Língua Pátria - TV Câmara - Programa 7 - Figuras de Palavras: Catacrese
A catacrese funciona como uma figura de palavra, sendo considerada por muitos como um tipo de metáfora. A explicação se dá por seu uso ser destinado à nominação de algo que, propriamente, não possui denominação real.
Nela, utiliza-se de um termo fora do sentido real e literal. Sendo empregada de forma natural, ela existe devido ao nome adequado e/ou específico, a fim de identificar aquilo que é de desejo expressar, criando uma comunicação concreta.
Exemplos pontuais de catacrese
Manga da camisa;
Pé da mesa;
Cabeça do alho;
Costas da cadeira;
Em alguns casos, a catacrese pode ser confundida com a personificação ou prosopopeia. O caso das “costas da cadeira”, por exemplo, acaba muitas vezes trazendo confusão.
Entretanto, a fim de diferenciar, a catacrese expõe uma nominação que não existe para aquele objeto. A personificação ou prosopopeia, por outro lado, trata mais da questão sentimental como característica.
Etimologicamente, a catacrese já ajuda a encontrar um norte para seu uso e significação. Do latim, catachresis, originário do grego Katakhresis, com significado de “mau uso”. Ou seja, apesar de correto, o uso é, ao mesmo tempo, incorreto.
Como identificar
Denominada com uma figura de palavra dentro das figuras de linguagem, a catacrese emprega vocábulos em sentido figurado e/ou conotativo. A linguagem figurada corresponde à representação de uma sentença que não há em seu sentido real.
A catacrese é totalmente subjetiva e válida somente se inserida no contexto ao qual é empregada. Desta maneira, é possível pensar nesta figura de linguagem como o termo conotativo utilizado para atender uma necessidade do idioma.
O uso é considerado como necessário, pois ela substitui o vocábulo que é inexistente.
Basicamente, a catacrese é um empréstimo de palavras.
Toma-se, por exemplo, a “manga da camisa”. A palavra manga não está empregada da forma como seu sentido real é sabido e compreendido.
Entretanto, não existe outra palavra para referir-se àquela parte de uma roupa. Então, toma-se um empréstimo de uma palavra, a fim de adquirir um novo significado; um novo sentido.
Diversas palavras que a catacrese utiliza são emprestadas, como também originadas de tantas outras. Isso é explicado pela semelhança conotativa que apresentam e que pode representar aquilo que se deseja nominar.
Nela, utiliza-se de um termo fora do sentido real e literal. Sendo empregada de forma natural, ela existe devido ao nome adequado e/ou específico, a fim de identificar aquilo que é de desejo expressar, criando uma comunicação concreta.
Exemplos pontuais de catacrese
Manga da camisa;
Pé da mesa;
Cabeça do alho;
Costas da cadeira;
Em alguns casos, a catacrese pode ser confundida com a personificação ou prosopopeia. O caso das “costas da cadeira”, por exemplo, acaba muitas vezes trazendo confusão.
Entretanto, a fim de diferenciar, a catacrese expõe uma nominação que não existe para aquele objeto. A personificação ou prosopopeia, por outro lado, trata mais da questão sentimental como característica.
Etimologicamente, a catacrese já ajuda a encontrar um norte para seu uso e significação. Do latim, catachresis, originário do grego Katakhresis, com significado de “mau uso”. Ou seja, apesar de correto, o uso é, ao mesmo tempo, incorreto.
Como identificar
Denominada com uma figura de palavra dentro das figuras de linguagem, a catacrese emprega vocábulos em sentido figurado e/ou conotativo. A linguagem figurada corresponde à representação de uma sentença que não há em seu sentido real.
A catacrese é totalmente subjetiva e válida somente se inserida no contexto ao qual é empregada. Desta maneira, é possível pensar nesta figura de linguagem como o termo conotativo utilizado para atender uma necessidade do idioma.
O uso é considerado como necessário, pois ela substitui o vocábulo que é inexistente.
Basicamente, a catacrese é um empréstimo de palavras.
Toma-se, por exemplo, a “manga da camisa”. A palavra manga não está empregada da forma como seu sentido real é sabido e compreendido.
Entretanto, não existe outra palavra para referir-se àquela parte de uma roupa. Então, toma-se um empréstimo de uma palavra, a fim de adquirir um novo significado; um novo sentido.
Diversas palavras que a catacrese utiliza são emprestadas, como também originadas de tantas outras. Isso é explicado pela semelhança conotativa que apresentam e que pode representar aquilo que se deseja nominar.
A palavra azulejo,originalmente servia para designar ladrilhos de cor azul. Hoje, essa palavra perdeu a sua ideia de azul e passou a designar ladrilhos de qualquer cor. Tanto que dizemos azulejos brancos, amarelos, azuis, verdes, etc.
Essa é uma outra característica da catacrese: as palavras perdem o seu sentido original.
Outros exemplos: secretária, originalmente era um móvel em que se guardavam segredos, hoje significa uma mulher que exerce o secretariado, ou seja, que atende telefonemas, agenda reuniões e outros compromissos, organiza documentos diversos, entre outros e também uma mesa com gavetas, usada para escrever e também para guardar livros e documentos, ou seja, uma escrivaninha ou papeleira
impostor, originalmente era aquele que cobrava impostos, hoje esse adjetivo passou a significar mentiroso, enganador
sabatina, originalmente se referia ao sábado, hoje é sinônimo de arguição, prova.
salário, originalmente era um pagamento feito em sal, hoje em dia pode ser feito em qualquer forma.
famigerado, originalmente se referia a alguém famoso ou notável, hoje possui uma conotação negativa, referindo-se àquele que possui má fama.
rival, originalmente se referia àquele que vivia às margens de um rio, hoje em dia passou a significar adversário, concorrente, pessoa ou entidade que disputa outra em primazia, comparável ao outro em merecimento.
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