Língua Pátria - TV Câmara - Programa 114 - Conectivos
Na língua portuguesa, chamamos de conectivos as conjunções que ligam orações, que estabelecem a conexão entre as orações nos períodos compostos, assim como as preposições que ligam os vocábulos. São eles que nos ajudam a dar mais sentido, além da coesão, às frases, principalmente as mais extensas. Apesar de serem bastante simples, o uso errôneo dos conectivos pode prejudicar completamente o sentido da oração.
Quais são e como usar os conectivos?
Como exemplos de conectivos, podemos citar: e, mas, nem, também, senão, porém, entretanto, contudo, ou, ora, que, porque, como, além de diversos outros. Para entendermos melhor o uso, vamos ver um exemplo: “Amanhã iremos ao parque fazer um piquenique, mas ainda não decidimos se levaremos comida ou se compraremos lá mesmo, pois ainda estamos calculando o que sairá mais em conta”. Nessa frase, temos três conectivos que, apesar de passarem despercebidos na frase, tem extrema importância no sentido e na construção da frase.
É preciso atentar ao significado que se deseja dar à frase e ao texto para poder usar corretamente os conectivos, já que eles possuem diversos sentidos, em sua maioria. São classificados, portanto, pelo sentido que têm. Aditivos, são aqueles que complementam, como por exemplo: e, nem, tão, também, entre outros; adversativos, são aqueles que trazem oposição, como mas, porém, todavia, senão, etc; alternativos, são ora, ou, já, que, entre outros; conclusivos, logo, portanto, por conseguinte, entre outros; explicativos, que, porque; dúvida, quiçá, talvez, quem sabe; hipótese, se, caso, eventualmente; e comparação, como, da mesma maneira, da mesma forma.
Avalie, portanto, o sentido que deseja dar a frase para poder escolher qual o conectivo correto a ser aplicado.
Operadores argumentativos são expressões que ligam orações, períodos ou até mesmo parágrafos, conforme a intenção do autor.
Os operadores argumentativos são palavras ou expressões fundamentais para a coesão textual, ou seja, para a ligação entre as diversas orações, períodos e parágrafos que existem em um texto. Eles são responsáveis por articular as partes do texto, conferindo a elas a intenção desejada pelo autor.
Função
A função dos operadores argumentativos é estabelecer uma ligação entre as orações, períodos ou até mesmo parágrafos de um texto. Eles são fundamentais para a unidade textual, haja vista que é por meio de tais operadores que as partes do texto relacionam-se.
Leia também: Textos sem coesão: Entenda como isso pode acontecer!
Tipos
Existem centenas de operadores argumentativos, e a língua, em seu uso, cria tantos outros nos diversos processos comunicativos. Entretanto, existem alguns desses operadores que valem a pena ter sempre em mente:
Operadores de oposição: são aqueles que interligam ideias que se contrapõem.
São eles: mas, porém, todavia, contudo, entretanto, no entanto, senão, embora, conquanto, ainda que, mesmo que, mesmo quando, apesar de que, se bem que, malgrado, não obstante, inobstante, em que pese, por mais que, por menos que, por muito que, por pouco que, por melhor que, por pior que, nem que etc.
Eu gosto de sorvete, MAS estou gripado.
Operadores de adição: são aqueles que aglutinam trechos com sentidos complementares, que não se contrapõem. São eles: e, nem, também, não só... mas também, mas ainda, como também, ademais, outrossim, além disso, tampouco, mais (em linguagem matemática ou como regionalismo) etc.
Eu NÃO SÓ vou ficar, MAS TAMBÉM dormirei aqui.
Operadores de conclusão: são aqueles que denotam uma conclusão em relação ao que foi dito anteriormente. São eles: logo, portanto, então, assim, enfim, consequentemente, por isso, por conseguinte, de modo que, por fim, conseguintemente, destarte, dessarte etc.
Eu não tenho dinheiro. LOGO, não irei sair hoje.
