Língua Pátria - TV Câmara - Programa 94 - Adjetivos Pátrios
Os adjetivos pátrios, basicamente, remetem aos que caracterizam pessoas ou coisas conforme as origens. Considera-se uso para caracterizar nascidos em cidades, estados, países e variações, que podem ainda incluir continentes e regiões, por exemplo. Os adjetivos pátrios sempre serão grafados em letras minúsculas.
Antes de aprofundar sobre os adjetivos pátrios, é necessário antes recordar os adjetivos. Estes, por sua, vez, são uma classe da gramática portuguesa utilizada para caracterizar um substantivo, seja ele próprio ou comum. Concede, assim, uma qualidade, um estado ou ainda uma específica característica. São passíveis de flexões de acordo com gênero, número e ainda grau. Dessa forma, os adjetivos pátrios são uma vertente dos adjetivos, com o intuito de caracterizar substantivos, agora conforme origem.
Os adjetivos pátrios são utilizados para dizer que uma pessoa é gaúcha, por exemplo. (Imagem: Reprodução)
Os adjetivos pátrios: definição e exemplos
Levando em consideração a localização/origem, o adjetivo pátrio será utilizado para definir coisas ou pessoas. Por meio disso, sua caracterização terá relação direta com o local delimitado.
Para fins de ciência, anteriormente havia uma distinção entre adjetivos pátrios e adjetivos gentílicos. Enquanto o primeiro referia-se aos países de origem de coisas ou pessoas, o segundo fazia referência às demais localizações. Com o passar do tempo, os gentílicos foram abolidos, os pátrios permaneceram. Assim, origem passou a ser relativa apenas aos adjetivos do tipo pátrio. Isso foi determinado por uma portaria publicada pelo MEC em 1959, com a publicação da NGB.
À exceção das regras da letra maiúscula em início de frase, estes adjetivos devem ser grafados sempre em letra minúscula. No Brasil, a caracterização por estado e capital pode ser delimitada segundo a lista abaixo. Confira:
Acre – acriano
Rio Branco – rio-branquense
Alagoas – alagoano
Maceió – maceioense
Amapá – amapense
Macapá – macapense
Amazonas – amazonense
Manaus – manauense
Bahia – baiano
Salvador – salvadorense ou soteropolitano
Ceará – cearense
Fortaleza – fortalezense
Distrito Federal – brasiliense
Espírito Santo – capixaba ou espírito-santense
Vitória – vitoriense
Goiás – goiano
Goiânia – goianiense
Maranhão – maranhense
São Luís – são-luisense ou ludovicense
Mato Grosso – mato-grossense
Cuiabá – cuiabano
Mato Grosso do Sul – mato-grossense-do-sul ou sul-mato-grossense
Campo Grande – campo-grandense
Minas Gerais – mineiro
Belo Horizonte – belo-horizontino
Pará – paraense
Belém – belenense
Paraíba – paraibano
João Pessoa – pessoense
Paraná – paranaense
Curitiba – curitibano
Pernambuco – pernambucano
Recife – recifense
Piauí – piauiense
Teresina – teresinense
Rio de Janeiro – fluminense (Estado)
Rio de Janeiro – carioca (Capital)
Rio Grande do Norte – potiguar, rio-grandense-do-norte ou norte-rio-grandense
Natal – natalense ou papa-jerimum
Rio Grande do Sul – gaúcho, rio-grandense-do-sul ou sul-rio-grandense
Porto Alegre – porto-alegrense
Rondônia – rondoniense
Porto Velho – porto-velhense
Roraima – roraimense
Boa Vista – boa-vistense
Santa Catarina – catarinense ou barriga-verde
Florianópolis – florianopolitano
São Paulo – paulista (Estado)
São Paulo – paulistano (Capital)
Sergipe – sergipano
Aracaju – aracajuano ou aracajuense
Tocantins – tocantinense
Palmas – palmense
Tabela dividida por estado, sigla, capital e adjetivo pátrio, com dupla ou tripla forma, algumas não aceitas por todos os gramáticos.
Na língua portuguesa, existem formas gráficas variantes, ou seja, aquelas que apresentam mais de uma grafia correta. Embora haja uma forma preferida e mais usada, todas as formas são corretas.
