Língua Pátria - TV Câmara - Programa 95 - Orações Coordenadas
“Toma conselhos com vinho, mas toma decisões com água” (Benjamin Franklin)
“A grandeza do homem não consiste em receber honras, mas merecê-las” (Aristóteles)
Ambos os exemplos acima apresentam orações sintaticamente independentes que participam de um mesmo período, mantém, entre si, um relação de coordenação:
“toma conselhos com vinho, – 1ª oração – mas toma decisões com água” – 2ª oração .
“A grandeza do homem não consiste em receber honras, – 1ª oração – mas merecê-las” – 2ª oração.
Nesses casos, ainda observamos que as orações presentes nos dois períodos apresentam estrutura semelhante. O fato de, nos dois períodos, a oração coordenada inicial estar vinculada à outra por meio a conjunção coordenativa adversativa mas, faz com que entre elas se estabeleça um relação de oposição.
Orações coordenadas assindéticas
Observe as orações utilizadas na homenagem feita por uma empresa de planos de saúde para comemorar o dia do médico:
Imagem: Reprodução
No enunciado “Esquece aquele tapinha. Liga pra ele” as duas orações aparecem justapostas, sem qualquer conjunção para estabelecer uma relação entre elas. Semanticamente, porém, estão relacionadas pelo conteúdo que expressam: a primeira oração faz alusão a um ação praticada por um médico (aquele tapinha) e a segunda sugere ao leitor que ligue para ele para cumprimenta-lo pelo dia do médico.
Como estão coordenadas entre si, mas essa coordenação não é feita com o auxílio de uma conjunção coordenativa, dizemos que essas orações são coordenadas assindéticas.
Logo, coordenadas assindéticas são as orações que se encadeiam sem a presença de uma conjunção. Aparecem justapostas, separadas por vírgulas.
Orações coordenadas sindéticas
Em muitos casos, a coordenação das orações é feita por meio de conjunções coordenativas. Observe o cartum.
Imagem: Reprodução
No último quadrinho, o gato Garfield, depois de ouvir seu dono receber inúmeras vezes a mesma desculpa das mulheres para quem telefona convidando para sair (estão doentes), conclui: “As luzes estão acesas, mas não tem ninguém em casa”.
Essa observação irônica sugere que Jon é alguém de inteligência muito limitada, porque não consegue perceber o óbvio doloroso: mulher alguma deseja sair com ele, embora Jon esteja vivo (“As luzes estão acesas”), não tem cérebro (“não tem ninguém em casa”).
Para expressar sua ironia, Garfield faz uso de duas orações coordenadas (períodos com dois verbos) que são relacionadas por meio de uma conjunção:
As luzes estão acesas, – Oração coordenada inicial (assindética)
mas não tem ninguém em casa – Oração coordenada sindética adversativa
Assim, a primeira oração, que não apresenta conjunção, é assindética. A segunda, introduzida pela conjunção adversativa mas, é sindética.
Logo, orações coordenadas sindéticas são as orações coordenadas que vêm articuladas umas às outras por meio de conjunções coordenativas.
*Os termos sindético e assindético derivam do grego súndetos, que significa ligado a, unido a. Sindética será, portanto, a coordenação feita por meio de um elemento de ligação: uma conjunção coordenativa. Assindética (termo no qual o prefixo de origem grega a- indica negação) será a coordenação da qual não participam as conjunções coordenativas como elementos de ligação.
Oração coordenada sindética aditiva
Quando se está diante de uma série de orações coordenadas dispostas de modo a dar ideia de uma sequência ou adição de fatos ou acontecimentos, sem que entre elas se estabeleça alguma outra relação de sentido, diz-se que a coordenação é do tipo aditivo. Veja:
Imagem: Reprodução
Na tira, observamos que as orações das duas placas são coordenadas e mantém, entre si, uma relação aditiva.
Cuidado com o cachorro – Oração coordenada inicial (assindética)
E não subestime o gato – oração coordenada sindética aditiva
As conjunções coordenativas aditivas que tipicamente explicitam a relação sequencial entre as coordenadas entre as coordenadas são e (para as sequências afirmativas) e nem (para as sequências negativas), tampouco, ademais, outrossim e mais (em linguagem matemática ou como regionalismo).