Operadores de explicação: são os operadores que representam uma explicação sobre o que foi citado antes. São eles: pois, porque, que, porquanto etc.
Eu não posso comer lasanha, POIS tenho alergia a queijo.
Operadores de conformidade: são aqueles que fazem referência a algo ou alguém. São eles: conforme, como, segundo, consoante, de acordo com etc.
SEGUNDO Paulo Freire, ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção.
Operadores de condição: sugerem uma condição para a realização de algo. Exemplos: se, caso, desde que, contanto que, exceto se, salvo se, a menos que, a não ser que, sem que, uma vez que (com o verbo no subjuntivo) etc.
SE fizer bom tempo amanhã, eu vou.
Operadores de finalidade: são aqueles que denotam a razão pela qual algo acontece. Exemplos: a fim de que, para que, com o fito de, com o objetivo/intuito/intenção/finalidade de, que, porque (= para que) etc.
Eu bebo água A FIM DE QUE não fique desidratado.
Operadores de comparação: tais operadores constroem uma comparação entre duas sentenças. Exemplos: mais que, menos que, tão... quanto, tão... como, tanto... quanto, tanto... como, tal qual, da mesma forma, da mesma maneira etc.
Um passeio no parque é MAIS agradável QUE sair para festas.
Operadores de consequência: são aqueles que denotam uma relação de consequência em relação a determinado ato. Exemplos: tão... que, tal... que, tanto... que, tamanho... que, de forma que, de modo que, de sorte que, de maneira que etc.
O grito foi TÃO alto QUE acordou toda a vizinhança.
Operadores de alternância: são os que apresentam uma relação de alternância entre dois polos. Exemplos: ou... ou, ora... ora, já... já, não... nem, quer... quer, seja... seja, talvez... talvez etc.
ORA quero dormir, ORA comer.
Operadores de proporção, simultaneidade: são aqueles que sugerem uma relação de proporcionalidade entre os elementos interligados. Exemplos: à medida que, à proporção que, ao passo que, quanto mais, quanto menos etc.
À MEDIDA QUE estudo, me torno mais inteligente.
No campo da Semântica Argumentativa, os operadores ou marcadores argumentativos, também conhecidos como articuladores textuais ou marcadores discursivos são certos elementos da língua, explícitos na própria estrutura gramatical da frase cuja finalidade é a de indicar a argumentatividade dos enunciados. Introduzem variados tipos de argumentos. As palavras que funcionam como operadores argumentativos são os conectivos, os advérbios e outras palavras que, dependendo do contexto, não se enquadram em nenhuma das dez categorias gramaticais, as palavras e locuções denotativas
Tipos de operadores argumentativos
Os operadores argumentativos são utilizados para introduzir vários tipos de argumentos.
Operadores que introduzem argumentos que se somam a outro, tendo em vista a mesma conclusão: e, nem, também, não só... mas também, mas ainda, como também, ademais, outrossim, além disso, tampouco, mais (em linguagem matemática ou como regionalismo) etc.
Operadores que introduzem enunciados que expressam uma conclusão ao que foi expresso anteriormente: logo, portanto, então, assim, enfim, consequentemente, por isso, por conseguinte, de modo que, por fim, etc.
Operadores que introduzem argumentos que se contrapõem a outro visando a uma conclusão contrária: mas, porém, todavia, contudo, entretanto, no entanto, senão, embora, conquanto, ainda que, mesmo que, mesmo quando, apesar de que, se bem que, malgrado, não obstante, inobstante, em que pese, por mais que, por menos que, por muito que, por pouco que, por melhor que, por pior que, nem que, etc.
Operadores que introduzem argumentos alternativos: ou... ou, ora... ora, já... já, não... nem, quer... quer, seja... seja, talvez... talvez, etc.
Operadores que estabelecem relações de comparação: mais que, menos que, tão... quanto, tão... como, tanto... quanto, tão... como, tal qual, da mesma forma, da mesma maneira, etc.
