Língua Pátria - TV Câmara - Programa 99 - Redundância
Chamamos de vícios de linguagem algumas palavras ou construções que acabam por bater de frente com as normas gramaticais, e podem ocorrer não apenas por desconhecimento, mas também por descuido. A redundância, da qual se trata este artigo, é um destes vícios, além do barbarismo, solecismo, entre outros. Justamente por ser um vício bastante comum, em alguns momentos fica um pouco difícil perceber a redundância em textos.
Mas o que é redundância?
Imagem: Reprodução
Redundância, como o nome mesmo sugere, refere-se à algo que é dito em excesso e acaba por se tornar repetitivo na oração. Trata-se, portanto, de uma situação em que já tivemos as informações apresentadas, e são mencionadas novamente. Está, na gramática, ligada àquele discurso em que há a utilização de diferentes palavras visando expressar a mesma ideia, ou o mesmo raciocínio. Também é conhecido como pleonasmo vicioso ou tautologia, diferentemente do pleonasmo literário, de reforço, estilístico ou semântico, que é uma figura de linguagem. É uma repetição desnecessária, não intencional e sem valor estilístico, diferentemente do tradicional, que é exato e discreto.
Exemplos consagrados: 24 horas por dia, acabamento final, almirante da Marinha, aprimorar para melhor, autocontrolar-se, brigadeiro da Aeronáutica, climatologia geográfica, consenso geral, deferir favoravelmente, déficit negativo, degenerar para pior, demasiadamente excessivo, demente mental, descer para baixo, detalhe minucioso, elo de ligação, empréstimo temporário, entrar para dentro, erário público, escolha opcional, feminismo libertário, evidência concreta, alvo certo, medidas extremas de último caso, general do Exército, hermeticamente fechado, limite extremo, metades iguais, modelo de referência, consultoria especializada, holerite de pagamento, monopólio exclusivo, outra alternativa, prefeitura municipal, própria autobiografia, propriedade característica, quantia exata, resultado do laudo, retornar de novo, sair para fora, seguir em frente, si mesmo, sintoma indicativo, subir para cima, superávit positivo, surpresa inesperada, todos foram unânimes, vereador da cidade, voltar atrás, exultar de alegria, destaque excepcional, vandalismo criminoso, propriedade característica, demasiadamente excessivo, pilar de sustentação, consumismo exagerado, preconceito intolerante, assessor direto, número exato, despesas com gastos, labaredas de fogo, goteira no teto, um mês de mensalidade, última versão definitiva, fone de ouvido, estrelas do céu, canja de galinha, países do mundo, hepatite do fígado, infarto do coração, hemorragia de sangue, decapitar a cabeça, infiltrar-se para dentro, exportar para fora, importar para dentro, louco da cabeça, surdo do ouvido, cego dos olhos, comer com a boca, cheirar com o nariz, lamber com a língua, adicionar mais, trens ferroviários, panaceia universal, esquecimento involuntário, filho primogênito, utopia inatingível, abismo sem fundo, túnel subterrâneo, safra agrícola, programar primeiro, seus respectivos lugares, criança pequena, breve alocução, desembolsar dinheiro do bolso, pomar de frutas, plebiscito popular, emulsão de óleo, pancreatite do pâncreas, milênios de anos, lugar incerto e não sabido, recuar para trás, defecar pelo ânus, receber mensalmente pelo mês, manusear com as mãos, crise caótica, árvore oca por dentro, desejar votos de felicidade, palavra de honra, individualidade inigualável, jantar de noite, luzes acesas, filhote novo, filhote pequeno, mínimos detalhes, dois gêmeos, direito individual de cada um, transporte coletivo de todos, cair um tombo, teimar com insistência, palma das mãos, planta dos pés, voar pelos ares, descobrir primeiro, novidade inédita, ocasião favorável, pico culminante, eis aqui, reincidir de novo no mesmo erro, repetir outra vez, substituir um dispositivo por outro, manter o mesmo time, batom na boca, etc.
O antônimo é o paradoxo vicioso, que consiste na antítese desnecessária, não intencional e sem valor estilístico.
