Língua Pátria - TV Câmara - Programa 11 - Transitividade Verbal
A transitividade verbal representa as diferentes classificações que um verbo poderá ter de acordo com sua predicação. Serão eles o verbo intransitivo, verbo transitivo (abrangendo o transitivo direto, indireto e direto-indireto), apresentando diferenças entre si.
transitividade verbal(Imagem: Reprodução)
Classificação segundo a transitividade verbal
A classificação segundo a transitividade verbal abrange o verbo intransitivo, o transitivo e o verbo de ligação. A partir destes, exemplos e tipos poderão delimitar adequadamente cada um dos tipos de verbos segundo a sua transitividade.
Verbo transitivo
O verbo, primeiramente, é classificado como transitivo. Aquele com sentido incompleto, que exige complementação. Sem o complemento concreto, a oração não apresenta significado. Uma característica importante é que o verbo transitivo pode ou não vir revelado na oração.
Ele poderá ser dividido em três diferentes tipos:
Verbo transitivo direto
Acompanha um objeto sem a preposição como obrigatória, sendo um objeto direto ou objeto direto acompanhado de preposição.
Exemplo:
O sujeito comprou os livros de leitura obrigatória.
O maratonista percorreu até os 30 quilômetros da prova.
Na primeira oração nota-se um verbo transitivo direto “comprar”, que exige complementação. Afinal, comprou algo/alguma coisa. Logo após o verbo, nota-se a presença de um artigo, e não de uma preposição, sendo um objetivo direto sem preposição.
Enquanto isso, na segunda oração nota-se o mesmo verbo que exige complementação. Percorreu o quê? Percorreu quanto? A frase exige complementação, e inicia-se junto de uma preposição, “até”.
Verbo transitivo indireto
É aquele que, obrigatoriamente, deverá apresentar o complemento com a preposição integrada à oração.
Exemplo:
O homem obedeceu ao chefe.
Na oração em questão há um verbo transitivo que exige complemente, no caso “obedecer”. Afinal, para obedecer exige-se a representação de algo ou alguém; obedecer a alguém.
Sendo assim, a presença da preposição “ao” se fará necessária a fim de garantir o que se denomina como objeto indireto.
Verbo transitivo direto-indireto
Apesar de ser um dos conceitos de transitividade verbal mais complexo, exige-se apenas atenção para compreender. Isso porque o verbo transitivo direto-indireto representará aquele que acompanha duas predicações, uma acompanhada de preposição (objeto indireto) e uma não acompanhada de preposição (objeto direto), e antigamente se chamava bitransitivo, após a publicação de uma portaria do MEC, em 1959, que lançou a NGB, passou a se chamar transitivo direto e indireto.
Entre os principais verbos transitivos diretos e indiretos, estão: atirar, atribuir, dar, doar, ceder, apresentar, ofertar, oferecer, pedir, prometer, explicar, ensinar, proporcionar, perdoar, pagar, preferir, devolver, chamar, entregar, perguntar, informar, aconselhar, propor, prevenir, relatar, narrar.
Exemplo:
O noticiário dedicou um bloco ao fato.
O verbo dedicar exige o complemento e o objeto direto em seguida acaba exigindo, igualmente, a complementação. Afinal, dedicou o quê? Um bloco ao quê? E assim constrói-se a formação de verbo transitivo direto-indireto.
Verbo intransitivo
É aquele cujo sentido é completo. Não se faz necessário o complemento para compreensão da oração. É frequente serem acrescentadas informações a um verbo intransitivo. Embora isso seja possível, essas informações não são obrigatórias nem necessárias para a compreensão do significado do verbo, apenas para o seu enriquecimento, uma informação adicional, extra.
Essas outras informações são os adjuntos adverbiais, ou seja, um termo acessório da oração, ou seja, exerce uma função secundária, dispensável, cuja função é indicar uma circunstância (tempo, lugar, modo, intensidade, afirmação, negação, dúvida, causa, companhia, concessão, instrumento, meio, condição, finalidade, assunto, direção, exclusão, frequência, matéria, conformidade, interesse, referência, ordem, medida, peso, proporção, reciprocidade, substituição, favor, inclusão, consequência, conclusão e argumento, esse último com as expressões chegar de e bastar de, no imperativo).
Exemplo:
O homem dormiu.
Verbo de ligação
Apesar de, necessariamente, não estar presente na transitividade verbal, o verbo de ligação é importante para compreensão do conceito. Isso porque ele será indispensável para compreender a relação entre um atributo do sujeito e o próprio sujeito, abrangendo sempre o estado de algo ou sua mudança.
Exemplo:
O homem é bonito.
O homem está bonito.
O homem ficou bonito.
Em todos os casos o atributo do sujeito é a adjetivação “bonito”. No primeiro caso temos o estado de permanência, no segundo o estado transitório, e, por último, a mudança de estado.