Operadores que estabelecem relação de justificativa, explicação em relação a uma ordem, sugestão ou suposição no enunciado anterior: pois, porque, que, porquanto, etc.
Operadores que estabelecem relação de conformidade com o pensamento expresso: conforme, como, segundo, consoante, de acordo com
Operadores que estabelecem relação de condição, hipótese, pré-requisito, algo supostamente esperado: se, caso, desde que, contanto que, exceto se, salvo se, a menos que, a não ser que, sem que, uma vez que (com o verbo no subjuntivo)
Operadores cuja função é estabelecer relação de proporção, simultaneidade: à medida que, à proporção que, ao passo que, quanto mais, quanto menos
Operadores cuja função é indicar finalidade, intenção, intuito, objetivo: a fim de que, para que, com o fito de, que, porque (= para que)
Operadores cuja função é estabelecer relações de consequência: tão... que, tal... que, tanto... que, tamanho... que, de forma que, de modo que, de sorte que, de maneira que
Operadores cuja função é expressar dúvida, afirmação ou negação: talvez, porventura, provavelmente, possivelmente, supostamente, eventualmente, quiçá, quem sabe, por certo, sim, certamente, realmente, seguramente, efetivamente, incontestavelmente, fielmente, indubitavelmente, indiscutivelmente, verdadeiramente, claramente, deveras, com certeza, sem dúvida, não, nunca, jamais, tampouco, de modo algum, de jeito nenhum, em hipótese alguma
Operadores que indicam sequência espacial / temporal / modal: aqui, ali, aí, lá, cá, acolá, acima, abaixo, perto, longe, dentro, fora, onde, aonde, donde; hoje, ontem, agora, amanhã, cedo, tarde, antes, depois, ainda, quando; à direita, à esquerda, à frente, à distância, de longe, de perto, de manhã, à tarde, à noite, às vezes; bem, mal, assim, depressa, devagar, facilmente (a maioria dos advérbios terminados em mente); à vontade, à toa, às pressas, às claras, às escuras, em vão, sem medo, de mansinho, ao vivo, em silêncio, à francesa, em geral, de cor
Operadores que estabelecem função expletiva ou de realce: cá, lá, só, é que, ainda, mas
Operadores que estabelecem noção de quantidade aproximada: quase, lá por, bem, uns, cerca de, por volta de, perto de, mais ou menos, aproximadamente
Operadores que estabelecem relações de opinião: na minha opinião, a meu ver, em meu entender, parece-me que, estou em crer que…
Operadores que estabelecem relações de explicitação ou particularização: quer isto dizer, isto significa que, por outras palavras, isto é, por exemplo, ou seja, é o caso de, nomeadamente, em particular, a saber, entre outros, especificamente…
Operadores que indicam obrigação ou necessidade: faz-se mister, é necessário que, faz-se urgente que, urge que, é preciso que, é dever, torna-se imprescindível que
Operadores que indicam sequência: começando, primeiramente, para começar, em primeiro lugar, num primeiro momento, antes de, em segundo lugar, em seguida, logo após, depois de, por último, concluindo, para terminar, em conclusão, em síntese, finalizando…
Operadores cuja função é introduzir enunciados pressupostos: agora, ainda, já, até, etc.
Operadores cuja função é introduzir enunciados, que indicam reafirmação, reformulação, confirmação ou resumo: isto é, em outras palavras, ou seja, a saber, por exemplo, ou melhor, ou antes, aliás, com efeito, por assim dizer, digo, em síntese, em suma, em resumo, quer dizer, mais corretamente, mais precisamente, ou melhor, dito de outro modo, numa palavra, noutros termos, por outras palavras
Operadores que estabelecem relação de tempo, momento: quando, enquanto, até que, antes que, logo que, assim que, depois que, sempre que, desde que, desde quando, todas as vezes, senão quando, ao tempo que, mal...
Operadores cuja função é orientar a conclusão para uma afirmação ou negação: quase, apenas só, somente, etc.
