quiser deixar dúvida, deve dizer “Comprei um par de óculos” ou “Comprei X pares de óculos”.
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A princípio X Em princípio
“A princípio” equivale a “no começo”, “inicialmente” (“A princípio, o casamento ia bem, mas depois...”). “Em princípio” significa “em tese”, “teoricamente” (“Em princípio, o partido deve votar contra o projeto, porque ele fere o seu programa”). Na frase em questão, a forma adequada é “em princípio” (“Em tese, tudo está certo”). Existe a expressão 'por princípio', que significa 'por convicção' (Por princípio, sua atitude racista está errada).
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O que significa PHD?
Trata-se da abreviação da expressão latina “Philosophiae Doctor”, que significa “Doutor em Filosofia”. A expressão é usada por universidades americanas e inglesas para designar a mais alta graduação que um estudante pode alcançar. Por extensão de sentido, passou-se a usar essa abreviação para intitular aquele que fez doutorado ou se destaca pelo conhecimento em determinada área. Em tempo: a forma consagrada é “Ph.D.”.
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Qual é o correto: "macérrimo" ou "magérrimo"?
O superlativo sintético erudito de “magro” é mesmo “macérrimo”. Essas formas vêm diretamente do latim (“macru/macerrimu”). Existem ainda as legítimas formas “magríssimo” e “magérrimo”, apoiadas na forma portuguesa (“magro”) e devidamente dicionarizadas, uma vez que têm largo uso Brasil afora.
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Houve mudança no verbo "poder" com o Novo Acordo Ortográfico?
Ficou como era, ou seja, com acento circunflexo, diferencial da forma “pode”, da terceira do singular do presente do indicativo (“Ontem ele não pôde visitar a mãe”; “Hoje ele não pode mais fazer o que fazia na infância”). Em tempo: trata-se da terceira pessoa do singular do pretérito PERFEITO (e não do imperfeito) do indicativo.
Verbo "imprimir" no particípio
O verbo “imprimir” tem dois particípios: “imprimido” e “impresso”. O primeiro se usa com “ter” e “haver” (“Eu já tinha imprimido o texto”); o segundo, com “ser” e “estar” (“O texto já foi impresso”).
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Representação das palavras "hora" e "minuto"
O Brasil é signatário de uma convenção internacional que determina que as horas sejam representadas pela letra “h”, e os minutos, por “min”: “O jogo deveria ter começado às 20h30min, mas só começou às 21h15min”. Quando a hora é redonda, nada de dois pontos, de vírgula, de 00: “O jogo deveria ter começado às 18h, mas só começou às 19h".
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Uso de "que" e "quem"
As duas formas são possíveis. Quando se usa “que”, deve-se obrigatoriamente fazer o verbo seguinte concordar com o termo que antecede esse “que” (“Fomos nós que fizemos”, “Fui eu que fiz”, “Foste tu que fizeste”, “Foram os professores que disseram” etc.). Quando se usa “quem”, há duas opções: 1) flexionar o verbo seguinte SEMPRE na terceira pessoa do singular (“Fomos nós quem fez”, “Fui eu quem fez”, “Foste tu quem fez”, “Foram os professores quem fez”); 2) fazer o verbo que vem depois do “quem” concordar com o termo que antecede esse “quem” (ou seja, fazer o que se faz quando se usa “que”): “Fomos nós quem fizemos”, “Fui eu quem fiz”, “Foste tu quem fizeste”, “Foram os professores quem fizeram”. A segunda opção com o “quem” é mais comum em textos literários, na linguagem oral etc. Na linguagem escrita formal, é mais comum a ocorrência da primeira opção de concordância (verbo na terceira do singular: “Hoje sou eu quem paga”; “Somos nós quem de fato trabalha”).
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A ambiguidade dos óculos
Em tese, a frase “Comprei óculos escuros” pode ser entendida de duas maneiras: a pessoa que a disse pode ter comprado um par de óculos (uma armação, com duas lentes) ou mais de um par (mais de uma armação, com duas lentes em cada). Se o falante não quiser deixar dúvida, deve dizer “Comprei um par de óculos” ou “Comprei X pares de óculos”.
