Língua Pátria - TV Câmara - Programa 172 - Modo Subjuntivo

A indicação de tempo verbal normalmente está intimamente ligada à indicação de modo, ou seja, a expressão da atitude de quem fala em relação ao conteúdo do que fala. Na língua portuguesa, existem os seguintes modos verbais: indicativo, subjuntivo e imperativo.



O modo subjuntivo, tema deste artigo, apresenta o processo verbal como duvidoso, possível, ou como simples desejo. Costuma provocar muitas dúvidas nos falantes da língua portuguesa, porque é facilmente confundido com algumas conjugações do modo indicativo.

Os tempos verbais do modo subjuntivo
Embora apareça também em orações independentes e principais, o modo subjuntivo é, na maioria das vezes, empregado em orações subordinadas, nas quais se expressam sentimento, hipótese, desejo, dúvida, possibilidade, condição, hipótese, incerteza ou probabilidade.

O uso do subjuntivo na oração subordinada também pode denotar causa, finalidade, referência temporal, condição e consequência.



O modo subjuntivo os seguintes tempos verbais: presente, pretérito imperfeito, pretérito perfeito (composto), pretérito mais-que-perfeito (composto), futuro simples e futuro composto.

Presente (subjuntivo)
Nas orações absolutas ou principais, o presente do subjuntivo pode exprimir:
a) desejo:

Deus te abençoe.

b) hipótese, concessão:

Sem cerimônia: suponham que estão em casa.

c) dúvida:

Talvez eu faça a minha matrícula no curso de italiano.

Nas orações subordinadas, pode exprimir um fato eventual:
Não admito que se faça greve.
Procure agir de maneira que agrade seus pais.
Deixe que as crianças brinquem à vontade.

Pretérito imperfeito simples (subjuntivo)
Este tempo é utilizado nas orações subordinadas, quando o verbo da principal estiver num tempo do pretérito. Serve para indicar uma possibilidade que poderia ter ocorrido no passado.
Confira os exemplos a seguir:

Se eles fizessem o acordo, nada disso teria acontecido.
Se ele cumprisse o prometido, tudo se resolveria.
Não encontrou ninguém que aceitasse o desafio.
Proibiu que revelassem o truque do mágico.

Pretérito perfeito (subjuntivo)
Forma verbal sempre na forma composta, com o verbo auxiliar ter (ou haver) no Presente do Subjuntivo, acrescido do particípio passado do verbo principal. Pode exprimir:

a) fato passado já presumivelmente terminado:

É precipitado afirmar que ele tenha sido inocente.

b) fato futuro já terminado em relação a outro:

Quando chegarmos à faculdade, é provável que a palestra já tenha terminado.

Pretérito mais-que-perfeito (subjuntivo)
Também só existe no tempo composto, sendo formado por um auxiliar no Imperfeito do subjuntivo e um verbo principal no particípio passado. Pode denotar:

a) uma ação anterior a outra já passada:

Se ele houvesse escutado os conselhos dos pais, teria evitado o acidente.

b) um fato eventual no passado:

Não acreditei que ele tivesse perdido o carro.

Futuro simples (subjuntivo)
Pode ser empregado nas orações adverbiais ou adjetivas, exprimindo uma ocorrência futura possível, eventual.
Confira os exemplos a seguir:

Quando puderes, vem visitar-nos.
Trarei presentes aos que me encomendarem.
Quem viver verá.

Futuro composto (subjuntivo)
É formado pelo Futuro Simples do Subjuntivo do verbo ter (ou haver), acrescido do particípio do verbo principal. Serve para indicar um fato futuro dado como concluído em relação a outro fato futuro.

Exemplos:

Quando tiver encontrado a resposta, revelarei a todos.
Só é capaz de responder quem tiver assistido ao filme recomendado.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Gravação - Via Embratel (teste - dezembro / 2011)

Como desbloquear canais Sky

VH1 Mega Hits > Comedy Central