Exemplos consagrados: déficit positivo, descer para cima, elo de desligação, entrar para fora, erário privado, metades diferentes, monopólio inclusivo, sair para dentro, subir para baixo, superávit negativo, surpresa esperada, acabamento inicial, quantia inexata, empréstimo permanente, escolha obrigatória, consumismo moderado, uma semana / um ano de mensalidade, destaque habitual, limite suave, prefeitura estadual / federal, vereador do estado / do país, única alternativa, juntamente sem, pilar de deterioração, consultoria novata, modelo de omissão, vandalismo de vítima / de herói, 24 horas por mês / ano / semana / dia, demente intelectual / auditivo / físico / mental, consenso individual / particular, hermeticamente aberto, imprópria autobiografia, demasiadamente controlado, propriedade genérica, sintoma de contraindicação, exultar de tristeza, prejuízo do laudo, retornar uma vez, seguir atrás, preconceito tolerante, número impreciso, assessor indireto, aprimorar para pior, general da Marinha, almirante da Aeronáutica, brigadeiro do Exército, esquecimento voluntário, panaceia particular, individualidade igualável, palavra de desonra, jantar de manhã / de tarde, luzes apagadas, abismo curto, utopia atingível
A redundância pode, ainda, estar relacionada com o uso do pleonasmo, que é uma figura de linguagem que intensifica a ideia de um termo justamente desta forma: usando da repetição das palavras ou até mesmo da ideia contida.
Quando usar a redundância?
Como mencionamos anteriormente, trata-se de um vício de linguagem e, portanto, deve ser evitada sempre que possível. Isso porque trás a ideia de que o texto não possui conteúdo e é fraco, dando voltas para chegar à mesma ideia. O artifício, entretanto, é permitido quando se dá a ideia de que foi usado de forma proposital, reforçando o que se queria apresentar. Quando bem utilizado, o vício de linguagem pode, portanto, deixar o texto mais rico, retificando o discurso já apresentado. Dessa forma, vemos a redundância sendo utilizada em livros, poesias e crônicas, por exemplo, onde existe a licença poética, que nos dá a liberdade de fazer uso destas técnicas.
Em outras situações, entretanto, em que não há a licença poética, devemos combater a redundância, uma vez que ela empobrece o discurso e, quando tomamos como habitual na fala, podemos acabar reproduzindo em textos, o que pode gerar alguns problemas em provas e concursos, por exemplo. Devemos nos policiar e prestar mais atenção não somente quando escrevemos, mas também quando falamos.
Mas o que é redundância?
Imagem: Reprodução
Redundância, como o nome mesmo sugere, refere-se à algo que é dito em excesso e acaba por se tornar repetitivo na oração. Trata-se, portanto, de uma situação em que já tivemos as informações apresentadas, e são mencionadas novamente. Está, na gramática, ligada àquele discurso em que há a utilização de diferentes palavras visando expressar a mesma ideia, ou o mesmo raciocínio. Também é conhecido como pleonasmo vicioso ou tautologia, diferentemente do pleonasmo literário, de reforço, estilístico ou semântico, que é uma figura de linguagem. É uma repetição desnecessária, não intencional e sem valor estilístico, diferentemente do tradicional, que é exato e discreto.