Rio Grande do Sul, RS, Porto Alegre, gaúcho, rio-grandense-do-sul, sul-rio-grandense
Santa Catarina, SC, Florianópolis, catarinense, barriga-verde (não é pejorativo)
Paraná, PR, Curitiba, paranaense, paranista (usado no Sul) e tingui
São Paulo, SP, São Paulo, paulista, bandeirante
Rio de Janeiro, RJ, Rio de Janeiro, fluminense
Minas Gerais, MG, Belo Horizonte, mineiro, montanhês, geralista
Espírito Santo, ES, Vitória, capixaba, espírito-santense
Mato Grosso do Sul, MS, Campo Grande, mato-grossense-do-sul, sul-mato-grossense
Mato Grosso, MT, Cuiabá, mato-grossense
Goiás, GO, Goiânia, goiano
Bahia, BA, Salvador, baiano, baiense, maleiro (jocoso)
Sergipe, SE, Aracaju, sergipano, sergipense
Alagoas, AL, Maceió, alagoano, alagoense
Pernambuco, PE, Recife, pernambucano
Paraíba, PB, João Pessoa, paraibano
Rio Grande do Norte, RN, Natal, rio-grandense-do-norte, norte-rio-grandense, potiguar, petiguar, pitaguar, pitiguar, pitiguara, potiguara
Ceará, CE, Fortaleza, cearense
Piauí, PI, Teresina, piauiense, piauizeiro (pejorativo)
Maranhão, MA, São Luís, maranhense, maranhão
Rondônia, RO, Porto Velho, rondoniense, rondoniano
Acre, AC, Rio Branco, acreano, acriano
Amazonas, AM, Manaus, amazonense, baré
Roraima, RR, Boa Vista, roraimense
Pará, PA, Belém, paraense, paroara (usado na Amazônia)
Amapá, AP, Macapá, amapaense
Tocantins, TO, Palmas, tocantinense
Adjetivos Pátrios compostos
Os adjetivos pátrios compostos são um pouco raros, embora existentes, mas utilizados de forma até que frequente, dada sua forma de composição. Para sua caracterização é necessário empregar o primeiro elemento de designação em forma reduzida. O segundo, no caso, permanecerá igual. Detalhe importante é que sempre serão grafados com hífen.
Os mais comuns adjetivos pátrios são:
anglo – inglês. Exemplo: Escola de línguas anglo-brasileira.
luso – português. Exemplo: Consulado luso-brasileiro.
franco – francês. Exemplo: Arquitetura franco-germânica.
nipo – japonês. Exemplo: Bairro nipo-americano.
hispano – espanhol. Exemplo: Aliança hispano-lusitana.
O uso do hífen
Como salientado anteriormente, é necessário outro adjetivo pátrio para flexão em hífen. Dessa maneira, formas reduzidas só seguirão hifenizados quando o adjetivo composto for constatado. Assim, o hífen sempre será utilizado, como retratado nos exemplos acima. Não se tratam de prefixos, portanto, não seguem a regra de hifenização de H e vogais iguais, e duplicação das consoantes S e R.
Contudo, há uma exceção em segunda formatação que o hífen não é admitido. Quando o segundo elemento trata-se de uma caracterização adjetiva, e não pátrio, a palavra é grafada sem hífen. Exemplos: anglocomunista e nipofobia.
Conclusão:
Entre os adjetivos derivados de substantivos cumpre salientar os que se referem a continentes, países, regiões, províncias, estados, cidades, vilas e povoados, bem como aqueles que se aplicam a raças e povos. Os primeiros chamam-se pátrios; os segundos, gentílicos, denominações estas que foram omitidas na NGB, mas que nos parecem necessárias.
Antes de aprofundar sobre os adjetivos pátrios, é necessário antes recordar os adjetivos. Estes, por sua, vez, são uma classe da gramática portuguesa utilizada para caracterizar um substantivo, seja ele próprio ou comum. Concede, assim, uma qualidade, um estado ou ainda uma específica característica. São passíveis de flexões de acordo com gênero, número e ainda grau. Dessa forma, os adjetivos pátrios são uma vertente dos adjetivos, com o intuito de caracterizar substantivos, agora conforme origem.
Os adjetivos pátrios são utilizados para dizer que uma pessoa é gaúcha, por exemplo. (Imagem: Reprodução)
Os adjetivos pátrios: definição e exemplos
Levando em consideração a localização/origem, o adjetivo pátrio será utilizado para definir coisas ou pessoas. Por meio disso, sua caracterização terá relação direta com o local delimitado.
Para fins de ciência, anteriormente havia uma distinção entre adjetivos pátrios e adjetivos gentílicos. Enquanto o primeiro referia-se aos países de origem de coisas ou pessoas, o segundo fazia referência às demais localizações. Com o passar do tempo, os gentílicos foram abolidos, os pátrios permaneceram. Assim, origem passou a ser relativa apenas aos adjetivos do tipo pátrio. Isso foi determinado por uma portaria publicada pelo MEC em 1959, com a publicação da NGB.