Existem na língua determinadas estruturas, denominadas séries aditivas enfáticas, que, quando utilizadas, permitem destacar o conteúdo da segunda oração. A relação estabelecida entre as orações do período é marcada, nesses casos, por mas também, mas ainda, senão também, como também (depois de não só) e além disso. Veja:
Imagem: Reprodução
No segundo quadrinho, a resposta dada à pergunta feita no quadrinho apresenta uma série aditiva enfática.
Ela não é gostosa, mas também dá pra fazer um belo estilingue com o osso da sorte.
Oração coordenada sindética adversativa
Ocorre quando entre as orações coordenadas de um mesmo período, o conteúdo da segunda oração opõe-se àquilo que se declara na primeira, estabelecendo-se uma ideia de contraste ou compensação, diz se que a estrutura é do tipo adversativo. Veja os exemplos:
O político era desonesto,( Oração coordenada inicial assindética) mas foi eleito. (Oração coordenada sindética adversativa)
O investimento no projeto foi enorme, porém o retorno financeiro foi insignificante. (oposição)
O professor é extremamente rigoroso com os alunos, entretanto é justo na atribuição das notas (compensação)
A conjunção coordenativa adversativa típica é o mas. Esse tipo de relação pode também ser expresso pelas conjunções e locuções coordenativas adversativas porém, todavia, contudo, no entanto, entretanto, não obstante, senão (= mas sim).
Oração coordenada sindética alternativa
Quando, entre as orações coordenadas, estabelece-se uma relação de sentido em que o conteúdo de uma das coordenadas exclui o conteúdo da outra, diz-se que a coordenação é do tipo alternativo:
Imagem: Reprodução
No último quadrinho, a pergunta feita pelo Recruta Zero ilustra a típica relação de sentido estabelecida entre as orações coordenadas sindéticas alternativas.
Vamos voltar (oração coordenada alternativa inicial assindética) ou vamos nos perder? (oração coordenada sindética)
A conjunção coordenativa alternativa típica é ou (que pode ocorrer isoladamente ou introduzindo cada uma das orações entre as quais se estabelece a relação alternativa). Podem marcar também a mesma relação os pares quer… quer…, já… já…, ora… ora, seja… seja, talvez… talvez.
Ou você casa, ou compra uma bicicleta. (ambas as orações são sindéticas)
Ora conta piadas, ora resmunga. (idem)
Oração coordenada sindética conclusiva
Quando, dada uma sequência de orações coordenadas, verifica-se que a segunda expressa uma conclusão ou consequência lógica baseada no conteúdo da primeira, têm-se uma coordenação do tipo conclusivo.
Observe a tira do Hagar, no primeiro quadrinho da tira abaixo:
Imagem: Reprodução
O raciocínio de Hagar expressa uma clara reação conclusiva. Primeiro ele se dá conta de que é uma quinta-feira. Provavelmente se lembra de que o cardápio da casa é organizado associando determinados pratos a determinados dias. Conclui, portanto, que é dia de comer fígado frito.
Hoje é quinta-feira ,(oração coordenada inicial assindética) então já sei ( oração coordenada sindética conclusiva) que comeremos fígado frito.
As conjunções coordenativas que mais comumente se introduzem nas orações coordenadas sindéticas conclusivas são: logo, portanto, e pois (quando posposta ao verbo). Também são usadas as conjunções e locuções conjuntivas conclusivas: assim, então, por isso, por conseguinte, de modo que, de forma que, em vista disso, de sorte que, de maneira que, enfim, por fim, destarte, dessarte, consequentemente, conseguintemente, por consequência.
Oração coordenada sindética explicativa
Quando uma oração coordenada fornece uma explicação para aquilo que se afirma em uma oração anterior, diz-se que a coordenação é do tipo explicativo. Observe os exemplos:
Deve ter ventado bastante durante a noite, (oração coordenada inicial assindética) porque há muitas folhas e galhos nas ruas. ( oração coordenada sindética explicativa).
