Língua Pátria - TV Câmara - Programa 83 - Convencendo o interlocutor: função conativa, apelativa ou imperativa
A função conativa também conhecida como apelativa, é uma das funções da linguagem estudadas pelo linguista russo Roman Jakobson.
O linguista tornou-se famoso pelas seis funções que apontou para a linguagem: referencial, emotiva, conativa (ou apelativa) poética, fática e metalinguística.
Essas funções, segundo ele, não esgotariam o papel da língua, pois tais funções dizem respeito ao papel maior, que é o da comunicação.
As funções da linguagem, apontadas por Jakobson, dizem respeito, na verdade, aos usos particulares da língua que podem estar total ou parcialmente presentes em uma situação comunicativa.
Função conativa ou apelativa – ênfase no receptor
Quando o objetivo da mensagem do texto é persuadir o destinatário, influenciando seu comportamento, dizemos que a função predominante do texto é a conativa, denominada igualmente de função apelativa ou função imperativa, ou também função diretiva.
A linguagem da propaganda é a expressão típica da função conativa.
As expressões linguísticas com vocativos e formas verbais no imperativo também exemplificam essa função, como é o caso das preces, publicidades, propagandas, palestras, pregações, sermões religiosos, discursos políticos, livros de horóscopo e autoajuda.
As autoras Maria Luiza Abaurre e Marcela Pontara, chamam a atenção para uma peça publicitária, que faz uma adaptação da estrutura de uma prece para chamar a atenção para angústia dos publicitários quando as campanhas que fazem são avaliadas pelos seus clientes. Veja abaixo:
função conativaImagem: Reprodução
O texto, de forma bem humorada, todo em primeira pessoa, dirige-se a uma suposta “Nossa Senhora da Aprovação”, pedindo que esta interceda junto ao “Nosso Senhor do Clientes” em nome do autor dessa prece (no caso, um publicitário).
Ao longo do texto, observamos a manutenção da interlocução marcada pelo uso frequente de vocativos: Minha Nossa Senhora da Aprovação
Pronomes: Minha Nossa Senhora; Interceda por mim; Socorra-me; Vós que sois; etc;
E verbos no imperativo: interceda, socorra-me, proteja-me, ajude-me, dê-me, atenda, devolva-me.
O uso dos verbos explicita aquilo que o autor do texto deseja conseguir por meio dessa prece: que suas campanhas publicitárias sejam aprovadas pelos clientes, deixando claro o uso da função conativa no texto.
O linguista tornou-se famoso pelas seis funções que apontou para a linguagem: referencial, emotiva, conativa (ou apelativa) poética, fática e metalinguística.
Essas funções, segundo ele, não esgotariam o papel da língua, pois tais funções dizem respeito ao papel maior, que é o da comunicação.
As funções da linguagem, apontadas por Jakobson, dizem respeito, na verdade, aos usos particulares da língua que podem estar total ou parcialmente presentes em uma situação comunicativa.
Função conativa ou apelativa – ênfase no receptor
Quando o objetivo da mensagem do texto é persuadir o destinatário, influenciando seu comportamento, dizemos que a função predominante do texto é a conativa, denominada igualmente de função apelativa ou função imperativa, ou também função diretiva.
A linguagem da propaganda é a expressão típica da função conativa.
As expressões linguísticas com vocativos e formas verbais no imperativo também exemplificam essa função, como é o caso das preces, publicidades, propagandas, palestras, pregações, sermões religiosos, discursos políticos, livros de horóscopo e autoajuda.
As autoras Maria Luiza Abaurre e Marcela Pontara, chamam a atenção para uma peça publicitária, que faz uma adaptação da estrutura de uma prece para chamar a atenção para angústia dos publicitários quando as campanhas que fazem são avaliadas pelos seus clientes. Veja abaixo:
função conativaImagem: Reprodução
O texto, de forma bem humorada, todo em primeira pessoa, dirige-se a uma suposta “Nossa Senhora da Aprovação”, pedindo que esta interceda junto ao “Nosso Senhor do Clientes” em nome do autor dessa prece (no caso, um publicitário).
Ao longo do texto, observamos a manutenção da interlocução marcada pelo uso frequente de vocativos: Minha Nossa Senhora da Aprovação
Pronomes: Minha Nossa Senhora; Interceda por mim; Socorra-me; Vós que sois; etc;
E verbos no imperativo: interceda, socorra-me, proteja-me, ajude-me, dê-me, atenda, devolva-me.
O uso dos verbos explicita aquilo que o autor do texto deseja conseguir por meio dessa prece: que suas campanhas publicitárias sejam aprovadas pelos clientes, deixando claro o uso da função conativa no texto.
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