Língua Pátria - TV Câmara - Programa 113 - Coesão Sequencial
São muitos os elementos coesivos da língua portuguesa, que acabam por criar vínculos entre as palavras, as orações e as diferentes partes de um texto. São dois os tipos de coesão estabelecidos nos textos a partir desses elementos: a coesão referencial e a coesão sequencial. Quando falamos em coesão referencial, estamos nos referindo àquela que acaba por criar um sistema de relações entre as palavras e expressões de um determinado texto. Com isso, permitem que o leitor identifique a quais termos se referem. Por exemplo, na frase, “O cachorro uivou. Ele sempre faz isso quando trem passa, mas é um animal bastante calmo”. O termo referente dessa oração, é o cachorro. Usamos, no decorrer do texto, palavras para que os leitores retomem algo que foi dito anteriormente, ou atentem a algo que será dito. Pode ser usada no meio de figuras de construção, como é o caso das anáforas, por exemplo.
Imagem: Reprodução
Esse artigo, entretanto, refere-se ao que denominamos Coesão Sequencial. Mas o que seria esse tipo de coesão?
Coesão Sequencial
Chamamos de coesão sequencial o elemento que é responsável, em uma narrativa, por apontar a sua evolução e caracterizar a passagem de tempo. São marcadores verbais no decorrer do texto que irão apontar a passagem do tempo, permitindo que o texto tenha uma progressão lógica e coesa. São responsáveis pelo estabelecimento e pela manutenção desse tipo de coesão as flexões de tempo e de modo dos verbos, e também as conjunções.
Os elementos usados para a coesão sequencial são, portanto, usados como uma forma de garantir que as partes do texto conversem entre si, apresentando relações claras entre as informações apresentadas. Podemos usar como exemplo o trecho de O Cortíço, de Aluísio de Azevedo:
“João Romão foi, dos treze aos vinte e cinco anos, empregado de um vendeiro que enriqueceu entre as quatro paredes de uma suja e obscura taverna nos refolhos do bairro do Botafogo; e tanto economizou do pouco que ganhara nessa dúzia de anos, que, ao retirar-se o patrão para a terra, lhe deixou, em pagamento de ordenados vencidos, nem só a venda com o que estava dentro, como ainda um conto e quinhentos em dinheiro. Proprietário e estabelecido por sua conta, o rapaz atirou-se à labutação ainda com mais ardor, possuindo-se de tal delírio de enriquecer, que afrontava resignado as mais duras privações. Dormia sobre o balcão da própria venda, em cima de uma esteira, fazendo travesseiro de um saco de estopa cheio de palha.” Nesse trecho, podemos perceber a evolução do tempo pelo qual Romão passa no decorrer do texto, sendo esta evolução caracterizada por marcadores verbais. A coesão sequencia pode ser usada ainda a partir do uso dos conectivos, já que sem ela não temos uma linearidade no texto, e acabamos por não compreender de forma eficiente a mensagem a ser passada. É a partir do controle dos mecanismos coesivos que podemos, de forma eficaz, estabelecer a progressão temática, mantendo uma boa argumentação de ideias, entre outros.
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Esse artigo, entretanto, refere-se ao que denominamos Coesão Sequencial. Mas o que seria esse tipo de coesão?
Coesão Sequencial
Chamamos de coesão sequencial o elemento que é responsável, em uma narrativa, por apontar a sua evolução e caracterizar a passagem de tempo. São marcadores verbais no decorrer do texto que irão apontar a passagem do tempo, permitindo que o texto tenha uma progressão lógica e coesa. São responsáveis pelo estabelecimento e pela manutenção desse tipo de coesão as flexões de tempo e de modo dos verbos, e também as conjunções.
Os elementos usados para a coesão sequencial são, portanto, usados como uma forma de garantir que as partes do texto conversem entre si, apresentando relações claras entre as informações apresentadas. Podemos usar como exemplo o trecho de O Cortíço, de Aluísio de Azevedo:
“João Romão foi, dos treze aos vinte e cinco anos, empregado de um vendeiro que enriqueceu entre as quatro paredes de uma suja e obscura taverna nos refolhos do bairro do Botafogo; e tanto economizou do pouco que ganhara nessa dúzia de anos, que, ao retirar-se o patrão para a terra, lhe deixou, em pagamento de ordenados vencidos, nem só a venda com o que estava dentro, como ainda um conto e quinhentos em dinheiro. Proprietário e estabelecido por sua conta, o rapaz atirou-se à labutação ainda com mais ardor, possuindo-se de tal delírio de enriquecer, que afrontava resignado as mais duras privações. Dormia sobre o balcão da própria venda, em cima de uma esteira, fazendo travesseiro de um saco de estopa cheio de palha.” Nesse trecho, podemos perceber a evolução do tempo pelo qual Romão passa no decorrer do texto, sendo esta evolução caracterizada por marcadores verbais. A coesão sequencia pode ser usada ainda a partir do uso dos conectivos, já que sem ela não temos uma linearidade no texto, e acabamos por não compreender de forma eficiente a mensagem a ser passada. É a partir do controle dos mecanismos coesivos que podemos, de forma eficaz, estabelecer a progressão temática, mantendo uma boa argumentação de ideias, entre outros.
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