À exceção das regras da letra maiúscula em início de frase, estes adjetivos devem ser grafados sempre em letra minúscula. No Brasil, a caracterização por estado e capital pode ser delimitada segundo a lista abaixo. Confira:
Acre – acriano
Rio Branco – rio-branquense
Alagoas – alagoano
Maceió – maceioense
Amapá – amapense
Macapá – macapense
Amazonas – amazonense
Manaus – manauense
Bahia – baiano
Salvador – salvadorense ou soteropolitano
Ceará – cearense
Fortaleza – fortalezense
Distrito Federal – brasiliense
Espírito Santo – capixaba ou espírito-santense
Vitória – vitoriense
Goiás – goiano
Goiânia – goianiense
Maranhão – maranhense
São Luís – são-luisense ou ludovicense
Mato Grosso – mato-grossense
Cuiabá – cuiabano
Mato Grosso do Sul – mato-grossense-do-sul ou sul-mato-grossense
Campo Grande – campo-grandense
Minas Gerais – mineiro
Belo Horizonte – belo-horizontino
Pará – paraense
Belém – belenense
Paraíba – paraibano
João Pessoa – pessoense
Paraná – paranaense
Curitiba – curitibano
Pernambuco – pernambucano
Recife – recifense
Piauí – piauiense
Teresina – teresinense
Rio de Janeiro – fluminense (Estado)
Rio de Janeiro – carioca (Capital)
Rio Grande do Norte – potiguar, rio-grandense-do-norte ou norte-rio-grandense
Natal – natalense ou papa-jerimum
Rio Grande do Sul – gaúcho, rio-grandense-do-sul ou sul-rio-grandense
Porto Alegre – porto-alegrense
Rondônia – rondoniense
Porto Velho – porto-velhense
Roraima – roraimense
Boa Vista – boa-vistense
Santa Catarina – catarinense ou barriga-verde
Florianópolis – florianopolitano
São Paulo – paulista (Estado)
São Paulo – paulistano (Capital)
Sergipe – sergipano
Aracaju – aracajuano ou aracajuense
Tocantins – tocantinense
Palmas – palmense
Tabela dividida por estado, sigla, capital e adjetivo pátrio, com dupla ou tripla forma, algumas não aceitas por todos os gramáticos.
Na língua portuguesa, existem formas gráficas variantes, ou seja, aquelas que apresentam mais de uma grafia correta. Embora haja uma forma preferida e mais usada, todas as formas são corretas.
Rio Grande do Sul, RS, Porto Alegre, gaúcho, rio-grandense-do-sul, sul-rio-grandense
Santa Catarina, SC, Florianópolis, catarinense, barriga-verde (não é pejorativo)
Paraná, PR, Curitiba, paranaense, paranista (usado no Sul) e tingui
São Paulo, SP, São Paulo, paulista, bandeirante
Rio de Janeiro, RJ, Rio de Janeiro, fluminense
Minas Gerais, MG, Belo Horizonte, mineiro, montanhês, geralista
Espírito Santo, ES, Vitória, capixaba, espírito-santense
Mato Grosso do Sul, MS, Campo Grande, mato-grossense-do-sul, sul-mato-grossense
Mato Grosso, MT, Cuiabá, mato-grossense
Goiás, GO, Goiânia, goiano
Bahia, BA, Salvador, baiano, baiense, maleiro (jocoso)
Sergipe, SE, Aracaju, sergipano, sergipense
Alagoas, AL, Maceió, alagoano, alagoense
Pernambuco, PE, Recife, pernambucano
Paraíba, PB, João Pessoa, paraibano
Rio Grande do Norte, RN, Natal, rio-grandense-do-norte, norte-rio-grandense, potiguar, petiguar, pitaguar, pitiguar, pitiguara, potiguara
Ceará, CE, Fortaleza, cearense
Piauí, PI, Teresina, piauiense, piauizeiro (pejorativo)
Maranhão, MA, São Luís, maranhense, maranhão
Rondônia, RO, Porto Velho, rondoniense, rondoniano
Acre, AC, Rio Branco, acreano, acriano
Amazonas, AM, Manaus, amazonense, baré
Roraima, RR, Boa Vista, roraimense
Pará, PA, Belém, paraense, paroara (usado na Amazônia)
Amapá, AP, Macapá, amapaense
Tocantins, TO, Palmas, tocantinense
Adjetivos Pátrios compostos
Os adjetivos pátrios compostos são um pouco raros, embora existentes, mas utilizados de forma até que frequente, dada sua forma de composição. Para sua caracterização é necessário empregar o primeiro elemento de designação em forma reduzida. O segundo, no caso, permanecerá igual. Detalhe importante é que sempre serão grafados com hífen.
Os mais comuns adjetivos pátrios são:
anglo – inglês. Exemplo: Escola de línguas anglo-brasileira.
luso – português. Exemplo: Consulado luso-brasileiro.
franco – francês. Exemplo: Arquitetura franco-germânica.
nipo – japonês. Exemplo: Bairro nipo-americano.
hispano – espanhol. Exemplo: Aliança hispano-lusitana.
O uso do hífen
Como salientado anteriormente, é necessário outro adjetivo pátrio para flexão em hífen. Dessa maneira, formas reduzidas só seguirão hifenizados quando o adjetivo composto for constatado. Assim, o hífen sempre será utilizado, como retratado nos exemplos acima. Não se tratam de prefixos, portanto, não seguem a regra de hifenização de H e vogais iguais, e duplicação das consoantes S e R.
Contudo, há uma exceção em segunda formatação que o hífen não é admitido. Quando o segundo elemento trata-se de uma caracterização adjetiva, e não pátrio, a palavra é grafada sem hífen. Exemplos: anglocomunista e nipofobia.
Conclusão:
Entre os adjetivos derivados de substantivos cumpre salientar os que se referem a continentes, países, regiões, províncias, estados, cidades, vilas e povoados, bem como aqueles que se aplicam a raças e povos. Os primeiros chamam-se pátrios; os segundos, gentílicos, denominações estas que foram omitidas na NGB, mas que nos parecem necessárias.
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