Língua Pátria - TV Câmara - Programa 160 - Vozes do Verbo
Os gramáticos definem o verbo como sendo uma palavra que exprime ação, estado, fato ou fenômeno. Dentre as classes de palavras, trata-se da mais rica em flexões, podendo apresentar-se de diferentes formas para indicar a pessoa do discurso, o número, o tempo, o modo e a voz.
De acordo com o gramático Domingos Paschoal Cegalla, em sua Novíssima Gramática da Língua Portuguesa, a voz do verbo é a forma que este assume para indicar que a ação verbal é praticada ou sofrida pelo sujeito.
As vozes dos verbos são divididas em três, a saber: voz ativa, voz passiva e voz reflexiva.
Voz Ativa
Dizemos que um verbo está na voz ativa quando o sujeito é agente, isto é, pratica a ação expressa pelo verbo.
Preste atenção nos exemplos a seguir:
O caçador abateu a ave.
sujeito agente ação objeto (paciente)
O vento agitava as águas.
Os pais educam os filhos.
Voz Passiva
Dizemos que um verbo está na voz passiva quando o sujeito é paciente, isto é, recebe a ação expressa pelo verbo.
Confira atentamente os exemplos a seguir:
O trabalho foi feito por ela.
sujeito paciente ação agente da passiva
A ave foi abatida pelos caçadores.
Os filhos são educados pelos pais.
Atenção! É importante lembrar que somente os verbos transitivos podem ser empregados na voz passiva.
A formação da voz passiva
A voz passiva pode ser formada pelo verbo auxiliar ser seguido do particípio do verbo principal, ou com o pronome apassivador se associado a um verbo ativo da 3ª pessoa.
Voz Passiva Analítica
Quando a voz passiva é formada pelo verbo auxiliar ser seguido do particípio do verbo principal, temos a voz passiva analítica.
Confira os exemplos a seguir:
O homem é afligido pelas doenças.
A criança era conduzida pelo pai.
As ruas serão enfeitadas.
Seriam abertas novas escolas.
Eventualmente, em textos literários, é possível exprimir a voz passiva analítica com outros verbos auxiliares.
Observe atentamente os exemplos a seguir:
A aldeia estava / andava isolada pelas águas.
A presa ficou devorada pelo leão.
A noiva vinha acompanhada pelo pai.
O preso ia escoltado pelos guardas.
Voz Passiva Pronominal ou Sintética
A voz passiva pronominal ou sintética é formada com o verbo na 3ª pessoa, seguido do pronome apassivador SE.
Confira os exemplos a seguir:
Regam-se as plantas de manhã cedo.
Organizou-se o campeonato.
Abriram-se as inscrições para o Enem.
Entregaram-se as medalhas aos vencedores da corrida.
Voz Reflexiva
Na voz reflexiva, o sujeito é ao mesmo tempo agente e paciente, isto é, pratica e recebe a ação.
Observe atentamente os exemplos a seguir:
O caçador feriu-se.
Sacrifiquei-me por ela.
O preso suicidou-se.
Atenção! O sentido reflexivo não deve ser atribuído a verbos que designam sentimento, mudança de estado ou atitudes próprias do sujeito, como queixar-se, alegrar-se, arrepender-se, zangar-se e outros meramente pronominais. É necessário observar também que em frases como “Camila fala de si” há reflexividade, mas não há voz reflexiva, pois o verbo não é reflexivo.
De acordo com o gramático Domingos Paschoal Cegalla, em sua Novíssima Gramática da Língua Portuguesa, a voz do verbo é a forma que este assume para indicar que a ação verbal é praticada ou sofrida pelo sujeito.
As vozes dos verbos são divididas em três, a saber: voz ativa, voz passiva e voz reflexiva.
Voz Ativa
Dizemos que um verbo está na voz ativa quando o sujeito é agente, isto é, pratica a ação expressa pelo verbo.
Preste atenção nos exemplos a seguir:
O caçador abateu a ave.
sujeito agente ação objeto (paciente)
O vento agitava as águas.
Os pais educam os filhos.
Voz Passiva
Dizemos que um verbo está na voz passiva quando o sujeito é paciente, isto é, recebe a ação expressa pelo verbo.
Confira atentamente os exemplos a seguir:
O trabalho foi feito por ela.
sujeito paciente ação agente da passiva
A ave foi abatida pelos caçadores.
Os filhos são educados pelos pais.
Atenção! É importante lembrar que somente os verbos transitivos podem ser empregados na voz passiva.
A formação da voz passiva
A voz passiva pode ser formada pelo verbo auxiliar ser seguido do particípio do verbo principal, ou com o pronome apassivador se associado a um verbo ativo da 3ª pessoa.
Voz Passiva Analítica
Quando a voz passiva é formada pelo verbo auxiliar ser seguido do particípio do verbo principal, temos a voz passiva analítica.
Confira os exemplos a seguir:
O homem é afligido pelas doenças.
A criança era conduzida pelo pai.
As ruas serão enfeitadas.
Seriam abertas novas escolas.
Eventualmente, em textos literários, é possível exprimir a voz passiva analítica com outros verbos auxiliares.
Observe atentamente os exemplos a seguir:
A aldeia estava / andava isolada pelas águas.
A presa ficou devorada pelo leão.
A noiva vinha acompanhada pelo pai.
O preso ia escoltado pelos guardas.
Voz Passiva Pronominal ou Sintética
A voz passiva pronominal ou sintética é formada com o verbo na 3ª pessoa, seguido do pronome apassivador SE.
Confira os exemplos a seguir:
Regam-se as plantas de manhã cedo.
Organizou-se o campeonato.
Abriram-se as inscrições para o Enem.
Entregaram-se as medalhas aos vencedores da corrida.
Voz Reflexiva
Na voz reflexiva, o sujeito é ao mesmo tempo agente e paciente, isto é, pratica e recebe a ação.
Observe atentamente os exemplos a seguir:
O caçador feriu-se.
Sacrifiquei-me por ela.
O preso suicidou-se.
Atenção! O sentido reflexivo não deve ser atribuído a verbos que designam sentimento, mudança de estado ou atitudes próprias do sujeito, como queixar-se, alegrar-se, arrepender-se, zangar-se e outros meramente pronominais. É necessário observar também que em frases como “Camila fala de si” há reflexividade, mas não há voz reflexiva, pois o verbo não é reflexivo.
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