Língua Pátria - TV Câmara - Programa 208 - Fonemas
O estudo dos fonemas baseia-se nas primeiras unidades de formação da língua portuguesa. É importante não confundir com outros estudos: fonema é som, letra é o sinal gráfico que representa o som. Para falar, usam-se fonemas; para escrever, usam-se letras.
“Fonemas são as menores unidades sonoras da fala. Funcionam como elementos distintivos ou diferenciadores das palavras, porque são capazes de diferenciar umas de outras.” (CEGALLA, 2008, p. 21)
Mala Gato Mal
Mola Mato Mar
Mula Pato Mas
1. Representação dos fonemas
O ideal seria que cada fonema correspondesse a uma letras somente, e vice-versa, mas não é isso que acontece, afinal, o sistema ortográfico da língua portuguesa não é rigorosamente fonético e ainda está preso à origem das palavras.
A mesma letra pode representar fonemas diferentes. Ex: Exame, xale, próximo, sexo; cola, cera.
O mesmo fonema pode ser figurado por letras diferentes. Ex: Casa, exílio, cozinha; tigela, laje.
Um fonema pode ser representado por um grupo de duas letras (dígrafo). Ex: Mulher, machado, unha, missa, carro.
A letra X pode representar, simultaneamente, dois fonemas diferentes. Ex: Táxi, fixo, toráx.
Há letras que, às vezes, não representam fonemas; funcionam apenas como notações léxicas. Ex: Campo, renda, regue.
Usam-se letras simplesmente decorativas: não representam fonemas nem funcionam como notações léxicas. Mantiveram-se em razão da etimologia. Ex: Hotel, discípulo, exceção, quina.
Há fonemas que, em certos casos, não se representam graficamente. Ex: Bem, batem, falam.
2. Classificação dos fonemasVogais
Fonemas sonoros, ou sons laríngeos, que, passando pela boca entreaberta, chegam livremente ao exterior sem fazer ruído. São elas: a, é, ê, i, ó, ô, u.
Semivogais
São os fonemas /i/ e /u/ átonos que se unem a uma vogal, formando com esta uma só sílaba. Ex: Vai, andei, ouro, água.
Consoantes
São ruídos provenientes da resistência que os órgãos bucais opõem à corrente de ar. Ex: Bola, copo, depósito.
3. Classificação das vogais
Zona de articulação
a. Média: a (ave)
b. Anteriores: é, ê, i (fé, vê, ri)
c. Posteriores: ó, ô, u (nó, avô, tatu)
Papel das cavidades bucal e nasal
a. Orais: a, é, ê, i, ó, ô, u (ato, sé, vê, vi, só, fogo, uva)
b. Nasais: ã, ˜e, ˜i, õ, ˜u (lã, vento, sim, som, mundo)
c. Tônicas: pá, até, gelo, tupi, dó, globo, luz
Intensidade
a. Subtônicas: arvorezinha, cafezinho, esplendidamente, somente, comodamente.
b. Átonas: ela, mole, lição, lado, lugar, órfã, lençol.
Timbre
a. Abertas: a, é, ó.
b. Fechadas: ê, ô, i, u e todas as nasais.
c. Reduzidas: vogais átonas orais ou nasais.
4. Classificação das consoantes
Modo de articulação
a. Fricativas: f, v, ç, s, z, x, j.
b. Vibrantes: r (brando, forte ou múltiplo).
c. Laterais: l, lh.
Ponto de articulação
a. Bilabiais : p, b, m.
b. Labiodentais: f, v.
c. Linguodentais: t, d.
d. Alveolares: s, c (= ç), z, l, r, n.
e. Palatais: j, g (= j), x, lh, nh.
f. Velares: c (= k), q, g (guê).
5. Função das cordas vocais
Se a corrente de ar puser as cordas vocais em vibração, teremos uma consoante sonora; caso contrario, a consoante será surda.
6. Função das cavidades bucal e nasal
Quando o ar sai exclusivamente pela boca, as consoantes são orais; se, pelo abaixamento da úvula, o ar penetra as fossas nasais, as consoantes são nasais (m, n, nh)
O estudo dos fonemas pertence a uma área mais específica da linguística, já que estuda o som do registro gráfico que conhecemos. Dessa forma, conhecer o fonema é conhecer a menor unidade sonora fonológica de uma língua que estabelece contraste de significado para diferenciar outras palavras.