Cristina já deve estar em casa, porque a correspondência não está na portaria.
Paulo não se interessou pela proposta, pois não me telefonou.
Não insista, Mônica, que eu não farei o que você quer!
As conjunções coordenativas explicativas típicas são: que, porque, porquanto e pois (quando anteposta ao verbo).
Orações coordenadas sindéticas explicativas e orações subordinadas adverbiais causais
É difícil estabelecer uma diferença entre as orações coordenadas sindéticas explicativas e as orações subordinadas adverbiais causais. A dificuldade decorre da semelhança entre a relação semântica estabelecida nos dois casos. Nem sempre conseguimos diferenciar com facilidade uma explicação da causa desse fato.
Alguns testes sintáticos poder ser feitos para ajudar a diferenciar a relação entre orações e, assim, determinar se ela é de natureza explicativa ou causal.
Como a oração subordinada adverbial causal equivale a um adjunto adverbial (o que não acontece com as sindéticas explicativas), deve-se tentar substituir a oração desenvolvida iniciada com as conjunções que, pois, porque, por outra equivalente, como o verbo no infinitivo, introduzida pela preposição por. Se isso for possível, sem forçar o sentido da oração, trata-se de uma subordinada adverbial causal. Veja:
A criança chorava porque não via a mãe ao seu lado.
= a criança chora por não ver sua mãe ao seu lado.
As orações coordenadas sindéticas explicativas, por serem independentes, admitem pausa longa na fala, que pode ser indicada, na escrita, pelo uso de dois-pontos ou ponto-e-vírgula. Caso seja possível substituir as conjunções que, pois, porque, por um desses sinais de pontuação, sem prejuízo do sentido, trata-se de uma oração sindética explicativa. Veja:
Não se preocupe porque vou com você ao médico.
= Não se preocupe: vou com você ao médico. / Não se preocupe; vou com você ao médico.
Explicativa: dá uma explicação para justificar um fato anterior: SOS - sugestão, ordem ou suposição / tem posição fixa, não pode ser anteposta, invertida ou intercalada
Causal: há sempre a relação de causa e consequência / admite inversão, anteposição ou intercalação
“A grandeza do homem não consiste em receber honras, mas merecê-las” (Aristóteles)
Ambos os exemplos acima apresentam orações sintaticamente independentes que participam de um mesmo período, mantém, entre si, um relação de coordenação:
“toma conselhos com vinho, – 1ª oração – mas toma decisões com água” – 2ª oração .
“A grandeza do homem não consiste em receber honras, – 1ª oração – mas merecê-las” – 2ª oração.
Nesses casos, ainda observamos que as orações presentes nos dois períodos apresentam estrutura semelhante. O fato de, nos dois períodos, a oração coordenada inicial estar vinculada à outra por meio a conjunção coordenativa adversativa mas, faz com que entre elas se estabeleça um relação de oposição.
Orações coordenadas assindéticas
Observe as orações utilizadas na homenagem feita por uma empresa de planos de saúde para comemorar o dia do médico:
Imagem: Reprodução
No enunciado “Esquece aquele tapinha. Liga pra ele” as duas orações aparecem justapostas, sem qualquer conjunção para estabelecer uma relação entre elas. Semanticamente, porém, estão relacionadas pelo conteúdo que expressam: a primeira oração faz alusão a um ação praticada por um médico (aquele tapinha) e a segunda sugere ao leitor que ligue para ele para cumprimenta-lo pelo dia do médico.
Como estão coordenadas entre si, mas essa coordenação não é feita com o auxílio de uma conjunção coordenativa, dizemos que essas orações são coordenadas assindéticas.
Logo, coordenadas assindéticas são as orações que se encadeiam sem a presença de uma conjunção. Aparecem justapostas, separadas por vírgulas.
Orações coordenadas sindéticas
Em muitos casos, a coordenação das orações é feita por meio de conjunções coordenativas. Observe o cartum.
Imagem: Reprodução
No último quadrinho, o gato Garfield, depois de ouvir seu dono receber inúmeras vezes a mesma desculpa das mulheres para quem telefona convidando para sair (estão doentes), conclui: “As luzes estão acesas, mas não tem ninguém em casa”.