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A princípio X Em princípio
“A princípio” equivale a “no começo”, “inicialmente” (“A princípio, o casamento ia bem, mas depois...”). “Em princípio” significa “em tese”, “teoricamente” (“Em princípio, o partido deve votar contra o projeto, porque ele fere o seu programa”). Na frase em questão, a forma adequada é “em princípio” (“Em tese, tudo está certo”). Alguns dicionários admitem o uso de 'em princípio' como sinônimo de 'no primeiro momento'. Existe também a expressão 'por princípio', que significa 'por convicção', 'tendo essa ideia' ('Por princípio, sua atitude racista está errada').
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O que significa PHD?
Trata-se da abreviação da expressão latina “Philosophiae Doctor”, que significa “Doutor em Filosofia”. A expressão é usada por universidades americanas e inglesas para designar a mais alta graduação que um estudante pode alcançar. Por extensão de sentido, passou-se a usar essa abreviação para intitular aquele que fez doutorado ou se destaca pelo conhecimento em determinada área. Em tempo: a forma consagrada é “Ph.D.”.
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Qual é o correto: "macérrimo" ou "magérrimo"?
O superlativo sintético erudito de “magro” é mesmo “macérrimo”. Essas formas vêm diretamente do latim (“macru/macerrimu”). Existem ainda as legítimas formas “magríssimo” e “magérrimo”, apoiadas na forma portuguesa (“magro”) e devidamente dicionarizadas, uma vez que têm largo uso Brasil afora.
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Houve mudança no verbo "poder" com o Novo Acordo Ortográfico?
Ficou como era, ou seja, com acento circunflexo, diferencial da forma “pode”, da terceira do singular do presente do indicativo (“Ontem ele não pôde visitar a mãe”; “Hoje ele não pode mais fazer o que fazia na infância”). Em tempo: trata-se da terceira pessoa do singular do pretérito PERFEITO (e não do imperfeito) do indicativo.
Como ficou o alfabeto após a novo Acordo Ortográfico?
O alfabeto voltou a ter 26 letras, com a (re)inclusão das letras “k”, “w” e “y”. Na verdade, essas letras vão ocupar o lugar que já ocupavam, visto que só serão empregadas em palavras estrangeiras não aportuguesadas ou de uso internacional (show, marketing, watt) ou em nomes de figuras importantes da humanidade e nas palavras derivadas desses nomes (darwinismo, keynesiano, quilowatt , Kepler, kepleriano etc.). Trata-se de uma oficialização.
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Uso do porquê em início de frase
Embora seja mais comum o porque no meio de uma frase, é perfeitamente possível usar “porque” no início de frases, como ocorre no exemplo apresentado (“Porque estava doente”, resposta direta à pergunta feita) ou nesta passagem, que Vinicius de Moraes incluiu na belíssima letra de “O que Tinha de Ser”, cuja música é de Tom Jobim: “Porque foste na vida a última esperança / Encontrar-te me fez criança...”. Desde os tempos de ensino fundamental e médio aprendemos que a conjunção deve aparecer no meio de uma oração, não no início, porque conjunções servem para unir orações, não para iniciar frases, e são separadas por vírgula. No entanto, isso não se sustenta. Podemos usar tranquilamente conjunções no início de uma frase.
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Manuais Ortográficos
Jornais, revistas e outros impressos, têm seus próprios manuais, que, muitas vezes, impõem normas (internas) que podem contrariar o que é regulamentado pelo Formulário Ortográfico Oficial ou pelo Acordo Ortográfico. O “Formulário Ortográfico” anterior ao Acordo dizia (em sua base XVI) que “nomes comuns, quando personificados ou individuados”, são escritos com inicial maiúscula (“A Capital da República” e “os habitantes da Península” são dois dos exemplos dados no texto). Conclui-se daí que há justificativa para a determinação do Manual da Redação de O Estado de São Paulo” (empregar a inicial maiúscula em “país”, quando esse nome comum designar o Brasil). Ocorre que o Manual é anterior ao Acordo Ortográfico, em cuja Base XIX (“Das maiúsculas e minúsculas”) não mais se vê nenhuma referência ao caso em tela. Conclui-se, pois, que, pelo “Acordo”, não se pode mais fazer o que pregava o Manual de O Estado de São Paulo, o que não tira do jornal o direito de manter a prática.