“Fonemas são as menores unidades sonoras da fala. Funcionam como elementos distintivos ou diferenciadores das palavras, porque são capazes de diferenciar umas de outras.” (CEGALLA, 2008, p. 21)
Mala Gato Mal
Mola Mato Mar
Mula Pato Mas
1. Representação dos fonemas
O ideal seria que cada fonema correspondesse a uma letras somente, e vice-versa, mas não é isso que acontece, afinal, o sistema ortográfico da língua portuguesa não é rigorosamente fonético e ainda está preso à origem das palavras.
A mesma letra pode representar fonemas diferentes. Ex: Exame, xale, próximo, sexo; cola, cera.
O mesmo fonema pode ser figurado por letras diferentes. Ex: Casa, exílio, cozinha; tigela, laje.
Um fonema pode ser representado por um grupo de duas letras (dígrafo). Ex: Mulher, machado, unha, missa, carro.
A letra X pode representar, simultaneamente, dois fonemas diferentes. Ex: Táxi, fixo, toráx.
Há letras que, às vezes, não representam fonemas; funcionam apenas como notações léxicas. Ex: Campo, renda, regue.
Usam-se letras simplesmente decorativas: não representam fonemas nem funcionam como notações léxicas. Mantiveram-se em razão da etimologia. Ex: Hotel, discípulo, exceção, quina.
Há fonemas que, em certos casos, não se representam graficamente. Ex: Bem, batem, falam.
2. Classificação dos fonemasVogais
Fonemas sonoros, ou sons laríngeos, que, passando pela boca entreaberta, chegam livremente ao exterior sem fazer ruído. São elas: a, é, ê, i, ó, ô, u.
Semivogais
São os fonemas /i/ e /u/ átonos que se unem a uma vogal, formando com esta uma só sílaba. Ex: Vai, andei, ouro, água.
Consoantes
São ruídos provenientes da resistência que os órgãos bucais opõem à corrente de ar. Ex: Bola, copo, depósito.
3. Classificação das vogais
Zona de articulação
a. Média: a (ave)
b. Anteriores: é, ê, i (fé, vê, ri)
c. Posteriores: ó, ô, u (nó, avô, tatu)
Papel das cavidades bucal e nasal
a. Orais: a, é, ê, i, ó, ô, u (ato, sé, vê, vi, só, fogo, uva)
b. Nasais: ã, ˜e, ˜i, õ, ˜u (lã, vento, sim, som, mundo)
c. Tônicas: pá, até, gelo, tupi, dó, globo, luz
Intensidade
a. Subtônicas: arvorezinha, cafezinho, esplendidamente, somente, comodamente.
b. Átonas: ela, mole, lição, lado, lugar, órfã, lençol.
Timbre
a. Abertas: a, é, ó.
b. Fechadas: ê, ô, i, u e todas as nasais.
c. Reduzidas: vogais átonas orais ou nasais.
4. Classificação das consoantes
Modo de articulação
a. Fricativas: f, v, ç, s, z, x, j.
b. Vibrantes: r (brando, forte ou múltiplo).
c. Laterais: l, lh.
Ponto de articulação
a. Bilabiais : p, b, m.
b. Labiodentais: f, v.
c. Linguodentais: t, d.
d. Alveolares: s, c (= ç), z, l, r, n.
e. Palatais: j, g (= j), x, lh, nh.
f. Velares: c (= k), q, g (guê).
5. Função das cordas vocais
Se a corrente de ar puser as cordas vocais em vibração, teremos uma consoante sonora; caso contrario, a consoante será surda.
6. Função das cavidades bucal e nasal
Quando o ar sai exclusivamente pela boca, as consoantes são orais; se, pelo abaixamento da úvula, o ar penetra as fossas nasais, as consoantes são nasais (m, n, nh)
O estudo dos fonemas pertence a uma área mais específica da linguística, já que estuda o som do registro gráfico que conhecemos. Dessa forma, conhecer o fonema é conhecer a menor unidade sonora fonológica de uma língua que estabelece contraste de significado para diferenciar outras palavras.
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