Essa observação irônica sugere que Jon é alguém de inteligência muito limitada, porque não consegue perceber o óbvio doloroso: mulher alguma deseja sair com ele, embora Jon esteja vivo (“As luzes estão acesas”), não tem cérebro (“não tem ninguém em casa”).
Para expressar sua ironia, Garfield faz uso de duas orações coordenadas (períodos com dois verbos) que são relacionadas por meio de uma conjunção:
As luzes estão acesas, – Oração coordenada inicial (assindética)
mas não tem ninguém em casa – Oração coordenada sindética adversativa
Assim, a primeira oração, que não apresenta conjunção, é assindética. A segunda, introduzida pela conjunção adversativa mas, é sindética.
Logo, orações coordenadas sindéticas são as orações coordenadas que vêm articuladas umas às outras por meio de conjunções coordenativas.
*Os termos sindético e assindético derivam do grego súndetos, que significa ligado a, unido a. Sindética será, portanto, a coordenação feita por meio de um elemento de ligação: uma conjunção coordenativa. Assindética (termo no qual o prefixo de origem grega a- indica negação) será a coordenação da qual não participam as conjunções coordenativas como elementos de ligação.
Oração coordenada sindética aditiva
Quando se está diante de uma série de orações coordenadas dispostas de modo a dar ideia de uma sequência ou adição de fatos ou acontecimentos, sem que entre elas se estabeleça alguma outra relação de sentido, diz-se que a coordenação é do tipo aditivo. Veja:
Imagem: Reprodução
Na tira, observamos que as orações das duas placas são coordenadas e mantém, entre si, uma relação aditiva.
Cuidado com o cachorro – Oração coordenada inicial (assindética)
E não subestime o gato – oração coordenada sindética aditiva
As conjunções coordenativas aditivas que tipicamente explicitam a relação sequencial entre as coordenadas entre as coordenadas são e (para as sequências afirmativas) e nem (para as sequências negativas), tampouco, ademais, outrossim e mais (em linguagem matemática ou como regionalismo).
Existem na língua determinadas estruturas, denominadas séries aditivas enfáticas, que, quando utilizadas, permitem destacar o conteúdo da segunda oração. A relação estabelecida entre as orações do período é marcada, nesses casos, por mas também, mas ainda, senão também, como também (depois de não só) e além disso. Veja:
Imagem: Reprodução
No segundo quadrinho, a resposta dada à pergunta feita no quadrinho apresenta uma série aditiva enfática.
Ela não é gostosa, mas também dá pra fazer um belo estilingue com o osso da sorte.
Oração coordenada sindética adversativa
Ocorre quando entre as orações coordenadas de um mesmo período, o conteúdo da segunda oração opõe-se àquilo que se declara na primeira, estabelecendo-se uma ideia de contraste ou compensação, diz se que a estrutura é do tipo adversativo. Veja os exemplos:
O político era desonesto,( Oração coordenada inicial assindética) mas foi eleito. (Oração coordenada sindética adversativa)
O investimento no projeto foi enorme, porém o retorno financeiro foi insignificante. (oposição)
O professor é extremamente rigoroso com os alunos, entretanto é justo na atribuição das notas (compensação)
A conjunção coordenativa adversativa típica é o mas. Esse tipo de relação pode também ser expresso pelas conjunções e locuções coordenativas adversativas porém, todavia, contudo, no entanto, entretanto, não obstante, senão (= mas sim).
Oração coordenada sindética alternativa
Quando, entre as orações coordenadas, estabelece-se uma relação de sentido em que o conteúdo de uma das coordenadas exclui o conteúdo da outra, diz-se que a coordenação é do tipo alternativo:
Imagem: Reprodução
No último quadrinho, a pergunta feita pelo Recruta Zero ilustra a típica relação de sentido estabelecida entre as orações coordenadas sindéticas alternativas.
