Língua Pátria - TV Câmara - Programa 158 - Uso das Reticências
Segundo o gramático Domingos Paschoal Cegalla, são três as finalidades dos sinais de pontuação: assinalar as pausas e as inflexões da voz (entonação) na leitura; separar palavras, expressões e orações que devem ser destacadas; e, por fim, esclarecer o sentido da frase, afastando qualquer ambiguidade.
Em sua Novíssima Gramática da Língua Portuguesa, Cegalla afirma que não é possível traçar normas rigorosas sobre o emprego dos sinais de pontuação, uma vez que não há uniformidade entre os escritores a respeito do assunto. No entanto, é possível tracejar as normas que o uso geral vem sancionando na atual língua escrita.
Neste artigo, veremos quais são os usos das reticências, sinal de pontuação que marca uma interrupção, indicando suspensão na melodia frásica.
O emprego das reticências
Na escrita, as reticências são a sequência de três pontos (…) que podem aparecer no fim, no início ou no meio de uma frase.
As reticências são utilizadas, principalmente, nos seguintes casos:
Para indicar suspensão ou interrupção do pensamento.
Exemplos: Vim até aqui pensando que…
“- Mas essa cruz, observei eu, não me disseste que era teu pai que…” (Machado de Assis)
As reticências podem indicar, ainda, corte da frase de um personagem pelo interlocutor, nos diálogos. Observe o exemplo a seguir:
“- A instrução é indispensável, a instrução é uma chave, a senhora não concorda, dona Madalena?
– Quem se habitua aos livros…
– É não habituar-se, interrompi.” (Graciliano Ramos)
No meio do período, servindo para indicar certa hesitação ou breve interrupção do pensamento.
Exemplos:
“Porque… não sei, porque… porque é a minha sina…” (Machado de Assis)
Não sei se ele vai, mas… mas… creio que será muito bom!
No fim de um período gramaticalmente completo, sugerindo certo prolongamento da ideia.
Exemplo:
“Ninguém… A estrada, ampla e silente,
Sem caminhantes adormece…” (Olavo Bilac)
Para indicar palavras suprimidas numa frase transcrita.
Exemplo:
“… o chefe dos pescadores… se arroja nas ondas…” (José de Alencar)
Para sugerir movimento ou continuação de determinado fato.
Exemplo:
“E a Vida passa… efêmera e vazia.” (Raul de Leoni)
Para realçar uma palavra ou expressão.
Exemplo:
Não há motivo para tanta… gritaria.
Em sua Novíssima Gramática da Língua Portuguesa, Cegalla afirma que não é possível traçar normas rigorosas sobre o emprego dos sinais de pontuação, uma vez que não há uniformidade entre os escritores a respeito do assunto. No entanto, é possível tracejar as normas que o uso geral vem sancionando na atual língua escrita.
Neste artigo, veremos quais são os usos das reticências, sinal de pontuação que marca uma interrupção, indicando suspensão na melodia frásica.
O emprego das reticências
Na escrita, as reticências são a sequência de três pontos (…) que podem aparecer no fim, no início ou no meio de uma frase.
As reticências são utilizadas, principalmente, nos seguintes casos:
Para indicar suspensão ou interrupção do pensamento.
Exemplos: Vim até aqui pensando que…
“- Mas essa cruz, observei eu, não me disseste que era teu pai que…” (Machado de Assis)
As reticências podem indicar, ainda, corte da frase de um personagem pelo interlocutor, nos diálogos. Observe o exemplo a seguir:
“- A instrução é indispensável, a instrução é uma chave, a senhora não concorda, dona Madalena?
– Quem se habitua aos livros…
– É não habituar-se, interrompi.” (Graciliano Ramos)
No meio do período, servindo para indicar certa hesitação ou breve interrupção do pensamento.
Exemplos:
“Porque… não sei, porque… porque é a minha sina…” (Machado de Assis)
Não sei se ele vai, mas… mas… creio que será muito bom!
No fim de um período gramaticalmente completo, sugerindo certo prolongamento da ideia.
Exemplo:
“Ninguém… A estrada, ampla e silente,
Sem caminhantes adormece…” (Olavo Bilac)
Para indicar palavras suprimidas numa frase transcrita.
Exemplo:
“… o chefe dos pescadores… se arroja nas ondas…” (José de Alencar)
Para sugerir movimento ou continuação de determinado fato.
Exemplo:
“E a Vida passa… efêmera e vazia.” (Raul de Leoni)
Para realçar uma palavra ou expressão.
Exemplo:
Não há motivo para tanta… gritaria.
Comentários
Postar um comentário