Língua Pátria - TV Câmara - Programa 110 - Pronomes Oblíquos

Antes de definir e exemplificar os pronomes oblíquos, é necessário entender os pronomes pessoais. Estes, no caso, são os que definem qual a pessoa do discurso dentre três diferentes possibilidades. Por sua vez, eles podem ser subdivididos em pronomes pessoais do caso reto ou pronomes pessoais oblíquos.



(Imagem: Reprodução)
Assim definidos os pronomes, tanto do caso reto como do caso oblíquo, é necessário, agora, entender os empregos. Enquanto os pronomes do caso reto referem-se ao sujeito, os oblíquos apresentam-se de uma forma diferente. Divididos em dois, sendo átonos e tônicos, eles se apresentarão integralmente a partir da presença ou não de preposição.

Os pronomes oblíquos e as formas de uso
Como ressaltado, os pronomes oblíquos são divididos em dois diferentes grupos, os átonos e os tônicos. Para melhor compreendermos as formas de utilizar e empregar esses tipos de pronomes, exemplos terão de ser uma constante.

Dessa forma, os pronomes oblíquos serão divididos em:



Átonos: emprego não exige preposição.
Exemplo: Entreguei-lhe o relatório completo na sexta passada.

Tônicos: emprego obrigatório regido por uma preposição.
Exemplo: Contaram a mim o que eu não queria ouvir.

Empregos dos pronomes
Existem casos especiais a se ficar atento quanto ao emprego dos pronomes. Para cada caso, há uma específica forma de utilizar. Assim, tais casos seriam:

1) Os pronomes átonos o(s) e a(s) assumem formas no(s) e na(s) após verbos que, quando ajustados, terminam por som nasal.
Exemplos:

As pessoas davam o cachorro por perdido.

As pessoas davam-no por perdido.

Colocaram o menino na cadeira.

Colocaram-no na cadeira.

2) O emprego de “me, te, se, nos e vos” dependerá muitas vezes da regência a qual expressa o verbo. Dessa forma, eles variarão em sua atuação, sendo, por vezes, como objeto direto ou indireto, e, em textos literários, complemento nominal, adjunto adnominal ou sujeito de infinitivo.
Exemplos:

Meu cachorro sempre me respeitou.

Meu cachorro sempre me obedeceu.

Há dois casos importantes a serem ressaltados nos dois períodos. Separando exclusivamente o primeiro, onde temos um verbo transitivo direto (quem respeita, respeita alguém). Neste caso, assim como no segundo período, agora transitivo indireto (quem obedece, obedece a alguém), há a substituição pelo pronome. Respectivamente, o pronome “me” será objeto direto e indireto.

3) Os pronomes o(s) e a(s) irão exercer função de objeto direto quando o complemento verbal não é seguido por uma preposição obrigatória, substituindo-o. Em textos literários, podem funcionar como sujeito de verbo no infinitivo, com verbos causativos e sensitivos.
Exemplo:

Comprei a casa para vivermos juntos.

Comprei-a para vivermos juntos.

4) Após verbos terminados em “r”, “z” e “s” (consoantes de razões), assim como “eis”, os pronomes o(s) e a(s) assumirão como lo(s) e la(s).
Exemplo:

Devo comprar a casa antes que o preço aumente.

Devo comprá-la antes que o preço aumente.

5) O pronome lhe sempre funcionará como objeto indireto. Em textos literários, também funciona como complemento nominal, adjunto adnominal ou sujeito de infinitivo.
Exemplo:

Entregamos as flores na casa.

Entregamos-lhe as flores na casa.

6) Os pronomes ‘nos’, ‘vos’ e ‘se’ são denominados como pronomes de ação mútua; ou recíprocos.
Exemplo:

Cumprimentaram-se apertando as mãos.

Demos as mãos e saudamo-nos.

Os pronomes reflexivos indicam que a ação reflete no próprio sujeito, enquanto os pronomes recíprocos indicam que a ação é mútua entre os sujeitos.
Todo pronome recíproco é um pronome reflexivo, mas nem todo pronome reflexivo é um pronome recíproco.

Os pronomes me e te podem ter valor reflexivo, enquanto os pronomes se, si e consigo são exclusivamente reflexivos ou recíprocos, são usados na voz reflexiva ou na voz recíproca.

Sempre ao falar de pronome precisamos remeter a palavra em si. Um raciocínio básico sempre proposto é desmembrar a palavra pronome (pro+nome). Quando salientamos o “nome”, estamos destacando que se trata de um substantivo.

Assim, a função do pronome é sempre substituir, retomar ou acompanhar um nome, ou seja, um substantivo, de modo a caracterizá-lo. Importante ainda é ressaltar que os pronomes podem ser uma referência ao substantivo.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Gravação - Via Embratel (teste - dezembro / 2011)

Como desbloquear canais Sky

VH1 Mega Hits > Comedy Central