Língua Pátria - TV Câmara - Programa 91 - Metáfora
A linguagem não tem uma existência em si, bem como a metáfora, sendo desvinculada de seu uso. Ela é uma atividade humana. Por esse motivo, podemos manipulá-la, em função de objetivos específicos: comunicar-nos, expressar emoções, impressionar, persuadir, etc. Para que esses objetivos possam ser alcançados, precisamos aprender a utilizar recursos que criem efeitos em sentidos variados. Para produzir certos efeitos, utilizamos as figuras de linguagem, como a já dita metáfora.
Figuras de Linguagem
As figuras de linguagem são recursos estilísticos utilizados no nível dos sons, palavras, das estruturas sintáticas ou do significado para dar maior valor expressivo à linguagem.
As figuras de linguagem podem ser:
Aliteração
Alusão
Ambiguidade
Anáfora
Antítese
Apóstrofe
Cacofonia
Catacrese
Elipse
Eufemismo
Hipérbato
Hipérbole
Metonímia
Onomatopeia
Paradoxo
Pleonasmo
Prosopopeia
Sinestesia
Metáfora: formas de uso
A mais conhecida das figuras de linguagem, a metáfora baseia-se na transferência (a palavra grega metáfora significa transporte) de um termo para um contexto que não lhe é próprio. As metáforas são criadas a partir de uma relação de semelhança que pressupõe um processo anterior de comparação.
Pode-se dizer, portanto, que a comparação está na base da formação das metáforas.
Jornais e revistas costumam usar metáforas em manchetes e títulos de reportagens para resumir a essência do que será dito, ou para chamar a atenção dos leitores.
Imagem: Reprodução
“Para Cesária Evora, Alegria e tristeza são vizinhas”
Tanto a identificação do presidente americano George W. Bush com uma raça de cães (pit bulls) conhecida pela agressividade, como a aproximação entre sentimentos aparentemente opostos, como alegria e tristeza (vizinhas), são feitas por meio das metáforas.
Metáfora na propaganda
A metáfora também está presente em propagandas e comerciais veiculados pela mídia. A todo momento nos deparamos com outdoors, panfletos e cartazes nos revelando características semânticas entre termos ou expressões.
Um bom exemplo é a propaganda da Ruffles que brinca com a palavra onda:
Imagem: Reprodução
Observe como a palavra onda é tomada em diferentes sentidos. Na primeira figura” onda” faz referência à moda, ao momento atual. A palavra não está em seu sentido real (onda do mar), mas sim em sentido figurado. A marca aproveita o formato em ondas, da batata que comercializa para associá-lo à onda do mar. Na segunda figura a batata é colocada como se fosse uma das ondas do mar. Uma tentativa de mostrar o lado literal.
O uso das metáforas é tão frequente que na linguagem que há até quem afirme que através dela compreendemos o mundo.
Mais exemplos de metáfora:
Ela me encarou e seu olhar era “pedra”. – A dureza e rigidez da pedra está sendo atribuída ao olhar. Podemos observar que a palavra pedra está sendo usada de forma figurativa e não no sentido literal da palavra.
Aquela menina é uma “flor”. – Subtende-se que a menina é meiga, bonita, cheirosa, delicada. Ou seja possui características de flor. Mas, sabemos que aqui o vocábulo “flor” não se refere ao órgão de reprodução de uma planta.
Concluindo
Entendemos por metáfora a palavra está sendo empregada fora de seu sentido concreto, real, literal. Trata-se de uma comparação implícita, subentendida no texto. Se caracteriza por comparar sem que sejam empregados termos comparativos.
Figuras de Linguagem
As figuras de linguagem são recursos estilísticos utilizados no nível dos sons, palavras, das estruturas sintáticas ou do significado para dar maior valor expressivo à linguagem.
As figuras de linguagem podem ser:
Aliteração
Alusão
Ambiguidade
Anáfora
Antítese
Apóstrofe
Cacofonia
Catacrese
Elipse
Eufemismo
Hipérbato
Hipérbole
Metonímia
Onomatopeia
Paradoxo
Pleonasmo
Prosopopeia
Sinestesia
Metáfora: formas de uso
A mais conhecida das figuras de linguagem, a metáfora baseia-se na transferência (a palavra grega metáfora significa transporte) de um termo para um contexto que não lhe é próprio. As metáforas são criadas a partir de uma relação de semelhança que pressupõe um processo anterior de comparação.
Pode-se dizer, portanto, que a comparação está na base da formação das metáforas.
Jornais e revistas costumam usar metáforas em manchetes e títulos de reportagens para resumir a essência do que será dito, ou para chamar a atenção dos leitores.
Imagem: Reprodução
“Para Cesária Evora, Alegria e tristeza são vizinhas”
Tanto a identificação do presidente americano George W. Bush com uma raça de cães (pit bulls) conhecida pela agressividade, como a aproximação entre sentimentos aparentemente opostos, como alegria e tristeza (vizinhas), são feitas por meio das metáforas.
Metáfora na propaganda
A metáfora também está presente em propagandas e comerciais veiculados pela mídia. A todo momento nos deparamos com outdoors, panfletos e cartazes nos revelando características semânticas entre termos ou expressões.
Um bom exemplo é a propaganda da Ruffles que brinca com a palavra onda:
Imagem: Reprodução
Observe como a palavra onda é tomada em diferentes sentidos. Na primeira figura” onda” faz referência à moda, ao momento atual. A palavra não está em seu sentido real (onda do mar), mas sim em sentido figurado. A marca aproveita o formato em ondas, da batata que comercializa para associá-lo à onda do mar. Na segunda figura a batata é colocada como se fosse uma das ondas do mar. Uma tentativa de mostrar o lado literal.
O uso das metáforas é tão frequente que na linguagem que há até quem afirme que através dela compreendemos o mundo.
Mais exemplos de metáfora:
Ela me encarou e seu olhar era “pedra”. – A dureza e rigidez da pedra está sendo atribuída ao olhar. Podemos observar que a palavra pedra está sendo usada de forma figurativa e não no sentido literal da palavra.
Aquela menina é uma “flor”. – Subtende-se que a menina é meiga, bonita, cheirosa, delicada. Ou seja possui características de flor. Mas, sabemos que aqui o vocábulo “flor” não se refere ao órgão de reprodução de uma planta.
Concluindo
Entendemos por metáfora a palavra está sendo empregada fora de seu sentido concreto, real, literal. Trata-se de uma comparação implícita, subentendida no texto. Se caracteriza por comparar sem que sejam empregados termos comparativos.
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