Estado permanente: ser, viver
Estado transitório: estar, andar (não no sentido de caminhar e sim de estar ultimamente), virar, achar-se, encontrar-se
Estado aparente: parecer, semelhar, assemelhar-se
Continuidade de estado: continuar, permanecer, persistir
Mudança de estado: ficar, tornar-se, acabar
CAFESVT P2 - continuar, andar, ficar, estar, ser, virar, tornar-se, parecer, permanecer
transitividade verbal(Imagem: Reprodução)
Classificação segundo a transitividade verbal
A classificação segundo a transitividade verbal abrange o verbo intransitivo, o transitivo e o verbo de ligação. A partir destes, exemplos e tipos poderão delimitar adequadamente cada um dos tipos de verbos segundo a sua transitividade.
Verbo transitivo
O verbo, primeiramente, é classificado como transitivo. Aquele com sentido incompleto, que exige complementação. Sem o complemento concreto, a oração não apresenta significado. Uma característica importante é que o verbo transitivo pode ou não vir revelado na oração.
Ele poderá ser dividido em três diferentes tipos:
Verbo transitivo direto
Acompanha um objeto sem a preposição como obrigatória, sendo um objeto direto ou objeto direto acompanhado de preposição.
Exemplo:
O sujeito comprou os livros de leitura obrigatória.
O maratonista percorreu até os 30 quilômetros da prova.
Na primeira oração nota-se um verbo transitivo direto “comprar”, que exige complementação. Afinal, comprou algo/alguma coisa. Logo após o verbo, nota-se a presença de um artigo, e não de uma preposição, sendo um objetivo direto sem preposição.
Enquanto isso, na segunda oração nota-se o mesmo verbo que exige complementação. Percorreu o quê? Percorreu quanto? A frase exige complementação, e inicia-se junto de uma preposição, “até”.
Verbo transitivo indireto
É aquele que, obrigatoriamente, deverá apresentar o complemento com a preposição integrada à oração.
Exemplo:
O homem obedeceu ao chefe.
Na oração em questão há um verbo transitivo que exige complemente, no caso “obedecer”. Afinal, para obedecer exige-se a representação de algo ou alguém; obedecer a alguém.
Sendo assim, a presença da preposição “ao” se fará necessária a fim de garantir o que se denomina como objeto indireto.
Verbo transitivo direto-indireto
Apesar de ser um dos conceitos de transitividade verbal mais complexo, exige-se apenas atenção para compreender. Isso porque o verbo transitivo direto-indireto representará aquele que acompanha duas predicações, uma acompanhada de preposição (objeto indireto) e uma não acompanhada de preposição (objeto direto), e antigamente se chamava bitransitivo, após a publicação de uma portaria do MEC, em 1959, que lançou a NGB, passou a se chamar transitivo direto e indireto.
Entre os principais verbos transitivos diretos e indiretos, estão: atirar, atribuir, dar, doar, ceder, apresentar, ofertar, oferecer, pedir, prometer, explicar, ensinar, proporcionar, perdoar, pagar, preferir, devolver, chamar, entregar, perguntar, informar, aconselhar, propor, prevenir, relatar, narrar.
Exemplo:
O noticiário dedicou um bloco ao fato.
O verbo dedicar exige o complemento e o objeto direto em seguida acaba exigindo, igualmente, a complementação. Afinal, dedicou o quê? Um bloco ao quê? E assim constrói-se a formação de verbo transitivo direto-indireto.
Verbo intransitivo
É aquele cujo sentido é completo. Não se faz necessário o complemento para compreensão da oração. É frequente serem acrescentadas informações a um verbo intransitivo. Embora isso seja possível, essas informações não são obrigatórias nem necessárias para a compreensão do significado do verbo, apenas para o seu enriquecimento, uma informação adicional, extra.
Essas outras informações são os adjuntos adverbiais, ou seja, um termo acessório da oração, ou seja, exerce uma função secundária, dispensável, cuja função é indicar uma circunstância (tempo, lugar, modo, intensidade, afirmação, negação, dúvida, causa, companhia, concessão, instrumento, meio, condição, finalidade, assunto, direção, exclusão, frequência, matéria, conformidade, interesse, referência, ordem, medida, peso, proporção, reciprocidade, substituição, favor, inclusão, consequência, conclusão e argumento, esse último com as expressões chegar de e bastar de, no imperativo).
Exemplo:
O homem dormiu.
Verbo de ligação
Apesar de, necessariamente, não estar presente na transitividade verbal, o verbo de ligação é importante para compreensão do conceito. Isso porque ele será indispensável para compreender a relação entre um atributo do sujeito e o próprio sujeito, abrangendo sempre o estado de algo ou sua mudança.
Exemplo:
O homem é bonito.
O homem está bonito.
O homem ficou bonito.
Em todos os casos o atributo do sujeito é a adjetivação “bonito”. No primeiro caso temos o estado de permanência, no segundo o estado transitório, e, por último, a mudança de estado.
Estado permanente: ser, viver
Estado transitório: estar, andar (não no sentido de caminhar e sim de estar ultimamente), virar, achar-se, encontrar-se
Estado aparente: parecer, semelhar, assemelhar-se
Continuidade de estado: continuar, permanecer, persistir
Mudança de estado: ficar, tornar-se, acabar
CAFESVT P2 - continuar, andar, ficar, estar, ser, virar, tornar-se, parecer, permanecer
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