Língua Pátria - TV Câmara - Programa 157 - Funções da Linguagem

A linguagem é uma das formas usadas pelas pessoas para apreender e compreender as coisas que existem, além de ser necessária diante da convivência em conjunto quando, por meio de códigos, representamos o que pensamos, sentimos, queremos, fazemos, entre outras coisas. Como é múltipla, cheia de peculiaridades que variam de acordo com a intenção do falante, apresenta seis funções que serão explicadas a seguir.



Função referencial, denotativa, informativa ou cognitiva
É aquela que transmite uma informação objetiva e expõe os dados da realidade de uma forma objetiva, sem fazer comentários ou avaliações. O texto, normalmente, apresenta-se em terceira pessoa do singular ou plural, transmitindo impessoalidade. Denotativa, a linguagem não permite possibilidades de interpretações além do que está sendo dito. É mais presente em textos científicos, jornalísticos, didáticos, técnicos ou correspondências comerciais.

Função emotiva, expressiva ou de exteriorização psíquica
Nesse caso, o emissor tem como objetivo principal transmitir as emoções e os anseios, além da realidade a partir do ponto de vista do emissor. A mensagem transmitida é subjetiva, sendo ainda centrada no emitente, apresentando-se, portanto, em primeira pessoa. O uso de pontuação, envolvendo exclamações, interrogações e reticências, é uma característica marcante dessa função, ajudando a transmitir a subjetividade da mensagem, além de reforçar a entonação emotiva. Esse tipo de função pode ser encontrado em narrativas dramáticas ou românticas, ou ainda em poemas.

Função conativa, apelativa ou imperativa
Nesse caso, a ideia é influenciar ou convencer o receptor de alguma coisa por meio da utilização de vocativos para indicar ordens, sugestões, convites ou apelos. Nesse caso os verbos normalmente estão em segunda ou terceira pessoa, e trata-se de uma função bastante comum em textos publicitários e discursos de autoridade ou políticos.



Função metalinguística ou metalinguagem
Faz referência à metalinguagem, quando o emissor explica um código fazendo uso deste mesmo código. O poema, por exemplo, que fala da ação de se fazer um poema. Confira um exemplo de um trecho da poesia “Para fazer um poema dadaísta”, que faz uso do código, que nesse caso é o poema, para explicar o próprio ato de fazer um poema.

“Pegue um jornal
Pegue a tesoura
Escolha no jornal um artigo do tamanho que você deseja dar ao seu poema
Recorte o artigo”

Função fática ou de contato
Essa função tem como objetivo estabelecer uma relação com o emissor, sendo usada para confirmar se há a transmissão da conversa de forma efetiva. Por exemplo, em um diálogo, usamos essa função ao perguntar “Você está me entendendo?”, ou ainda quando atendemos ao telefone falando “oi” ou “alô”.

Função poética ou estética
Por fim, temos a função poética que tem como objetivo a expressão de sentimentos por meio de textos que usam as formas da palavra, da sonoridade delas ou de seu ritmo, elaborando ainda novas possibilidades de combinação em signos linguísticos. Pode ser usada em letras de música, textos publicitários e literários.

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