Língua Pátria - TV Câmara - Programa 156 - Uso do Travessão

Os sinais de pontuação são recursos gráficos fundamentais para uma boa escrita, contribuindo para a coerência e coesão de textos. Dentre suas finalidades, o gramático Domingos Paschoal Cegalla destaca três: assinalar as pausas e as inflexões da voz (a entonação) na leitura; separar palavras, expressões e orações que devem ser destacadas; esclarecer o sentido da frase, afastando qualquer ambiguidade.



Neste artigo, abordaremos o uso correto do travessão (—), sinal de pontuação visivelmente mais longo do que o hífen (-) e do que a meia-risca (–).

Emprego do travessão
O travessão (—) é um sinal de pontuação utilizado especialmente no início de cada fala no discurso direto, no entanto, existem outras formas de utilização.

O travessão é usado nos seguintes casos:



Para indicar mudança de interlocutor, ou o início da fala de um personagem.
Exemplo:

“— Você é daqui mesmo? perguntei.
— Sou, sim senhor, respondeu o garoto.” (Aníbal Machado)

Para separar expressões ou frases explicativas.
Exemplos:

Um bom ensino — diga-se mais uma vez — exige a valorização do professor.

“E logo me apresentou à mulher, — uma estimável senhora — e à filha.” (Machado de Assis)

Em alguns casos, o travessão é empregado para substituir os parênteses, a vírgula e os dois-pontos.
Exemplos:

Só eles conseguem me fazer sentir melhor — meus pais.

“O que o colono do Maranhão pretendia era isto — fazer entradas livres.” (Carlos de Laet)

“Mas eis — corre-se então nívea cortina.” (Cruz e Sousa)

Para isolar palavras ou orações que se deseja realçar ou enfatizar.
Exemplos:

“O obelisco aponta aos mortais as coisas mais altas: o céu, a Lua, o Sol, as estrelas, — Deus.” (Manuel Bandeira)

“Acresce que chovia — peneirava — uma chuvinha miúda, triste e constante…” (Machado de Assis)

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Gravação - Via Embratel (teste - dezembro / 2011)

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