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Palavras cognatas
Palavras cognatas são aquelas que têm raiz comum (“belo” e “beleza”, “sede” e “sedento” etc.). As três palavras citadas são cognatas, sim, já que vêm do mesmo ventre (latino) “candeo”, que se prende a duas idéias: a de “alvura”, “brancura” e a de “calor”, “fogo”, “brasa”.
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Dúvida na tonicidade de certas sílabas
A pergunta certamente se refere à emissão do grupo “ai” (da segunda sílaba) e não ao “o” da primeira sílaba. Em suma, certamente se quer saber se a pronúncia é “Roráima” ou “Rorãima”. Salvo engano, a população de Roraima pronuncia “Roráima”, com o “a” aberto, mas isso não significa que os demais brasileiros devam pronunciar como os roraimenses. Se assim fosse, todos os brasileiros deveriam pronunciar “Porto Alegre” como o fazem os porto-alegrenses, “Recife” como o fazem os recifenses, e assim por diante. Quem pronuncia corretamente “tomate”? O carioca, que diz “tumátxi”, ou o gaúcho, que diz “tômáte”? Os dois, ora! Trata-se de um regionalismo de pronúncia, tanto pronunciar como se fala ou pronunciar como se escreve. Então, eu que sou paulista e sempre pronunciei “Rorãima”, vou continuar pronunciando assim desde quando se escrevia farmácia com PH, e terei tanta razão quanto os roraimenses, que pronunciam “Roráima”. O mesmo vale para Jaime e Elaine, que muitos pronunciam com o 'a' aberto, por influência de 'pai'.
Quanto a “recorde”, a questão é outra (não é de timbre da vogal, mas de posição de sílaba tônica). Há oscilação na pronúncia. A maioria diz “récorde”, como se a palavra fosse proparoxítona, ou seja, acentuada graficamente. Os dicionários não grafam a palavra como proparoxítona, portanto acolhem apenas a forma “recorde”, que, nessa grafia, deve ser lida como paroxítona (“recórde”), assim como 'concorde'. O dicionário Houaiss, lamentavelmente, registra essa pronúncia esdrúxula 'récorde', porque a emissora é Record, e não 'Récord'. Como se trata de nome de empresa, há liberdade para inventar.
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O que é entrepitível?
Nenhum dos diversos dicionários consultados traz a palavra mencionada (“entrepitível”, singular do suposto vocábulo “entrepitíveis”). Peço a quem fez a consulta que envie o texto/obra em que se encontra a passagem citada. Entrepitível é uma palavra inventada, não dicionarizada, portanto é um neologismo.
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O uso do hífen pelo Acordo Ortográfico
A leitura rigorosa do texto do “Acordo” nos leva à conclusão de que palavras como “reeleger”, “reeditar”, “reelaborar” etc. deveriam ser escritas com hífen. Foi assim que entenderam algumas editoras, que, no ano passado, lançaram dicionários em que se viam essas grafias. A própria ABL (Academia Brasileira de Letras) lançou um dicionário (“Dicionário Escolar da Língua Portuguesa”) em cuja primeira edição também se viam as grafias mencionadas. Depois disso, a ABL disse que essa opção resultou de precipitação, de mau entendimento do “espírito do acordo” etc. Na segunda edição do tal dicionário e no “Vocabulário Ortográfico” (lançado em março), a ABL eliminou o hífen de todas as palavras formadas com o prefixo “re”.
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As palavras no dicionário
Os dicionários funcionam como “cartórios” da língua. A partir do momento em que uma palavra ganha circulação e uso, pode e deve ser registrada. Muitas vezes esse registro é acompanhado pela caracterização (“chulo”, “regionalismo”, “informal” etc.) ou pela rubrica (“zoologia”, “astronomia”, “patologia” etc.) em que ocorre o uso do vocábulo.
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