Intencionalidade discursiva
Percebemos que a escolha de palavras e expressões, o encadeamento e a interdependência de ideias, o domínio de conectivos são algumas das características da comunicação persuasiva que influenciam diretamente na argumentação de um texto, são, portanto, elementos que marcam a intencionalidade na persuasão.
[1] Não confunda persuasão e dissuasão - persuadir e dissuadir.
Persuadir, ou seja, persuasão, é convencer alguém a fazer algo.
Dissuadir, ou seja, dissuasão, é convencer alguém a não fazer, a desistir de algo.
Quando se fala em comunicação persuasiva, é aquela que busca influenciar, ou seja, a retórica.
Outros aspectos discursivos
Quando lemos artigos de jornais e revistas que defendem certas teses, estamos diante da formação de pontos de vista, visões de mundo que têm o objetivo de influenciar ideias opiniões, princípios das pessoas, de definir ou redefinir posições, de formar ou reformar atitudes. Em qualquer dos casos, busca-se efetivar o convencimento.
Força e orientação argumentativa
De acordo com Koch (1992:30), aparecem vários “operadores argumentativos” em um texto, “para designar certos elementos da gramática de uma língua que têm por função indicar a força argumentativa dos enunciados, a direção (o sentido) para que apontam”.
Esses conectores são responsáveis pela estruturação e orientação argumentativa dos enunciados no texto. Quando compreendemos uma sequência relacionada por um conectivo não deciframos apenas o seu significado, mas aplicamos ideias, visão de mundo, bagagem cultural que temos, relacionadas ao uso do conectivo para reconstruir o sentido do texto.
Outros operadores bastante utilizados
Estabelecem a hierarquia numa escala, assinalando ideia de inclusão de elementos. (inclusive, até, mesmo, até mesmo...)
Até eu tirei boas notas nas provas, inclusive em matemática e redação.
Estabelecem a hierarquia numa escala, assinalando o elemento mais fraco. (ao menos, pelo menos, no mínimo...)
Ele poderia ter nos dado pelo menos um rádio ou um computador.
Ligam elementos de duas ou mais escalas orientadas no mesmo sentido. (e, também, nem, tanto... como, não só... mas também, além de, além disso).
Ele não somente estuda, como também trabalha muito.
Introduzem um argumento decisivo. (além do mais, de uma vez por todas...)
Ele não tem uma função apropriada para o emprego. Além do mais, é muito problemático!
As informações entre parênteses indicam as relações sintático-semânticas estabelecidas nos enunciados abaixo. Assinale V ou F.
Exercício - Texto: O Trabalhador Injustiçado - Drummond: Poesia e prosa
Papai Noel foi contratado para distribuir brinquedos na festa de Natal dos trabalhadores. Ao ver o Ministro do Trabalho expôs-lhe a situação.
- Ministro, nossa profissão ainda não foi regulamentada. Faça alguma coisa por nós.
- Como, se você e seus colegas só trabalham alguns dias por ano?
- Perdão, mas ainda que fosse um dia apenas, é trabalho regular, e em condições desfavoráveis. Ser Papai Noel na Europa é fácil, aqui o senhor não faz ideia. Além disso, passamos o ano inteiro à espera do Natal, com capacidade ociosa.
O Ministro prometeu estudar o caso, mas acabou indeferindo a petição, com fundamento em parecer da assessoria, segundo o qual Papai Noel não existe.
''Papai Noel foi contratado para distribuir brinquedos na festa de Natal dos trabalhadores. Ao ver o Ministro do Trabalho, expôs-lhe a situação.'' (finalidade / temporalidade)
1 - Verdadeiro
''Ministro, nossa profissão ainda não foi regulamentada. Assim, faça alguma coisa por nós.'' (temporalidade / adição)
2 - Falso: tempo / conclusão
''Como, se você e seus colegas só trabalham alguns dias por ano?'' (causalidade / condicionalidade)
3 - Falso: modo / causa
''Perdão, mas, ainda que fosse um dia apenas, é trabalho regular, e em condições desfavoráveis.'' (oposição / temporalidade)
4 - Falso: oposição / concessão
''Mas acabou indeferindo a petição com fundamento em parecer, segundo o qual Papai Noel não existe.'' (oposição / conformidade)
5 - Verdadeiro
Quais são e como usar os conectivos?
