Língua Pátria - TV Câmara - Programa 122 - Ambiguidade

Ambiguidade, ou ainda anfibologia, é como chamamos uma área da linguística da língua portuguesa que estuda a duplicidade de sentidos. Nessas situações, alguns termos e algumas expressões, ou ainda sentenças inteiras, possuem mais de um sentido possível. Isso acontece por falta de clareza, situações em que podemos ter duas interpretações completamente distintas de uma mesma situação. Do latim “ambiguitas”, a palavra significa equívoco, incerteza.



Imagem: Reprodução
Essa é colocada no grupo dos vícios de linguagem, indo contra às ferramentas das figuras de linguagem, que são usadas para auxiliar o usuário da língua, dando realce às mensagens emitidas. Vícios de linguagem nada mais são do que palavras ou ainda construções que acabam batendo de frente com as normas gramaticais. Normalmente encontramos esses vícios por descuido ou um possível desconhecimento das regras por parte do emissor.

A ambiguidade, quando encontrada em um texto, acaba prejudicando na parte de interpretação da mensagem, tornando a emissão ineficaz. Isso porque o processo de comunicação possui a finalidade de transmitir uma determinada mensagem, e se há ambiguidade essa não poderá ser compreendida corretamente por todos.

Tipos de ambiguidade mais comuns
Dentre as formas de ambiguidade, encontramos algumas, que serão exemplificadas a seguir.



Uso indevido de pronomes possessivos
“A mãe pediu à filha que arrumasse seu quarto”. Nesse caso, nos gera a dúvida quanto ao quarto que deveria ser arrumado: da mãe, da filha ou da pessoa com quem se fala? Para evitar a ambiguidade, podemos mudar a frase para “A mãe pediu à filha que arrumasse o próprio quarto”. Podemos ainda usar outro exemplo para ficar mais claro: “Vi o João andando com seu carro”. João estava andando com o próprio carro, ou com o carro da pessoa a quem a mensagem foi dirigida? Para evitar, falamos “Vi o João andando com o carro dele, de você, do senhor ou da senhora”.

Colocação inadequada das palavras
“A criança feliz foi ao parque”. Nesse caso não dá para saber se a criança ficou feliz ao chegar no parque ou se estava assim antes disso. Para melhorar a interpretação, podemos usar vírgula e trocar a ordem das palavras: “Feliz, a criança foi ao parque”. Outro exemplo: “Os alunos insatisfeitos reclamaram da nota no trabalho”, nos deixa em dúvida se os alunos que reclamaram estavam insatisfeitos naquele momento, ou eram sempre insatisfeitos? Para resolver essa questão, podemos alterar para “Os alunos, insatisfeitos, reclamaram da nota do trabalho”.

Uso de forma indistinta entre o pronome relativo e a conjunção integrante
“A moça reconheceu a amiga frequentando a academia”. Como saber quem estava na academia? Podemos mudar a frase para “A moça reconheceu a amiga que estava frequentando a academia” ou ainda “A moça, na academia, reconheceu a amiga”.

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Gravação - Via Embratel (teste - dezembro / 2011)

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