Língua Pátria - TV Câmara - Programa 211 - Denotação e Conotação
A língua portuguesa, com sua imensa variedade de construções linguísticas, possui diversos sentidos dentro da formação dos discursos. Os dois principais são: o sentido denotativo, que significa a parte literal da informação dita, e o sentido conotativo, que remete à parte figurada daquilo que é dito.
“A palavra, quando tem sentido próprio, real, chama-se denotativa. Quando ela é capaz de sugerir muito mais que o objeto designado, desencadeando, conforme a situação, ideias, sentimentos e emoções de toda ordem, chama-se conotativa.”(CEGALLA, 2008, p.313)
Aquele homem é um cachorro.
O cachorro da vizinha fugiu essa manhã.
Nesse simples exemplo, podemos notar que a mesma palavra, “cachorro”, foi empregada em dois sentidos totalmente diferentes. Na primeira frase, quando o “cachorro” é designado para um homem cafajeste, mulherengo e infiel, pode-se perceber que foi empregada a conotação para que a palavra ganhasse outros tipos de significado. Enquanto isso, na segunda frase o termo encontra-se empregado com a denotação já que percebe-se, pela interpretação de texto, que está-se falando do animal cachorro, com quatro patas, mamífero e doméstico.
É possível perceber a linguagem conotativa mais presente em textos literários, porém ela não é exclusiva da literatura: pode ser empregada em letras de música, anúncios publicitários, conversas cotidianas etc.
Exemplo 1:
“O sol é o pé e a mão
O sol é a mãe e o pai
Dissolve a escuridão
…
O sol se põe se vai
E após se pôr
O sol renasce no Japão
…
Que os braços sentem
E os olhos veem
Que os lábios sejam
Dois rios inteiros
Sem direção […]”
(Nando Reis)
É possível perceber nesse exemplo da música que muitas expressões como “O sol é o pé e a mão” vão muito além do simples significado de sol. Dessa forma, pode-se afirmar que o autor usou de linguagem conotativa para compor sua letra.
Exemplo 2:
Te.cer – v.t. Entrelaçar, segundo um modelo dado, os fios de urdidura (em comprimento) e os da trama (em largura), para fazer um tecido: tecer a lã, o algodão. (Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa)
Infere-se desse tipo de construção que o verbo tecer expressa o sentido relacionado à fabricação do produto em referência. Esse trecho foi retirado de um dicionário, local comum de encontrar palavras em seu sentido real já que sua função e explicar a definição dos mais diversos verbetes. Dessa forma, o trecho denotativo em questão é voltado completamente para a objetividade, isento de marcas subjetivas que porventura pudessem conferir uma duplicidade de sentido.
Outros exemplos:
A menina está com a cara toda pintada.
Marcos quebrou a cara.
Irei comprar uma casa ano que vem.
Não achem que aqui é a casa da mãe Joana!
A chuva é um fenômeno natural, que pode destruir cidades inteiras.
“Chuva de prata/que cai sem parar/quase me mata/de tanto esperar”.
Portanto, percebemos que a língua portuguesa é rica, interessante, criativa e versátil, e encontra-se em constante evolução. As palavras não apresentam apenas um significado objetivo e literal, mas sim uma variedade de significados, mediante o contexto em que ocorrem e as vivencias e conhecimentos das pessoas que as utilizam.
“A palavra, quando tem sentido próprio, real, chama-se denotativa. Quando ela é capaz de sugerir muito mais que o objeto designado, desencadeando, conforme a situação, ideias, sentimentos e emoções de toda ordem, chama-se conotativa.”(CEGALLA, 2008, p.313)
Aquele homem é um cachorro.
O cachorro da vizinha fugiu essa manhã.
Nesse simples exemplo, podemos notar que a mesma palavra, “cachorro”, foi empregada em dois sentidos totalmente diferentes. Na primeira frase, quando o “cachorro” é designado para um homem cafajeste, mulherengo e infiel, pode-se perceber que foi empregada a conotação para que a palavra ganhasse outros tipos de significado. Enquanto isso, na segunda frase o termo encontra-se empregado com a denotação já que percebe-se, pela interpretação de texto, que está-se falando do animal cachorro, com quatro patas, mamífero e doméstico.
É possível perceber a linguagem conotativa mais presente em textos literários, porém ela não é exclusiva da literatura: pode ser empregada em letras de música, anúncios publicitários, conversas cotidianas etc.
Exemplo 1:
“O sol é o pé e a mão
O sol é a mãe e o pai
Dissolve a escuridão
…
O sol se põe se vai
E após se pôr
O sol renasce no Japão
…
Que os braços sentem
E os olhos veem
Que os lábios sejam
Dois rios inteiros
Sem direção […]”
(Nando Reis)
É possível perceber nesse exemplo da música que muitas expressões como “O sol é o pé e a mão” vão muito além do simples significado de sol. Dessa forma, pode-se afirmar que o autor usou de linguagem conotativa para compor sua letra.
Exemplo 2:
Te.cer – v.t. Entrelaçar, segundo um modelo dado, os fios de urdidura (em comprimento) e os da trama (em largura), para fazer um tecido: tecer a lã, o algodão. (Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa)
Infere-se desse tipo de construção que o verbo tecer expressa o sentido relacionado à fabricação do produto em referência. Esse trecho foi retirado de um dicionário, local comum de encontrar palavras em seu sentido real já que sua função e explicar a definição dos mais diversos verbetes. Dessa forma, o trecho denotativo em questão é voltado completamente para a objetividade, isento de marcas subjetivas que porventura pudessem conferir uma duplicidade de sentido.
Outros exemplos:
A menina está com a cara toda pintada.
Marcos quebrou a cara.
Irei comprar uma casa ano que vem.
Não achem que aqui é a casa da mãe Joana!
A chuva é um fenômeno natural, que pode destruir cidades inteiras.
“Chuva de prata/que cai sem parar/quase me mata/de tanto esperar”.
Portanto, percebemos que a língua portuguesa é rica, interessante, criativa e versátil, e encontra-se em constante evolução. As palavras não apresentam apenas um significado objetivo e literal, mas sim uma variedade de significados, mediante o contexto em que ocorrem e as vivencias e conhecimentos das pessoas que as utilizam.
Comentários
Postar um comentário