Como exemplos de conectivos, podemos citar: e, mas, nem, também, senão, porém, entretanto, contudo, ou, ora, que, porque, como, além de diversos outros. Para entendermos melhor o uso, vamos ver um exemplo: “Amanhã iremos ao parque fazer um piquenique, mas ainda não decidimos se levaremos comida ou se compraremos lá mesmo, pois ainda estamos calculando o que sairá mais em conta”. Nessa frase, temos três conectivos que, apesar de passarem despercebidos na frase, tem extrema importância no sentido e na construção da frase.
É preciso atentar ao significado que se deseja dar à frase e ao texto para poder usar corretamente os conectivos, já que eles possuem diversos sentidos, em sua maioria. São classificados, portanto, pelo sentido que têm. Aditivos, são aqueles que complementam, como por exemplo: e, nem, tão, também, entre outros; adversativos, são aqueles que trazem oposição, como mas, porém, todavia, senão, etc; alternativos, são ora, ou, já, que, entre outros; conclusivos, logo, portanto, por conseguinte, entre outros; explicativos, que, porque; dúvida, quiçá, talvez, quem sabe; hipótese, se, caso, eventualmente; e comparação, como, da mesma maneira, da mesma forma.
Avalie, portanto, o sentido que deseja dar a frase para poder escolher qual o conectivo correto a ser aplicado.
Operadores argumentativos são expressões que ligam orações, períodos ou até mesmo parágrafos, conforme a intenção do autor.
Os operadores argumentativos são palavras ou expressões fundamentais para a coesão textual, ou seja, para a ligação entre as diversas orações, períodos e parágrafos que existem em um texto. Eles são responsáveis por articular as partes do texto, conferindo a elas a intenção desejada pelo autor.
Função
A função dos operadores argumentativos é estabelecer uma ligação entre as orações, períodos ou até mesmo parágrafos de um texto. Eles são fundamentais para a unidade textual, haja vista que é por meio de tais operadores que as partes do texto relacionam-se.
Leia também: Textos sem coesão: Entenda como isso pode acontecer!
Tipos
Existem centenas de operadores argumentativos, e a língua, em seu uso, cria tantos outros nos diversos processos comunicativos. Entretanto, existem alguns desses operadores que valem a pena ter sempre em mente:
Operadores de oposição: são aqueles que interligam ideias que se contrapõem.
São eles: mas, porém, todavia, contudo, entretanto, no entanto, senão, embora, conquanto, ainda que, mesmo que, mesmo quando, apesar de que, se bem que, malgrado, não obstante, inobstante, em que pese, por mais que, por menos que, por muito que, por pouco que, por melhor que, por pior que, nem que etc.
Eu gosto de sorvete, MAS estou gripado.
Operadores de adição: são aqueles que aglutinam trechos com sentidos complementares, que não se contrapõem. São eles: e, nem, também, não só... mas também, mas ainda, como também, ademais, outrossim, além disso, tampouco, mais (em linguagem matemática ou como regionalismo) etc.
Eu NÃO SÓ vou ficar, MAS TAMBÉM dormirei aqui.
Operadores de conclusão: são aqueles que denotam uma conclusão em relação ao que foi dito anteriormente. São eles: logo, portanto, então, assim, enfim, consequentemente, por isso, por conseguinte, de modo que, por fim, conseguintemente, destarte, dessarte etc.
Eu não tenho dinheiro. LOGO, não irei sair hoje.
Operadores de explicação: são os operadores que representam uma explicação sobre o que foi citado antes. São eles: pois, porque, que, porquanto etc.
Eu não posso comer lasanha, POIS tenho alergia a queijo.
Operadores de conformidade: são aqueles que fazem referência a algo ou alguém. São eles: conforme, como, segundo, consoante, de acordo com etc.
