Língua Pátria - TV Câmara - Programa 56 - Analfabetismo Funcional
O analfabetismo funcional diz respeito ao indivíduo que não possui a capacidade de interpretação de textos. Ou seja, apesar de ser alfabetizado, tecnicamente, ele não é capaz de interpretar um dado escrito.
Termo pouco familiar, ele está aplicado a mais pessoas do que se imagina. Define-se como analfabeto funcional uma pessoa que:
Embora alfabetizado, não consegue compreender construções frasais simples;
Apesar de conhecer números, não interpreta gráficos simples;
Não consegue realizar operações matemáticas mais elaboradas;
Não exerce a leitura por incapacidade de entender aquilo que é escrito;
No Brasil, o problema é agravante. Segundo pesquisa elaborada pelo Instituto Pró-Livro, 50% das pessoas entrevistadas declaram não ler livros. O motivo? Não consegue compreender e interpretar o que o autor diz.
Ou seja, a pessoa capta o significado das palavras, mas sequer consegue conceber o contexto. Mas isso não se restringe à baixa escolaridade, uma vez que, em inúmeras pesquisas, avaliam-se pessoas com graduação superior com analfabetismo funcional.
analfabetismo funcional(Imagem: Reprodução)
Classificação da alfabetização
O Indicador de Analfabetismo Funcional (Inaf) abrange a alfabetização em quatro diferentes níveis. Estes são:
Analfabetos: pessoas incapazes de ler, escrever e reconhecer símbolos ou signos escritos;
Alfabetizados em nível rudimentar: capacidade de ler e escrever palavras simples (geralmente monossílabos e dissílabos) e alguns números;
Alfabetizados em nível básico: capacidade ler, escrever e compreender palavras, locuções e formações frasais. Capacidade, ainda, de aplicar conhecimentos matemáticos e interpretação de gráficos;
Alfabetizados em nível pleno: nível de escrita, leitura e interpretação aguçados, bem como o entendimento aprofundado dos números;
A partir desta disposição, o Inaf considera os dois primeiros (Analfabetos e Alfabetizados em nível rudimentar) como analfabetismo funcional. Por outro lado, os dois últimos estariam adequadamente alfabetizados.
Causas do Analfabetismo Funcional
O analfabetismo funcional está ligado a algumas causas pontuais. Entre estas causas, podem ser destacadas:
Ensino Básico de baixa qualidade
Ineficiência no sistema de alfabetização atual;
Prezar pelo significado das palavras e não pelo contexto;
Ausência de campanhas de incentivo à leitura;
Descaso do governo para com a educação;
Falta de políticas públicas para o oferecimento de oficinas, cursos ou minicursos de leitura e interpretação;
Como solucionar?
As medidas são sutis e a evolução é gradual. De uma perspectiva micro, o investimento na educação básica deveria ser prioridade. Contudo, a distância entre governo federal e os estados e municípios (que ministram o dinheiro público destinado às escolas de ensino básico) é imensa.
Por esse motivo, a federalização da educação básica deveria ser a prioridade. Isso se deve ao fato de observação rápida dos Institutos Federais (os IF’s). O funcionamento se assemelha a uma Universidade, e sua qualidade é inquestionável.
Além de elevar o nível do ensino, a proximidade do Governo Federal com as escolas seria maior. Apesar da igual dificuldade nesta resolução, uma vez que seriam escolas em demasia para um controle, o segredo é incentivo.
Ao menos por hora, incentivar a leitura, o entendimento do contexto e o escanteio para o significado. A real solução para a extinção do analfabetismo funcional, segundo o pedagogo Paulo Freire, é ensinar o contexto de uma palavra, jamais apenas seu significado.
Limitar uma sentença ao significado é limitar a capacidade de interpretação, este o real ponto a corrigir do analfabetismo funcional.
Termo pouco familiar, ele está aplicado a mais pessoas do que se imagina. Define-se como analfabeto funcional uma pessoa que:
Embora alfabetizado, não consegue compreender construções frasais simples;
Apesar de conhecer números, não interpreta gráficos simples;
Não consegue realizar operações matemáticas mais elaboradas;
Não exerce a leitura por incapacidade de entender aquilo que é escrito;
No Brasil, o problema é agravante. Segundo pesquisa elaborada pelo Instituto Pró-Livro, 50% das pessoas entrevistadas declaram não ler livros. O motivo? Não consegue compreender e interpretar o que o autor diz.
Ou seja, a pessoa capta o significado das palavras, mas sequer consegue conceber o contexto. Mas isso não se restringe à baixa escolaridade, uma vez que, em inúmeras pesquisas, avaliam-se pessoas com graduação superior com analfabetismo funcional.
analfabetismo funcional(Imagem: Reprodução)
Classificação da alfabetização
O Indicador de Analfabetismo Funcional (Inaf) abrange a alfabetização em quatro diferentes níveis. Estes são:
Analfabetos: pessoas incapazes de ler, escrever e reconhecer símbolos ou signos escritos;
Alfabetizados em nível rudimentar: capacidade de ler e escrever palavras simples (geralmente monossílabos e dissílabos) e alguns números;
Alfabetizados em nível básico: capacidade ler, escrever e compreender palavras, locuções e formações frasais. Capacidade, ainda, de aplicar conhecimentos matemáticos e interpretação de gráficos;
Alfabetizados em nível pleno: nível de escrita, leitura e interpretação aguçados, bem como o entendimento aprofundado dos números;
A partir desta disposição, o Inaf considera os dois primeiros (Analfabetos e Alfabetizados em nível rudimentar) como analfabetismo funcional. Por outro lado, os dois últimos estariam adequadamente alfabetizados.
Causas do Analfabetismo Funcional
O analfabetismo funcional está ligado a algumas causas pontuais. Entre estas causas, podem ser destacadas:
Ensino Básico de baixa qualidade
Ineficiência no sistema de alfabetização atual;
Prezar pelo significado das palavras e não pelo contexto;
Ausência de campanhas de incentivo à leitura;
Descaso do governo para com a educação;
Falta de políticas públicas para o oferecimento de oficinas, cursos ou minicursos de leitura e interpretação;
Como solucionar?
As medidas são sutis e a evolução é gradual. De uma perspectiva micro, o investimento na educação básica deveria ser prioridade. Contudo, a distância entre governo federal e os estados e municípios (que ministram o dinheiro público destinado às escolas de ensino básico) é imensa.
Por esse motivo, a federalização da educação básica deveria ser a prioridade. Isso se deve ao fato de observação rápida dos Institutos Federais (os IF’s). O funcionamento se assemelha a uma Universidade, e sua qualidade é inquestionável.
Além de elevar o nível do ensino, a proximidade do Governo Federal com as escolas seria maior. Apesar da igual dificuldade nesta resolução, uma vez que seriam escolas em demasia para um controle, o segredo é incentivo.
Ao menos por hora, incentivar a leitura, o entendimento do contexto e o escanteio para o significado. A real solução para a extinção do analfabetismo funcional, segundo o pedagogo Paulo Freire, é ensinar o contexto de uma palavra, jamais apenas seu significado.
Limitar uma sentença ao significado é limitar a capacidade de interpretação, este o real ponto a corrigir do analfabetismo funcional.
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