Exemplos consagrados: 24 horas por dia, acabamento final, almirante da Marinha, aprimorar para melhor, autocontrolar-se, brigadeiro da Aeronáutica, climatologia geográfica, consenso geral, deferir favoravelmente, déficit negativo, degenerar para pior, demasiadamente excessivo, demente mental, descer para baixo, detalhe minucioso, elo de ligação, empréstimo temporário, entrar para dentro, erário público, escolha opcional, feminismo libertário, evidência concreta, alvo certo, medidas extremas de último caso, general do Exército, hermeticamente fechado, limite extremo, metades iguais, modelo de referência, consultoria especializada, holerite de pagamento, monopólio exclusivo, outra alternativa, prefeitura municipal, própria autobiografia, propriedade característica, quantia exata, resultado do laudo, retornar de novo, sair para fora, seguir em frente, si mesmo, sintoma indicativo, subir para cima, superávit positivo, surpresa inesperada, todos foram unânimes, vereador da cidade, voltar atrás, exultar de alegria, destaque excepcional, vandalismo criminoso, propriedade característica, demasiadamente excessivo, pilar de sustentação, consumismo exagerado, preconceito intolerante, assessor direto, número exato, despesas com gastos, labaredas de fogo, goteira no teto, um mês de mensalidade, última versão definitiva, fone de ouvido, estrelas do céu, canja de galinha, países do mundo, hepatite do fígado, infarto do coração, hemorragia de sangue, decapitar a cabeça, infiltrar-se para dentro, exportar para fora, importar para dentro, louco da cabeça, surdo do ouvido, cego dos olhos, comer com a boca, cheirar com o nariz, lamber com a língua, adicionar mais, trens ferroviários, panaceia universal, esquecimento involuntário, filho primogênito, utopia inatingível, abismo sem fundo, túnel subterrâneo, safra agrícola, programar primeiro, seus respectivos lugares, criança pequena, breve alocução, desembolsar dinheiro do bolso, pomar de frutas, plebiscito popular, emulsão de óleo, pancreatite do pâncreas, milênios de anos, lugar incerto e não sabido, recuar para trás, defecar pelo ânus, receber mensalmente pelo mês, manusear com as mãos, crise caótica, árvore oca por dentro, desejar votos de felicidade, palavra de honra, individualidade inigualável, jantar de noite, luzes acesas, filhote novo, filhote pequeno, mínimos detalhes, dois gêmeos, direito individual de cada um, transporte coletivo de todos, cair um tombo, teimar com insistência, palma das mãos, planta dos pés, voar pelos ares, descobrir primeiro, novidade inédita, ocasião favorável, pico culminante, eis aqui, reincidir de novo no mesmo erro, repetir outra vez, substituir um dispositivo por outro, manter o mesmo time, batom na boca, etc.
O antônimo é o paradoxo vicioso, que consiste na antítese desnecessária, não intencional e sem valor estilístico.
Exemplos consagrados: déficit positivo, descer para cima, elo de desligação, entrar para fora, erário privado, metades diferentes, monopólio inclusivo, sair para dentro, subir para baixo, superávit negativo, surpresa esperada, acabamento inicial, quantia inexata, empréstimo permanente, escolha obrigatória, consumismo moderado, uma semana / um ano de mensalidade, destaque habitual, limite suave, prefeitura estadual / federal, vereador do estado / do país, única alternativa, juntamente sem, pilar de deterioração, consultoria novata, modelo de omissão, vandalismo de vítima / de herói, 24 horas por mês / ano / semana / dia, demente intelectual / auditivo / físico / mental, consenso individual / particular, hermeticamente aberto, imprópria autobiografia, demasiadamente controlado, propriedade genérica, sintoma de contraindicação, exultar de tristeza, prejuízo do laudo, retornar uma vez, seguir atrás, preconceito tolerante, número impreciso, assessor indireto, aprimorar para pior, general da Marinha, almirante da Aeronáutica, brigadeiro do Exército, esquecimento voluntário, panaceia particular, individualidade igualável, palavra de desonra, jantar de manhã / de tarde, luzes apagadas, abismo curto, utopia atingível
A redundância pode, ainda, estar relacionada com o uso do pleonasmo, que é uma figura de linguagem que intensifica a ideia de um termo justamente desta forma: usando da repetição das palavras ou até mesmo da ideia contida.
Quando usar a redundância?
Como mencionamos anteriormente, trata-se de um vício de linguagem e, portanto, deve ser evitada sempre que possível. Isso porque trás a ideia de que o texto não possui conteúdo e é fraco, dando voltas para chegar à mesma ideia. O artifício, entretanto, é permitido quando se dá a ideia de que foi usado de forma proposital, reforçando o que se queria apresentar. Quando bem utilizado, o vício de linguagem pode, portanto, deixar o texto mais rico, retificando o discurso já apresentado. Dessa forma, vemos a redundância sendo utilizada em livros, poesias e crônicas, por exemplo, onde existe a licença poética, que nos dá a liberdade de fazer uso destas técnicas.
Em outras situações, entretanto, em que não há a licença poética, devemos combater a redundância, uma vez que ela empobrece o discurso e, quando tomamos como habitual na fala, podemos acabar reproduzindo em textos, o que pode gerar alguns problemas em provas e concursos, por exemplo. Devemos nos policiar e prestar mais atenção não somente quando escrevemos, mas também quando falamos.
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