SEGUNDO Paulo Freire, ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção.
Operadores de condição: sugerem uma condição para a realização de algo. Exemplos: se, caso, desde que, contanto que, exceto se, salvo se, a menos que, a não ser que, sem que, uma vez que (com o verbo no subjuntivo) etc.
SE fizer bom tempo amanhã, eu vou.
Operadores de finalidade: são aqueles que denotam a razão pela qual algo acontece. Exemplos: a fim de que, para que, com o fito de, com o objetivo/intuito/intenção/finalidade de, que, porque (= para que) etc.
Eu bebo água A FIM DE QUE não fique desidratado.
Operadores de comparação: tais operadores constroem uma comparação entre duas sentenças. Exemplos: mais que, menos que, tão... quanto, tão... como, tanto... quanto, tanto... como, tal qual, da mesma forma, da mesma maneira etc.
Um passeio no parque é MAIS agradável QUE sair para festas.
Operadores de consequência: são aqueles que denotam uma relação de consequência em relação a determinado ato. Exemplos: tão... que, tal... que, tanto... que, tamanho... que, de forma que, de modo que, de sorte que, de maneira que etc.
O grito foi TÃO alto QUE acordou toda a vizinhança.
Operadores de alternância: são os que apresentam uma relação de alternância entre dois polos. Exemplos: ou... ou, ora... ora, já... já, não... nem, quer... quer, seja... seja, talvez... talvez etc.
ORA quero dormir, ORA comer.
Operadores de proporção, simultaneidade: são aqueles que sugerem uma relação de proporcionalidade entre os elementos interligados. Exemplos: à medida que, à proporção que, ao passo que, quanto mais, quanto menos etc.
À MEDIDA QUE estudo, me torno mais inteligente.
No campo da Semântica Argumentativa, os operadores ou marcadores argumentativos, também conhecidos como articuladores textuais ou marcadores discursivos são certos elementos da língua, explícitos na própria estrutura gramatical da frase cuja finalidade é a de indicar a argumentatividade dos enunciados. Introduzem variados tipos de argumentos. As palavras que funcionam como operadores argumentativos são os conectivos, os advérbios e outras palavras que, dependendo do contexto, não se enquadram em nenhuma das dez categorias gramaticais, as palavras e locuções denotativas
Tipos de operadores argumentativos
Os operadores argumentativos são utilizados para introduzir vários tipos de argumentos.
Operadores que introduzem argumentos que se somam a outro, tendo em vista a mesma conclusão: e, nem, também, não só... mas também, mas ainda, como também, ademais, outrossim, além disso, tampouco, mais (em linguagem matemática ou como regionalismo) etc.
Operadores que introduzem enunciados que expressam uma conclusão ao que foi expresso anteriormente: logo, portanto, então, assim, enfim, consequentemente, por isso, por conseguinte, de modo que, por fim, etc.
Operadores que introduzem argumentos que se contrapõem a outro visando a uma conclusão contrária: mas, porém, todavia, contudo, entretanto, no entanto, senão, embora, conquanto, ainda que, mesmo que, mesmo quando, apesar de que, se bem que, malgrado, não obstante, inobstante, em que pese, por mais que, por menos que, por muito que, por pouco que, por melhor que, por pior que, nem que, etc.
Operadores que introduzem argumentos alternativos: ou... ou, ora... ora, já... já, não... nem, quer... quer, seja... seja, talvez... talvez, etc.
Operadores que estabelecem relações de comparação: mais que, menos que, tão... quanto, tão... como, tanto... quanto, tão... como, tal qual, da mesma forma, da mesma maneira, etc.
Operadores que estabelecem relação de justificativa, explicação em relação a uma ordem, sugestão ou suposição no enunciado anterior: pois, porque, que, porquanto, etc.
