Língua Pátria - TV Câmara - Programa 151 - Apóstrofo
O estudo da Gramática Normativa da Língua Portuguesa realmente não é muito fácil, pois precisamos ter atenção a vários detalhes. Acentuação gráfica, flexão das palavras, tempos verbais, concordância nominal e verbal, sintaxe, semântica… São muitos os temas abordados no estudo da gramática padrão do nosso idioma, mas, é possível aprender os tópicos mais importantes para o nosso dia a dia.
Dentre os temas estudados na Gramática Normativa da Língua Portuguesa está o emprego correto das notações léxicas, que são os sinais acessórios que auxiliam a pronúncia das palavras, como o til, o trema, o apóstrofo e o hífen.
Neste artigo, abordaremos o uso adequado do apóstrofo, o sinal gráfico que tem a função de indicar a supressão de letras numa palavra.
O emprego correto do apóstrofo
De acordo com o gramático Domingos Paschoal Cegalla, em sua “Novíssima Gramática da Língua Portuguesa”, o apóstrofo deve ser empregado nos seguintes casos:
a) Para indicar a supressão de uma vogal nos versos, por exigências métricas. Esse caso ocorre mais frequentemente entre poetas portugueses.
Exemplos: esp’rança, minh’alma, ‘stamos, c’roa.
b) Para reproduzir pronúncias populares.
Exemplos: “Olh’ele aí…” (Guimarães Rosa)
“Não s’enxerga, enxerido!” (Peregrino Jr.)
c) Para indicar a supressão da vogal da preposição de em determinadas palavras compostas.
Exemplos: galinha-d’angola, estrela-d’alva, caixa-d’água etc.
Ainda de acordo com Cegalla, o apóstrofo não deve ser utilizado nos seguintes casos:
a) Na palavra pra, redução da preposição para.
Exemplo: “Puxa! Você não presta nem pra tirar gelo, Simão.” (Orígenes Lessa)
b) Nas contrações das preposições com advérbios, artigos e pronomes.
Exemplos: escritores dalém-mar; ir pra beira do rio; costumes doutrora.
c) Nas combinações dos pronomes pessoais: mo, mos, ma, mas, to, lho, lhos etc.
d) Nas expressões cujos elementos se uniram numa unidade fonética e semântica.
Exemplos: dessarte, destarte, tarrenego, vivalma.
Casos opcionais do emprego do apóstrofo
O gramático Cegalla também elenca os casos em que o uso do apóstrofo é opcional. Confira a seguir:
a) Os títulos de livros, jornais etc. podem receber apóstrofo.
Exemplos: a leitura d’O Guarani; a campanha d’O Globo; a notícia está n’O Globo.
b) Para referir-se a Deus, Jesus e a Virgem Maria, também é possível escrever com apóstrofo.
Exemplo: o poder d’Ele; confiar n’Ele; confiar n’Ela.
Dentre os temas estudados na Gramática Normativa da Língua Portuguesa está o emprego correto das notações léxicas, que são os sinais acessórios que auxiliam a pronúncia das palavras, como o til, o trema, o apóstrofo e o hífen.
Neste artigo, abordaremos o uso adequado do apóstrofo, o sinal gráfico que tem a função de indicar a supressão de letras numa palavra.
O emprego correto do apóstrofo
De acordo com o gramático Domingos Paschoal Cegalla, em sua “Novíssima Gramática da Língua Portuguesa”, o apóstrofo deve ser empregado nos seguintes casos:
a) Para indicar a supressão de uma vogal nos versos, por exigências métricas. Esse caso ocorre mais frequentemente entre poetas portugueses.
Exemplos: esp’rança, minh’alma, ‘stamos, c’roa.
b) Para reproduzir pronúncias populares.
Exemplos: “Olh’ele aí…” (Guimarães Rosa)
“Não s’enxerga, enxerido!” (Peregrino Jr.)
c) Para indicar a supressão da vogal da preposição de em determinadas palavras compostas.
Exemplos: galinha-d’angola, estrela-d’alva, caixa-d’água etc.
Ainda de acordo com Cegalla, o apóstrofo não deve ser utilizado nos seguintes casos:
a) Na palavra pra, redução da preposição para.
Exemplo: “Puxa! Você não presta nem pra tirar gelo, Simão.” (Orígenes Lessa)
b) Nas contrações das preposições com advérbios, artigos e pronomes.
Exemplos: escritores dalém-mar; ir pra beira do rio; costumes doutrora.
c) Nas combinações dos pronomes pessoais: mo, mos, ma, mas, to, lho, lhos etc.
d) Nas expressões cujos elementos se uniram numa unidade fonética e semântica.
Exemplos: dessarte, destarte, tarrenego, vivalma.
Casos opcionais do emprego do apóstrofo
O gramático Cegalla também elenca os casos em que o uso do apóstrofo é opcional. Confira a seguir:
a) Os títulos de livros, jornais etc. podem receber apóstrofo.
Exemplos: a leitura d’O Guarani; a campanha d’O Globo; a notícia está n’O Globo.
b) Para referir-se a Deus, Jesus e a Virgem Maria, também é possível escrever com apóstrofo.
Exemplo: o poder d’Ele; confiar n’Ele; confiar n’Ela.
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