Vamos voltar (oração coordenada alternativa inicial assindética) ou vamos nos perder? (oração coordenada sindética)
A conjunção coordenativa alternativa típica é ou (que pode ocorrer isoladamente ou introduzindo cada uma das orações entre as quais se estabelece a relação alternativa). Podem marcar também a mesma relação os pares quer… quer…, já… já…, ora… ora, seja… seja, talvez… talvez.
Ou você casa, ou compra uma bicicleta. (ambas as orações são sindéticas)
Ora conta piadas, ora resmunga. (idem)
Oração coordenada sindética conclusiva
Quando, dada uma sequência de orações coordenadas, verifica-se que a segunda expressa uma conclusão ou consequência lógica baseada no conteúdo da primeira, têm-se uma coordenação do tipo conclusivo.
Observe a tira do Hagar, no primeiro quadrinho da tira abaixo:
Imagem: Reprodução
O raciocínio de Hagar expressa uma clara reação conclusiva. Primeiro ele se dá conta de que é uma quinta-feira. Provavelmente se lembra de que o cardápio da casa é organizado associando determinados pratos a determinados dias. Conclui, portanto, que é dia de comer fígado frito.
Hoje é quinta-feira ,(oração coordenada inicial assindética) então já sei ( oração coordenada sindética conclusiva) que comeremos fígado frito.
As conjunções coordenativas que mais comumente se introduzem nas orações coordenadas sindéticas conclusivas são: logo, portanto, e pois (quando posposta ao verbo). Também são usadas as conjunções e locuções conjuntivas conclusivas: assim, então, por isso, por conseguinte, de modo que, de forma que, em vista disso, de sorte que, de maneira que, enfim, por fim, destarte, dessarte, consequentemente, conseguintemente, por consequência.
Oração coordenada sindética explicativa
Quando uma oração coordenada fornece uma explicação para aquilo que se afirma em uma oração anterior, diz-se que a coordenação é do tipo explicativo. Observe os exemplos:
Deve ter ventado bastante durante a noite, (oração coordenada inicial assindética) porque há muitas folhas e galhos nas ruas. ( oração coordenada sindética explicativa).
Cristina já deve estar em casa, porque a correspondência não está na portaria.
Paulo não se interessou pela proposta, pois não me telefonou.
Não insista, Mônica, que eu não farei o que você quer!
As conjunções coordenativas explicativas típicas são: que, porque, porquanto e pois (quando anteposta ao verbo).
Orações coordenadas sindéticas explicativas e orações subordinadas adverbiais causais
É difícil estabelecer uma diferença entre as orações coordenadas sindéticas explicativas e as orações subordinadas adverbiais causais. A dificuldade decorre da semelhança entre a relação semântica estabelecida nos dois casos. Nem sempre conseguimos diferenciar com facilidade uma explicação da causa desse fato.
Alguns testes sintáticos poder ser feitos para ajudar a diferenciar a relação entre orações e, assim, determinar se ela é de natureza explicativa ou causal.
Como a oração subordinada adverbial causal equivale a um adjunto adverbial (o que não acontece com as sindéticas explicativas), deve-se tentar substituir a oração desenvolvida iniciada com as conjunções que, pois, porque, por outra equivalente, como o verbo no infinitivo, introduzida pela preposição por. Se isso for possível, sem forçar o sentido da oração, trata-se de uma subordinada adverbial causal. Veja:
A criança chorava porque não via a mãe ao seu lado.
= a criança chora por não ver sua mãe ao seu lado.
As orações coordenadas sindéticas explicativas, por serem independentes, admitem pausa longa na fala, que pode ser indicada, na escrita, pelo uso de dois-pontos ou ponto-e-vírgula. Caso seja possível substituir as conjunções que, pois, porque, por um desses sinais de pontuação, sem prejuízo do sentido, trata-se de uma oração sindética explicativa. Veja:
Não se preocupe porque vou com você ao médico.
= Não se preocupe: vou com você ao médico. / Não se preocupe; vou com você ao médico.
Explicativa: dá uma explicação para justificar um fato anterior: SOS - sugestão, ordem ou suposição / tem posição fixa, não pode ser anteposta, invertida ou intercalada
Causal: há sempre a relação de causa e consequência / admite inversão, anteposição ou intercalação
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