Operadores que estabelecem relação de conformidade com o pensamento expresso: conforme, como, segundo, consoante, de acordo com
Operadores que estabelecem relação de condição, hipótese, pré-requisito, algo supostamente esperado: se, caso, desde que, contanto que, exceto se, salvo se, a menos que, a não ser que, sem que, uma vez que (com o verbo no subjuntivo)
Operadores cuja função é estabelecer relação de proporção, simultaneidade: à medida que, à proporção que, ao passo que, quanto mais, quanto menos
Operadores cuja função é indicar finalidade, intenção, intuito, objetivo: a fim de que, para que, com o fito de, que, porque (= para que)
Operadores cuja função é estabelecer relações de consequência: tão... que, tal... que, tanto... que, tamanho... que, de forma que, de modo que, de sorte que, de maneira que
Operadores cuja função é expressar dúvida, afirmação ou negação: talvez, porventura, provavelmente, possivelmente, supostamente, eventualmente, quiçá, quem sabe, por certo, sim, certamente, realmente, seguramente, efetivamente, incontestavelmente, fielmente, indubitavelmente, indiscutivelmente, verdadeiramente, claramente, deveras, com certeza, sem dúvida, não, nunca, jamais, tampouco, de modo algum, de jeito nenhum, em hipótese alguma
Operadores que indicam sequência espacial / temporal / modal: aqui, ali, aí, lá, cá, acolá, acima, abaixo, perto, longe, dentro, fora, onde, aonde, donde; hoje, ontem, agora, amanhã, cedo, tarde, antes, depois, ainda, quando; à direita, à esquerda, à frente, à distância, de longe, de perto, de manhã, à tarde, à noite, às vezes; bem, mal, assim, depressa, devagar, facilmente (a maioria dos advérbios terminados em mente); à vontade, à toa, às pressas, às claras, às escuras, em vão, sem medo, de mansinho, ao vivo, em silêncio, à francesa, em geral, de cor
Operadores que estabelecem função expletiva ou de realce: cá, lá, só, é que, ainda, mas
Operadores que estabelecem noção de quantidade aproximada: quase, lá por, bem, uns, cerca de, por volta de, perto de, mais ou menos, aproximadamente
Operadores que estabelecem relações de opinião: na minha opinião, a meu ver, em meu entender, parece-me que, estou em crer que…
Operadores que estabelecem relações de explicitação ou particularização: quer isto dizer, isto significa que, por outras palavras, isto é, por exemplo, ou seja, é o caso de, nomeadamente, em particular, a saber, entre outros, especificamente…
Operadores que indicam obrigação ou necessidade: faz-se mister, é necessário que, faz-se urgente que, urge que, é preciso que, é dever, torna-se imprescindível que
Operadores que indicam sequência: começando, primeiramente, para começar, em primeiro lugar, num primeiro momento, antes de, em segundo lugar, em seguida, logo após, depois de, por último, concluindo, para terminar, em conclusão, em síntese, finalizando…
Operadores cuja função é introduzir enunciados pressupostos: agora, ainda, já, até, etc.
Operadores cuja função é introduzir enunciados, que indicam reafirmação, reformulação, confirmação ou resumo: isto é, em outras palavras, ou seja, a saber, por exemplo, ou melhor, ou antes, aliás, com efeito, por assim dizer, digo, em síntese, em suma, em resumo, quer dizer, mais corretamente, mais precisamente, ou melhor, dito de outro modo, numa palavra, noutros termos, por outras palavras
Operadores que estabelecem relação de tempo, momento: quando, enquanto, até que, antes que, logo que, assim que, depois que, sempre que, desde que, desde quando, todas as vezes, senão quando, ao tempo que, mal...
Operadores cuja função é orientar a conclusão para uma afirmação ou negação: quase, apenas só, somente, etc.
Intencionalidade discursiva
Percebemos que a escolha de palavras e expressões, o encadeamento e a interdependência de ideias, o domínio de conectivos são algumas das características da comunicação persuasiva que influenciam diretamente na argumentação de um texto, são, portanto, elementos que marcam a intencionalidade na persuasão.
