Língua Pátria - TV Câmara - Programa 81 - A linguagem explicando ela mesma: função metalinguística ou metalinguagem
A função metalinguística é uma das funções da linguagem estudadas pelo linguista russo Roman Jakobson.
O linguista russo tornou-se famoso pelas seis funções que apontou para a linguagem. São elas: referencial (denotativa, informativa ou cognitiva), emotiva (ou expressiva), conativa (apelativa ou imperativa), poética (ou estética), fática (ou de contato) e metalinguística (ou metalinguagem).
Essas funções, segundo ele, não esgotariam o papel da língua, pois tais funções dizem respeito ao papel maior, que é o da comunicação.
As funções da linguagem, apontadas por Jakobson, dizem respeito, na verdade, aos usos particulares da língua que podem estar total ou parcialmente presentes em uma situação comunicativa.
Função metalinguística
Quando o objetivo da mensagem é falar sobre a própria linguagem, diz-se que predomina no texto a função metalinguística, denominada igualmente de metalinguagem.
Um exemplo evidente da função metalinguística são as definições de verbetes encontradas nos dicionários:
Pronome: Vocábulo que substitui, retoma ou modifica o nome ou um sintagma nominal;
Palavra variável em gênero, número e pessoa que representa ou acompanha o substantivo, indicando-o como pessoa do discurso ou situando-o no espaço, no tempo ou no próprio texto. Classifica-se em: pessoal, possessivo, demonstrativo, indefinido, interrogativo, relativo, reflexivo e recíproco. O pronome pessoal se subdivide em reto, oblíquo e de tratamento. (Dicionário Michaelis)
No caso acima vemos a Língua Portuguesa tratando da Língua Portuguesa, logo, um caso de metalinguagem.
Também ocorrem muito casos de metalinguagem na poesia e no cinema.
No cinema, quando o próprio filme se propõe a discutir cinema. Isto também é função metalinguística.
Grandes diretores se valeram desa função em seus filmes como o diretor Federico Felinni em uma de suas obras mais aplaudidas.
Em Oito e Meio, de 1963, o cineasta vivido por Marcelo Mastroianni está a ponto de rodar seu próximo filme mas ainda não tem ideia de como este será.
função metalinguísticaImagem: Reprodução
Mergulhado em uma crise existencial e pressionado pelo produtor, pela mulher, pela amante e pelos amigos, ele se interna em uma estação de águas e passa a misturar o passado com o presente, ficção com realidade. Ou seja, metalinguagem pura.
Outro caso bastante conhecido no cinema é o do filme Cantando na Chuva, dirigido por Gene Gene Kelly e Stanley Donen, em 1952.
Na película, que se passa em 1927, Hollywood vive o caos da transição do cinema mudo para o falado.
Don Lockwood (Gene Kelly) e Lina Lamont (Jean Hage), o casal mais querido do cinema mudo, prepara-se para rodar um musical.
Mas infelizmente Lina não só não sabe cantar, como tem uma voz horrível. A estreante Kathy Selden (Debbie Reynolds) é chamada a emprestar sua voz à estrela.
A tensão aumenta quando Don se apaixona pela doce Kathy. Ao lado de seu inseparável amigo, o compositor Cosmo Brown (Donald O’ Connor), ele tenta mostrar ao mundo o talento de Kathy.
Imagem: Reprodução
Assim podemos observar o cinema lidando com questões do cinema (bastidores, tensões, crises), se tratando também da função metalinguística da linguagem proposta por Roman Jakobson.
O linguista russo tornou-se famoso pelas seis funções que apontou para a linguagem. São elas: referencial (denotativa, informativa ou cognitiva), emotiva (ou expressiva), conativa (apelativa ou imperativa), poética (ou estética), fática (ou de contato) e metalinguística (ou metalinguagem).
Essas funções, segundo ele, não esgotariam o papel da língua, pois tais funções dizem respeito ao papel maior, que é o da comunicação.
As funções da linguagem, apontadas por Jakobson, dizem respeito, na verdade, aos usos particulares da língua que podem estar total ou parcialmente presentes em uma situação comunicativa.
Função metalinguística
Quando o objetivo da mensagem é falar sobre a própria linguagem, diz-se que predomina no texto a função metalinguística, denominada igualmente de metalinguagem.
Um exemplo evidente da função metalinguística são as definições de verbetes encontradas nos dicionários:
Pronome: Vocábulo que substitui, retoma ou modifica o nome ou um sintagma nominal;
Palavra variável em gênero, número e pessoa que representa ou acompanha o substantivo, indicando-o como pessoa do discurso ou situando-o no espaço, no tempo ou no próprio texto. Classifica-se em: pessoal, possessivo, demonstrativo, indefinido, interrogativo, relativo, reflexivo e recíproco. O pronome pessoal se subdivide em reto, oblíquo e de tratamento. (Dicionário Michaelis)
No caso acima vemos a Língua Portuguesa tratando da Língua Portuguesa, logo, um caso de metalinguagem.
Também ocorrem muito casos de metalinguagem na poesia e no cinema.
No cinema, quando o próprio filme se propõe a discutir cinema. Isto também é função metalinguística.
Grandes diretores se valeram desa função em seus filmes como o diretor Federico Felinni em uma de suas obras mais aplaudidas.
Em Oito e Meio, de 1963, o cineasta vivido por Marcelo Mastroianni está a ponto de rodar seu próximo filme mas ainda não tem ideia de como este será.
função metalinguísticaImagem: Reprodução
Mergulhado em uma crise existencial e pressionado pelo produtor, pela mulher, pela amante e pelos amigos, ele se interna em uma estação de águas e passa a misturar o passado com o presente, ficção com realidade. Ou seja, metalinguagem pura.
Outro caso bastante conhecido no cinema é o do filme Cantando na Chuva, dirigido por Gene Gene Kelly e Stanley Donen, em 1952.
Na película, que se passa em 1927, Hollywood vive o caos da transição do cinema mudo para o falado.
Don Lockwood (Gene Kelly) e Lina Lamont (Jean Hage), o casal mais querido do cinema mudo, prepara-se para rodar um musical.
Mas infelizmente Lina não só não sabe cantar, como tem uma voz horrível. A estreante Kathy Selden (Debbie Reynolds) é chamada a emprestar sua voz à estrela.
A tensão aumenta quando Don se apaixona pela doce Kathy. Ao lado de seu inseparável amigo, o compositor Cosmo Brown (Donald O’ Connor), ele tenta mostrar ao mundo o talento de Kathy.
Imagem: Reprodução
Assim podemos observar o cinema lidando com questões do cinema (bastidores, tensões, crises), se tratando também da função metalinguística da linguagem proposta por Roman Jakobson.
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