[1] Não confunda persuasão e dissuasão - persuadir e dissuadir.
Persuadir, ou seja, persuasão, é convencer alguém a fazer algo.
Dissuadir, ou seja, dissuasão, é convencer alguém a não fazer, a desistir de algo.
Quando se fala em comunicação persuasiva, é aquela que busca influenciar, ou seja, a retórica.
Outros aspectos discursivos
Quando lemos artigos de jornais e revistas que defendem certas teses, estamos diante da formação de pontos de vista, visões de mundo que têm o objetivo de influenciar ideias opiniões, princípios das pessoas, de definir ou redefinir posições, de formar ou reformar atitudes. Em qualquer dos casos, busca-se efetivar o convencimento.
Força e orientação argumentativa
De acordo com Koch (1992:30), aparecem vários “operadores argumentativos” em um texto, “para designar certos elementos da gramática de uma língua que têm por função indicar a força argumentativa dos enunciados, a direção (o sentido) para que apontam”.
Esses conectores são responsáveis pela estruturação e orientação argumentativa dos enunciados no texto. Quando compreendemos uma sequência relacionada por um conectivo não deciframos apenas o seu significado, mas aplicamos ideias, visão de mundo, bagagem cultural que temos, relacionadas ao uso do conectivo para reconstruir o sentido do texto.
Outros operadores bastante utilizados
Estabelecem a hierarquia numa escala, assinalando ideia de inclusão de elementos. (inclusive, até, mesmo, até mesmo...)
Até eu tirei boas notas nas provas, inclusive em matemática e redação.
Estabelecem a hierarquia numa escala, assinalando o elemento mais fraco. (ao menos, pelo menos, no mínimo...)
Ele poderia ter nos dado pelo menos um rádio ou um computador.
Ligam elementos de duas ou mais escalas orientadas no mesmo sentido. (e, também, nem, tanto... como, não só... mas também, além de, além disso).
Ele não somente estuda, como também trabalha muito.
Introduzem um argumento decisivo. (além do mais, de uma vez por todas...)
Ele não tem uma função apropriada para o emprego. Além do mais, é muito problemático!
As informações entre parênteses indicam as relações sintático-semânticas estabelecidas nos enunciados abaixo. Assinale V ou F.
Exercício - Texto: O Trabalhador Injustiçado - Drummond: Poesia e prosa
Papai Noel foi contratado para distribuir brinquedos na festa de Natal dos trabalhadores. Ao ver o Ministro do Trabalho expôs-lhe a situação.
- Ministro, nossa profissão ainda não foi regulamentada. Faça alguma coisa por nós.
- Como, se você e seus colegas só trabalham alguns dias por ano?
- Perdão, mas ainda que fosse um dia apenas, é trabalho regular, e em condições desfavoráveis. Ser Papai Noel na Europa é fácil, aqui o senhor não faz ideia. Além disso, passamos o ano inteiro à espera do Natal, com capacidade ociosa.
O Ministro prometeu estudar o caso, mas acabou indeferindo a petição, com fundamento em parecer da assessoria, segundo o qual Papai Noel não existe.
''Papai Noel foi contratado para distribuir brinquedos na festa de Natal dos trabalhadores. Ao ver o Ministro do Trabalho, expôs-lhe a situação.'' (finalidade / temporalidade)
1 - Verdadeiro
''Ministro, nossa profissão ainda não foi regulamentada. Assim, faça alguma coisa por nós.'' (temporalidade / adição)
2 - Falso: tempo / conclusão
''Como, se você e seus colegas só trabalham alguns dias por ano?'' (causalidade / condicionalidade)
3 - Falso: modo / causa
''Perdão, mas, ainda que fosse um dia apenas, é trabalho regular, e em condições desfavoráveis.'' (oposição / temporalidade)
4 - Falso: oposição / concessão
''Mas acabou indeferindo a petição com fundamento em parecer, segundo o qual Papai Noel não existe.'' (oposição / conformidade)
5 - Verdadeiro
Comentários
Postar um comentário